segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sistema BRT de Uberaba será idêntico ao de Curitiba

26/11/2012 - Jornal de Uberaba

A implantação dos terminais de ônibus na avenida Leopoldino de Oliveira está a todo vapor para que o sistema Leste/Oeste de Transporte Coletivo seja entregue à população

Estrutura do BRT sendo implantada
créditos: Divulgação

Na manhã de ontem, o superintendente de Planejamento de Trânsito e Transporte da Secretaria de Planejamento (Seplan), Robinson do Amaral Camargo, contou que a equipe instalou mais uma estação na avenida principal, que servirá como corredor de ônibus, desta vez, próximo à rua João Quintino Júnior. "Essa é a sétima estação das doze que serão instaladas na avenida Leopoldino", ressaltou.

Robinson revelou que, até a próxima semana, chegarão mais uma ou duas estações e que a estimativa é de que o restante chegue a Uberaba até o dia 30 de novembro. "Acredito que iremos conseguir entregar o sistema Leste/Oeste dentro do prazo estipulado pelo prefeito, porque todas as estações estarão chegando até o final desse mês. Sem contar que o trabalho de montar as estações é rápido, tendo em vista que a equipe tem condições de instalar uma por dia", explicou.

O superintendente disse que já está programada a vinda de uma equipe de Curitiba para montar a parte funcional das instalações neste final de semana. "Essa equipe ficará, em média, 15 dias montando vidros, borrachas, dentre outros itens funcionais, como catraca e porta-eletrônica. Já o ar-condicionado e equipamentos mais caros serão instalados somente próximo à entrega do sistema, porque zelamos pelo patrimônio público e precisamos instalar primeiro as câmeras de seguranças no local", acrescentou.

Ônibus

A respeito do novo modelo de ônibus que será utilizado no transporte coletivo de Uberaba, BRT – Bus Rapid Transit (Trânsito, Rápido de Ônibus), o superintendente garantiu que as empresas já adquiriram o montante necessário para dar início ao sistema Leste/Oeste. "Os veículos estão na montadora e o compromisso é entregar 14 ônibus, sendo 13 na primeira quinzena de dezembro e um no final do ano. Vale ressaltar que o sistema funcionará com 12 ônibus, pois dois deles ficarão de reserva para eventuais problemas na implantação", finalizou.



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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Desenvolvido pela UFMG, aparelho ajuda cegos a pegar ônibus

13/11/2012 - Jornal da Alterosa

Funciona assim: o usuário cadastra as linhas no aparelho e quando o ônibus se aproxima é emitido um sinal de aviso

Regiane Moreira - TV Alterosa

Aparelho vai melhorar as condições de vida dos deficientes
créditos: Reprodução TV Alterosa

Um projeto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pode ajudar deficientes visuais a pegarem ônibus em Belo Horizonte. O sistema foi criado há quase 10 anos, mas só agora está para ser implantado.

Se andar pelas calçadas irregulares e desviar dos obstáculos das ruas, imagina então as dificuldades que eles enfrentam para pegar ônibus. "o ônibus passa e você não sabe qual está vindo", relatou um deficiente. " Você tem que ficar pedindo para as pessoas. Elas vão embora e não nem avisam", reclama outro.

O aparelho, que promete melhorar as condições de vida dos deficientes visuais, permite que o usuário cadastre as linhas de ônibus que ele usa. Ao chegar no ponto de ônibus, a pessoa liga o aparelho, seleciona a linha desejada. O transmissor emite um sinal que alcança 100 metros de distância. Tanto o usuário, como o motorista são avisados.


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sábado, 10 de novembro de 2012

Em BH, Complexo Vilarinho recebe obras para integrar sistema BRT

09/11/2012 - Prefeitura de Belo Horizonte

Ampliando as intervenções da implantação do BRT Antônio Carlos, a Prefeitura realiza obras no Complexo Viário Vilarinho. Desde setembro de 2011, a região que engloba as interseção das avenidas Pedro I e Vilarinho passa por reestruturação viária para receber o Corredor de Transporte Rápido por Ônibus (sistema BRT).


As obras da Vilarinho, executadas em dois lotes, contemplam, no lote 1, a construção de dois viadutos, um na avenida Pedro I sobre a avenida Vilarinho – extensão da pista de BRT da Pedro I, outro próximo à Estação BHBus Vilarinho, integrando os lados norte e sul, além do alargamento do viaduto localizado na avenida Pedro I sobre a avenida Vilarinho (sentido bairro), para tráfego misto. O projeto propõe, ainda, a implantação de duas trincheiras, uma sob a rodovia MG010, para acesso dos ônibus do BRT à Estação Vilarinho, e outra sob a avenida Pedro I, interligando a pista de BRT deste corredor à da avenida Vilarinho. Serão instaladas, também, duas passarelas de estrutura metálica, na alça do trevo da Vilarinho e no viaduto da avenida Pedro I sobre a avenida Vilarinho (sentido centro).

No lote 2 são executados serviços de drenagem, terraplenagem, pavimentação em concreto, dentre outros, preparando a avenida Vilarinho para implantação de quatro estações do BRT, de embarque e desembarque de passageiros.

Das intervenções traçadas no projeto do lote 1, estão em andamento as obras de alargamento e construção do viaduto na Pedro I sobre a Vilarinho, trincheira sob a rodovia MG010 e no viaduto Estação Norte-Sul. A passarela sobre a alça da Vilarinho foi concluída em setembro. O início das obras na trincheira sob a avenida Pedro I depende de desapropriações de imóveis, com negociações iniciadas neste mês e previsão de término em janeiro do próximo ano. Após a conclusão das obras no viaduto da Pedro I, sentido centro, será feita a instalação da segunda passarela. As obras contempladas no lote 2 estão em fase de finalização, e, posteriormente, será iniciada a montagem das estações do BRT.

As obras estão orçadas em R$45 milhões (lote 1) e R$3,4 milhões (lote 2). A previsão de término das intervenções no Complexo Vilarinho é outubro 2013.


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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

BHTrans anuncia que vai exigir ônibus confortáveis para o Sistema BRT

01/11/2012 - Estado de Minas

Caso coloquem em xeque o conforto dos passageiros e a agilidade do serviço, dois dos preceitos básicos do transporte rápido por ônibus (o BRT, na sigla em inglês), os novos ônibus padron de motor dianteiro – um dos três tipos de coletivos do futuro sistema – podem ser barrados pela BHTrans antes de chegar às ruas. Embora sustente que a posição do motor não interfere na operação daquela que é a principal aposta de mobilidade da capital mineira para os próximos anos, a empresa que gerencia o trânsito em BH informa que a aprovação do modelo de ônibus, ainda em desenvolvimento, depende da fase de homologação.

Reportagem publicada pelo Estado de Minas na semana passada revelou que fabricantes estão projetando, a pedido dos consórcios que operam o sistema de transporte da capital, variações dos atuais coletivos que circulam em BH equipadas com itens como câmbio automático e suspensão a ar, para se adequar às exigências do BRT. A compra dos ônibus, que custam menos e têm consumo menor em relação aos veículos de motor traseiro, além de ter maior facilidade de revenda, será discutida pela Ordem dos Advogados do Brasil, seção Minas Gerais (OAB-MG).

Afirmando que o ruído e o desconforto gerados pela motorização frontal foram superados ao longo dos anos graças a novas tecnologias, como o gerenciamento eletrônico de motor (adotado em meados de 2004), a BHTrans argumenta agora que para se mostrarem eficientes, os veículos terão de passar por testes de capacidade de transporte, funcionamento do ar-condicionado e potência. A homologação é o último item previsto no Decreto Municipal 15.019, documento de 53 páginas que esmiuça como devem ser os veículos do sistema, mas não especifica quais tipos de chassis devem ser adotados.

"Vamos fazer uma ficha para avaliar em diferentes situações se esses veículos serão mesmo capazes de operar dentro do conceito BRT. A homologação é um recurso para avaliar o carro antes de ele entrar no sistema, para que tenhamos certeza de que todas as exigências foram cumpridas", afirmou o diretor de Planejamento da BHTrans, Célio Freitas, exemplificando uma situação em que o modelo em análise terá de transpor as ladeiras da avenida Antônio Carlos, um dos três corredores do sistema, sem apresentar falhas de potência do motor. Juntamente com o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marx, ele demonstra certa preocupação com a viabilidade econômica do projeto. O tipo de veículo usado, ressaltou, tem impacto direto no custo da tarifa.

Cerca de 200 ônibus padron deverão operar linhas troncais de percurso misto, trafegando entre as pistas exclusivas para coletivos e vias que não receberão o BRT. Outros 200 articulados farão parte do sistema, que manterá os atuais coletivos como ônibus básicos em linhas alimentadoras – existe a possibilidade de que até micro-ônibus sejam adotados nesse serviço, conforme a demanda. "O consumo do coletivo de motor traseiro é 10% maior", alega Marx.

Cara nova

Célio Freitas sustenta que a agilidade é a maior preocupação do usuário, seguida da confiabilidade, segurança e o conforto. O desperdício de tempo gerado pelo embarque e as paradas dos atuais coletivos em semáforos, acrescentou, será eliminado na operação do BRT em pistas exclusivas. "Estamos preparando uma série de novidades para a operação do novo sistema. Além de ter um nome específico, o BRT de BH prevê nova pintura para os ônibus e um sistema de dados integrado que informará o tempo exato que o passageiro terá de aguardar para pegar o próximo coletivo."

Assim que as obras forem concluídas serão iniciados os testes operacionais. A primeira fase compreende o conhecimento do veículo pelos motoristas, que terão de avaliar o coletivo operando-o sem passageiros. A partir daí, o sistema será apresentado a diferentes segmentos da população e entrará na fase de pré-operação, rodando em linhas e dias específicos. "A implantação do BRT no Rio de Janeiro revelou um grande receio dos idosos ao embarcar. Apresentando o conceito à população antes, ela irá se habituar", diz o o representante da BHTrans.

A previsão do diretor de Planejamento é de que o desenvolvimento do projeto do BRT comece a ser aplicado na Avenida Amazonas, outra importante via da capital, ainda no primeiro semestre de 2013. A meta final da empresa é alcançar 200 quilômetros de linhas até 2023, tendo como aliados o metrô e o BRT metropolitano, que compartilhará as estações de transferência. Objetivo ousado que depende também da aprovação do principal envolvido: o passageiro.


PROJETOS PARA AMPLIAR O METRÔ
A Empresa Pública de Trem Metropolitano de Belo Horizonte (Metrominas), vinculada à Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, abriu ontem licitações para elaborar os estudos e projetos de engenharia das linhas 1, 2 e 3 do metrô da capital. Segundo o presidente da Metrominas, Fabrício Sampaio, os projetos são necessários para estabelecer com maior precisão – com ajuda dos serviços de sondagem que estão em andamento – o valor das obras de expansão do serviço. O custo do projeto básico para as linhas 1 e 2 está estimado em R$ 18,5 milhões e, para a Linha 3, em cerca de R$ 14,6 milhões, sendo o prazo estimado para ambos de 12 meses. Para a Linha 1, atualmente em operação, estão previstas reforma de estações, aquisição de trens e extensão de aproximadamente 1,7 quilômetro até a futura Estação Novo Eldorado. A Linha 2 ligará o Barreiro ao Bairro Calafate, com sete estações previstas. Totalmente subterrânea, a Linha 3 ligará a região da Savassi à Lagoinha, com cinco estações previstas.


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