domingo, 28 de dezembro de 2014

Passageiros reclamam do aumento de passagens de ônibus em BH

28/12/2014 - Estado de Minas

Reajuste nas tarifas do transporte público entra em vigor amanhã. Aumento médio é de 8,5%. Táxi-lotação também subiu. Usuários reclamam do valor e da qualidade do serviço

Márcia Maria Cruz /Estado de Minas

Jair Amaral/EM/D.A Press
Jair Amaral/EM/D.A Press
Maria dos Santos se preocupa com quem ganha salário mínimo e tem de pagar o transporte

Usuários do transporte coletivo em Belo Horizonte vão pagar mais caro pelo serviço a partir de amanhã. As tarifas de ônibus terão reajuste médio de 8,5%. O preço da passagem das linhas troncais do sistema, incluindo as do Move, perimetrais, diametrais e semi-expressas passa de R$ 2,85 para R$ 3,10. Também foram reajustadas as linhas circulares que passarão de R$ 2,05 para R$ 2,20. Cerca de 80% das linhas se enquadram na tarifa de R$ 3,10 e 18% nas de R$ 2,20 e R$ 0,70. O gerente Lucas Cota, de 24 anos, pega a linha 66 do Move e passará a pagar R$ 0,25 a mais por cada deslocamento de ida e volta. “O aumento onera muito. O reajuste foi maior que o do salário. Como isso, estão diminuindo o poder de compra da população”, reclama o jovem que mora no Bairro Heliópolis, na Região Norte, e trabalha no Centro.

Quem utiliza os táxis-lotação que circulam pelas avenidas Afonso Pena e Contorno também vai pagar mais caro pelo serviço. A passagem, que atualmente custa R$ 3,15 passará para R$ 3,40. Segundo a portaria da BHTrans, a atualização do preço acompanha as alterações de valores dos ônibus, para “manter o equilíbrio operacional entre os dois serviços”.

Na nota oficial em que informa o reajuste das tarifas, a BHTrans disse também que o aumento decorre da necessidade de cobrir custos operacionais e de insumos, como o óleo diesel e o salário dos funcionários das empresas de transporte coletivo da capital. A empresa que gerencia o transporte público na capital também disse que, no período de 2009 a 2014, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 39,17%, enquanto o reajuste acumulado da tarifa de ônibus em BH foi de 34,78%, “portanto, 11,2% menor do que a inflação geral (já considerando o reajuste tarifário em vigor a partir de 29 de dezembro.”

RECLAMAÇÕES O reajuste desagradou aos usuários. “É um aumento abusivo. Particularmente, pagarei esse valor para andar pouco mais de 1,5 quilômetro. Pego o ônibus na estação do BRT, na Avenida Santos Dumont, e desço próximo ao Hospital Belo Horizonte. O valor não equivale ao trecho e à qualidade do transporte, que é horrível”, afirma o comerciário Marcos Pereira Lage, de 52. Como mora no Bairro Bom Jesus e trabalha na Cidade Nova, ele precisa pegar, diariamente, duas conduções para ir e duas para voltar.

A costureira Maria dos Santos Filho, de 72, pode contar com a gratuidade do transporte na sua faixa etária. Nso entanto, diz que o reajuste irá sobrecarregar financeiramente os filhos. “O trabalhador não ganha suficiente para isso. Meus filhos são trabalhadores de baixa renda. Como fica a situação de quem tem um salário de R$ 720 por mês? Como gasta boa parte com transporte, não sobra nem para o lanche. O máximo que poderiam aumentar é R$ 0,05”, diz.

O assistente de exportação João Paulo Lima Costa, de 23, também já calcula os custos com o reajuste. Como mora em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, e trabalha na Savassi, na Região Centro-sul, precisa pegar um ônibus integração metropolitano e uma linha do Move. “Pensei que o reajuste dos serviços públicos viria depois do aumento do salário mínimo”, diz. Para ele, o aumento da tarifa não é acompanhado da melhoria do serviço. “O transporte melhorou quase nada com o Move. É confortável, mas sempre é cheio. A linha que pego, às vezes fica 15 minutos parada no quarteirão da Avenida Santos Dumont.”

Os créditos válidos do Cartão BHBus Vale-transporte (cartão amarelo), adquiridos até 28 de dezembro, terão seu valor de compra mantido até o fim de sua validade. Caso queira, o usuário poderá trocar seus créditos antigos pelos valores das tarifas reajustadas em até 30 dias após a data do atual reajuste, sem complementação de valor.

Memória

Protestos em 2013

Em junho do ano passado, as manifestações contra o reajuste das tarifas do transporte coletivo tomaram conta do país, com protestos em quase todas as capitais e em cidades do interior. Em Belo Horizonte, o reajuste de 8% no valor da tarifa, em vigor desde janeiro, motivou os manifestantes. Pressionado, o prefeito Marcio Lacerda reduziu o valor da tarifa em R$ 0,15, com a passagem das linhas diametrais caindo de R$ 2,80 para R$ 2,65, preço vigente em dezembro de 2012. Em abril desse ano, a PBH descongelou o preço das tarifas, que passou de R$ 2,65 para R$ 2,85

NOVAS TARIFAS

» Linhas troncais Move e demais troncais do sistema, perimetrais, diametrais e semiexpressas de R$ 2,85 para R$ 3,10

» Linhas circulares e alimentadoras (ônibus na cor amarelo): de R$ 2,05 para R$ 2,20

» Linhas de vilas e favelas de R$ 0,65 ara R$ 0,70

» Linha executiva SE01 (Savassi/Cidade Administrativa) - de R$ 5,40 para R$ 5,80

» Linha Executiva SE02 (Buritis/Savassi) de R$ 4,35 para R$ 4,65

sábado, 27 de dezembro de 2014

Tarifas de ônibus em Belo Horizonte aumentam a partir desta segunda-feira

27/12/2014 - Estado de Minas

Reajuste também atinge os táxis-lotação. No caso dos ônibus, a média do reajuste é de 8,5%. Passagem mais cara aumentou R$0,25 e passa a custar R$3,10. Na Grande BH, tarifas também sobem na próxima semana

Clarisse Souza

Euler Junior/EM/D.A.Press
Euler Junior/EM/D.A.Press
Mudança passa a vigorar a partir desta segunda-feira, 29

Usuários do transporte coletivo em Belo Horizonte devem se preparar para pagar mais caro pelo serviço ainda neste fim de ano. O preço das tarifas de ônibus sofrerão reajuste médio de 8,5% a partir da zero hora desta segunda-feira, 29. Segundo portaria publicada pela BHTrans no Diário Oficial do Município (DOM), com a mudança, a passagem mais cara – que custava R$ 2,85 – passará para R$ 3,10, um acréscimo de R$0,25. 

A justificativa para o aumento das tarifas, segundo a BHTrans, é a necessidade de cobrir custos operacionais e de insumos, como o óleo diesel e o salário dos funcionários das empresas de transporte coletivo da capital. 

Quem utiliza os táxis-lotação que circulam pelas avenidas Afonso Pena e Contorno também sentirão no bolso o peso do reajuste. A passagem, que atualmente custa R$3,15 passará para R$3,40 a partir de segunda-feira. Segundo a portaria da BHTrans, a atualização do preço acompanha as alterações de valores dos ônibus, para "manter o equilíbrio operacional entre os dois serviços".

Confira as novas tarifas dos ônibus em BH

• Linhas troncais MOVE e demais troncais do sistema, perimetrais, diametrais e semi-expressas: a tarifa passará de R$ 2,85 para R$ 3,10;
• Tarifa de integração com o metrô: de R$ 2,85 para R$ 3,10;
• Linhas circulares e alimentadoras (ônibus na cor amarela): de R$ 2,05 para R$ 2,20;
• Linhas de vilas e favelas (microônibus na cor amarela): de R$ 0,65 para RS 0,70;
• Linha Executiva SE01(Savassi/Cid. Administrativa): de R$ 5,40 para R$ 5,80;
• Linha Executiva SE02(Buritis/Savassi): de R$ 4,35 para R$ 4,65.


Ônibus da Grande BH também têm reajuste

As tarifas dos ônibus que atendem 34 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte terão reajuste de 12,78% a partir desta segunda-feira (29). Segundo a Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), serão afetados os preços das passagens de 745 linhas, que transportam uma média diária de 823 mil passageiros em toda a Grande BH. De acordo com o órgão, também haverá reajuste nas tarifas de táxis metropolitanos, que ficarão 8,21% mais caras.

Segundo comunicado divulgado pela Setop, a atualização dos preços das passagens dos coletivos metropolitanos leva em conta o aumento dos custos no período de novembro de 2013 a outubro de 2014. Entre os fatores que pesaram no reajuste, estão gastos com combustível, custo com pessoal e com a manutenção da frota de veículos.

Do total do reajuste, a secretaria informa que 1,92% corresponde à modernização da frota, que passou a contar com 116 novos ônibus articulados e outros 145 do tipo padron. Outros 2,21% foram acrescidos em função da operação dos Terminais Metropolitanos de Morro Alto, Vilarinho, São Gabriel, Sarzedo e Ibirité; das estações de São Benedito e Justinópolis, das 28 estações de transferência na Av. Antônio Carlos, Av. Cristiano Machado e Av. Pedro I, de duas estações na Av. Paraná e na Av. Santos Dumont, das 7 estações na MG10, 4 na Av. Brasília e 2 na Av. Civilização, uma na Av. Pedro I (Risoleta Neves) e uma na Praça Aarão Reis.

Os ônibus vão circular com cartazes para informar aos passageiros os novos valores das tarifas. Para informações e reclamações os usuários podem utilizar o telefone 155 opção 6 ou o email do DER/MG: atendimento@der.mg.gov.br.

Táxis especiais

Os usuários dos táxis metropolitanos também devem se preparar para pagar mais caro pelas viagens em toda a Grande BH. O custo quilométrico I, passa de R$2,63 para R$2,85 e a bandeirada passa de R$4,78 para R$5,17.

A cobrança do custo quilométrico rodado II será de R$3,42 e será permitida somente em corridas aferidas pelo taxímetro, no horário noturno, no período compreendido de 22 às 6 horas, de segunda a sexta feira. Aos domingos e feriados e aos sábados o início do período é antecipado para às 14 horas. Não poderá haver cobrança de taxa de retorno, de volumes transportados e de transporte por carrinho de supermercado.

Confira o preço de alguns serviços

Preço Mínimo: R$2,60 (16 linhas com esta tarifa)
Preço Médio: R$3,95. (tarifa preponderante do sistema, 30 % das linhas em operação).
No total, o sistema metropolitano possui 57 grupos tarifários.

Algumas linhas metropolitanas:

Igarapé - Nossa Senhora da Paz, Capim Branco - Matozinhos, Ribeirão das Neves - Estação Vilarinho - R$2,60;
Linhas troncais do MOVE Metropolitano (Terminal São Gabriel e Vilarinho e Estações de Justinópolis e São Benedito) – R$ 3,95;
Integração Metrô Ônibus – são oito valores que variam de R$ 3,70 a R$ 5,10;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / BH – Centro – R$ 23,70;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / Betim – R$ 36,05;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / Contagem – R$ 35,00.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Operários correm para cumprir cronograma do BRT/Move da Avenida Cristiano Machado

06/03/2014 - Estado de Minas

Início de operação comercial está previsto para sábado, mas ainda há muito a ser feito no corredor


Leandro Coury/EM/D.A PRESS
Leandro Coury/EM/D.A PRESS
A Estação São Gabriel, uma das estruturas mais importantes para o funcionamento do novo sistema, ainda tem muitas etapas à espera de conclusão, inclusive a cobertura
 
Em tempos de contagem regressiva para a prometida inauguração do BRT/Move da Avenida Cristiano Machado, a realidade desafia o calendário: embora a Prefeitura de Belo Horizonte reafirme que o primeiro corredor do novo sistema de transporte coletivo da capital entrará em operação com três linhas no sábado, quem passa pela Cristiano Machado ainda vê obras longe do fim. Faltam rampas, passarelas para travessia de pedestres, monitores dentro de estações, sinalização e, principalmente, informação. Sobram dúvidas entre os passageiros que, diante do primeiro adiamento na inauguração do sistema, prevista inicialmente para 15 de fevereiro, têm dúvidas se o BRT/Move parte mesmo depois de amanhã.

Muito lixo ainda está acumulado em estações de transferência – módulos montados ao longo de oito pontos da avenida que substituem os antigos pontos de ônibus. Há algumas mais adiantadas, quase prontas, mas a maior parte ainda não está equipada com os monitores que permitirão acompanhar os horários dos coletivos e não tem sinalização nos vidros ou dentro da estação. Fios aparentes mostram ainda que é preciso incrementar a iluminação.

Do lado de fora, duas passarelas, na altura dos bairros União e Sagrada Família, nas regiões Nordeste e Leste, respectivamente, sequer começaram a ser montadas. De acordo com um funcionário da obra, trata-se de trabalho para pelo menos duas semanas. Em outros pontos, as estruturas estão sem guarda-corpo. Faixas de pedestres ainda não foram pintadas, tampouco foram instaladas as placas de indicação do novo sistema, sem falar nos tapetes de grama por plantar, empilhadas em canteiros centrais.

Na Estação de Integração São Gabriel, que ainda está sem cobertura, há um verdadeiro canteiro de obras armado, que será mantido até abril. Até lá, apenas a parte do mezanino da estação funcionará. Nas estações das avenidas Santos Dumont e Paraná, no Centro, televisores e sinalização estão em processo de implantação e guindastes indicam que há serviço a ser feito. Mesmo assim, a Prefeitura de BH reafirma a meta e confirma o início da operação do sistema no sábado. De acordo com a BHTrans, empresa que gerencia o trânsito da capital, três linhas começarão a rodar e, neste primeiro momento, não haverá extinção de nenhum itinerário.

Trajetos

A linha 83P (Estação São Gabriel/Centro) terá embarque e desembarque nas oito estações de transferência ao longo da Avenida Cristiano Machado, parando apenas no Centro, nas estações São Paulo, na Avenida Santos Dumont, e Tamoios, na Avenida Paraná. O mesmo percurso será feito pela linha 83D, que, por ser direta, não fará paradas ao longo da Cristiano Machado. A expectativa é de que o tempo gasto no trajeto diminua de 35 minutos para 20, no caso da linha paradora, e para 15, no caso da linha direta. A terceira linha do BRT/Move fará o mesmo percurso, mas terá como destino a Avenida dos Andradas, até a área hospitalar da capital.

Às vésperas da inauguração, as dúvidas superam a expectativa de benefícios, na avaliação de passageiros. "Sou de Santa Luzia e não sei quantos ônibus vou ter que pegar a partir de agora, nem de quanto em quanto tempo vão passar", afirma a eletrotécnica Isabela Amorim Silva, de 21 anos. O encarregado de obras Evaldo de Oliveira, de 42, mora no Bairro Jaqueline, na Região Norte, e trabalha no Buritis, na Região Oeste. Atualmente, pega dois ônibus no trajeto e agora está perdido na matemática da mobilidade. "Vou pegar três ônibus, mas não sei se vai ser realmente mais rápido", diz.

O professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Leandro Cardoso afirma que, neste momento, maior divulgação sobre o novo sistema seria imprescindível. "Há uma grande falta de informações, tanto dos usuários quanto dos operadores do sistema. É preciso maior divulgação sobre as linhas que desaparecerão, sobre todas as mudanças, com uma campanha massiva", ressalta. O professor aponta ainda a necessidade de o BRT/Move começar a operar com segurança. "Todas as passarelas e a sinalização, inclusive das pistas de tráfego misto, deveriam estar prontas", destacou.

Área central

Cones e obstáculos móveis continuam espalhados pelas áreas central e hospitalar da capital, que passaram por diversas mudanças de circulação para receber o BRT/Move. Motoristas ainda se mostram confusos diante delas. "Não entendi ainda as alterações", disse um condutor na Avenida Afonso Pena, enquanto tentava decifrar placas e direções. De acordo com a BHTrans, todas as adaptações necessárias ficam prontas até amanhã.



BRT terá 10 terminais na Grande BH

05/03/2014 - Estado de Minas

Previsto para abril, Move metropolitano terá terminais e estações em várias cidades, mas ainda tem desafio de fazer adequações, como recapeamento e alargamento, em 48 vias

Armando Villela
Armando Villela
Ônibus do tipo padron (para 100 passageiros) já começaram a ser entregues. Primeiras cidades contempladas são Neves, Vespasiano e Santa Luzia

Parte do programa que prevê a construção de 10 novos terminais de ônibus na Grande BH e a reforma de três já existentes, o Move metropolitano, em operação a partir de abril nos terminais Vilarinho e São Gabriel, será reforçado por novas estações fechadas com embarque em nível ao longo do trajeto. Mas, para engrenar, o projeto exigirá adequações em quase 50 vias, além dos corredores Cristiano Machado e Antônio Carlos/Pedro I, na Região Norte de Belo Horizonte.

Com três dos seis terminais previstos em obras (Vilarinho, São Gabriel e Morro Alto), além de duas estações provisórias sendo erguidas nos bairros São Benedito (Santa Luzia) e Justinópolis (Ribeirão das Neves), o projeto promete reduzir em 90% o número de linhas no hipercentro de Belo Horizonte – o que representa cerca de 500 ônibus vermelhos a menos no sistema que vai complementar o transporte rápido por ônibus (BRT) da BHTrans. Para isso, contará com 13 novas estações de transferência instaladas na MG-010 e em avenidas de ligação com os destinos das 19 novas linhas troncais de Vespasiano, Santa Luzia e Ribeirão das Neves.

O projeto das estações de transferência, cujo edital está em fase de elaboração, inclui a readequação do trajeto dos coletivos em pelo menos 14 quilômetros de 48 ruas e avenidas . As melhorias nas vias, cujo início das obras aguarda a abertura de licitação, são necessárias para possibilitar o tráfego dos 115 novos ônibus articulados (para até 114 passageiros e com mais de 18 metros). As adequações nas pistas incluem recapeamento, alargamento e abertura de passagens para os veículos.

Planejamento da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) ao qual o Estado de Minas teve acesso mostra que as novas estações de transferência metropolitanas tiveram como fonte de inspiração as estações-tubo usadas desde 1991 nos corredores de Curitiba. O modelo, que substituirá os atuais pontos nas cidades que terão o BRT, é composto por uma estrutura de vidro com cobertura de metal. 

 A exemplo do Move gerenciado pela BHTrans, o acesso à estação ocorrerá por meio de rampas, com pagamento antecipado da tarifa e embarque no mesmo nível dos coletivos. "A ideia é oferecer o mesmo nível de conforto das plataformas dos terminais do BRT", afirma o secretário-adjunto da Setop, Fabrício Sampaio.

Com os primeiros do total de 289 ônibus do Move metropolitano entregues aos consórcios Linha Verde e Estrada Real, a Setop já planeja para os próximos dias o início dos testes com a frota, que só poderá ser avaliada na Cristiano Machado até 8 de março, quando começa a operação definitiva do Move municipal. "Depois, iniciaremos os testes na Antônio Carlos", acrescenta.

Estações reaproveitáveis Três dos seis terminais previstos para o BRT da Grande BH – São Benedito, Justinópolis e Bernardo Monteiro – entrarão em funcionamento adaptados. Com entrega prevista para maio, as estruturas funcionarão como estações provisórias (móveis e desmontáveis) devido a problemas de localização e processos de desapropriação. A entrega dos terminais definitivos só ocorrerá em maio de 2015. 



Desenhos das estações provisórias, cujo projeto técnico foi cedido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), revelam que os pontos serão compostos basicamente por catracas de acesso, grades e cobertura, com embarque em nível. 

A principal vantagem, aponta a Setop, está no fato de as estruturas (orçadas em R$ 980 mil cada) poderem ser reaproveitadas em outros pontos da região metropolitana assim que os terminais definitivos forem entregues.

Juiz de Fora (1945 circa) Linha Parque Redentor

Ônibus linha Juiz de Fora Parque Redentor, sem data (arquivo de Marcelo José Lemos).Extraído do site Maria do Resguardo



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Concessionárias estão prontas para iniciar operação do BRT de Uberaba

25/12/2014 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG

Empresas de transporte coletivo trabalham para entrada em funcionamento do sistema BRT a partir de janeiro, conforme cronograma anunciado pela Prefeitura. As adequações no sistema de trânsito da região central devem ser retomadas a partir da próxima semana para viabilizar a entrada em operação do primeiro trecho do novo sistema de ônibus.

Segundo o presidente da Transube (Associação das Empresas de Transporte Coletivo), Rodrigo Oliveira, não há qualquer impedimento por parte das concessionárias em cumprir o prazo e os preparativos finais estão em ritmo acelerado para o início do BRT em janeiro. Não podemos mais ficar com os ônibus do BRT parados. Já são quase três anos, explica.

Apesar de os veículos não estarem em circulação, Oliveira salienta que os carros exigem despesas e cuidados de manutenção preventiva para funcionar corretamente. Ao todo, 14 ônibus adaptados foram adquiridos pelas empresas Líder e Viação Piracicabana para atender o corredor leste-oeste do novo sistema de transporte coletivo. O restante da frota, 157 veículos, serão distribuídos nos bairros para alimentar os terminais de integração.

O prefeito Paulo Piau (PMDB) já assegurou que o primeiro trecho do BRT será inaugurado em janeiro de 2015. Ele salienta que a previsão inicial seria o funcionamento a partir deste mês, mas o cronograma foi adiado a pedido dos comerciantes do centro da cidade. Aciu e CDL solicitaram que a Prefeitura não fizesse mudanças às vésperas das festas de fim de ano, pois a situação poderia atrapalhar o movimento no comércio local. 

A Prefeitura quer entregar [o BRT] para funcionar bem. O atraso que ocorreu foi para ter um bom serviço prestado quando começarem as operações, argumenta o presidente da Transube.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Montes Claros planeja criar PPPs

24/12/2014 - Diário do Comércio - MG

A Prefeitura de Montes Claros, no Norte de Minas, pretende lançar no início de 2015 uma série de editais para implantação de parcerias público-privadas (PPPs) no município. Ao todo serão sete projetos divididos em diversas áreas, entre elas infraestrutura, energia e saneamento básico. Os investimentos poderão alcançar R$ 2 bilhões nos próximos anos.

Um dos mais importantes, segundo o prefeito Ruy Muniz, é o que prevê a implantação de um sistema de Bus Rapid Transit (BRT), nos mesmos moldes do existente em Belo Horizonte, com investimentos da ordem de R$ 300 milhões. Em janeiro deste ano, a prefeitura chegou a manifestar intenção de lançar uma PPP para implantação de um sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), mas a ideia acabou não saindo do papel.

"Uma obra de grande porte que demanda alto valor em investimento. Ainda não batemos o martelo, mas pelos estudos que fizemos o BRT é mais viável. A intenção é lançar o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para a PPP do transporte coletivo em breve", explica Muniz.

Outro projeto que deve ser desengavetado, segundo o prefeito de Montes Claros, é a PPP para a construção da Cidade Administrativa. O projeto deverá receber aportes de aproximadamente R$ 100 milhões.

Conforme o chefe do Executivo, a administração disponibilizará uma área de 500 mil metros quadrados no Ibituruna, região nobre do município. O parceiro deverá construir instalações para a prefeitura em um total de 120 mil metros quadrados. "O empreendedor poderá comercializar 250 mil metros quadrados de área", ressalta. Cerca de 30 mil metros quadrados serão destinados para a criação de uma área de preservação ambiental.

Além de doar o terreno, a prefeitura irá realizar inversões de R$ 22 milhões na área em que a Cidade Administrativa será erguida. Os investimentos serão necessários para a construção de duas avenidas, além da retirada e reconstrução de linhas de transmissão.

De acordo com Muniz, a previsão é que parte das concorrências para a PPPs seja lançada já no primeiro semestre de 2015. Uma das primeiras deve ser a da Cidade Administrativa. Caso tudo corra dentro do cronograma, as obras devem sere iniciadas no segundo semestre e concluídas em dois anos.

A prefeitura pretende lançar também as PPPs de resíduos sólidos, saneamento, para a construção de uma arena esportiva e de um parque com área verde. O local seria uma espécie de cidade jardim, abrigando construções ecologicamente corretas. Além disso, um parceria será feita para a troca do atual sistema de iluminação pública, que passará a utilizar lâmpadas LED.

Orçamento - Montes Claros é uma das cidades mineiras que mais têm recebido aportes nos últimos anos. E, em 2014, o município vai bater recorde de atração de investimentos. Ao todo, 12 indústrias confirmaram a construção ou ampliação de suas unidades, com previsão de R$ 1,5 bilhão em investimentos e geração de 2 mil empregos diretos.

Com isso, o orçamento anual do município praticamente dobrou. Em 2013, a receita prevista para o ano era de pouco mais de R$ 600 milhões. Agora, para 2015, foi aprovado um orçamento municipal de R$ 1,132 bilhão.

A última empresa a confirmar aportes na cidade foi a Nestlé do Brasil. Na semana passada, foi lançada a pedra fundamental da nova unidade do grupo destinada a fabricação de cápsulas de Nescafé Dolce Gusto, com investimentos da ordem de R$ 200 bilhões. 

BHTrans quer contratar vigilância armada para estações do Move

24/12/2014 - Veja BH

Quando foi anunciada a inauguração do Move, em março deste ano, o estudante de sistemas de informação Guilherme Lacerda se animou com a notícia. Ele, que mora próximo à Avenida Cristiano Machado, planejava utilizar o novo meio de transporte para chegar mais rápido ao trabalho, em Contagem. Usei-o desde a primeira semana, lembra. Em termos de velocidade e conforto, suas expectativas foram atendidas, mas uma questão ainda deixa muito a desejar. Falta segurança, sobretudo à noite, explica ele. Não há vigilantes nas estações do Move, apenas fiscais da operação que são orientados a chamar a Polícia Militar quando necessário. Temos problemas quase todos os dias, afirma um funcionário que trabalha em um dos postos na Avenida Santos Dumont e pede para não ser identificado, referindo-se aos assaltos e atos de vandalismo. Responsável pela administração dos transportes e do trânsito na capital, a BHTrans não divulga estatísticas sobre essas ocorrências. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), entretanto, já foram registrados pelo menos dezoito casos de assalto e vandalismo nos locais de integração e transferência do BRT desde que o sistema entrou em operação.

Na madrugada da terça (16), um grupo depredou a Estação Candelária, na Avenida Vilarinho, em Venda Nova. O vidro da bilheteria foi quebrado e um dos monitores, furtado. Os policiais conseguiram recuperar o equipamento, que estava completamente danificado, mas não prenderam nenhum dos criminosos. Em uma das ocorrências de maior proporção, durante a Copa do Mundo, a Estação Aparecida, na Avenida Antônio Carlos, foi totalmente destruída. A unidade precisou ficar fechada por quatro meses para a reforma e só em outubro voltou a funcionar. Para impedir que episódios como esses se repitam nas estações, a BHTrans pretende agora manter seguranças armados no período da noite. A previsão é que o processo de licitação para a contratação do serviço esteja concluído até o fim de fevereiro. O plano é ter noventa vigilantes trabalhando em 45 endereços, entre 19 e 7 horas. O investimento estimado, para um contrato de vinte meses, é de 13 milhões de reais. Durante o dia, o trabalho será feito pela Guarda Municipal. Tomara que a medida se mostre suficiente. Passageiros como o estudante Guilherme Lacerda esperam que, além de rápido e confortável, o Move seja seguro.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Montes Claros ganha pontos de ônibus inteligentes

09/12/2014 - O Norte

A tecnologia dos smartphones, cada dia mais presentes na vida de todos nós, será utilizada para tornar o transporte público em Montes Claros mais moderno e eficiente, trazendo mais conforto e informação aos usuários, tanto os moradores quanto os visitantes. Isto vai acontecer através dos Pontos de Ônibus Inteligentes, que vão funcionar em diversas regiões da cidade. 

O primeiro Ponto de Ônibus Inteligente do município passou a funcionar nesta sexta-feira, 5 de dezembro. O abrigo, que fica na avenida Sanitária, em frente à Facit, foi adesivado com um QR Code, que é um código de barras bidimensional que pode ser lido por qualquer smartphone. Se este smartphone estiver conectado à internet, ao passar sua câmera em frente ao QR Code o usuário terá, automaticamente, acesso a diversas informações sobre aquele ponto, como a identificação das linhas de ônibus que o utilizam, incluindo horários e itinerários, valor de tarifa, endereço e localização do ponto no Google Maps, além de um Fale Conosco, através do qual o usuário pode enviar reclamações e fazer sugestões diretamente para a ATCMC (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Montes Claros). Para o acesso a estes dados não é necessário baixar nenhum aplicativo, apenas o Leitor de QR Code, que é gratuito e já está na maioria dos smartphones. 

O instrumento, além de ajudar a fiscalizar o transporte coletivo em Montes Claros, já que os usuários poderão saber se algum veículo está atrasado e denunciar estes casos em tempo real, também será de grande importância para os visitantes que passam pelo nosso município, pois eles receberão todas as informações necessárias para não ficarem perdidos. 

Ao todo, 30 abrigos de ônibus de Montes Claros vão se tornar Pontos de Ônibus Inteligentes.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Faltam perspectivas para o transporte de massa na capital

09/12/2014 - Hoje em Dia

A frota de Belo Horizonte deve ultrapassar os 2,1 milhões de veículos em 2020, seguindo uma projeção de crescimento que leva em conta o aumento registrado nos últimos anos. Serão 500 mil veículos a mais que os atuais 1,6 milhão que circulam na capital mineira. Para evitar um cenário de colapso na mobilidade urbana, apenas grandes obras de ampliação do transporte público são vistas como solução para os próximos anos. Um prognóstico otimista diante do atual andamento dos projetos considerados primordiais para mudar a realidade de BH.
 
Entre as obras que devem impactar no trânsito local e regional, a mais importante delas é a ampliação do metrô. Esperada há décadas, a intervenção ainda não tem prazo certo para, efetivamente, sair do papel. Os projetos básicos das linhas 1 (Vilarinho / Novo Eldorado), Linha 2 (Barreiro / Nova Suíça) e Linha 3 (Lagoinha / Savassi) já estão prontos. Entretanto, as licitações das obras ainda estão emperradas.
 
No que se refere às linhas 1 e 2, isso depende da realização do convênio para transferência da administração e dos bens patrimoniais do Metrô de Belo Horizonte da CBTU para a Metrominas. O pedido foi encaminhado pelo governo de Minas em 2013, mas não há retorno até o momento, segundo informações da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop). 
 
Com relação à linha 3, a Caixa Econômica Federal prossegue realizando análise quantitativa e qualitativa do projeto apresentado. Isso depois de ele ter sido devolvido duas vezes por falta de detalhes referentes a cronograma e orçamento. Após a Caixa encerrar o processo, é preciso que a União assine um convênio de liberação dos recursos prometidos.
 
Por causa desses e de outros imbróglios, especialistas na área são muito pessimistas com relação à mobilidade urbana em BH nos próximos anos. "Infelizmente, na minha visão, o trânsito só vai se agravar em cinco anos. Os investimentos são muito pífios, há muita promessa e pouco investimento. A frota só vai aumentar e o sistema de transporte público não deve ter melhoras substanciais", avalia o engenheiro e coordenador das disciplinas de transporte da Fumec, Márcio Aguiar.
 
Ao contrário do metrô, mas de proporção bem menor, a implantação do sistema BRT/Move na avenida Amazonas deve ficar pronta nos próximos anos. Ainda em fase de concepção, o projeto, que abrange 9 km da via (entre a avenida Paraná e o Anel Rodoviário), deve ser licitado em 2015. 
 
A previsão da BHTrans é a de que as obras comecem ainda no fim do ano que vem ou no início de 2016. "Na verdade, será um aperfeiçoamento do que já existe: uma faixa exclusiva para ônibus. Isso não vai diminuir o número de carros nas ruas. É um paliativo, não uma solução", afirma Aguiar.
 
Prometido para este ano, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), capaz de agilizar e otimizar o monitoramento do tráfego em BH, também ficou para o ano que vem. A estrutura que vai funcionar na Gameleira, região Oeste de BH, deveria ter sido inaugurada para a Copa do Mundo, mas agora passa por nova licitação. E ainda não há prazo para reinício das obras abandonadas pela metade.
 
Pensado para facilitar o trabalho de diversos órgãos e corporações, o local, que demandou investimento de R$ 2 milhões e de onde é possível monitorar 1.300 câmeras da capital e região metropolitana, não trabalha de forma contínua. 
 
"A saída para melhorar o trânsito de BH é simples: executar os projetos que já existem. Fazer isso acontecer é o grande desafio", observa o especialista. 
 
Trem Metropolitano também está emperrado
 
Pensado para facilitar o transporte entre as cidades da região metropolitana e, assim, desafogar o fluxo convergente na capital, o Trem Metropolitano ainda está longe de fazer parte do dia a dia dos passageiros. Inicialmente previsto para chegar a cidades mais distantes, como Ouro Preto e Divinópolis, o projeto teve que ser reduzido por questões orçamentárias. E, mesmo depois dos cortes, o único trecho que está sendo licitado tem apenas 12 km de um total de quase 180 km.
 
Não existe sequer um cronograma prevendo outras licitações ou obras já que o projeto está passando novamente por ajustes, de acordo com a assessoria de imprensa da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. "Tudo depende de recursos e da continuidade de implementação do projeto. É difícil dizer isso hoje porque há uma mudança governamental em curso e não sei quais serão as prioridades do próximo governo", afirma o diretor-geral da Agência, Saulo Carvalho.
 
O que se pode afirmar com certeza é que, independentemente das mudanças, não será possível embarcar em nenhum trecho do trem em menos de três anos. "Hoje no Brasil só para comprar o trilho e os trens você demora dois anos. Entre fazer projeto e começar a obra, estamos falando de, no mínimo, três anos", explica Carvalho.
 
Apesar de tantas idas e vindas, o plano de construção de um trem que corte tantas cidades na RMBH é considerado muito atrativo sob o ponto de vista de uma Parceria Público-Privada (PPP). Orçado em cerca de R$ 6 bilhões, o projeto prevê uma concessão de 25 anos. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Disputa judicial atrasa construção da nova rodoviária de Belo Horizonte

19/11/2014 - Veja BH


A casa do mecânico Jorge Rodrigues Gomes de Souza nunca fica vazia. Desde que foi anunciada, em 2012, a desapropriação da Vila Minaslândia, no bairro São Gabriel, para a construção da nova rodoviária de Belo Horizonte, ele cuida para que tenha sempre alguém no imóvel, construído por seu pai há quase sessenta anos. Souza mora ali com outras seis pessoas: a mulher, dois filhos, uma nora e dois netos. Precisamos ficar alerta para atender os peritos e oficiais de Justiça que querem nos tirar daqui, diz. A prefeitura ofereceu uma indenização de 56000 reais pela residência, que, segundo Souza, tem 600 metros quadrados. O mecânico não aceitou. Também não concordou com a troca por um apartamento de três quartos no bairro Belmonte. Os Souza são uma das três famílias que resistem à desapropriação e brigam com a prefeitura na Justiça para definir o destino de suas casas - e, consequentemente, do novo terminal rodoviário.

A previsão da administração municipal era concluir a construção para a Copa do Mundo. Quatro meses depois do fim do Mundial de futebol, porém, o cenário por lá não lembra em nada um canteiro de obras. No terreno onde cerca de 270 imóveis já foram demolidos, as três residências ainda de pé estão cercadas por mato e lixo. Os moradores convivem com cães e gatos deixados para trás pelos que residiam lá anteriormente e com os usuários de drogas que ocuparam o lugar. Só não saio porque não tenho para onde ir, afirma a dona de casa Marlene dos Santos Ferreira. A prefeitura ofereceu 90000 reais pelo imóvel, erguido por seus sogros há 39 anos, mas Marlene diz que corretores particulares o avaliaram em 315000 reais. Com o que querem pagar, não dá para comprar nada em Belo Horizonte.

A Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) alega que essas três casas estão localizadas em área irregular e que os ocupantes não têm a posse legal, o que explica os valores propostos. Novas avaliações foram feitas por um perito judicial. Enquanto a Justiça não se pronunciar, não será possível falar em prazo para o início da construção do terminal - que terá 35500 metros quadrados, com dois pavimentos e passarelas de integração às estações de metrô e do BRT -, no qual devem ser investidos cerca de 60 milhões de reais. Serão pelo menos dezoito meses de obras após a liberação dos terrenos. Até lá, os passageiros da capital terão de continuar embarcando na velha rodoviária, localizada no Centro, que não passa por uma reforma há pelo menos vinte anos e não conta com acesso para deficientes físicos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Contagem também aposta no BRT

16/11/2014 - Estado de Minas

No embalo do Move – o transporte rápido por ônibus de Belo Horizonte –, Contagem, na região metropolitana, também aposta no BRT para tentar reduzir o crescente fluxo de veículos e resgatar a qualidade do sistema. Como parte de um audacioso plano de mobilidade urbana com quatro grandes obras viárias – entre elas, uma trincheira em um dos pontos de maior gargalo no tráfego –, o terceiro maior município de Minas (643.476 habitantes, segundo o IBGE) espera aumentar a capacidade do serviço, trazendo mais conforto, redução do tempo de viagem e incentivando motoristas a deixar seus carros na garagem. O projeto repete a fórmula de pagamento antecipado da tarifa em estações e uso de monitores digitais que informam a previsão de chegada de cada coletivo.

Está prevista a construção de três corredores exclusivos (Norte/Sul, Leste/Oeste e Ressaca), com 42,1 quilômetros de extensão, tendo como principais eixos as avenidas João César de Oliveira e David Sarnoff, na Sede/Eldorado e Cidade Industrial; e Via Expressa, dos bairros Água Branca ao Petrolândia (veja arte). Quatro terminais farão a integração do sistema, distribuindo os ônibus entre linhas troncais, interbairros, circulares e alimentadoras. Ao longo do trajeto, três estações de embarque e desembarque nos moldes das estações de transferência do BRT de BH – porém com maior capacidade – farão integração exclusiva com as linhas do Move metropolitano. A meta, afirma o presidente da Transcon (Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Contagem), Agostinho da Silveira, é dar agilidade ao tráfego. "O novo modelo de transporte vai desafogar em 50% o trânsito em toda a cidade", promete.

O Estado de Minas teve acesso ao projeto – denominado Contagem Integrada e orçado em R$ 220 milhões. Parte do programa PAC Mobilidade e aprovado pelo Ministério das Cidades, ele depende agora do andamento das obras que abrirão passagem ao BRT em um futuro próximo. Duas das quatro intervenções necessárias – a nova trincheira no entroncamento das avenidas Babita Camargos e General David Sarnoff, na Cidade Industrial, e o viaduto do Bairro Petrolândia, que servirá de acesso ao Terminal Petrolândia – estão em processo de licitação e terão as empresas vencedoras anunciadas até a primeira quinzena de janeiro. As obras devem começar na sequência. As outras duas intervenções necessárias (ambas viadutos, sobre as avenidas das Américas e Teleférico), têm licitação prevista para até junho de 2015.

Dois conjuntos de novas linhas do BRT, de acordo com a Transcon, estão em fase de estudo: um ligando a Sede à Cidade Industrial, por meio da Avenida General David Sarnoff e Avenida João César de Oliveira, e outro ligando o Ressaca, via Avenida Teleférico, ao Jardim Laguna. Soma-se ao projeto a integração das novas estações, adequação dos corredores – com recapeamento e nova sinalização – e novos pontos de ônibus.

PROJETOS EXECUTIVOS

Porém, até que o transporte rápido por ônibus de Contagem saia do papel, o município ainda precisa concluir os projetos executivos que detalham, dentro das exigências técnicas e legais, cada obra a ser executada. Os tipos de ônibus a serem usados também não foram definidos e ainda não há estimativa de redução do tempo médio de viagem na cidade, que conta hoje com 50 linhas de transporte coletivo, 46 delas integradas ao metrô.

Sem informar prazos, a prefeitura argumenta que a execução está dentro do cronograma previamente autorizado pelo governo federal. "Aguardamos a conclusão dos projetos para definir um prazo para o término das obras e efetivação do BRT na cidade", informa o município.

Usuários de ônibus em Contagem depositam esperanças no BRT

Pouco conforto, horários e linhas são as principais queixas de quem usa o coletivo diariamente

Atrasos, poucos ônibus nas linhas e uma espera longa pelo coletivo que levará ao destino desejado. Reclamações como essas são comuns entre moradores de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Quem usa o transporte coletivo pede melhorias, apesar de destacar avanços na frota nos últimos anos. E vê no BRT a expectativa de um serviço, pelo menos, mais confortável.

A maquiadora Renata Soares, de 20 anos, mora no Bairro Três Barras e é atendida pelas linhas 1730 (Estação Diamante/Contagem/Alvorada) e 1740 (Contagem/Estação Diamante), que, segundo ela, passam com frequência. Mas, quando é preciso ir a bairros mais afastados, na região de Nova Contagem, precisa submeter-se a um exercício de paciência na Estação Eldorado. Se perder um ônibus, espera pelo menos uma hora pelo próximo. Ela nunca andou no Move de Belo Horizonte, mas acredita que os articulados sejam bons e seguros.

O ônibus 2581, executivo que vai de Contagem a BH, para ela é uma amostra das vantagens do sistema BRT: "O ar-condicionado é um alívio". Renata acredita que a implantação do transporte rápido por ônibus terá ainda mais benefícios e, por isso, torce para que o projeto vá em frente. "Se o ônibus tem mais conforto, as pessoas abrem mão de andar de carro, o que melhora o fluxo no trânsito. Hoje, não há qualquer vantagem no coletivo: não chega mais rápido, só anda cheio e demora."

O operador de máquinas Jésus Faustino Vieira, de 30, sofre com os horários e os poucos coletivos das linhas 402 e 403 (Novo Progresso/Cidade Industrial). "Não há ônibus para atender a quem precisa estar no trabalho até as 7h. Quem mora na minha região tem que se desdobrar e, normalmente, conta com um familiar para levar ao serviço", diz. Aos sábados, quando inicia o trabalho às 6h30, Jésus caminha 50 minutos do Bairro Ortiz, onde mora, até o Califórnia, na Região Noroeste de BH.

 "Mandei e-mail para a Prefeitura de Contagem pedindo a implantação de pelo menos um micro-ônibus, se o problema for falta de passageiros, só para atender a quem precisa chegar cedo ao trabalho. Mas nunca tive retorno", relata. Nos fins de semana, a situação também é crítica. No domingo, circulam apenas dois ônibus, sendo o último às 18h. "O BRT poderia melhorar e muito a nossa realidade, porque o que temos hoje é horrível."

A dona de casa Marly Dias, de 63, mora no Bairro Buganville II e depende da linha 302B. No caso dela, o atraso é o que mais desagrada. "Seria bom ter um ônibus com ar-condicionado e que passe nos horários corretos. Este quebra muito", reclama.

Comparação

A chefe de cozinha Vera Souza Oliveira, de 40, mora em Ibirité, também na região metropolitana, mas usa os sistemas de transporte de BH e de Contagem. Na Estação Eldorado, onde desembarca do 1630 (Cascata/Estação Eldorado), ela pega o metrô até a Estação Lagoinha, no Centro de BH, e, de lá, o Move até a Pampulha, onde trabalha. Na volta, o tempo economizado nos dois primeiros percursos é todo perdido na espera pelo ônibus para chegar em casa, novamente na Estação Eldorado. "O BRT é muito melhor. Se for implantado mesmo em Contagem, as pessoas estarão bem-servidas", considera.

O aposentado Álvaro Eustáchio, de 78, mora no Centro da cidade e destaca o grande fluxo de coletivos. Para ele, a queda na qualidade do serviço explica-se pelo crescimento do município. "O número de habitantes aumentou muito, mas, em vista do que era, melhorou bastante", afirma. Mas, na opinião dele, podendo melhorar, por que não? "No Centro, não tenho dificuldades, mas quem mora nos bairros sofre."

Enquanto isso, Expresso Amazonas é promessa distante

Próxima grande expansão prevista para o Move de Belo Horizonte, o Expresso Amazonas ainda está em fase de concepção e só deve ter início entre o fim de 2015 e o início de 2016. Segundo a BHTrans, o projeto executivo só virá em uma terceira fase – antes, é necessário um projeto básico. As 29 linhas (a maioria diametrais) que ficaram de fora da primeira fase do BRT de BH ainda não têm previsão de implantação. "Com a última etapa implantada em agosto, os usuários estão se adaptando e estão sendo feitas avaliações de demanda. Há possibilidade de serem criadas linhas de atendimento intermediário e outras semiexpressas", informa a empresa municipal.

Ônibus articulados começam a ser testados em Montes Claros

Município diz que vias estreitas impedem implantação do BRT

Em Montes Claros, no Norte de Minas, começaram este mês os testes com os ônibus articulados, que serão concluídos na próxima semana. Segundo a prefeitura, está sendo feito um estudo de viabilidade, levando em consideração o deslocamento pelas ruas e a adesão dos passageiros. O município alega que as vias estreitas da cidade impedem a implantação do BRT, por isso, estuda recorrer ao sistema articulado para melhorar o serviço.

A ideia é pôr o novo tipo de veículo em funcionamento a partir do ano que vem, em horários de pico. O empresário Henrique Sapori Filho, diretor de uma das concessionárias do transporte coletivo urbano na cidade, ressalta que a vantagem do modelo é que ele permite o transporte de grande número de passageiros em uma única viagem (180 pessoas). "As empresas recebem essa inovação com bons olhos. Mas, para funcionar bem, é preciso investimento na infraestrutura, com a criação de vias exclusivas e a construção de terminais."

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

BRT do Rio avança mais do que o de BH e ‘dialoga’ com usuário

14/11/2014 - O Tempo - BH

Rio de Janeiro - Belo Horizonte e Rio de Janeiro estão no grupo das cidades no mundo que apostam no BRT como uma das soluções de mobilidade. Ambas receberam recursos federais para a implantação do sistema e, antes da Copa do Mundo, tinham dois grandes corredores em funcionamento. Porém, apesar de semelhanças em qualidades e também em deficiências, como lotação nos horários de pico, as metrópoles apresentam diferenças no modo de operação e de expansão das rotas que interferem no desempenho do serviço.

A reportagem de O TEMPO participou de visita técnica ao BRT do Rio de Janeiro durante o 16º Etranspor, congresso brasileiro sobre mobilidade urbana, realizado de 5 a 7 deste mês e observou que a capital fluminense, que inaugurou seu primeiro corredor em junho de 2012, avançou em pontos que ainda deixam a desejar no modelo mineiro, como a integração tarifária com o transporte metropolitano, o uso de ônibus com maior capacidade e o diálogo em tempo real com usuários por meio de aplicativos e de redes sociais.

As diferenças entre os dois sistemas começam pelo tamanho. Como a população do Rio é quase o triplo da de Belo Horizonte (6,3 milhões contra 2,3 milhões), as duas rotas cariocas em operação, chamadas de Transcarioca e Transoeste, já têm, juntas, extensão quase quatro vezes superior à dos dois corredores do Move, sistema que começou a operar em março deste ano na capital mineira. São 90 km contra 23,1 km. Além da estrutura existente, o Rio já tem projetos e obras para outros dois grandes corredores, o Transolímpica preparado para as Olimpíadas, que serão no Rio em 2016 e o Transbrasil, previsto para 2017. Ambos vão agregar mais 57 km ao sistema. A Transolímpica é feita por meio de parceria Público-Privada, algo inovador.

Enquanto isso, a capital mineira estuda a implantação de um BRT no Anel Rodoviário, ainda sem data para sair do papel, e pretende criar o Expresso Amazonas, um BRT light na avenida de mesmo nome, como a própria Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) denominou. Essa versão simplificada não deve ter desapropriações nem faixas segregadas fisicamente, contra uma das premissas do BRT.

Diferenciais. O Move também só usa, atualmente, ônibus padrons e articulados de até 19 m, enquanto o Rio já aposta em modelos maiores, de 21 m e 23 m, e também nos biarticulados de 25 m. A mudança no padrão começou com a experiência do corredor Transoeste, que já não comporta mais articulados com menos de 20 m. A recomendação é que as empresas associadas invistam em veículos maiores, afirmou o porta-voz do Consórcio BRT do Rio, Affonso Nunes.

A linha Transcarioca, a mais nova do Rio, chama a atenção também por percorrer ruas estreitas em bairros populosos, como Ramos e Olaria, onde o BRT tem passagem livre em pista separada por blocos de concreto em cada sentido.

Internautas do Rio são convidados para bate-papo sobre o sistema

Uma das premissas do BRT é a divulgação de informação em tempo real ao usuário. Nas estações de Belo Horizonte, painéis informativos avisam o tempo que falta para a chegada dos veículos. Os ônibus têm monitores que orientam sobre as próximas paradas. No entanto, o Move ainda não está presente em redes sociais e aplicativos de smartphones.

No Rio de Janeiro, o sistema tem 138 mil seguidores no Facebook e 8.000 no Twitter, e o aplicativo Meu BRT orienta sobre atraso ou mudança em horários. Quem comenta as informações tem a chance de receber, logo após a publicação, resposta do Consórcio BRT, que administra o serviço. Buscamos convidar os internautas que mais interagem para um bate-papo, em que apresentamos o sistema. Como há quem fale que metrô que é bom, buscamos mostrar que o BRT não concorre com ele, mas complementa, afirmou o porta-voz do consórcio, Affonso Nunes.

A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte informou que oferece informações no site da autarquia, no Jornal do Ônibus (afixado dentro dos coletivos) e por meio de folhetos e que pretende futuramente ampliar a comunicação também para redes sociais e aplicativos.

Análises

A tendência hoje é prezar pela capacidade, e não pela quantidade de ônibus. Se está havendo uma demanda maior de usuários do sistema BRT, não adianta só ter mais veículos, o que vai gerar comboio. O que Belo Horizonte precisa é começar a buscar, como o Rio de Janeiro fez, investir em ônibus maiores. (Idam Stival - Especialista em transporte e representante de engenharia de vendas da Volvo)

Por que Curitiba (PR) fez um sistema há 35 anos, quando nenhuma cidade havia feito ainda? Porque as que tentaram fazer não adotaram os sistemas completos e integrais, que dão a qualidade do sistema BRT. Não podemos fazer (a implantação do sistema) pelo meio, e não pode ser diferente em Belo Horizonte. Há conceitos que são básicos, uma literatura técnica global que diz o que dá velocidade. (Lélis Teixeira - Presidente executivo da Federação das empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro)

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

BRT começa a ser testado em Montes Claros-MG

04/11/2014 - Hoje em Dia

Montes Claros, no Norte de Minas, começou a testar nesta terça-feira (4), o sistema de transporte público adotado em Belo Horizonte, o BRT (Bus Rapid Transit). O modal de maior capacidade que os ônibus convencionais ficará em avaliação por 15 dias, circulando em várias linhas municipais.

Segundo a Prefeitura de Montes Claros, o período de teste servirá como estudo de viabilidade, levando em consideração o deslocamento pelas ruas e a adesão dos passageiros. Além disso, também será avaliado o planejamento das linhas viáveis, a construção de faixas preferenciais e terminais que comporão o sistema.

A previsão, caso seja aprovado o sistema, é implementar o BRT na cidade ainda no primeiro trimestre de 2015. O veículo tem uma capacidade quase três vezes maior que as dos ônibus convencionais, podendo levar até 180 pessoas. O sistema já é adotado em diversas capitais, como BH. e em algumas cidades mineiras de porte médio, como Uberlândia e Uberaba, na região do Triângulo.

Segundo o diretor concessionária que pretende investir no veículo em Montes Claros, Henrique Sapori, a cidade possui demanda suficiente para a implantação do sistema. "Acredito que o BRT é um ganho enorme para a população, que será beneficiada com um tempo menor de espera e maior agilidade no deslocamento", disse.

Para o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, o preço da tarifa deverá ser mantido, caso ocorra a implantação do BRT. "Estamos investindo em mobilidade urbana para melhorar o trânsito da cidade. Este sistema é um dos mais modernos do mundo e estamos investindo para que o trânsito de Montes Claros não chegue ao caos presente nas capitais. Com agilidade no transporte público e o preço da tarifa mantido, um número maior de montes-clarenses deverá optar pelo transporte coletivo".

Informações: Hoje em Dia

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

MOVE: Gargalos atrapalham sistema

19/08/2014 - O Tempo - BH

Com a retirada de 81% das linhas de ônibus que circulam na avenida Antônio Carlos, na capital, depois da conclusão da primeira fase do Move, a principal promessa da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) era a redução no congestionamento da via durante o horário de pico. De fato, nesta segunda, primeiro dia útil após a mudança, houve redução no tempo gasto por motoristas no trajeto pela avenida. No entanto, antigos gargalos, em outros pontos da cidade, continuam gerando retenções e minimizam os benefícios do novo sistema.

As principais reclamações de motoristas ouvidos por O TEMPO dizem respeito ao viaduto da Lagoinha, na região Noroeste, e a outras vias de acesso ao centro. "Hoje (ontem) o trânsito estava muito mais leve. Notei a diferença em quase todo o meu trajeto, que começa no viaduto São Francisco (na região da Pampulha). Mas, quando cheguei ao viaduto da Lagoinha, o trânsito parou de novo. É o nosso principal gargalo", avalia a publicitária Isabella do Valle Rodrigues, 29. Ela disse que, nesta segunda, gastou 15 minutos a menos no trajeto de casa ao trabalho.

O taxista Sancho Jorge, 79, concorda. "O problema ocorre principalmente na chegada ao centro, onde o Move deixa a pista exclusiva e entra na mista. O trânsito vai se afunilando e para. Hoje (ontem) foi a mesma coisa". Questionada pela reportagem sobre as reclamações, a BHTrans informou que a região é monitorada por agentes.

Estação. Usuários do transporte público relataram ter ficado perdidos nas estações devido à falta de informação e às dificuldades de se adaptar às novas linhas. Na Estação Vilarinho, na região de Venda Nova, a ligação entre as alas norte (onde param as linhas do Move Metropolitano) – e sul – que concentra as de Belo Horizonte – também gerou complicação na manhã desta segunda.

"Quero ir à Savassi, mas estou aqui há algum tempo e até agora não sei onde é o meu ponto. Fui até o embarque metropolitano, mas me disseram para voltar", afirma a recepcionista Melissa Emanuele Cardoso, 22. Ela passará a usar o sistema cotidianamente, porque a linha em que embarcava foi substituída por uma do Move.

O acesso entre os dois setores é feito pelo Shopping Estação, conforme sinalizado por poucas placas, que indicam as estações Norte e Sul, mas não mostram as diferenças das plataformas de embarque e de desembarque.

A BHTrans explica que há placas em toda a estação e que monitores orientam usuários. A autarquia ressaltou que foram distribuídos informativos sobre as mudanças e que as elas foram discutidas com as associações de bairro em reuniões.

Dúvidas

Venda Nova. Um dos funcionários que atendiam os usuários na Estação Vilarinho informou que a maioria das perguntas feitas diz respeito a linhas e pontos de parada durante o itinerário.

Cristiano Machado foi mais lenta

Na manhã desta segunda, a reportagem de O TEMPO fez uma viagem no Move pela avenida Cristiano Machado e outra pelas avenidas Pedro I e Antônio Carlos, ambas rumo ao centro. Mesmo maior e com desvio em função da queda do viaduto Batalha dos Guararapes na região de Venda Nova, passar pela Pedro I e Antônio Carlos é mais rápido. A falta da pista exclusiva entre as estações Vilarinho e São Gabriel motivou a demora no primeiro caminho.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

BRT deve passar na avenida Amazonas a partir de 2015

19/08/2014 - O Tempo - BH

A Prefeitura de Belo Horizonte vai levar o sistema de transporte rápido por ônibus (BRT) para a avenida Amazonas. A implantação está prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e a prefeitura já solicitou financiamento ao governo federal – a ideia é que o sistema comece a funcionar em 2015. A previsão para a avenida é apenas uma das 62 metas de investimentos para a cidade contidas na LDO.

A assessoria da BHTrans pouco fala sobre o sistema, apenas que ele vem sendo estudado desde o começo do ano, que a verba já foi solicitada e que o projeto ainda está em estágio inicial. Não há sequer nome definido, mas entre os cogitados estão "Move", como no resto da cidade, e "Expresso Amazonas".

A dúvida sobre o nome teria relação com a falta de definição sobre os moldes do sistema a ser implantado. A assessoria informou que não se sabe se o novo Move seria em corredor exclusivo de concreto e com estações de transferência, como nas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Cristiano Machado.

Na avaliação de Osias Batista, consultor em transporte e trânsito, a Amazonas precisa de uma solução drástica para dar desempenho ao transporte coletivo, já que as faixas preferenciais não funcionam mais. "O ideal é implantar a mesma tecnologia dos demais corredores para ter uma ligação de um sistema único, o Move. Mas lá a prefeitura pode fazer estações mais finas (no centro da pista) nos trechos que têm duas faixas de ônibus, e reduzir o espaço dos carros. Não tem saída, o transporte público precisa ser atrativo e o corredor Oeste da cidade está desprivilegiado".

Em julho, O TEMPO adiantou com exclusividade os planos da prefeitura de transformar a pista preferencial para ônibus na Amazonas em exclusiva. Na ocasião, motoristas e comerciantes já demonstravam preocupação com a via, que em seus 9,5 km de extensão têm um dos fluxos mais complicados da capital – o temor era que a pista para ônibus tirasse mais espaço dos carros e prejudicasse o comércio. Por dia, cerca de 91 mil carros passam pela Amazonas.

Quando o BRT foi planejado, há quatro anos, a primeira opção era usar a Amazonas, mas, com a avaliação de que o impacto na mobilidade do centro seria muito grande, foi feita a opção apenas pelas avenidas Paraná e Santos Dumont. A BHTrans não informou se esse corredor será usado ou se o novo projeto para a Amazonas seria uma evolução da ideia anterior.Hoje, passam pela Amazonas 193 linhas de ônibus – 41 municipais e 98 metropolitanas.

Integração de ônibus. Outra meta para a mobilidade urbana é a implantação do cartão metropolitano de transporte coletivo. Segundo a BHTrans, a meta foi estabelecida porque os sistemas de controle dos cartões BHBus e Ótimo são diferentes e há a necessidade de uma adequação para que possa existir a integração.

No Move, não há integração tarifária nem física, cada serviço tem uma estação ao longo dos corredores. Apenas a capital, Nova Lima, Betim e Sabará possuem bilhetagens diferentes; as demais 30 cidades da região metropolitana utilizam o cartão Ótimo. "As conversações entre os gestores dos sistemas foram iniciadas", informou a autarquia.

Pampulha

Lagoa. Uma das metas da LDO 2014 era a limpeza da lagoa. Conforme a prefeitura, foram retirados 550 mil m³ de sedimentos, e a previsão de conclusão está mantida para o fim deste ano.

Saiba mais

LDO. A Lei de Diretrizes Orçamentárias foi sancionada em julho pelo prefeito e vai orientar as ações do município. No próximo mês, o Executivo enviará para a Câmara Municipal o projeto do orçamento, que já traz a previsão de recursos a serem gastos nas metas da LDO.

Análise. Especialistas ressaltam a importância de a população conhecer o orçamento antes de ele virar lei, para discutir as propostas. Audiências públicas serão realizadas pela Câmara, entre outubro e dezembro.

sábado, 16 de agosto de 2014

BHTrans conclui hoje a implantação do sistema nas estações Venda Nova e Vilarinho

16/08/2014 - Portal R7


O Move, o transporte de ônibus implantado pela Prefeitura de Belo Horizonte, deve ganhar mais 100 mil usuários a partir deste sábado (16). Neste fim de semana, a BHTrans conclui a instalação do sistema nas estações Venda Nova e Vilarinho.

Ao todo, sete novas linhas passam a atender passageiros da região norte da capital mineira. Segundo a empresa de trânsito, a previsão é que, com os novos coletivos, o número de ônibus que circulam durante o horário de pico na avenida Antônio Carlos passe de 203 para 92. Na Cristiano Machado, a redução deve ser de 318 para 201.

Na Vilarinho, a atual linha 65 será modificada. Agora, o coletivo terá paradas somente na avenida Pedro 1º, e seguirá pela Antônio Carlos direto até as Estações de Transferência Tamoios (na avenida Paraná) e São Paulo (na avenida Santos Dumont), no centro da cidade.

As novas linhas serão a 68 (Estação Vilarinho/Lagoinha), que deve atender aos usuários que têm os bairros do entorno da Antônio Carlos como destino; a 6350 (Estação Vilarinho/Estação Barreiro, via Anel Rodoviário); a 66 (Estação Vilarinho/centro/Hospitais, via Cristiano Machado); e a 67 (Estação Vilarinho/Santo Agostinho, via Carlos Luz).

A partir deste sábado, os pontos finais das linhas 66 e 67 serão transferidos da Cidade Administrativa para a Estação Vilarinho e o atendimento à Cidade Administrativa será feito pela linha 642 (Estação Venda Nova/Estação Vilarinho/Cidade Administrativa).

Venda Nova

Na Estação Venda Nova, as linhas 62 (Estação Venda Nova/Savassi, via Hospitais), e 64 (Estação Venda Nova/Assembleia, via Carlos Luz) passam a fazer parte do sistema.

Algumas linhas alimentadoras de Venda Nova serão transferidas para a Estação Vilarinho: no período diurno, 633 (Estação Vilarinho/Jd. dos Comerciários); 635 (Estação Vilarinho/Jd. dos Comerciários C); 636 (Estação Vilarinho/Jd. Europa); e, no período noturno, 630 (Estação Vilarinho/Serra Verde via Av. Salamanca) e 631 (Estação Vilarinho/Serra Verde via Minas Caixa).

Já na Vilarinho, a alimentadora 601 (Nova York/Juliana) será substituída pelas linhas 634 (Estação Vilarinho/Nova York via Jardim Comerciários), 735 (Estação Vilarinho/Juliana A) e 736 (Estação Vilarinho/Juliana B). Os usuários da alimentadora 607 (Esplendor/Jaqueline) contarão com as linhas 607 (Estação Vilarinho/Esplendor), 738 (Estação Vilarinho/Conjunto Zilah Sposito) e 739 (Estação Vilarinho/Conj. Zilah Spósito via Frei Leopoldo).

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Move tem expansão concluída

14/08/2014 - O Tempo / Aqui - MG

O Move da capital ganhará, a partir do próximo sábado, oito novas linhas troncais, que serão incorporadas ao sistema de transporte nas estações Vilarinho e Venda Nova. Com a ampliação, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) conclui a implantação de 100% do projeto nos principais corredores da cidade. A nova expansão também trará um incremento de 100 mil novos passageiros. O número representa um acréscimo de quase 30% no número de usuários atendidos diariamente.

A finalização, no entanto, acontece com dois meses e meio de atraso. Em março, no lançamento do sistema, a promessa era que todos os novos ônibus estivessem em circulação até o fim de maio. Apesar de concluir a operação dos 450 novos ônibus – 200 articulados e 250 do tipo padron – previstos na concepção do projeto, o órgão não descarta a inclusão de linhas no futuro.

"O que foi planejado está sendo concluído agora. Mas (o Move) é um sistema dinâmico, e uma ou outra linha pode ser criada depois", afirmou, durante anúncio na tarde desta quarta, o diretor de transporte público da BHTrans, Daniel Marx Couto. Ele ressaltou que ainda faltam "alguns pequenos ajustes" na Estação São Gabriel, mas não detalhou quais são as adequações.

Entre as alterações previstas para o próximo sábado está a extinção de 12 linhas semiexpressas. Elas serão substituídas por novas linhas alimentadoras (dos bairros para as estações) que darão acesso às linhas troncais (pelos corredores exclusivos) até o centro) do Move. Segundo a BHTrans, a mudança significará a incorporação de mais 168 veículos do BRT nas ruas. Por outro lado, haverá redução de 81% no número de ônibus tradicionais nas pistas mistas da avenida Antônio Carlos, no trecho entre a avenida Portugal e o Anel Rodoviário, e de 37% na Cristiano Machado, entre o Anel e a Lagoinha.

Desvio. Começa a valer nesta sexta um novo desvio para os motoristas que trafegam pela avenida Pedro I, interditada desde de julho, quando o viaduto Batalha dos Guararapes desabou. Segundo a BHTrans, a alteração permitirá fluxo melhor pela avenida. O mapa do trecho está disponível no site www.otempo.com.br.

O TEMPO mostrou

Avaliação. Na semana passada, cinco meses após o lançamento do sistema Move na capital, a reportagem de O TEMPO mostrou que apesar de muitos usuários elogiarem o conforto dos veículos, a superlotação e o tempo de espera nas estações ainda são problemas diários.

Enquete. Pesquisa feita pela reportagem nas ruas da capital com cem usuários do Move apontou que 52% dos passageiros têm uma avaliação positiva sobre o BRT, enquanto 31% tem opinião negativa, e 17%, regular.

Reclamações. Nas estações Pampulha e São Gabriel, as principais queixas foram em relação às baldeações, que, segundo os usuários, aumentaram bastante o tempo total de deslocamento pela cidade.


Abuso. Sexual. Um homem de 51 anos foi preso suspeito de abusar sexualmente de uma jovem de 19 anos dentro de um ônibus da linha 50 do Move, nesta quarta. Ele foi contido por passageiros. 
 
Jornal Aqui - MG

BRT/Move ganha ampliação
Para tentar dar mais fluidez no trânsito na Avenida Pedro I e em ruas adjacentes, a BHTrans criou um novo desvio na região. Os motoristas que seguem no sentido Centro/Bairro devem pegar a Avenida Pedro I, viaduto João Samaha, Rua Dr. Álvaro Camargos, Rua Cardeal Eugênio Volpini, Rua Américo Gasparini, e retornar para a Av. Dom Pedro I.

No sentido contrário, os veículos devem passar pela Avenida Pedro I, Rua Aimoré Dutra, Rua Dr. Álvaro Camargos, Rua São Pedro do Havaí e retornar para a Pedro I.

Nesta nova etapa, as estações Cristiano Guimarães e Plantalto, que estavam fechadas, voltam a funcionar normalmente. A Estação Lagoa do Nado segue interditada. Nesta etapa do Move, 177 ônibus, que circulavam nas pistas mistas das Avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Anel Rodoviário, Avenida Vilarinho, serão retirados.

Com isso, a BHTrans busca mais fluidez no trânsito nestas áreas. A expansão do Move foi divulgado na tarde de ontem pela BHTrans. Veja no quadro abaixo como ficam as mudanças.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Move: BRT faz 5 meses bem avaliado, mas reclamações aumentam

08/08/2014 - O Tempo - BH

O Move de Belo Horizonte completa nesta sexta cinco meses bem avaliado pelos usuários, mas com um número crescente de reclamações. A reportagem de O TEMPO foi às ruas durante a semana e ouviu cem passageiros dos coletivos. Dos entrevistados, 52% fizeram uma avaliação positiva, 31%, negativa, e 17%, regular (veja os dados e entenda o levantamento no quadro abaixo). No primeiro dia de funcionamento do Move, a mesma enquete foi feita, com o mesmo número de usuários: 77% das avaliações foram positivas, 8% foram negativas e 15%, regulares.

A estrutura dos veículos e o conforto são os itens mais apreciados por quem usa o serviço – assim como na enquete feita na estreia. Nos dois levantamentos, o tempo de espera nas estações foi o ponto mais criticado. No início, a falta de informações era também um problema. No quinto mês de funcionamento, figuram como pontos negativos as longas filas e a baldeação.

Atualmente. As opiniões dos usuários variam de acordo com a estação. No centro, onde não há mais obras e não existem linhas alimentadoras (que ligam os bairros às estações de integração), as impressões são mais positivas. Já nas estações Pampulha e São Gabriel, os problemas aparecem mais, principalmente de quem vem dos bairros. Com a troca de ônibus, os usuários dizem que o tempo gasto é maior que antigamente.

"Antes eu demorava cerca de 45 minutos do centro até em casa. Agora, eu demoro uma hora e 20 minutos. O maior problema desse sistema são as linhas alimentadoras. As pessoas correm feito loucas para tentar ficar na frente e entrar antes no ônibus. Esse Move dificultou a vida de todos", contou a doméstica Maria da Conceição, 42, que mora na região Norte de Belo Horizonte.

Estrutura. O sistema já conta com cinco estações de integração (Vilarinho, São Gabriel, José Cândido da Silveira, Venda Nova e Pampulha), 35 estações de transferência ao longo do trajeto e mais seis no centro. Segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), 333 veículos operam em toda a capital. Haverá a implantação de novos trechos, mas a autarquia ainda não divulga detalhes.

A BHTrans informou, em nota, que os principais ganhos dos usuários foram no conforto, no tempo de viagem e nas novas possibilidades de integração sem pagar outras passagens. A autarquia disse ainda que há um acompanhamento contínuo da operação e que novas mudanças podem ser feitas.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Moradores aprovam suspensão do terminal metropolitano em Sarzedo em BH

22/07/2014 - Estado de Minas

O Terminal de Sarzedo, na Grande BH, que atendia os passageiros com o novo sistema de transporte coletivo Move Metropolitano, deixou de operar ontem. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), responsável pela administração via Departamento Estadual de Transportes (DER/MG), não informou o motivo da medida muito menos se a paralisação é temporária. O certo mesmo é que muitos moradores comemoraram a decisão, depois de várias reclamações e até protestos, como ocorreu na noite de sexta-feira.

Na tarde de ontem, o Terminal Metropolitano de Sarzedo estava fechado e com poucos funcionários trabalhando no pátio. Do lado de for a foram afixadas faixas para orientar a população. Em nota, a Setop informou que as 17 linhas de transporte coletivo (veja o quadro) da região metropolitana, que atendiam também Brumadinho e Mário Campos, passam a funcionar com a programação original de horários, pontos de embarque e desembarque, ao longo do trajeto e na área central, tarifa e itinerário, como era antes da implantação do terminal.

Para muitos moradores, a suspensão do serviço foi certa. "O Move Metropolitano virou um transtorno para todo mundo", disse a comerciante Alessandra Silva, residente em Sarzedo, que trabalha na capital. Ao lado da filha, a universitária Gabriela Raíssa, ela contou que passou a gastar mais com passagens e perder muito tempo. "Piorou nossa vida. Pelo menos, voltaram com o sistema antigo", afirmou Alessandra. O estudante Thalison Ribeiro, de 23, também ficou feliz com o retorno das linhas. "Agora pego um ônibus direto para BH em vez de dois", afirmou.

Preparando-se para embarcar, Roseana Alves de Oliveira, que mora em Ibirité e trabalha em Sarzedo, disse que está satisfeita. "Com o Move, eu estava caminhando um longo trecho para ir e voltar do serviço. Agora, pego o ônibus na porta", contou. A vendedora Aline Cristina Diniz Silveira revelou que não chegou a usar o Move, mas o considera um progresso. "Acho um sistema de transporte eficiente, só que faltou mais informações para os passageiros", avaliou.

EMBARQUE ORIGINAL

Linhas de ônibus que atendem passageiros de Brumadinho, Mário Campos e Sarzedo e que voltam a ter programação como era antes da implantação do terminal

3650 – Bairro Brasília/ Sarzedo/Cidade Industrial

3660 – Sarzedo/Bairro Brasília, via Avenida Santo Antônio/Cidade Industrial

3680 – Bairro Brasília/Sarzedo – Imaculada Conceição

3690 – Sarzedo/Imaculada Conceição/ Cidade Industrial

3700 – Bairro Bandeirinhas /Cidade Industrial

3710 – Anchieta / São Joaquim /Cidade Industrial

3720 – Mário Campos via Funil / Estação Eldorado

3782 – Mário Campos /Belo Horizonte

3740 – Mário Campos via Tangará / Estação Eldorado

3760 – Santa Rosa – Riacho da Mata / Cidade Industrial

3780 – Residencial Masterville / Cidade Industrial

3787 – Conceição Itaguá / Belo Horizonte

3797 – Rio manso / via Brumadinho / Belo Horizonte

3783 – Brumadinho via BR 381 / Belo Horizonte

3788 – Brumadinho / Belo Horizonte

3789 – Brumadinho / Betim via Sarzedo

3784 – Brumadinho / Belo Horizonte via Tereza Cristina

Uberaba: Última licitação para implantar o Vetor será nesta quinta-feira

22/07/2014 - Jornal de Uberaba

A data-limite para entrega de documentos, habilitação e propostas de preços da licitação que visa à contratação de empresa credenciada pela Cemig para prestação de serviços na modificação de postes de iluminação pública e energia termina nesta quinta-feira (24), às 9h, no Centro Administrativo da Prefeitura. Os envelopes da licitação, processada na modalidade concorrência, serão abertos às 9h15 do mesmo dia, na sala de reuniões da Secretaria de Infraestrutura.

A licitação da obra que vai atender às adequações necessárias à malha viária para implantação do BRT/Vetor  tem o valor global estimado de R$ 112.976,03. Vale ressaltar que, no dia 15 de julho, as empresas credenciadas para disputar o certame participaram de uma visita técnica para conhecerem in loco as necessidades do projeto e apresentarem as propostas para estarem realizando a obra referente ao projeto de mobilidade urbana do município.

De acordo com informações da prefeitura, ao todo, três empresas participaram da visita acompanhada pelo gestor de iluminação pública e energia da Secretaria de Infraestrutura, Luis Fernando Valeriano. Na ocasião, o representante da Semei apresentou às empresas todos os pontos onde serão feitos os serviços, visando garantir que não fique nenhuma dúvida por parte dos futuros executores da obra que visa atender ao projeto do Vetor.