sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Três cidades de Minas Gerais têm tarifa zero nos ônibus

03/07/2013 - Estado de Minas / Globo TV MG

"Mas não é uma experiência que possa servir de exemplo a cidades de médio e grande porte, já que a maior população atendida entre as três cidades, menos de 50 mil pessoas, caberia dentro do Mineirão, na capital. E sobraria bastante espaço"









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Vinte mil habitantes de Muzambinho, no Sul, têm transporte coletivo de graça

Um benefício restrito no transporte coletivo de Belo Horizonte e grande parte do Brasil, embarcar num ônibus urbano sem pagar passagem é realidade para os cidadãos de pelo menos três municípios mineiros. Monte Carmelo, no Triângulo Mineiro, Abaeté, na Região Centro-Oeste, e Muzambinho, no Sul de Minas, oferecem aos moradores serviço de ônibus gratuito em quase todo o perímetro urbano, sem que haja necessidade de empresas privadas. A experiência é parecida com a adotada em Agudos e Potirendaba, no interior de São Paulo, Porto Real (RJ), e Ivaporã (PR).


O custo de operação nas cidades mineiras que dão gratuidade geral no serviço é bancado pelas prefeituras. Mas não é uma experiência que possa servir de exemplo a cidades de médio e grande porte, já que a maior população atendida entre as três cidades, menos de 50 mil pessoas, caberia dentro do Mineirão, na capital. E sobraria bastante espaço.

Quatro linhas percorrem Monte Carmelo, o maior entre as três cidades, com aproximadamente 45 mil habitantes. O fato de não haver cobrança não é garantia de satisfação dos usuários. Tanto que o maior problema, explica Divino Batista Ramos, secretário de Obras e Transportes do município, é a depredação da frota de ônibus Ciferal Mercedes-Benz ano 1996, adquirida usada no Rio de Janeiro.

"Nossos ônibus são antigos, mas muito bem cuidados. O grande entrave é que muitas pessoas depredam os veículos, o que acaba encarecendo bastante a operação", diz o secretário, acrescentando que, devido à lotação nos horários de pico, a prefeitura planeja um espécie de plebiscito com a população para decidir se aumentará a oferta. "Trabalhamos em faixas de horário das 11h às 14h, das 17h às 19h30 e das 22h à 00h30." Para rodar de hora em hora, segundo o secretário seriam gastos 3% do orçamento do município. "Seria difícil, uma vez que 5% é gasto, em média, em investimentos na cidade."

Demanda cresce

Em Abaeté, com cerca de 22 mil habitantes, o fato de muitas pessoas usarem o único ônibus que percorre a linha entre os bairros São João e São Pedro sem real necessidade incomoda quem realmente depende do serviço, afirma o diretor de Transportes da cidade, Daniel Dayrrell. Na avaliação do responsável pela manutenção dos dois coletivos de Abaeté – um ônibus Agrale ano 2007 e outro Mercedes-Benz, 1997, usado como reserva –, a demanda cresceu muito nos últimos anos. A única linha é operada de segunda a sábado, das 5h45 à 19h. "Mas é certo que muito em breve será necessário colocar um terceiro ônibus para rodar", admite.

Com pouco mais de 20 mil habitantes, Muzambinho conta com o benefício desde outubro de 2011. As linhas funcionam de segunda a sexta-feira, nos horários de pico. O prefeito Ivan de Freitas alega que, para manter o serviço, sacrifica o orçamento de outras áreas. Prometendo continuidade, ele não descarta, contudo, uma cobrança no futuro. "Vamos assegurar o transporte gratuito enquanto pudermos."

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Novo sistema de transporte de Belo Horizonte terá ônibus com modelos ultrapassados

10/07/2013 - O Tempo

Nem mesmo o início da operação do BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) afasta os ônibus de motor dianteiro da frota de Belo Horizonte, conhecidos por proporcionarem menor conforto aos passageiros, produzirem mais ruído, porém, serem mais econômicos paraos empresários que operam o sistema. Isso porque, atendendo uma demanda específica do mercado brasileiro, as fabricantes criaram ônibus com motor dianteiro com suspensão a ar. Dessa forma, os veículos classificados como ultrapassados por especialista poderão acessar os corredores do BRT e se adaptar às plataformas de embarque.

Além dos ônibus articulados que vão fazer as linhas expressas do BRT, os empresários de Belo Horizonte estão adquirindo veículos chamados de Padrons, que vão servir como alimentadores do sistema. Esses ônibus serão responsáveis por trazer os usuários dos bairros até as estações do BRT. Até agora, todos os 350 já encomendados são de motor dianteiro, adaptados para o desembarque em nível na plataforma. "Isso é uma aberração. Quando deveriam aproveitar a implantação do BRT para melhorar a frota e trazer mais conforto, fazem gambiarras para manter uma tecnologia antiga circulando na cidade", avalia o engenheiro e presidente do Instituto Mobilidade Sustentável, João Luiz da Silva Dias.

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A utilização dos ônibus de motor dianteiro em transportes coletivos urbanos é proibida em países desenvolvidos. No Brasil, a cidade de São Paulo aboliu esse tipo de veículo do transporte público em 2006. Com o motor na frente, o barulho é maior, e os arranques mais agressivos que os veículos com motor central ou na traseira. Além disso, o motorista sofre com o calor.

Porém, esses veículos ainda predominam no mercado brasileiro porque consomem menos óleo diesel, a manutenção é mais barata e contam com maior valorização na hora da revenda. Esses critérios fazem com que os empresários resistam em abrir mão do motor dianteiro. Em Belo Horizonte, mais de 70% da frota é formada por ônibus desse modelo.

Durante a Transpúblico – feira que reuniu os principais fabricantes de ônibus do país em São Paulo, na semana passada –, várias empresas apresentaram modelos com motor dianteiro e suspensão a ar. Até a sueca Volvo, que nunca havia fabricado esse tipo de ônibus, lançou um modelo para atender aos brasileiros.

Para João Dias, os ônibus que serão usados no transporte público não podem ser definidos por uma ótica de mercado. "O usuário não pode ficar à mercê da negociação entre empresário e fabricantes. Quem tem que determinar o tipo de ônibus que será usado é o poder público", avalia.

Nas especificações técnicas da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), não há impedimento para ônibus com motores dianteiros.

Informações: O Tempo

Em Uberaba, obra do BRT também vira dor de cabeça

04/08/2013 - Hoje em Dia - BH

UBERABA – Assim como acontece em Belo Horizonte, o trânsito de Uberaba, no Triângulo Mineiro, oitavo maior município de Minas, está cada vez mais complicado. Os congestionamentos são frequentes, principalmente nos dias de semana, em horários de pico e na região central da cidade. Para tentar minimizar os transtornos, o poder público adotou como solução o transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla de inglês).

O problema, denunciam moradores, é que o prazo para a entrega das obras já foi adiado três vezes: inicialmente, a inauguração do projeto estava prevista para dezembro de 2012 e, depois, para fevereiro deste ano. A última data anunciada foi o início do mês passado. No entanto, a promessa de colocar o BRT de Uberaba em atividade foi descumprida mais uma vez.

As reclamações não se restringem ao atraso das obras. Moradores denunciam que a avenida Leopoldina de Oliveira, principal via de Uberaba e onde foram instaladas as estações, não comporta esse tipo de modalidade de transporte.

"Trata-se de uma avenida simples, com apenas duas pistas de rolamento nos dois sentidos. O movimento de carros é intenso, e a parada de ônibus no canteiro central significaria mais congestionamentos na região. A pista do BRT deveria ser exclusiva", disse um comerciante, que pediu para não ser identificado.

Descaso

A reportagem do Hoje em Dia esteve na cidade e comprovou que as obras do BRT não foram concluídas. As estações ao longo da avenida Leopoldina de Oliveira estão abandonadas. Algumas, inclusive, foram depredadas.

Para agravar a denuncia dos moradores sobre o descaso da prefeitura com o dinheiro público, o Hoje em Dia descobriu que, mesmo com o atraso das obras, foram adquiridos ônibus específicos para esse modal. Porém, os veículos não estão sendo utilizados e estariam se deteriorando.

domingo, 13 de outubro de 2013

Prefeito de Belo Horizonte marca 15 de fevereiro como data para BRT entrar em operação

13/10/2013 - Estado de Minas

O sistema de transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) tem data para começar a funcionar em Belo Horizonte: 15 de fevereiro de 2014. Quem garante é o prefeito Marcio Lacerda (PSB), que promete a estreia do novo modelo na Avenida Cristiano Machado. O trecho da Avenida Antonio Carlos está programado para entrar em funcionamento no fim de março. Se for cumprido o novo prazo, a inauguração do BRT encerrará uma verdadeira novela com atrasos e erros no projeto, inicialmente previsto para atender a população na Copa das Confederações, há mais de quatro meses. Essa foi uma das três promessas apontadas por Lacerda como prioridade para 2013. As outras duas terão prazos maiores para ser entregues à população. Enquanto as novas unidades de pronto atendimento (UPA) estão previstas para receber pacientes no ano que vem, a ampliação do metrô deve ocorrer no fim de 2016.

O BRT é a principal aposta da prefeitura para melhorar o transporte público na capital – já que as novas linhas do metrô vão demorar mais tempo – e passou por vários problemas nos últimos dois anos, com licitações de obras contestadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e atrasos nos cronogramas prometidos. Segundo o prefeito, a liberação dos trechos ocorrerá a partir de fevereiro, de forma gradual, uma vez que algumas etapas da obra continuam com problemas.

"Vamos terminar as obras civis até dezembro, mas não em todo o trecho do BRT. Para a Avenida Cristiano Machado já marcamos os primeiros testes com circulação dos ônibus para 15 de fevereiro. Depois vamos aumentando aos poucos o número de veículos", explica Lacerda. Já para o BRT das avenidas Antonio Carlos e Pedro I, a promessa será cumprida apenas parcialmente. Segundo o prefeito, alguns trechos ainda estão em fase de desapropriação, de forma que a liberação para circulação ficará restrita inicialmente até a Avenida Portugal, na Pampulha. O restante pode ficar para depois da Copa do Mundo. "Poderemos operar até a Portugal e depois entrar na Pedro I. Mesmo com alguns atrasos, vamos ter o BRT em funcionamento durante a Copa", garante Lacerda.

PACIÊNCIA

A obra de ampliação do metrô, talvez a mais aguardada pelos belo-horizontinos como forma de melhorar a oferta de transporte público na cidade, vai exigir mais paciência da população. Segundo o prefeito, os projetos executivos para a obra serão entregues até 31 de dezembro e os editais para as obras serão lançados no primeiro trimestre de 2014. "Os projetos estão avançados e são acompanhados pela prefeitura e pelo governo estadual. Já discutimos detalhes sobre onde serão as novas estações e as formas de acesso. A expectativa é de que em julho do ano que vem comecem as obras", diz.

A obra de extensão da linha 1 (Vilarinho/Novo Eldorado) e a construção de duas linhas entre Savassi e Lagoinha e Barreiro e Calafate está sendo feita por meio de uma parceria entre a prefeitura, iniciativa privada e os governos federal e estadual. Até agora, já foram liberados R$ 60 milhões para a elaboração dos projetos, e a Prefeitura de BH negocia a liberação de mais R$ 400 milhões por meio de financiamento com a Caixa Econômica ou o BNDES. "Também vamos lançar o edital para a parceria público-privada que administrará o novo metrô. A linha 3, trecho subterrâneo entre a região da Savassi e a Estação Lagoinha, será a última a ser entregue, com previsão para dezembro de 2016, mas, antes disso, vamos liberar alguns outros trechos, como as melhorias da linha 1", promete Lacerda.

SAÚDE CRITICADA

Para a área da saúde, setor no qual a administração de Lacerda recebeu duras críticas ao longo do primeiro mandato, com reclamações principalmente em relação ao tempo de espera para marcação de consultas especializadas e falta de opções para atendimento emergencial, Lacerda prometeu entregar três novas unidades de pronto atendimento (UPA) até 2014. Mas, segundo ele, quatro obras estão contratadas, com previsão de entrega no ano que vem.

O prefeito admite, no entanto, que as desapropriações de terrenos continuam sendo um obstáculo para a prefeitura, uma vez que algumas disputas sobre indenizações dependem de uma definição da Justiça. "A liberação do terreno é de custo integral da prefeitura, sendo que os governos estadual e federal participam em outras etapas. Esperamos entregar as novas UPAs até o fim do ano que vem. A não ser que ocorram problemas imprevistos, até o fim de 2014 elas poderão receber pacientes", afirma Lacerda. Estão previstas novas unidades nos bairros Aarão Reis, São Cristovão, Ipiranga e Vera Cruz.

Só em 2015

Uma das obras apontadas como prioridade para a área da saúde sairá do papel com atraso significativo. O Hospital do Barreiro, prometido desde 2008 e que teve as obras completamente paralisadas nos últimos meses, deverá entrar em funcionamento somente em 2015, sete anos depois. Moradores vizinhos reclamam do cenário de abandono deixado pela prefeitura, com restos de material amontoados e sem qualquer controle sobre quem entra e sai do local. Segundo o prefeito Marcio Lacerda, a primeira etapa das obras foi concluída no primeiro trimestre, mas a segunda etapa atrasou por problemas com uma empresa que abandonou a obra. "Infelizmente, tivemos muitos problemas com essa obra, com defeitos graves que precisaram ser corrigidos. Apesar do atraso, as obras voltarão no começo de novembro. A boa notícia é que vamos conseguir aumentar o número de leitos previstos inicialmente", explica o prefeito.

Belo Horizonte - Prefeito: Marcio Lacerda (PSB)

AMPLIAÇÃO E ODERNIZAÇÃO DO METRÔ

Prazo: dezembro de 2016

Valor: R$ 3,1 bilhões (R$ 1 bi do governo federal;

R$ 750 mi de financiamento; R$ 1,5 bi do governo estadual, prefeitura e parceria público-privada)

Situação: entrega dos projetos executivos

marcada para dezembro de 2013; início das obras está marcado para julho de 2014.

ENTREGA DO BRT NAS AVENIDAS CRISTIANO MACHADO E ANTÔNIO CARLOS

Prazo: dezembro de 2013

Valor: R$ 694 milhões

Situação: O início do funcionamento do trecho na Av. Cristiano Machado está marcado para 15 de fevereiro de 2014. O trecho da Av. Antonio Carlos está previsto para o fim de março.

NOVAS UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO (UPA)

Prazo: a partir de 2014

Valor: R$ 12 milhões (sem os cálculos dos terrenos)

Situação: Quatro unidades já têm obras contratadas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Obras do BRT provocam mais transtorno na Pampulha

01/10/2013 - Estado de Minas

Motoristas que transitam pela Avenida Dom Pedro I em direção a bairros das regiões da Pampulha e Venda Nova, em Belo Horizonte, devem ficar atentos a mudanças na via na volta para casa, logo mais à noite. As pistas no sentido Centro-bairro serão fechadas a partir das 9h, entre a Avenida Portugal e Rua Sãozinha Baggio Coutinho, no Bairro Itapoã. Um desvio foi montado, pela Rua Irlanda, que teve seu sentido de direção alterado, passando em frente à entrada principal do Hipermercado Via Brasil.

Segundo a BHTrans, empresa que gerencia o trânsito na capital, a área estará bem sinalizada, com faixas de tecido, para orientação aos condutores. Agentes da unidade integrada de trânsito – BHTrans, Batalhão de Trânsito (BPTran) e Guarda Municipal – vão operar o tráfego na região. A alteração faz parte das intervenções para implantação do transporte rápido por ônibus (BRT) de Belo Horizonte, batizado de Move pela prefeitura.

Os motoristas devem redobrar a atenção, respeitando a sinalização e as orientações dos agentes de trânsito durante a operação. Quem trafega sentido Centro-bairro, ao sair da Avenida Antônio Carlos, deve pegar a alça à direita debaixo do Viaduto Oscar Niemeyer até a Avenida Portugal e seguir até o fim da Rua Irlanda, passando pela Rua Sãozinha Baggio Coutinho, e retomar a Dom Pedro I. Quem vier da direção do sentido Museu de Arte da Pampulha, assim que sair do Viaduto Oscar Niemeyer, deve se manter à direita e pegar a alça debaixo do elevado.

Usuários do transporte coletivo devem ficar atentos às mudanças no itinerário. Os ônibus das linhas 1207A, 1207C e 2211B, depois de entrar na Avenida Dom Pedro I, seguirão pelas ruas Monte Castelo e Engenheiro Vicente Assunção, para então pegar a Avenida Montese. Já os da linha 2402A seguem pela Avenida Dom Pedro I, ruas Monte Castelo, Professor Hermínio Guerra e São Miguel. Os coletivos da linha S51, depois de sair da avenida Antônio Carlos, vão seguir pelo desvio em direção à Rua Irlanda, para em seguida passar pelas ruas São Miguel e Maria Moreira Reis, até alcançar a Avenida Portugal. As demais linhas de transporte coletivo não sofreram alterações.

INTERDIÇÕES. As intervenções para implantação do BRT também alteraram a circulação de veículos na área central de Belo Horizonte e ao longo da Avenida Cristiano Machado, principal acesso às regiões Norte e Nordeste da capital. Na Avenida Paraná, o trânsito continua aberto somente a linhas de ônibus, que circulam pelas pistas do sentido oposto.

Nas ruas dos Caetés e Curitiba, nas imediações da Praça da Rodoviária, há estreitamento de pistas. A Avenida Santos Dumont continua interditada. O acesso à rodoviária também sofreu alterações. Na Avenida Cristiano Machado, a pista exclusiva de ônibus foi fechada, com liberação para veículos pequenos nos horários de pico entre os bairros Sagrada Família e União. A previsão é de que o Move transporte inicialmente 700 mil pessoas diariamente, reduzindo em até 50% o tempo de viagem.

ENQUANTO ISSO... ...MAIS 70 ÔNIBUS ARTICULADOS PARA O MOVE

Principal fabricante de carrocerias para ônibus do país, a gaúcha Marcopolo anunciou o fornecimento de 70 ônibus articulados modelo Viale BRT (foto) para o Move, nome dado pela BHTrans ao transporte rápido por ônibus na capital. O pacote é o primeiro confirmado entre fábricas de carrocerias para ônibus – na feira Transpúblico, em julho, a Mercedes-Benz já havia revelado ao EM a encomenda de 500 chassis (350 de motor dianteiro e 150 articulados) para o sistema. Motivada pelo curto prazo de entrega dos articulados, que demanda tempo médio de seis meses para a produção, BH terá uma das frotas de BRT mais variadas do mundo: além da Marcopolo e Mercedes-Benz, estão previstos coletivos da Caio, Comil, Neobus e Mascarello em chassis Volvo e Scania. As obras estão programadas para o fim do ano e o cronograma do Move prevê ainda um mês de testes e pelo menos mais três de substituição gradual das linhas, segundo a BHTrans. (Bruno Freitas)