quarta-feira, 20 de agosto de 2014

MOVE: Gargalos atrapalham sistema

19/08/2014 - O Tempo - BH

Com a retirada de 81% das linhas de ônibus que circulam na avenida Antônio Carlos, na capital, depois da conclusão da primeira fase do Move, a principal promessa da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) era a redução no congestionamento da via durante o horário de pico. De fato, nesta segunda, primeiro dia útil após a mudança, houve redução no tempo gasto por motoristas no trajeto pela avenida. No entanto, antigos gargalos, em outros pontos da cidade, continuam gerando retenções e minimizam os benefícios do novo sistema.

As principais reclamações de motoristas ouvidos por O TEMPO dizem respeito ao viaduto da Lagoinha, na região Noroeste, e a outras vias de acesso ao centro. "Hoje (ontem) o trânsito estava muito mais leve. Notei a diferença em quase todo o meu trajeto, que começa no viaduto São Francisco (na região da Pampulha). Mas, quando cheguei ao viaduto da Lagoinha, o trânsito parou de novo. É o nosso principal gargalo", avalia a publicitária Isabella do Valle Rodrigues, 29. Ela disse que, nesta segunda, gastou 15 minutos a menos no trajeto de casa ao trabalho.

O taxista Sancho Jorge, 79, concorda. "O problema ocorre principalmente na chegada ao centro, onde o Move deixa a pista exclusiva e entra na mista. O trânsito vai se afunilando e para. Hoje (ontem) foi a mesma coisa". Questionada pela reportagem sobre as reclamações, a BHTrans informou que a região é monitorada por agentes.

Estação. Usuários do transporte público relataram ter ficado perdidos nas estações devido à falta de informação e às dificuldades de se adaptar às novas linhas. Na Estação Vilarinho, na região de Venda Nova, a ligação entre as alas norte (onde param as linhas do Move Metropolitano) – e sul – que concentra as de Belo Horizonte – também gerou complicação na manhã desta segunda.

"Quero ir à Savassi, mas estou aqui há algum tempo e até agora não sei onde é o meu ponto. Fui até o embarque metropolitano, mas me disseram para voltar", afirma a recepcionista Melissa Emanuele Cardoso, 22. Ela passará a usar o sistema cotidianamente, porque a linha em que embarcava foi substituída por uma do Move.

O acesso entre os dois setores é feito pelo Shopping Estação, conforme sinalizado por poucas placas, que indicam as estações Norte e Sul, mas não mostram as diferenças das plataformas de embarque e de desembarque.

A BHTrans explica que há placas em toda a estação e que monitores orientam usuários. A autarquia ressaltou que foram distribuídos informativos sobre as mudanças e que as elas foram discutidas com as associações de bairro em reuniões.

Dúvidas

Venda Nova. Um dos funcionários que atendiam os usuários na Estação Vilarinho informou que a maioria das perguntas feitas diz respeito a linhas e pontos de parada durante o itinerário.

Cristiano Machado foi mais lenta

Na manhã desta segunda, a reportagem de O TEMPO fez uma viagem no Move pela avenida Cristiano Machado e outra pelas avenidas Pedro I e Antônio Carlos, ambas rumo ao centro. Mesmo maior e com desvio em função da queda do viaduto Batalha dos Guararapes na região de Venda Nova, passar pela Pedro I e Antônio Carlos é mais rápido. A falta da pista exclusiva entre as estações Vilarinho e São Gabriel motivou a demora no primeiro caminho.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

BRT deve passar na avenida Amazonas a partir de 2015

19/08/2014 - O Tempo - BH

A Prefeitura de Belo Horizonte vai levar o sistema de transporte rápido por ônibus (BRT) para a avenida Amazonas. A implantação está prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e a prefeitura já solicitou financiamento ao governo federal – a ideia é que o sistema comece a funcionar em 2015. A previsão para a avenida é apenas uma das 62 metas de investimentos para a cidade contidas na LDO.

A assessoria da BHTrans pouco fala sobre o sistema, apenas que ele vem sendo estudado desde o começo do ano, que a verba já foi solicitada e que o projeto ainda está em estágio inicial. Não há sequer nome definido, mas entre os cogitados estão "Move", como no resto da cidade, e "Expresso Amazonas".

A dúvida sobre o nome teria relação com a falta de definição sobre os moldes do sistema a ser implantado. A assessoria informou que não se sabe se o novo Move seria em corredor exclusivo de concreto e com estações de transferência, como nas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Cristiano Machado.

Na avaliação de Osias Batista, consultor em transporte e trânsito, a Amazonas precisa de uma solução drástica para dar desempenho ao transporte coletivo, já que as faixas preferenciais não funcionam mais. "O ideal é implantar a mesma tecnologia dos demais corredores para ter uma ligação de um sistema único, o Move. Mas lá a prefeitura pode fazer estações mais finas (no centro da pista) nos trechos que têm duas faixas de ônibus, e reduzir o espaço dos carros. Não tem saída, o transporte público precisa ser atrativo e o corredor Oeste da cidade está desprivilegiado".

Em julho, O TEMPO adiantou com exclusividade os planos da prefeitura de transformar a pista preferencial para ônibus na Amazonas em exclusiva. Na ocasião, motoristas e comerciantes já demonstravam preocupação com a via, que em seus 9,5 km de extensão têm um dos fluxos mais complicados da capital – o temor era que a pista para ônibus tirasse mais espaço dos carros e prejudicasse o comércio. Por dia, cerca de 91 mil carros passam pela Amazonas.

Quando o BRT foi planejado, há quatro anos, a primeira opção era usar a Amazonas, mas, com a avaliação de que o impacto na mobilidade do centro seria muito grande, foi feita a opção apenas pelas avenidas Paraná e Santos Dumont. A BHTrans não informou se esse corredor será usado ou se o novo projeto para a Amazonas seria uma evolução da ideia anterior.Hoje, passam pela Amazonas 193 linhas de ônibus – 41 municipais e 98 metropolitanas.

Integração de ônibus. Outra meta para a mobilidade urbana é a implantação do cartão metropolitano de transporte coletivo. Segundo a BHTrans, a meta foi estabelecida porque os sistemas de controle dos cartões BHBus e Ótimo são diferentes e há a necessidade de uma adequação para que possa existir a integração.

No Move, não há integração tarifária nem física, cada serviço tem uma estação ao longo dos corredores. Apenas a capital, Nova Lima, Betim e Sabará possuem bilhetagens diferentes; as demais 30 cidades da região metropolitana utilizam o cartão Ótimo. "As conversações entre os gestores dos sistemas foram iniciadas", informou a autarquia.

Pampulha

Lagoa. Uma das metas da LDO 2014 era a limpeza da lagoa. Conforme a prefeitura, foram retirados 550 mil m³ de sedimentos, e a previsão de conclusão está mantida para o fim deste ano.

Saiba mais

LDO. A Lei de Diretrizes Orçamentárias foi sancionada em julho pelo prefeito e vai orientar as ações do município. No próximo mês, o Executivo enviará para a Câmara Municipal o projeto do orçamento, que já traz a previsão de recursos a serem gastos nas metas da LDO.

Análise. Especialistas ressaltam a importância de a população conhecer o orçamento antes de ele virar lei, para discutir as propostas. Audiências públicas serão realizadas pela Câmara, entre outubro e dezembro.

sábado, 16 de agosto de 2014

BHTrans conclui hoje a implantação do sistema nas estações Venda Nova e Vilarinho

16/08/2014 - Portal R7


O Move, o transporte de ônibus implantado pela Prefeitura de Belo Horizonte, deve ganhar mais 100 mil usuários a partir deste sábado (16). Neste fim de semana, a BHTrans conclui a instalação do sistema nas estações Venda Nova e Vilarinho.

Ao todo, sete novas linhas passam a atender passageiros da região norte da capital mineira. Segundo a empresa de trânsito, a previsão é que, com os novos coletivos, o número de ônibus que circulam durante o horário de pico na avenida Antônio Carlos passe de 203 para 92. Na Cristiano Machado, a redução deve ser de 318 para 201.

Na Vilarinho, a atual linha 65 será modificada. Agora, o coletivo terá paradas somente na avenida Pedro 1º, e seguirá pela Antônio Carlos direto até as Estações de Transferência Tamoios (na avenida Paraná) e São Paulo (na avenida Santos Dumont), no centro da cidade.

As novas linhas serão a 68 (Estação Vilarinho/Lagoinha), que deve atender aos usuários que têm os bairros do entorno da Antônio Carlos como destino; a 6350 (Estação Vilarinho/Estação Barreiro, via Anel Rodoviário); a 66 (Estação Vilarinho/centro/Hospitais, via Cristiano Machado); e a 67 (Estação Vilarinho/Santo Agostinho, via Carlos Luz).

A partir deste sábado, os pontos finais das linhas 66 e 67 serão transferidos da Cidade Administrativa para a Estação Vilarinho e o atendimento à Cidade Administrativa será feito pela linha 642 (Estação Venda Nova/Estação Vilarinho/Cidade Administrativa).

Venda Nova

Na Estação Venda Nova, as linhas 62 (Estação Venda Nova/Savassi, via Hospitais), e 64 (Estação Venda Nova/Assembleia, via Carlos Luz) passam a fazer parte do sistema.

Algumas linhas alimentadoras de Venda Nova serão transferidas para a Estação Vilarinho: no período diurno, 633 (Estação Vilarinho/Jd. dos Comerciários); 635 (Estação Vilarinho/Jd. dos Comerciários C); 636 (Estação Vilarinho/Jd. Europa); e, no período noturno, 630 (Estação Vilarinho/Serra Verde via Av. Salamanca) e 631 (Estação Vilarinho/Serra Verde via Minas Caixa).

Já na Vilarinho, a alimentadora 601 (Nova York/Juliana) será substituída pelas linhas 634 (Estação Vilarinho/Nova York via Jardim Comerciários), 735 (Estação Vilarinho/Juliana A) e 736 (Estação Vilarinho/Juliana B). Os usuários da alimentadora 607 (Esplendor/Jaqueline) contarão com as linhas 607 (Estação Vilarinho/Esplendor), 738 (Estação Vilarinho/Conjunto Zilah Sposito) e 739 (Estação Vilarinho/Conj. Zilah Spósito via Frei Leopoldo).

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Move tem expansão concluída

14/08/2014 - O Tempo / Aqui - MG

O Move da capital ganhará, a partir do próximo sábado, oito novas linhas troncais, que serão incorporadas ao sistema de transporte nas estações Vilarinho e Venda Nova. Com a ampliação, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) conclui a implantação de 100% do projeto nos principais corredores da cidade. A nova expansão também trará um incremento de 100 mil novos passageiros. O número representa um acréscimo de quase 30% no número de usuários atendidos diariamente.

A finalização, no entanto, acontece com dois meses e meio de atraso. Em março, no lançamento do sistema, a promessa era que todos os novos ônibus estivessem em circulação até o fim de maio. Apesar de concluir a operação dos 450 novos ônibus – 200 articulados e 250 do tipo padron – previstos na concepção do projeto, o órgão não descarta a inclusão de linhas no futuro.

"O que foi planejado está sendo concluído agora. Mas (o Move) é um sistema dinâmico, e uma ou outra linha pode ser criada depois", afirmou, durante anúncio na tarde desta quarta, o diretor de transporte público da BHTrans, Daniel Marx Couto. Ele ressaltou que ainda faltam "alguns pequenos ajustes" na Estação São Gabriel, mas não detalhou quais são as adequações.

Entre as alterações previstas para o próximo sábado está a extinção de 12 linhas semiexpressas. Elas serão substituídas por novas linhas alimentadoras (dos bairros para as estações) que darão acesso às linhas troncais (pelos corredores exclusivos) até o centro) do Move. Segundo a BHTrans, a mudança significará a incorporação de mais 168 veículos do BRT nas ruas. Por outro lado, haverá redução de 81% no número de ônibus tradicionais nas pistas mistas da avenida Antônio Carlos, no trecho entre a avenida Portugal e o Anel Rodoviário, e de 37% na Cristiano Machado, entre o Anel e a Lagoinha.

Desvio. Começa a valer nesta sexta um novo desvio para os motoristas que trafegam pela avenida Pedro I, interditada desde de julho, quando o viaduto Batalha dos Guararapes desabou. Segundo a BHTrans, a alteração permitirá fluxo melhor pela avenida. O mapa do trecho está disponível no site www.otempo.com.br.

O TEMPO mostrou

Avaliação. Na semana passada, cinco meses após o lançamento do sistema Move na capital, a reportagem de O TEMPO mostrou que apesar de muitos usuários elogiarem o conforto dos veículos, a superlotação e o tempo de espera nas estações ainda são problemas diários.

Enquete. Pesquisa feita pela reportagem nas ruas da capital com cem usuários do Move apontou que 52% dos passageiros têm uma avaliação positiva sobre o BRT, enquanto 31% tem opinião negativa, e 17%, regular.

Reclamações. Nas estações Pampulha e São Gabriel, as principais queixas foram em relação às baldeações, que, segundo os usuários, aumentaram bastante o tempo total de deslocamento pela cidade.


Abuso. Sexual. Um homem de 51 anos foi preso suspeito de abusar sexualmente de uma jovem de 19 anos dentro de um ônibus da linha 50 do Move, nesta quarta. Ele foi contido por passageiros. 
 
Jornal Aqui - MG

BRT/Move ganha ampliação
Para tentar dar mais fluidez no trânsito na Avenida Pedro I e em ruas adjacentes, a BHTrans criou um novo desvio na região. Os motoristas que seguem no sentido Centro/Bairro devem pegar a Avenida Pedro I, viaduto João Samaha, Rua Dr. Álvaro Camargos, Rua Cardeal Eugênio Volpini, Rua Américo Gasparini, e retornar para a Av. Dom Pedro I.

No sentido contrário, os veículos devem passar pela Avenida Pedro I, Rua Aimoré Dutra, Rua Dr. Álvaro Camargos, Rua São Pedro do Havaí e retornar para a Pedro I.

Nesta nova etapa, as estações Cristiano Guimarães e Plantalto, que estavam fechadas, voltam a funcionar normalmente. A Estação Lagoa do Nado segue interditada. Nesta etapa do Move, 177 ônibus, que circulavam nas pistas mistas das Avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Anel Rodoviário, Avenida Vilarinho, serão retirados.

Com isso, a BHTrans busca mais fluidez no trânsito nestas áreas. A expansão do Move foi divulgado na tarde de ontem pela BHTrans. Veja no quadro abaixo como ficam as mudanças.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Move: BRT faz 5 meses bem avaliado, mas reclamações aumentam

08/08/2014 - O Tempo - BH

O Move de Belo Horizonte completa nesta sexta cinco meses bem avaliado pelos usuários, mas com um número crescente de reclamações. A reportagem de O TEMPO foi às ruas durante a semana e ouviu cem passageiros dos coletivos. Dos entrevistados, 52% fizeram uma avaliação positiva, 31%, negativa, e 17%, regular (veja os dados e entenda o levantamento no quadro abaixo). No primeiro dia de funcionamento do Move, a mesma enquete foi feita, com o mesmo número de usuários: 77% das avaliações foram positivas, 8% foram negativas e 15%, regulares.

A estrutura dos veículos e o conforto são os itens mais apreciados por quem usa o serviço – assim como na enquete feita na estreia. Nos dois levantamentos, o tempo de espera nas estações foi o ponto mais criticado. No início, a falta de informações era também um problema. No quinto mês de funcionamento, figuram como pontos negativos as longas filas e a baldeação.

Atualmente. As opiniões dos usuários variam de acordo com a estação. No centro, onde não há mais obras e não existem linhas alimentadoras (que ligam os bairros às estações de integração), as impressões são mais positivas. Já nas estações Pampulha e São Gabriel, os problemas aparecem mais, principalmente de quem vem dos bairros. Com a troca de ônibus, os usuários dizem que o tempo gasto é maior que antigamente.

"Antes eu demorava cerca de 45 minutos do centro até em casa. Agora, eu demoro uma hora e 20 minutos. O maior problema desse sistema são as linhas alimentadoras. As pessoas correm feito loucas para tentar ficar na frente e entrar antes no ônibus. Esse Move dificultou a vida de todos", contou a doméstica Maria da Conceição, 42, que mora na região Norte de Belo Horizonte.

Estrutura. O sistema já conta com cinco estações de integração (Vilarinho, São Gabriel, José Cândido da Silveira, Venda Nova e Pampulha), 35 estações de transferência ao longo do trajeto e mais seis no centro. Segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), 333 veículos operam em toda a capital. Haverá a implantação de novos trechos, mas a autarquia ainda não divulga detalhes.

A BHTrans informou, em nota, que os principais ganhos dos usuários foram no conforto, no tempo de viagem e nas novas possibilidades de integração sem pagar outras passagens. A autarquia disse ainda que há um acompanhamento contínuo da operação e que novas mudanças podem ser feitas.