quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Transporte Rápido por Ônibus, o BRT, de Belo Horizonte vai se chamar Move

11/08/2013 - Hoje em Dia - BH

Leia: BHTrans confirma nova marca do BRT; transporte começa a operar até maio de 2014

Fez muito bem a BHTrans ao buscar identidade visual e um nome novo para o Transporte Rápido por Ônibus, com uma antecedência razoável de sua entrada em operação, prevista para março do ano que vem. Com os problemas verificados nas obras e os atrasos no cronograma, a sigla BRT estava ficando desgastada.

Tal desgaste é negativo para o esforço de mudança de hábito da população que usa o automóvel para se mover de um ponto a outro da cidade, congestionando ruas, poluindo o ar e consumindo gasolina. Move – o novo nome do BRT – parece uma boa escolha. É simples, de fácil memorização, e tem conotação de movimento em português, inglês e espanhol, como lembrou o presidente da BHTrans, Ramon Victor César. O Move deve contribuir fortemente para que o trânsito na cidade fique menos congestionado do que agora.

Para isso, é preciso que o Move funcione bem, com regularidade e conforto para os passageiros e represente economia para o bolso do consumidor. Pois só assim haverá a necessária mudança de hábito dos usuários dos automóveis. O sistema BRT, inventado há quase 40 anos pelo arquiteto paranaense Jaime Lerner, já provou sua utilidade em Curitiba, onde ele foi prefeito por três mandatos. Por isso, foi adotado por dezenas de grandes cidades em pelo menos 30 países.

O projeto de Lerner foi adaptado para Belo Horizonte, onde haverá múltiplas linhas – e não uma só, como em Curitiba – num mesmo corredor do Move. A decisão foi tomada pelo prefeito Marcio Lacerda em 2010. Em abril deste ano, esperava que até dezembro as três primeiras obras estivessem concluídas. O projeto compreende um complexo de corredores somando 160 quilômetros e custo estimado em R$ 5,5 bilhões.

Para março, o que se espera agora é que os primeiros ônibus do Move já possam circular ao longo de 25 quilômetros. Os recursos para essa primeira fase estão calculados em R$ 850 milhões. E ela será inaugurada ainda incompleta, pois só em 2015 deverão estar construídos dois viadutos exclusivos no trajeto dos ônibus.

Se não houver interrupção das obras, por falta de recursos, em 2020 o projeto estará integralmente concluído. Na visita a Varginha, na última quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff prometeu verbas de R$ 7,3 bilhões para obras de mobilidade urbana em Belo Horizonte. Apesar do histórico de muitas promessas não cumpridas, feitas pelo governo federal para a capital mineira, não se pode desesperar – nem deixar a cidade parar.

Projeto de sinalização do BRT de Uberaba vai custar cerca de R$ 150 mil

11/08/2013 - Jornal da Manhã – Uberaba

Leia também: Dinheiro da venda da folha deve ser investido no sistema de transporte de Uberaba

Prefeitura abre licitação para contratar empresa responsável por elaboração de projeto de sinalização eletrônica no trecho onde será implantado o novo sistema de transporte coletivo. O serviço está orçado em aproximadamente R$150 mil. O prazo para entrega do relatório é de três meses, o que poderá adiar a previsão de colocar o BRT em funcionamento em setembro.

A vencedora da concorrência realizará o levantamento, avaliação e planejamento de intervenções em cruzamentos semaforizados para implantação do sistema BRT. Os sinaleiros precisam funcionar de forma sincronizada para assegurar a fluidez do trânsito quando o novo modelo de transporte coletivo estiver em operação, pois a previsão é ter um novo ônibus a cada três minutos passando na avenida Leopoldino de Oliveira.

A expectativa do prefeito Paulo Piau (PMDB) ainda é lançar os novos terminais e o sistema BRT até o fim de setembro. No entanto, a licitação acontecerá no dia 26 de agosto e a empresa vencedora terá três meses de prazo para execução do projeto de semaforização, a partir da assinatura da ordem de serviço. Com isso, já existe a possibilidade de adiar a inauguração do novo modelo de transporte coletivo. Segundo o prefeito, a data para finalizar a implantação do BRT poderá ser alterada em caso de imprevistos ou atrasos no processo licitatório. No entanto, ele afirma que a meta estabelecida em setembro é justamente para a equipe "apressar o passo".

Piau lembra que ações judiciais por discordância no valor pago para desapropriação da área onde está sendo construído o terminal da Univerdecidade levou à interrupção das obras no começo do ano, mas a situação já foi resolvida e o ritmo do trabalho está normalizado. "Vamos cimentar o terminal oeste antes das chuvas para não ter nenhum tipo de atraso", salienta. Ao todo, A PMU estima que R$7 milhões devem ser desembolsados para terminar a implantação do sistema BRT.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Continua o ‘faz e refaz’ no BRT de Belo Horizonte

23/07/2013 - Hoje em Dia - BH

O quebra-quebra sem fim em que se transformaram as obras do BRT (transporte rápido por ônibus) de Belo Horizonte teve mais um capítulo nessa segunda-feira (22). Na avenida Santos Dumont, no Centro, degraus da escada de acesso a uma plataforma de passageiros foram rebaixados em pelo menos 10 centímetros.

Desde maio, uma sequência de falhas tem obrigado as empreiteiras a refazer partes da obra, que, em setembro, completará dois anos de atraso. A expectativa é a de que o sistema entre em operação apenas no primeiro bimestre de 2014.

Justificativa

O motivo dos trabalhos de ontem, segundo um fiscal da prefeitura que estava no local, foi a construção da escada fora das diretrizes do projeto. A base de concreto não levou em consideração a espessura do acabamento que revestirá a estrutura. Assim, a escada ficaria desnivelada com a plataforma.

"Essas coisas acontecem. Para escolher qualquer tipo de material na casa da gente, já é difícil. Imagina aqui, onde todo mundo dá palpite", afirmou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

Pelo menos três operários trabalharam na destruição do concreto. A demolição deve ser reiniciada hoje de manhã.

Revoltante

Recorrente, a quebradeira irrita comerciantes. "Já nem sei mais o que pensar. Essa obra não tem fim. Não ficou pronta ainda e, pra mim, nem vai ficar. É todo dia uma desculpa nova e mais uma parte que é destruída", afirmou o gerente de uma loja de utilidades domésticas.

Até as 19 horas desta segunda-feira (22), a Prefeitura não havia se posicionado sobre o assunto.