quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Detectores de invasão de faixas para ônibus são instalados em BH

16/12/2015 -  G1 MG

Oito novos detectores de invasão das faixas exclusivas para ônibus começam a funcionar a partir desta quarta-feira (16), na Avenida Augusto de Lima, na capital mineira informou a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

Com os novos radares, a cidade passa a ter 44 aparelhos. A BHTrans instalou faixas para alertar os motoristas a respeito da nova fiscalização.

Segundo a empresa, os detectores têm a função de garantir a fluidez do transporte público, aumentando a velocidade dos ônibus e diminuindo o tempo das viagens.

Os motoristas de carros particulares devem observar a sinalização no asfalto, para saber quando é permitido usar as faixas para conversões ou estacionamento.

Veja abaixo onde os radares foram instalados:

1 – Avenida Augusto de Lima, 42, sentido Centro/bairro;

2 – Avenida Augusto de Lima, 45, sentido bairro/Centro;

3 – Avenida Augusto de Lima, 104, sentido Centro/bairro;

4 – Avenida Augusto de Lima, 270, sentido Centro/bairro;

5 – Avenida Augusto de Lima, 285, sentido bairro/Centro;

6 – Avenida Augusto de Lima, 382, sentido Centro/bairro;

7 – Avenida Augusto de Lima, 399, sentido bairro/Centro;

8 – Avenida Augusto de Lima, 555, sentido bairro/Centro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Prefeitura de Uberaba abre licitação para corredor Sudeste e Sudoeste do Vetor/BRT

20/08/2015 - Jornal de Uberaba


A Prefeitura de Uberaba torna pública a abertura dos processos de licitação para contratação de empresa que fará as adequações necessárias para as obras de implantação do novo trecho do sistema BRT/Vetor a ser implantado em Uberaba, com o eixo Sudoeste e o eixo Sudeste.

O certame será disputado na modalidade concorrência do tipo menor preço global, visando atender à Secretaria de Obras. Para a licitação do corredor BRT Sudoeste, a data limite para entrega dos documentos de habilitação e proposta de preço é até às 9h do dia 23 de setembro, na sala de reuniões da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb). Os envelopes serão abertos às 9h15 no mesmo dia e local. O valor estimado da licitação é de R$ 21.957.200,36.

Para a licitação do corredor Sudeste, a data para a entrega da documentação é às 9h do dia 22 de setembro, na Sesurb. A abertura dos envelopes ocorrerá às 9h15 do mesmo dia e local. O valor estimado da licitação é de R$ 15.874.058,50.

O braço do eixo Sudeste passará pelas ruas e avenidas Guilherme Ferreira, Nelson Freire, Abílio Borges e Bandeirantes, onde ficará o terminal de embarque e desembarque de passageiros, nos moldes dos terminais Leste e Oeste. Os braços do eixo Sudoeste passarão pela rua Bento Ferreira, avenida da Saudade, avenida Dona Maria de Santana Borges, avenida João Dallacqua e avenida Juca Pato, onde ficará o terminal de embarque e desembarque de passageiros. As estações retangulares instaladas no percurso terão ar condicionado, cobertura sanduíche, sistema de reaproveitamento de água de chuva, rampas de acessibilidade, catracas e câmeras.

Para o secretário de Planejamento e Gestão Urbana, Marcondes Nunes, a publicação das licitações é mais um passo importante para o avanço da política de mobilidade urbana que beneficiará a cidade inteira. "Esses dois eixos vão complementar o sistema, atendendo a uma parcela muito maior da população, principalmente em bairros distantes do Centro, que poderão chegar muito mais rápido ao seu destino por meio do transporte coletivo", afirmou.

Informações: Jornal de Uberaba

domingo, 19 de julho de 2015

Em Uberlândia, Obras dos corredores de ônibus começam em abril

01/03/2011 - Correio de Uberlândia



A Prefeitura de Uberlândia deve iniciar em abril as obras que vão viabilizar a instalação de novos corredores de ônibus. A previsão é de que a licitação seja concluída este mês. Ao todo serão quatro corredores ligando bairros das regiões leste, oeste, norte e sul ao Centro da cidade.

Além dos corredores e drenagem nos bairros, três viadutos serão construídos dentro do pacote de obras, nomeado pela prefeitura de Uberlândia Integrada. De acordo com o prefeito Odelmo Leão, um empréstimo de R$ 100 milhões já foi solicitado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Ainda não tivemos resposta, mas não vamos ficar dependentes desta verba. Temos apoio do Estado e vamos investir recursos próprios", afirmou. A prefeitura já recebeu mais de R$ 50 milhões do Estado e investiu outros R$ 50 milhões em obras viárias realizadas em toda a cidade.

O viaduto da avenida João Naves de Ávila, que já está em andamento, deve ser entregue até o fim de agosto. O corredor João Naves de Ávila será estendido. A intenção é que a via chegue ao novo Campus do Glória, da Universidade Federal de Uberlândia, e ao Entreposto da Zona Franca de Manaus. Ainda no setor leste, será implantado um novo corredor na avenida Segismundo Pereira, ligando bairros como Sucupira, Morumbi, São Francisco, Dom Almir e Prosperidade à região central.

O viaduto da Nicomedes Alves dos santos com a Rondon Pacheco vai possibilitar a implantação do corredor sul. O prefeito afirmou que será necessário desapropriar imóveis no entorno onde será erguido o viaduto. "Ainda não sabemos quantos. Estamos em fase de levantamento. Vamos negociar de forma amigável porque precisamos construir o viaduto", disse Odelmo Leão.

As zonas oeste e norte também vão receber corredores. O corredor oeste será divido em dois eixos: um no Canaã e outro no Luizote, que inclui a construção de um Terminal no bairro Jardim Patrícia. O corredor norte será implantado na avenida Monsenhor Eduardo.

Novo corredor de ônibus no setor leste de Uberlândia já está em construção

16/07/2015 - Portal Uipi

O Prefeito de Uberlândia Gilmar Machado anunciou nesta terça-feira, 14, o início da maior obra viária urbana da cidade, a construção do corredor estrutural (BRT: Transporte Rápido por Ônibus) da avenida Segismundo Pereira e do terminal de ônibus Novo Mundo, na região Leste.



Serão investidos R$ 22,5 milhões e o prazo de entrega está previsto para o primeiro semestre de 2016. As obras já foram iniciadas. O novo corredor de ônibus tem mais de 6 quilômetros de extensão. Ao todo 11 estações serão instaladas e o sistema vai atender prioritariamente os moradores do Santa Mônica, Dom Almir, Morumbi e outros bairros da região.

O estacionamento que já existe para o comércio na Avenida Segismundo Pereira, que é a principal via de ligação entre o Terminal Central e o Terminal Novo Mundo (próximo a Ceasa), será mantido. 

O projeto aponta que a faixa do ônibus será prioritária, em vez de exclusiva. Logo, os veículos de passeio poderão dividir a faixa com os 56 ônibus convencionais e outros 10 articulados.



Além da estações, mais um terminal está sendo construído: o Novo Mundo. Algumas linhas que hoje passam pela avenida sofrerão alterações.

Para suportar o tráfego constante de veículos pesados, a avenida Segismundo Pereira terá o asfalto reforçado, assim como já acontece no BRT da avenida João Naves de Ávila.

O recurso de mais de R$ 22 milhões foi obtido junto ao governo federal. A previsão é que o novo corredor seja finalizado até abril de 2016. Os serviços não haviam iniciado antes por atrasos no projeto.

As obras fazem parte do programa Uberlândia Planejada. Ele contempla um conjunto de infraestrutura e mobilidade urbana com investimentos na ordem de R$ 132 milhões já aprovados. O pacote de financiamento engloba a construção de cinco novos corredores, quatro terminais, 67 estações e três viadutos.

Tecnologia e conforto

Os ônibus do novo corredor funcionarão com sistema de ar-condicionado e parte da frota terá acesso à internet wi-fi. Em agosto deste ano, oito modelos vão circular pelo corredor da avenida João Naves de Ávila. As novas estações receberão o videomonitoramento, que deverá ser expandido posteriormente para o primeiro corredor estrutural.

Informações: Portal Uipi

domingo, 28 de junho de 2015

Itatiaiuçu, na Grande BH, adota 'tarifa zero'

25/06/2015 - Estado de Minas

Itatiaiuçu, cidade de 9 mil habitantes, é o quarto município mineiro a optar pelo sistema. Quatro linhas vão atender a população de baixa renda a partir de 1º de julho

Bruno Freitas

Ônibus comprados pela Prefeitura custaram R$ 196,5
Ônibus comprados pela Prefeitura custaram R$ 196,5 milhões
créditos: Prefeitura de Itatiaiuçu/Divulgação
 
Em caminho oposto a Belo Horizonte, onde as empresas de ônibus alegam prejuízo acumulado de R$ 268,7 milhões nos últimos cinco anos e pedem revisão da tarifa de R$ 3,10, mais uma cidade mineira adere à tarifa zero. Até então servida apenas por ônibus intermunicipais, Itatiaiuçu, polo minerador na Grande BH, terá transporte coletivo gratuito a partir de 1º de julho. O município de 9.292 habitantes, a 70 quilômetros da capital, é o quarto de Minas Gerais a conceder o benefício que dispensa o pagamento da passagem, depois de Monte Carmelo (Triângulo Mineiro), Muzambinho (Sul de Minas) e Abaeté (Centro-Oeste) – todas cidades de pequeno porte.
 
Em Itatiaiuçu serão quatro linhas que percorrerão o perímetro urbano e interligarão distritos ao Centro, em três horários (manhã, almoço, tarde), a partir de um período inicial de testes de seis meses. A intenção do serviço, afirma o secretário de Transportes e Vias Públicas de Itatiaiuçu, Valmir Barbosa dos Santos, é atender a população de baixa renda, que trabalha e depende do transporte. Para a operação foram adquiridos quatro micro-ônibus novos de 22 lugares, equipados com câmera e elevador para portadores de necessidades especiais. Cada veículo custou aos cofres públicos R$ 196,5 mil. Os motoristas contratados finalizam a fase de treinamento e assimilação do itinerário, enquanto são demarcados os pontos de ônibus nas ruas. "Muita gente que anda de ônibus ganha salário mínimo. O planejamento é atender 100% das áreas urbana e rural", afirma Santos. Três das quatro linhas atenderão distritos de Itatiaiuçu: Pedras, Alfredo Campos, Povoado de Chaves, Ponta da Serra, Santa Terezinha, Vieiras e Pinheiros.
 
Apesar da crise econômica e a necessidade de corte de custos nas prefeituras, Santos sustenta que a tarifa zero é necessária e já constava no planejamento de mandato do prefeito Matarazo José da Silva (PV), o Dr. Matarazo, que assumiu Itatiaiuçu em janeiro. O custo estimado da tarifa zero na cidade é de R$ 52 mil mensais (1,5% da arrecadação anual do município), mesmo valor gasto pela Prefeitura de Muzambinho."Houve esse planejamento desde o início do mandato e ele segue as obras e ações nas áreas de saúde e educação. O município tem um know-how de obras muito grande e todas com dinheiro próprio", sustenta o secretário.
 
Nas outras três cidades mineiras onde há tarifa zero, a experiência, ao menos em tese, tem funcionado. Em Monte Carmelo, com cerca de 45 mil habitantes, a frota de cinco ônibus foi renovada com veículos seminovos há cerca de dois anos. A diminuição do custo de manutenção (cerca de 3% do orçamento) possibilitou a criação de uma quinta linha para atendimento ao câmpus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Os ônibus circulam em quatro faixas de horário (das 6h às 8h30, das 11h às 14h, das 17h às 19h30 e das 22h à 00h30), enquanto a linha de estudantes da UFU funciona durante todo o dia (das 6h às 18h30). "Como os ônibus mais novos gastam menos, o custo de manutenção diminuiu. Conseguimos colocar outra linha com orçamento próximo", conta o secretário de Obras e Transportes, Divino Batista Ramos.
 
DEMANDA NECESSÁRIA
Embora afirme estar com o caixa no vermelho, o prefeito de Muzambinho, Ivan de Freitas (PSDC), diz manter a tarifa zero por "transportar pessoas que realmente precisam". No município de pouco mais de 20 mil habitantes, dois ônibus da prefeitura percorrem duas linhas com quatro horários diários cada. "Continuamos com o serviço enquanto aguentarmos. Todas as prefeituras estão quebradas. Por menor que fosse a tarifa, o ônus seria grande. Entendo que esse deveria ser um custo do usuário, mas, em Muzambinho, o usuário não pode pagar", sustenta Freitas.
 
A gratuidade também se mantém em Abaeté, com cerca de 22 mil habitantes. A cidade conta com apenas uma linha entre os bairros São João e São Pedro, que opera de segunda a sábado, das 5h45 às 19h, com dois coletivos.
 
Além das cidades mineiras, também há gratuidades no transporte de Agudos e Potirendaba, no interior de São Paulo, Porto Real e Maricá (RJ), e Ivaporã (PR).
 
LINHAS DISPONIBILIZADAS 
• Pedras (zona rural) x Alfredo Campos x Rio São João x Povoado de Chaves x Ponta da Serra x Centro
• Santa Terezinha (zona rural) x Pio XII x Centro
• São Francisco x Robert Kennedy x Centro x São Francisco
• Vieiras (zona rural) x Pinheiros x Centro

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Prefeitura de BH libera licitação de 300 permissões para ônibus suplementares

17/06/2015 - R7

Decreto foi publicado no Diário Oficial do Município na última segunda-feira (15) e prevê ainda cadastro RESERVA de até 30 classificados
 
Mais ônibus circularão nas ruas de BH
Mais ônibus circularão nas ruas de BH
créditos: Flickr/PBH
 
O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, autorizou, na última segunda-feira (15) a BHTrans a fazer licitação para 300 novas permissões de Serviço Público de Transporte Coletivo Suplementar de Passageiros. O decreto foi publicado no DOM (Diário Oficial do Município). Foi liberado ainda o cadastro RESERVA de até 30 classificados.
 
A decisão ressalta que o serviço será executado exclusivamente por pessoas selecionadas através do processo licitatório. O contrato deve durar até 14 de novembro de 2028 e é proibida a liberação de mais de uma permissão por pessoa. Os veículos deverão ter capacidade para transportar de 22 a 24 passageiros sentados, além daqueles admitidos em pé.
 
A BHTrans é responsável pela organização e fiscalização do serviço, especificando a política tarifária, itinerários, intervalos máximo entre viagens número máximo de passageiros em pé por metro quadrado e pontos de embarque e desembarque de passageiros, bem como as regras do período de transição entre o sistema atual e o futuro que resultará da licitação.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Prefeito de Uberaba prevê inaugurar 2ª etapa do BRT no 1º semestre de 2016

10/06/2015 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG

Próxima etapa do BRT de Uberaba está prevista para entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2016. O cronograma previsto é do prefeito Paulo Piau (PMDB), explicando que os projetos técnicos estão prontos e o próximo passo será a abertura licitação para as obras de implantação dos dois novos corredores de transporte coletivo.

Piau acredita que o processo licitatório deve ser finalizado no prazo de quatro meses se não houver interrupções no andamento da concorrência. Desta forma, a emissão da ordem de serviço deve ser feita ainda este ano. De acordo com o prefeito, após a implantação dos corredores Sudeste e Sudoeste, o novo sistema de ônibus estará completo e os usuários poderão observar efetivamente as melhorias no transporte coletivo. Com isso, ele espera que o número de passageiros aumente.

O chefe do Executivo acrescenta também que os projetos dos dois novos corredores serão divulgados a partir da próxima semana e discutidos com a comunidade dos bairros envolvidos. A medida, segundo ele, é para diminuir a resistência dos comerciantes das outras regiões, que vêm aderindo às críticas dos lojistas do centro da cidade.

Ao todo, R$40 milhões estão assegurados no PAC para viabilizar a implantação da segunda etapa do BRT. O eixo Sudoeste vai atender aos bairros Beija-Flor e Pacaembu, com terminal a ser construído na rua Juca Pato. Já o trecho Sudeste sai da avenida Guilherme Ferreira, passa pela Nelson Freire e segue até o terminal que será implantado no bairro Costa Teles.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Estações do BRT/Vetor Sudoeste adotarão tecnologia sustentável

07/06/2015 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG

Segundo o secretário de Planejamento, arquiteto urbanista Marcondes Nunes de Freitas, os novos corredores do sistema BRT (Sudeste e Sudoeste) estão enquadrados dentro de projetos elaborados com base nos mais modernos conceitos de engenharia e arquitetura e em nada lembram o projeto implantado na avenida Leopoldino de Oliveira. Uma das novidades é relacionada às Estações. Segundo Freitas, as novas estações serão retangulares em estrutura metálica com vidros planos, que poderão ser adquiridos no comércio local. Além disso, foram projetadas algumas soluções de sustentabilidade, tais como: o reuso da água de chuva para limpeza das estações, telha termoacústica (reduz calor interno), ventilação cruzada (vidros móveis) etc.

O sistema de climatização proposto prevê a melhor distribuição do ar refrigerado, através de evaporadoras no teto, o que trará mais conforto aos usuários. "O projeto conta ainda com outras novidades, que serão reveladas apenas quando da apresentação pública para mostrar o quanto o projeto atual se difere do antigo e que foram estudadas várias alternativas para minimizar os impactos normalmente causados pela implantação dos corredores do BRT", disse Marcondes Freitas.

O secretário explica ainda que o prefeito determinou algo totalmente novo para que os erros do projeto anterior não fossem repetidos, portanto, a comunidade vai perceber nitidamente a diferença. Um dos exemplos de trabalho desenvolvido neste projeto diz respeito à reestruturação do pavimento ao longo do corredor exclusivo do ônibus Vetor, baseado nos levantamentos e sondagens realizadas no asfalto existente.

Nos locais de maior frenagem, como em frente às estações, conforme informa o secretário, o piso será em concreto armado, bem como nas pistas internas dos terminais e nas áreas de manobras adjacentes aos mesmos. As medidas visam a evitar a ocorrência dos problemas ocorridos no asfalto do BRT Leste/Oeste (avenida Leopoldino de Oliveira). Neste projeto também não serão utilizados os tachões, separando a faixa de rolamento de ônibus das outras, utilizando um novo conceito como em autoestradas, que é a pintura termoplástica em alto relevo

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Juiz de Fora ganha programa de wifi gratuito em vias públicas

02/06/2015 - O Globo

JUIZ DE FORA — A partir de junho, entra no ar o projeto JF+Digital, de sinal de internet sem fio, gratuito, em espaços públicos de Juiz de Fora. O Parque Halfeld, no Centro, será o primeiro a ter o serviço. Está previsto ainda o sinal wi-fi nas praças Coronel Geremias Garcia, Benfica, Manoel Honório, Armando Toschi, Antônio Carlos e da Estação; no Centro de Artes e Esportes Unificados; e nos calçadões das ruas São João, Rua Halfeld, Mister Moore e Marechal.

Em cada ponto instalado, 150 usuários poderão ter acesso simultâneo à internet com uma velocidade mínima de 128 kbps. Será permitido a cada usuário o acesso de até duas horas de navegação por dia.

— Nosso objetivo é ampliar o número de pontos. A prefeitura trabalha para que outros bairros da cidade sejam atendidos e entrem no projeto. Desejamos a inclusão digital — diz o prefeito, Bruno Siqueira, que investe na tecnologia em, pelo menos, três outros programas de sua gestão.

Foi instalado GPS em toda a frota de transporte coletivo da cidade que, com isso, agora faz parte da base de dados do CittaMobi, aplicativo para celular que monitora e informa o horário certo de cada ônibus.

A lógica de gerenciamento remoto do trânsito também se aplicou na concepção do Área Azul Digital. O novo sistema de estacionamento rotativo pago permite ao usuário adquirir os créditos de estacionamento por smartphone, tablet ou site, além de parquímetros.

— O sistema beneficia o cidadão tanto pela praticidade quanto pela garantia de rotatividade. Hoje existe maior facilidade em encontrar vagas — acrescenta Siqueira.

Além disso, a prefeitura continua ampliando o projeto Olho Vivo, de MONITORAMENTO por câmeras. Já existem 54 equipamentos de vigilância eletrônica espalhados por diversos pontos da cidade.

Teste do wi-fi nos ônibus de Niterói: embarcamos nas linhas municipais que oferecem o serviço

Cada vez mais atualizado por aplicativos e tecnologias, o celular se tornou passatempo favorito em ônibus e filas de espera. E quem nunca ficou sem bateria no momento que mais precisava? Em Niterói, quem utiliza os ônibus das linhas 30, 47 e 47-A e 47-B, da Viação Araçatuba, tem menos chances de passar por esse problema. Parte dos ônibus das três linhas municipais oferece entradas USB para carregar aparelhos e, ainda, o serviço de conexão wi-fi gratuito.

A equipe do GLOBO-Niterói embarcou em cinco coletivos que contam com o sistema para testar o serviço. Embora nem todos tenham funcionado, os passageiros aprovam a novidade.

O trajeto percorrido foi o mesmo em todas as viagens: Icaraí-Centro-Icaraí. Nem todos os assentos contam com a entrada USB — ela está disponível em cerca da metade deles —, mas em todos os veículos testados o sistema funcionou sem problemas. E não há briga pelos encaixes, porque cada banco tem duas entradas. Mas só consegue carregar o celular quem anda com o cabinho no bolso, pois nos ônibus há apenas a tomada. A outra vantagem de embarcar nos veículos mais modernos da frota é a de que todos eles são refrigerados e parte tem TV.

QUEBRA-GALHO ITINERANTE

A conexão via wi-fi é um pouco mais problemática. Nos cinco veículos testados, ela não funcionou em dois deles. Nos outros três, a rede funcionou, embora instável. Com fones nos ouvidos e o celular conectado ao ônibus pelo cabo USB e pelo wi-fi, o estudante Emanuel Miranda, de 18 anos, seguia do Terminal Rodoviário, no Centro, até um curso em Icaraí. Embora disponha de grande número de linhas para o trajeto, ele não abre mão de subir no 47 e diz que as modernidades já o ajudaram em algumas situações:

— Entrei no ônibus para ir ao curso e, assim que conectei o celular, chegou a mensagem informando que eu não teria aula naquele dia. Se não fosse o wi-fi, eu teria ido até lá à toa, porque estava sem plano de internet.

Ao longo das viagens, o desempenho da conexão móvel oscilava entre trechos com boa velocidade e algumas quedas, mas foi possível acessar websites e navegar por redes sociais. Ouvir músicas pela internet, no entanto, era quase impossível. Falhas na conexão frequentemente interrompiam o áudio. Apesar disso, a estudante Natasha Pessoa, de 22 anos, bem-humorada, cita o ditado "para quem não tem nada, metade é o dobro."

— As vezes funciona, outras vezes não. Mas a primeira coisa que faço ao entrar no 47 é tentar conectar ao wi-fi — conta a estudante, que lembra algumas situações úteis. — Em períodos de provas, aproveito para ler alguns textos no celular, no caminho até a UFF.

LONGE DA META REFRIGERADA

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj), Niterói tem 20 ônibus com wi-fi: dez da Viação Araçatuba e outros dez da Auto Lotação Ingá. A instalação da tecnologia não está prevista por contrato, foi uma iniciativa das empresas. O que está previsto por decreto, no entanto, é que 90% da frota de ônibus da cidade devem ser equipada com ar-condicionado até o fim de 2016.

Embora longe da meta, a frota de ônibus refrigerada expandiu rapidamente nos últimos anos. Em 2013, apenas 18% tinham ar-condicionado. Em 2014, a percentagem subiu para 32,01%. Atualmente, segundo dados da Setrerj, o total da frota refrigerada chega a 39,01%: são 158 veículos no Consórcio Transoceânico e 181 no Consórcio TransNit.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Prefeitura de BH dá a partida para expansão do Move para a Avenida Amazonas

23/05/2015 - Estado de Minas / O Tempo

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nessa sexta-feira o primeiro passo para expansão do Move para a Avenida Amazonas. Segundo o prefeito Marcio Lacerda (PSB), nos próximos dias será licitado o edital para a elaboração do projeto do primeiro corredor do Expresso Amazonas, com nove quilômetros de extensão, entre a Avenida Paraná, no Centro, e o Anel Rodoviário, no Bairro Madre Gertrudes, Região Oeste.

A promessa é de viagens mais rápidas e ônibus maiores para a população das regiões Oeste e Barreiro. O modelo será semelhante ao sistema já implantado nas avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Pedro I e no Centro, que, juntos, já transportam 500 mil passageiros por dia, segundo o prefeito. O Move Metropolitano transporta 200 mil/dia. O anúncio ocorreu durante o 2º Fórum de Mobilidade Urbana, que reuniu especialistas, empresários e autoridades no auditório da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL).

Há previsão também de um segundo corredor saindo do cruzamento das avenidas Amazonas e Tereza Cristina, no Bairro Gameleira, Região Oeste, até a Estação Barreiro, que passaria por adaptações para receber o Move. O terceiro ramal terá como destino a Estação Diamante, também no Barreiro.

Em Outubro do ano passado, o Ministério das Cidades aprovou pedido de recursos da PBH para INVESTIMENTOS no conjunto de obras do Expresso Amazonas. Serão 41 quilômetros em 10 corredores. Ao todo, serão investidos R$ 149 milhões, sendo R$ 141,55 milhões de FINANCIAMENTO do governo federal e R$ 7,4 milhões de contrapartida do município.

Lacerda também anunciou para os próximos dias o lançamento de edital para fechar o Ribeirão Arrudas, entre as ruas Rio da Janeiro e Carijós. O projeto já está pronto e há FINANCIAMENTO.

PLANO DIRETOR

O prefeito informou que na próxima semana enviará o projeto do novo Plano Diretor da cidade à Câmara Municipal. Ele acredita que a prefeitura pode sofrer forte oposição do mercado imobiliário, pois o texto vai limitar o que pode ser construído na cidade. "Não somos contrários à verticalização, mas ela precisa ser planejada. É preciso aproximar as pessoas dos meios de transporte de massa de qualidade. Esse é o eixo do planejamento no que se refere à mobilidade. Além disso, criar outras centralidades nos sentido de serviços, comércio e trabalho, para que as pessoas não tenham que se deslocar tanto no dia a dia", disse o prefeito. As controvérsias entre PBH e setor imobiliário começaram em abril do ano passado, durante a 4ª Conferência Municipal de Política Urbana. No fórum em que técnicos, empresários e a população em geral definiam as mudanças no planejamento da cidade, houve uma debandada do setor imobiliário, que alegou "falta de transparência e de condições mínimas do exercício da cidadania".

VIADUTO

Ao comentar a queda do Viaduto Batalha dos Guarapares, que desabou na Avenida Pedro I e matou duas pessoas, em 3 de julho do ano passado, Lacerda disse acreditar na inocência dos funcionários da Sudecap. "Eu confio na boa fé, na inocência dos funcionários da Sudecap, mas é preciso aguardar. Nós não tivemos acesso até agora ao inquérito todo. São mais de mil páginas", disse o prefeito. O inquérito da Polícia Civil já foi concluído e indiciou 19 pessoas, entre eles o ex-secretário municipal de obras, José Lauro Gomes Terror. Os indiciados respondem por dois homicídios com dolo eventual, 23 tentativas de homicídio com dolo eventual e pelo crime de desabamento.

O Tempo - BH

Falta de dinheiro trava obras 

BHTrans aguarda que União libere verba prometida para fazer estação e instalar Move na Amazonas

Dois importantes projetos de mobilidade urbana da capital estão paralisados em razão da falta de repasse de verbas do governo federal. As negociações entre o município e a União, que possibilitarão a construção da Estação São José do Move, no bairro Jardim Montanhês, na região Nordeste, e a implantação do Move da avenida Amazonas seguem atravancadas e poderão ser ainda mais prejudicadas pelo corte de quase R$ 70 bilhões no Orçamento do governo federal, anunciado nesta sexta. Durante o 2º Fórum Nacional de Mobilidade Urbana, na capital, o presidente da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar, admitiu que o cenário é preocupante.

De acordo com Cesar, a autarquia se prepara para selecionar a empresa que fará o projeto para as obras na avenida Amazonas, entretanto ainda não há prazo para que isso ocorra. A previsão inicial era que o sistema de transporte no corredor começasse a funcionar ainda neste ano.

"A esperança nunca morre, mas nos causa preocupação. Certamente a negociação tem que ficar cada vez mais inteligente porque o governo federal vai ter que fazer escolhas", disse o presidente da BHTrans, referindo-se ao ajuste fiscal feito pela União.

Conforme a assessoria da empresa de trânsito, o repasse do dinheiro para o projeto já foi aprovado pelo governo federal no fim do ano passado, mas o repasse ainda não foi feito. O valor de R$ 141,5 milhões abrange intervenções no corredor Barreiro-Oeste, que, além da avenida Amazonas, envolve outras avenidas, como a Teresa Cristina.

Estação. A Estação São José do Move deveria ter suas obras iniciadas também em 2015, porém o recurso de cerca de R$ 70 milhões ainda não foi sequer aprovado pelo Ministério das Cidades. Em nota, a assessoria da BHTrans informou que a estação de integração será o próximo projeto priorizado pela autarquia. Procurado, o Ministério das Cidades não se posicionou.

Na região, cerca 35 mil passageiros são atendidos diariamente pelo sistema de transporte coletivo da capital e não contam com uma estação de integração do Move próximo a suas casas. Conforme o projeto, o terminal vai atender 14 bairros e será construído no início da avenida Tancredo Neves.

"Estamos trabalhando para viabilizar a estação (São José), que será do padrão da São Gabriel, talvez até maior. Será muito importante para o Vetor Noroeste", afirmou Cesar, ressaltando que o projeto executivo da estação está pronto e aguarda recursos. "Temos compromisso do governo federal de uma parcela expressiva".

Rodoviária

Construção. As obras da nova rodoviária da capital devem começar em agosto, conforme a BHTrans. Esperado desde 2012, o terminal será construído no bairro São Gabriel, região Nordeste.

Plano Diretor

Nas próximas semanas, o projeto do novo Plano Diretor será encaminhado ao Legislativo. Com relação à mobilidade, o prefeito Marcio Lacerda disse que o projeto cria condições de trabalho e serviços fora do centro. O objetivo é evitar deslocamentos longos. O texto já foi discutido com a sociedade e, para valer, precisa de aprovação dos vereadores.

Viaduto

O prefeito Marcio Lacerda afirmou que "confia na boa fé e inocência dos funcionários da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura" no caso da queda do viaduto Batalha dos Guararapes – oito servidores foram indiciados. Lacerda informou que vai dar detalhes do caso quando tiver acesso às mais de mil páginas do inquérito.

Segurança

Presidente da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar informou que os novos 90 seguranças contratados para trabalhar nas estações do Move vão iniciar a vigilância em junho. Apesar de não usarem armas, os vigias estarão munidos de cassetetes, spray de pimenta e algemas.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Taxistas querem usar pista exclusiva do Move

19/05/2015 - O Tempo - BH

Discutida ontem em audiência na Câmara da capital, a circulação de táxis com passageiros em pistas exclusivas do Move de Belo Horizonte ainda não é consenso. A medida foi defendida pela categoria, com base em estudo encomendado pelo Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir-MG). "Funcionava bem assim antes. Após a conclusão das obras do Move, o táxi foi retirado", disse Ricardo Faedda, presidente do Sincavir. Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário da Casa, que fez o debate, o vereador Preto (DEM) avalia a medida como insegura. "O ônibus do Move pesa 30 mil kg, não para".

A ideia é compartilhar a pista da direita, em um primeiro momento, na avenida Antônio Carlos, que tem duas faixas de pista do Move em cada sentido em toda a extensão. A proposta objetiva principalmente viabilizar viagens de táxi para a Cidade Administrativa e o aeroporto internacional de Confins pelas faixas do Move. "O tempo de viagem para Confins passaria de uma hora e 30 minutos para 40 minutos, o que baratearia a corrida em até 20%", disse Faedda.

O uso das faixas seria ampliado gradativamente a outras avenidas. Autor do estudo de viabilidade, o engenheiro de trânsito Nelson Prata disse que a questão é de direito. "O táxi é um serviço público como o ônibus".

Debate. O vereador Preto demonstrou preocupação com a segurança. "Ja barramos vários projetos. Precisamos de estudos técnicos que garantam a segurança", disse.

O Sincavir rebate. "Por que nas pistas compartilhadas não há risco e na Antônio Carlos há?", questiona Faedda. "O ônibus Conexão Aeroporto não foi construído para fazer uso da via e faz, privilégio que precisa ser questionado", reforça o vereador Professor Wendel (PSB), que convocou a audiência. Ele disse que vai levar o projeto ao prefeito e à Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). A iniciativa, no entanto, precisa partir do Executivo – a Câmara não tem poder para propor a alteração.

Convidada para a reunião, a autarquia de trânsito não enviou representante nem respondeu por que veta o compartilhamento da pista, e informou que não vai se posicionar sobre a proposta.

Perfil

Conexão. Com cerca de 8 km de extensão, a avenida Antônio Carlos liga a Lagoinha à lagoa da Pampulha, cruzando vias como Anel Rodoviário e avenidas Abrahão Caram e Bernardo Vasconcelos.

O que recomenda o estudo

Acesso. Estabelecimento de sete pontos de entrada e saída de táxis na avenida Antônio Carlos, devidamente sinalizados vertical e horizontalmente.

Simulação. Treinamento dos taxistas e teste do acesso por esses pontos para verificar funcionamento da medida.

Sem parar. Proibição de parada dos táxis para embarque e desembarque de passageiros dentro dos corredores.

Ocupação. Táxis poderão trafegar apenas com passageiros, e serão controlados pela Central de Operações da BHTrans – possivelmente por GPS.

Divisão. Táxis andarão na pista da direita, evitando ultrapassagem e dando preferência aos ônibus do Move.

Emergência. Montar plano de atendimento de emergência aos táxis, incluindo o uso de reboque em caso de defeitos em veículos.

Restrito. Acesso limitado a taxistas sindicalizados, e criação de canal interativo com a BHTrans para permitir aplicação de penalidades a taxistas que desrespeitarem os termos de permissão.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Belo Horizonte: Sem falhas

07/04/2015 - Aqui - MG

Em uma nova tentativa de evitar problemas na abertura de portas das estações do Move em Belo Horizonte, 31 garagens de ônibus que operam no sistema estão recebendo um equipamento capaz de detectar se o sinal de identificação por rádio frequência – instalado nos veículos para acionar as portas dos terminais – funciona corretamente.

Para que os usuários que aguardam nas estações do Move possam acessar os ônibus, é necessário que o motorista de cada veículo acione o sistema de Identificação por Radio Frequência (RFID, na sigla em inglês) para a abertura automática das portas. A medida visa evitar acidentes, mas foram registrados problemas na emissão do sinal, o que faz com que os terminais permaneçam fechados mesmo com a chegada do transporte. Para solucionar a falha, o Consórcio Operacional do Transporte Coletivo de Passageiros por Ônibus do Município de Belo Horizonte (Transfácil) vai equipar cada garagem com um um receptor exatamente igual aos instalados nas 480 portas do BRT na capital.

Colocados no portão de saída das garagens, o receptor emite um sinal luminoso verde toda vez que o sistema de Identificação por Radio Frequência é acionado pelo condutor de um dos ônibus. Assim, é possível saber se há algum tipo de falha que impeça o funcionamento adequado das portas nos terminais. Caso seja detectado problema, o veículo será impedido de circular e só voltará a fazer viagens depois que tudo for corrigido.

Vandalismo

A medida é anunciada 11 dias depois de o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra) concluir a manutenção nas 480 portas do Move na capital. No dia 26 de março, todas funcionavam corretamente, mas desde então, foi registrada uma média de uma porta com defeito por dia. Segundo o sindicato, nestes casos o problema teve origem em atos de vandalismo. Na maior parte das ocorrências, a entrada nos terminais parou de funcionar devido ao descarrilhamento das portas.

Para evitar que o dano ao patrimônio impacte no uso dos terminais, uma equipe formada por oito funcionários trabalha na manutenção do sistema.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Equipe da Seplan de Uberaba se reúne com Jaime Lerner para melhorar BRT

26/03/2015 - Jornal da Manhã - Uberaba


Em busca de soluções urbanísticas para a cidade, comitiva da Secretaria de Planejamento realizou visita técnica a Curitiba na semana passada. A equipe aproveitou a viagem para se reunir com o arquiteto Jaime Lerner, idealizador do projeto de sistema de transporte coletivo implantado em Uberaba.

Retornando da viagem, a subsecretária Maria Paula Meneghello conta que foi possível trocar experiências sobre a fase inicial de implantação do BRT com o projetista e também levantar ideias para aprimorar o planejamento local. "A conversa com o Jaime Lerner favoreceu a abertura de diretrizes para atuar no município, melhorando a lei de uso e ocupação do solo", adianta.

Meneghello destaca ainda que a visita permitiu à equipe vivenciar o funcionamento do BRT em Curitiba e conhecer as outras soluções implantadas na capital do Paraná. "Percebemos que o BRT é só uma das soluções que a cidade tem a oferecer. Quando o sistema começou a funcionar em Curitiba, a cidade tinha 300 mil habitantes. À medida que a população foi crescendo, a rede foi se expandindo e foram criados novos mecanismos", pondera.

Além dos projetos na área de trânsito e transporte coletivo, a subsecretária afirma que foram observadas intervenções de planejamento urbano, como os parques verdes e as soluções de macrodrenagem.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Uberaba: Estações tubo do calçadão devem estar ampliadas até abril

19/03/2015 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG

Principal reclamação no primeiro mês de funcionamento do BRT, as estações tubo próximo ao calçadão da rua Artur Machado já estão sendo ampliadas. O trabalho deverá estar concluído até o início do próximo mês, conforme a subsecretária municipal de Planejamento, Maria Paula Meneghello. Durante a adequação, os dois pontos estão funcionando normalmente para embarque e desembarque.

Além disso, Maria Paula conta que a Prefeitura está em andamento com a compra de cadeiras, lixeiras e do piso tátil para melhorar a estrutura dos terminais de integração. Segundo ela, a instalação dos itens depende da disponibilidade do fornecedor, mas todo empenho está sendo feito para realizar os ajustes até maio. A subsecretária pondera também que as adaptações necessárias no sistema semafórico foram finalizadas e equipe local já está treinada para monitorar o tráfego para realizar alterações na programação dos sinais quando for preciso.

No fim de fevereiro, o prefeito Paulo Piau (PMDB) avaliou negativamente início das operações do sistema Vetor/BRT e também cobrou providências das empresas de transporte coletivo para melhorar o funcionamento. Um documento foi elaborado com as pendências referentes a cada uma das partes e as ações que precisam ser desenvolvidas até maio, quando termina o prazo de operação experimental da primeira etapa do BRT.

 

terça-feira, 10 de março de 2015

BRT é o sistema mais barato

09/03/2015 - O Tempo - BH

No fim do mês, andar de Move – nome dado ao BRT da capital – pode sair até 145% mais barato para o belo-horizontino. Ao usar três tipos diferentes de transporte – o sistema, carro e metrô – no mesmo percurso, entre o bairro Conjunto Paulo VI, na região Nordeste da cidade, e o centro, com o respectivo retorno, a reportagem de O TEMPO verificou que o Move foi o que teve o menor custo – R$ 6,20, já considerando o valor da linha alimentadora, o que resulta em R$ 136,40 a cada 22 dias úteis. Fazer o trajeto de carro custou R$ 15,18, R$ 333,96 por mês. O gasto mensal com metrô, que custa R$ 8 por dia, seria de R$ 176.

Mesmo com a necessidade de baldeação, os usuários do Move não tiveram o orçamento alterado. Como o sistema foi desmembrado até as estações de integração, caiu o valor das antigas linhas – as atuais alimentadoras. "O preço é o mesmo de antes. Pago R$ 3,10 e agora posso acessar outros lugares", disse a monitora de informática Ana Bárbara de Oliveira, 24.

Embora seja mais barata que o automóvel, a opção do metrô onera mais o usuário que o Move, porque não há desconto para a integração. "O trajeto (de metrô e de Move) é praticamente o mesmo. Mas, com a integração, prefiro ir de Move, que é mais barato. De metrô eu pago a alimentadora mais o bilhete integral", avalia a auxiliar administrativa Edvânia Silveira, 27.

Para estimar o custo do transporte com carro, a reportagem levou em consideração a potência do motor, que era 1.8, e o combustível usado, o álcool. A média total de consumo foi de 5 km/litro.

Velocidades. De Move e de metrô, o tempo de viagem foi o mesmo – uma hora e 21 minutos. No entanto, o Move foi o que apresentou a maior média de velocidade. A diferença entre os dois meios de transporte está na distância percorrida – enquanto o Move anda 9,5 km em 22 minutos, o metrô percorreu 6,5 km em 20 minutos, uma diferença de 6 km/h.

Mesmo com o ganho de tempo pela pista exclusiva, o uso de linhas alimentadoras e os gargalos no centro deixam o trajeto cansativo para boa parte dos usuários. Antes do Move, as pessoas embarcavam em um coletivo em seu bairro e seguiam direto até o centro. Hoje, é necessário trocar de veículo, demandando tempo e gerando desgaste. Além disso, ao chegarem ao centro, algumas pessoas ainda precisam terminar seus percursos a pé ou usando nova linha.

É o caso da cozinheira Ana Maria Pereira Souza, 31, que usa o Move, mas precisa completar o trajeto com um ônibus até o bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul, onde trabalha. "A gente realmente ganha tempo com a faixa exclusiva. Mas no centro tem que pegar outro ônibus, e, no fim da viagem, a vantagem é pequena"

Tempo gasto até a estação de integração é desafio do Move

Um ano após a implantação do Move em Belo Horizonte, o uso do sistema ainda não é vantajoso o suficiente para convencer o motorista a deixar o carro na garagem. Andar de veículo particular na capital acaba sendo mais rápido nos deslocamentos até o centro, mesmo com velocidade média inferior à do transporte coletivo nos principais corredores. No segundo dia da série sobre o aniversário do Move, a reportagem de O TEMPO percorreu um mesmo trajeto usando três modais metrô, carro e Move para comparar velocidade, conforto e custo e constatou que, depois dos automóveis, o novo sistema tornou-se o preferido dos usuários.

Os trajetos feitos por transporte público começaram com a linha alimentadora 815 (Estação São Gabriel/Conjunto Paulo VI) e se distinguiram ao chegar à estação São Gabriel, na região Nordeste uma equipe seguiu até o centro na linha do Move 83D, e a outra, pelo metrô.

O percurso teve início às 7h19 da última segunda-feira, no bairro Conjunto Paulo VI, na região Nordeste. As três equipes partiram ao mesmo tempo, com destino à praça Sete, no centro. Os deslocamentos com o Move e o metrô levaram o mesmo tempo: uma hora e 21 minutos, enquanto de carro a viagem durou 58 minutos.

"Após a inauguração do Move, eu uso o metrô apenas quando vou para locais fora do centro. O Move faz em 20 minutos um trajeto que dura cerca de 45 minutos usando o metrô", revela o vendedor Keona Douglas, 24.

De fato, o deslocamento com o Move é ágil, principalmente no corredor exclusivo. A reportagem gastou 22 minutos entre o bairro São Gabriel e a avenida Paraná. Além disso, no caso da linha 83D, os usuários não precisavam esperar muito para embarcar. No entanto, mesmo com a ampla oferta de veículos, os ônibus da linha ainda trafegam cheios no horário de pico, e usuários enfrentam tumultos no embarque.

A situação foi vivenciada pela reportagem, que, após enfrentar longa fila na compra dos bilhetes, se deparou com grande aglomeração de pessoas tentando embarcar. O tumulto foi tanto que a equipe acabou empurrada para dentro do veículo.

Na balança, o resultado divide a opinião dos usuários, que estão satisfeitos com o ganho de tempo, mas reclamam das dificuldades durante a baldeação. "O sistema é positivo na rapidez. Mas negativo porque há tumulto na hora de entrar no Move. É mais uma questão de educação das pessoas", diz a doméstica Gleice Mara Bernardes, 34. Antes da implantação do sistema, ela gastava duas horas do bairro Capitão Eduardo, na região Nordeste, até o centro, e agora faz o trajeto em uma hora e meia. "Mesmo tendo que mudar de ônibus, ganho tempo", comemora.

Desafio. A linha alimentadora, assim como para quem usa o metrô, continua sendo o principal desafio do Move. Quase metade do tempo gasto nas duas viagens de transporte coletivo feitas pela reportagem foi no trajeto até a estação de integração.

Porém, com a rapidez do Move, muitos usuários parecem ter abandonado o metrô. A maioria dos passageiros do sistema vai para outras partes da cidade, e não mais para o centro. Ainda assim, o trajeto mais cheio vivenciado pela equipe que trafegou sobre trilhos foi da estação José Cândido da Silveira à estação Central. Não houve tumulto no embarque, e o único desconforto foi a lotação dos vagões.

Já no trajeto de carro, conforto e rapidez são diferenciais. O usuário não perde tempo em longas filas e baldeações, porém o congestionamento é inevitável nos principais corredores. A imprudência de alguns motoristas, aliada ao tráfego intenso, causa estresse em condutores. O ziguezague dos motoqueiros entre os automóveis incomoda e aumenta a tensão para quem está dentro dos veículos.

Ainda assim, o tempo gasto pela reportagem no carro foi quase 30% menor em relação ao dispensado no transporte coletivo.

De Move

Usando linha alimentadora em ônibus convencional e Move, a reportagem levou uma hora e 21 minutos nos 21,5 km do trajeto. Na primeira etapa, foram 37 minutos na linha alimentadora 815 (Estação São Gabriel/Conjunto Paulo VI), à velocidade média de 14,5 km/h. Do desembarque até o embarque no Move, foram nove minutos, três deles na fila para adquirir o bilhete de integração. Já o trajeto na linha 83D (Estação São Gabriel/centro-Direta), passando pelo corredor exclusivo da avenida Cristiano Machado e pela avenida Paraná, demandou 22 minutos, à velocidade média de 25,9 km/h. Foram mais 13 minutos até a praça Sete. Em abril de 2014, O TEMPO gastou uma hora e 11 minutos para fazer o mesmo percurso.

De metrô

O trajeto percorrido de metrô e linha alimentadora foi o mais demorado relativamente, já que a equipe gastou uma hora e 21 minutos, mesmo tempo que o Move demandou, mas percorreu 16,5 km, 5 km a menos que o BRT.Entre o bairro Conjunto Paulo VI e a estação São Gabriel, o percurso foi feito por ônibus convencional (linha 815) e durou 37 minutos, com velocidade média de 14,5 km/h. Foram gastos 12 minutos entre desembarque e entrada no vagão do metrô, na estação São Gabriel. Para chegar ao terminal Central, o metrô demorou 20 minutos, o que resulta em velocidade média de 19,2 km/h. No centro, foi preciso caminhar por cerca de 12 minutos até a praça Sete, à velocidade de 4,5 km/h.

De carro

O mesmo itinerário realizado em um Fiat Idea demorou 58 minutos. A velocidade média durante toda a viagem foi de 16,5 km/h. Em alguns pontos do trajeto, o carro chegou a ficar parado, como próximo à estação São Gabriel. Na altura do bairro Cidade Nova, na região Nordeste, o tráfego ficou intenso. Mesmo com o semáforo verde, o automóvel demorou a sair do lugar. Nos momentos de maiores congestionamentos, a velocidade média variou entre 8 km/h e 10 km/h. Na chegada ao centro, no cruzamento entre a rua São Paulo e a rua dos Caetés, a situação se agravou com a presença de ônibus trafegando na faixa da esquerda. O restante do percurso até a praça Sete transcorreu sem retenções.

domingo, 8 de março de 2015

Novas alterações serão implantadas no Vetor/BRT Uberaba

06/03/2015 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG

Novas alterações serão realizadas em linhas do transporte coletivo para aprimoramento do sistema Vetor/BRT. Nesta semana, no dia 2 de março, completou-se um mês em que entrou em operação o sistema em caráter experimental e vários ajustes foram realizados. No sábado (7), mais adequações serão promovidas, com a inserção de novos veículos para algumas linhas em horários de pico e mudanças no itinerário.

Segundo o superintendente de Transporte Coletivo, Claudinei Nunes, com os ajustes realizados a partir de reivindicações dos usuários, já foi possível perceber melhoria no sistema. "Os primeiros dias de fato foram mais problemáticos, muitos usuários confusos com relação aos horários e linhas, e agora estamos na fase de sedimentação, isto é, deixar o sistema funcionar com estes quadros de horários, realizando pequenos ajustes", explica.

Quanto aos ajustes que serão promovidos neste sábado, de acordo com Claudinei, haverá mudanças nas linhas Circulares. Serão suprimidos alguns trechos, e as Circulares 1 e 2 passarão a seguir o traçado dos antigos Circulares 3 e 4. Foram feitas pesquisas nestas linhas e percebeu-se a necessidade de voltar esse itinerário. Será criada também uma linha com o antigo traçado da linha 17, que circula no bairro Santa Maria, na região da avenida Santa Beatriz, por onde a linha Circular não passa. Agora vai sair do terminal Oeste, seguir na avenida Santos Dumont, bairro Santa Maria, até a Uniube. Enfim, volta a funcionar a linha 17 com algumas adequações.

"Percebemos também a necessidade de incluir mais carros em algumas linhas nos horários de pico. Na linha 25, que atende ao bairro Jardim Copacabana, vamos colocar mais veículos. Na linha do bairro Valim de Melo, inclusive esta semana já fizemos uma inclusão e serão feitas mais. Para o bairro Vila Militar também vamos colocar mais um ônibus. Estava circulando um micro-ônibus, mas vamos trocar para o veículo convencional", explica o superintendente de Transporte Coletivo.

Para finalizar, Claudinei, informa ainda que será trocado o tamanho do veículo da linha Interbairros, que segue até os bairros Jardim Primavera e Uberaba 1 e Elza Amui. De acordo com ele, houve mudanças que, inclusive, estão dando certo, mas já percebeu que no horário da 6h40 o ônibus está saindo do terminal Leste, sentido Abadia-Rodoviária, lotado. Por isso haverá a troca do veículo, para um com maior capacidade, e se mesmo assim não atender às necessidades, haverá a inclusão de carro extra nessa faixa de horário.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Pesquisa aponta que pelo menos 25 mil pessoas trocam carros pelo Move

05/03/2015 - Estado de Minas

Pelo menos 25 mil pessoas trocaram os carros para usar o Move/BRT (bus rapid transit - transporte rápido por ônibus) em Belo Horizonte. A informação é do prefeito Marcio Lacerda, que teve como base pesquisa encomendada pela prefeitura. O estudo, segundo o prefeito, aponta ainda que o novo sistema de transporte atende diariamente 500 mil pessoas, 127% a mais que o metrô, que, de acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), atende 220 mil passageiros/dia. Os números da pesquisa são um raio-x do Move, que no domingo completa um ano.

"Fizemos a maior revolução em termos de transporte coletivo na história de Belo Horizonte. O metrô transporta, 200 e poucos mil passageiros/dia. O Move está transportando 500 mil em condições de conforto, segurança e rapidez, com grandes avanços. Retiramos dos horários de pico quase 800 viagens de ônibus convencionais, que atravancavam o trânsito, tanto nas avenidas, quanto no Centro da cidade", comemorou Lacerda. Ele lembrou também que o BRT do Rio de Janeiro, que tem extensão maior do que o de BH, transporta 400 mil passageiros/dia. "Na pesquisa que fizemos, com base estatística, entre os usuários, o índice de aprovação é muito elevado, próximo de 80%", completou.

Mas Lacerda admite a necessidade de ajustes. "Problemas, temos. São problemas que geram necessidade de ajustes em estações. A estação Pampulha, por exemplo, ainda tem acabamentos que precisam ser feitos. Vamos projetar escadas rolantes na estação São Gabriel; existe lá um certo gargalo. E estamos projetando a expansão do Move para a Avenida Amazonas, Tereza Cristina, vetor Oeste da cidade", pontuou.

Em relação à segurança, Lacerda reafirmou que negocia com o governo estadual o aproveitamento de policiais militares aposentados, com salários pagos pela PBH. "Vamos entregar ao governador e ao comando da PM nossa demanda, já que duas licitações que fizemos de vigilância privada geraram briga entre licitantes, recursos à Justiça, e não podemos esperar; isso pode levar muito tempo", afirmou.

quarta-feira, 4 de março de 2015

BRT/Move nas avenidas Pedro II e Amazonas deve ser implantado até o fim de 2016

04/03/2015 - Estado de Minas

Depois de mudar a rotina do transporte nas regiões de Venda Nova, Pampulha e Nordeste, as próximas rotas do BRT/Move em Belo Horizonte traçam viagens para o Barreiro, Oeste e Noroeste da capital. O principal vetor de expansão do sistema implantado há um ano, que usa faixas exclusivas para circulação e pagamento de passagens antes do embarque, é conhecido como Expresso Amazonas, tendo como referência o corredor de mesmo nome, com custo estimado de R$ 149 milhões. O plano prevê dotar principalmente as avenidas Amazonas e Tereza Cristina de estrutura suficiente para o trânsito dos ônibus articulados até as duas estações de integração que já existem no Barreiro (Diamante e Barreiro) e também até Contagem, na Grande BH. Já a construção da Estação de Integração São José, no Bairro Jardim Montanhês, Noroeste da capital, vai garantir o terminal que é fudamental para o funcionamento do BRT na Avenida Pedro II, atendendo a população de 14 bairros das regiões Noroeste e Pampulha. A expectativa da BHTrans é de que os dois projetos sejam implantados até o fim do ano que vem. Ainda existe a possibilidade de implantação do BRT em toda a extensão do Anel Rodoviário, mas essa expansão depende do andamento das obras de requalificação da rodovia.

As intervenções para viabilizar tanto o Expresso Amazonas quanto a Estação São José significam investimentos em um "BRT light", com uma configuração bem mais econômica do que a implantada nas avenidas Paraná, Santos Dumont, Antônio Carlos, Pedro I e Cristiano Machado. No chamado Expresso Amazonas, a concepção básica prevê 41 quilômetros de faixas exclusivas em 10 corredores, além de reformas nas estações do Barreiro e construção de outro terminal na Região Oeste, com o intuito de operar em conjunto com uma das estações da futura Linha 2 do metrô de BH. Do custo estimado de R$ 149 milhões, R$ 141,55 milhões vêm de financiamento do governo federal, enquanto a PBH dará R$ 7,45 milhões de contrapartida. Segundo a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a previsão de assinatura desses contratos é para o segundo semestre, quando terão início as licitações para contratação dos projetos. Os recursos serão liberados à medida que os contratos forem assinados e for ocorrendo a contratação de projetos e de obras. Não há, portanto, previsão para início das intervenções, conforme a Sudecap.

O procedimento mais adiantado na expansão do sistema se refere ao BRT na Avenida Pedro II. A via não conta com corredores separados para o transporte coletivo, como ocorre na Antônio Carlos e Cristiano Machado, embora tenha faixas exclusivas demarcadas do Centro de BH até o Anel Rodoviário, por onde já circula uma das linhas do Move. Com a construção da Estação São José, a BHTrans pretende implantar mais quatro linhas, sendo uma direta ao Centro, uma até os hospitais, outra até o Bairro Padre Eustáquio, atendendo também o Bairro Alípio de Melo, ambos na Região Noroeste, e a última até a Avenida Afonso Pena. As obras estão orçadas em R$ 59,6 milhões, sendo R$ 22 milhões da PBH e o restante já autorizado pelo governo federal. Segundo Sudecap, o projeto executivo está em fase final de conclusão e a previsão para publicar o edital das obras é até 30 de junho.

Com a expansão do BRT/Move, a BHTrans informa que mais linhas terão função tronco-alimentadoras, que consiste em ligações com terminais de transbordo e conexão, prometendo interação entre o Centro e as estações, ampliação de passageiros atendidos e maior oferta de horários, com a racionalização do sistema. De acordo com a empresa, essa lógica começou a ser implantada em 1997, com as estações BHBus Diamante, Barreiro e Vilarinho, que concentravam 25% das linhas circulantes na capital mineira. Com essa primeira etapa de implantação do BRT/Move, o percentual dobrou, chegando a 50%. A expectativa da BHTrans é atingir até 70% com a expansão prevista até o ano que vem. "Não é possível chegar a 100%, porque há funções importantes preenchidas por ônibus de linhas diametrais (que ligam um ou mais bairros, passando pelo Centro e com dois pontos finais distintos) e os circulares (percurso baseado na abrangência da Avenida do Contorno)", informou o diretor de Transporte Público da empresa municipal, Daniel Marx.

Entrevista

'Atendemos ao propósito de rapidez e conforto'

Em entrevista ao Estado de Minas, o diretor de Transporte Público da BHTrans, Daniel Marx, afirma que ainda faltam ajustes para que o BRT/Move reduza o tempo de espera nas estações e supere o vandalismo, mas considera que a proposta inicial de racionalização, redução de tempo de viagem e ganho em conforto tenha sido atingida depois de um ano de funcionamento.

O BRT/Move pode ser considerado um sucesso?

Concluímos e atendemos o propósito de mais rapidez e conforto, que eram aspectos de que a maioria dos usuários reclamavam. Com faixas exclusivas, embarques mais rápidos, ar-condicionado e outros fatores, trouxemos melhorias para a maioria. Mas outras estão sendo implementadas, pois um sistema de 500 mil usuários por dia sempre requer adequações. Precisamos de adequar as estações contra o vandalismo e os rotores das estações centrais precisaram ser redimensionados. Criamos uma linha não prevista, como a 85 por necessidade dos passageiros. Também reduzimos intervalos em linhas que se tornaram muito carregadas, como a 50.

O sistema melhorou o trânsito da cidade?

Sim. Chegamos a remover até 95% das linhas de ônibus em certos trechos da Avenida Antônio Carlos, e isso melhorou a fluidez. Onde o tráfego é misto (fora dos corredores do Move), a velocidade média do tráfego em horário de pico subiu de 6 a 7 km/h para acima de 15 km/h, de forma geral.

Mas muita gente ainda reclama da demora das linhas alimentadoras nas estações de integração. Isso será sanado?

Já fizemos alterações que melhoraram essa espera. Alteramos o percurso, principalmente na aproximação das estações. Havia linhas alimentadoras que chegavam à porta do terminal e levavam até 10 minutos para entrar, fazendo muita gente descer antes. Fizemos mudanças de engenharia para um acesso mais direto à estação. Sobre a demora, aumentamos o número de ônibus nas linhas carregadas e vamos instalar painéis de informações. Pesquisas mostram que muitas pessoas ficam 10 minutos esperando, mas como não têm noção de horário e de tempo para chegada do ônibus, acham que gastaram até 30 minutos.

E quanto à depredação, ao mau funcionamento de portas e à falta de equipamentos de incêndio?

Os ônibus das estações centrais já contam com um sistema de acionamento que permite que as portas sejam abertas quando o veículo para. Os botões de acionamento de emergência eram usados para invasões e acesso irregular. Agora, ficam acionados apenas enquanto pressionandos. Essas mudanças devem terminar em 70 dias. A falta dos extintores e outros problemas com o vandalismo demandam mais tempo. Estamos revendo a segurança. Vamos contratar vigilantes para as estações mais atacadas, sobretudo para o período noturno.

Maior terminal do BRT da capital abriga milhares de histórias que se cruzam a cada dia

Durante um dia e uma noite, o EM registrou a diversidade na Estação São Gabriel

O movimento dos ônibus atesta o ponto de chegadas e partidas. Mas não é só. Estações do BRT/Move, como a São Gabriel, mais do que uma estrutura de transporte público abrigam um mundo de histórias. No bairro da Região Nordeste de Belo Horizonte, o maior terminal do sistema é vivo e, ao longo de 24 horas, ganha diferentes feições, com os quase 70 mil passageiros que circulam por lá diariamente. O Estado de Minas acompanhou esse vai e vem: um dia e uma noite na estação que desde 8 de março é ponto obrigatório para quem usa coletivos na capital. Como bem escreveu Milton Nascimento em Encontros e Despedidas, a plataforma é a vida daquele lugar.

O dia começa cedo para quem às 6h já está na estação – de onde partem a cada dia 37 linhas municipais – pronto para ir ao trabalho, à escola ou a outro compromisso nas primeiras horas. Nas catracas, nas escadas, nas plataformas, nos ônibus que partem, muita gente com o passo apressado se ajeita. Mas, em meio ao frenesi, há espaço para o afeto. As amigas Daniele Sarah Oliveira e Isabela Maria de Matos, ambas de 15 anos, não se encontravam desde dezembro do ano passado. Ao passar pela catraca, se abraçam para matar a saudade. Na mochila, o material escolar e no fone de ouvido as músicas prediletas. As duas são vizinhos de bairro, mas todos os dias pegam o BRT/Move para estudar. "Meu bairro não tem escola de ensino médio", conta Daniele. Mesmo acordando bem cedo, a jovem encontra tempo para se maquiar e garante que passar o delineador, o pó, sombra e batom não leva mais que 10 minutos.

Com tantos rostos diferentes há quem se destaque, como o aposentado João Capistrano Rosa, de 75. Na bolsa debaixo do braço, leva o amigo fiel de todas as horas. Billy não se assusta com tanta gente que passa – vestido de verde-amarelo, o pinscher transportado a tiracolo nem late. Talvez por isso embarque sem problemas. Morador do Bairro Nazaré, usa o Move para ir ao Centro, onde vende laranjas. Com seu fiel escudeiro, já é conhecido de outros passageiros. Antes de seguir viagem, João costuma protestar diante dos que não embarcam mesmo quando ainda há espaço no coletivo. "O ônibus vai vazio. É um monte de menino novo, que não dá lugar nem se a pessoa tiver 200 anos. Ninguém pode obrigar ninguém a entrar, mas o ônibus não é para 45 pessoas em pé e 45 sentadas? Falta uma mente boa. São só 15 minutos, é direto. A pessoa segura e já apeou."

Mas alguns têm mais dificuldade entre o subir e o "apear". Entre os milhares de passageiros, há quem dependa dos elevadores para chegar às plataformas, como a aposentada Maria Rita Santos Vieira, de 56, que anda com auxílio de muletas. Preço das duas próteses no fêmur, depois de sessões de radioterapia e de uma osteoporose. Com ajuda do marido Sílvio Antônio Vieira, de 59, ela passa pela estação lembrando quando tudo começou: o romance iniciado quando a mãe dela a deixou ir à missa em Rubim, no Vale do Jequitinhonha. "Nós nos conhecemos em uma pracinha, depois da igreja. Foi complicado, pois minha mãe não aceitava." Ela tinha 12 anos e ele, 14. Dificuldades superadas, o destino os levou até São Gabriel. O destino e a promessa de que, da adolescência em diante, iriam sustentar um ao outro vida afora.

Como os deles, os milhares de rostos, tipos e histórias fazem da estação meio de locomoção e ponto de diversidade. Se de manhã as pessoas estão apressadas, à noite o tempo parece passar mais devagar. Embora o movimento não cesse, o frenesi se reduz. É o tempo de gente como o pintor Elenilson de Oliveira Novais, de 21. Terno cinza abotoado, camisa branca e gravata vermelha compõem o visual para visitar pela primeira vez a igreja no Bairro Paulo VI. Como mora em Contagem atravessou a capital para ir à Estação São Gabriel, de onde seguiria para seu destino.

EXPECTATIVAS E DECEPÇÕES

Principalmente a essa hora, na falta de lojas ou lanchonetes, vendedores ambulantes são a salvação para quem tem fome. Desde que chegou, às 20h, Jobi Ferreira do Nascimento contabilizou a venda de 60 pacotes de salgadinhos. Diz não se preocupar com a fiscalização. "Tenho contas para pagar. Hoje vendi tudo, graças a Deus", afirma. Já são quase 22h quando chega a atendente Cristiane Nascimento, de 29. É um dia diferente. O uniforme de trabalho está guardado na bolsa. Sapato de salto, blusa de seda estampada e uma briga com o marido – tudo para assistir ao filme 50 Tons de Cinza com as amigas. De volta da sessão, não parece certa de que a empreitada valeu a pena. "Esperava mais. Como li os três livros, queria mais detalhes. O filme só traz a história de um dos livros." Resta esperar pelo ônibus.

Mas nem só de idas e vindas, expectativas e decepções se faz o cotidiano do maior terminal do BRT. No fim do dia, um susto: uma funcionária da Transfácil, de 23 anos, é socorrida às pressas pelos atendentes do Samu. Diante da suspeita de um AVC, o serviço foi solicitado pela Guarda Municipal, passados mais de 30 minutos dos primeiros sintomas. Tanto seguranças como guardas se queixam de que o supervisor da estação postergou o pedido de ajuda. Depois de um primeiro atendimento, a jovem caminha até a ambulância e segue até o hospital. Mais uma partida, esta fora da rotina, que como tantas outras deixa nos que ficaram a curiosidade sobre tantos destinos que partem de São Gabriel.

SONHOS

Barulho de ônibus chegando e sando compõe a sonoridade da estação. É preciso tempo para apurar os ouvidos para sons mais sutis, como o dos passos. Mais tempo ainda para perceber o que vai pela mente de quem passa pela estação ou trabalha por lá.

Enquanto libera a passagem para quem vai aos sanitários, o pensamento da controladora de acesso Maria Araujo, de 47, viaja longe. Mais precisamente até os dois filhos. Liniquer, de 28, é gerente de restaurante em Guarapari, no Espírito Santo. Wadson, de 24, joga de zagueiro no Grêmio de Anápolis, em Goiás. "Um empresário o tirou do caminho. Levou o Wadson duas vezes para Alemanha e uma para a Polônia. Ele jogava na base do Cruzeiro. Lá fora, não conseguiu negociar o passe", diz, sobre o mais novo. Divorciada há 18 anos, ela se orgulha de ter educado os meninos com seu trabalho. "Não sonho com muito, sonho com o necessário. Se fosse preciso fazer tudo de novo, eu faria." Nas 12 horas que passa sentada em frente aos banheiros da estação, ela não tira o sorriso do rosto. É atenciosa com todos e confessa que facilita a vida de quem está apertado diante da fila para comprar ficha.

Confissões, aliás, estão espalhadas pela estação, mas só pra quem tem tempo e ouvidos para ouvir. No mezanino, Isaac Victor de Oliveira, de 15, e Arthur Henrique Maciel, de 13, suspiram e falam, em tom de segredo, o que os corações adolescentes mal conseguem esconder. O motivo da alegria foi a visão de Cindy Ellen, de 15. Embora morem no mesmo bairro, eles só se encontram na Estação São Gabriel. Quando ela volta do colégio, eles estão indo. "Todo dia a gente espera. Ela é linda demais", diz Arthur. A dupla ganha o dia quando passa pela garota pelas escadas e recebe um "Oi".

Também sonhadora, a estudante Jeane Martins, de 17, pensa em trocar as plataformas da estação pelas passarelas. De fato, ela chama a atenção pelo porte e pelas roupas. Ela revela que já fez testes em uma agência de modelos, foi aprovada, mas não teve dinheiro para o sonho. "O custo era muito alto e, na época, eu trabalhava como menor aprendiz. Não tinha como pagar." Por enquanto, desfila seu 1,71 metro, esguia, para pegar o Move e encontrar o namorado, Joaquim Gabriel, de 18. Mais um destino dos quase 70 mil que seguem seu caminho graças às encruzilhadas da maior estação do BRT da capital.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Prefeito de Uberaba cobra providências para melhorar o sistema Vetor/BRT

28/02/2015 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG


O prefeito Paulo Piau (PMDB) avaliou negativamente início das operações do sistema Vetor/BRT e cobrou providências das empresas de transporte coletivo. Em reunião ontem com os dirigentes das concessionárias, um dos problemas apontados por Piau foi a superlotação dos ônibus.

De acordo com o prefeito, o sistema ainda está operando em caráter experimental e agora é o momento de identificar e corrigir as falhas. O governo municipal não está satisfeito com a forma como começou o BRT. Ao invés de sobrar ônibus, os veículos passam lotados e estão deixando passageiros para trás nas estações. Isso trouxe um transtorno, aponta.

Piau afirma que as empresas têm prazo até abril para ampliar o número de carros em circulação no eixo leste-oeste e reduzir os problemas de superlotação. Ele salienta que as concessionárias foram alertadas que a questão será fiscalizada e, se não forem tomadas providências, serão aplicadas sanções contra as empresas. Não podemos perder qualidade em relação ao sistema antigo. As empresas são concessionárias do serviço público e temos autoridade para cobrar um serviço de qualidade, reforça.

Na reunião, as empresas de ônibus também apresentaram problemas que competem à Prefeitura, como o reparo do asfalto na faixa exclusiva de ônibus, instalação de bancos nos terminais de integração e a ampliação da estação localizada próximo à rua Artur Machado.

Um documento foi elaborado após o encontro com as pendências referentes a cada uma das partes e as ações que precisam ser desenvolvidas até o fim do prazo experimental.

Prefeitura vai refazer asfalto nas canaletas do Vetor/BRT

Asfalto da avenida Leopoldino de Oliveira na canaleta por onde passam os ônibus do sistema Vetor/BRT será refeito. Em vários trechos ao longo da avenida é possível perceber que o asfalto cedeu, formando buracos, e a massa asfáltica está se acumulando no meio-fio. O prefeito Paulo Piau comentou o assunto em entrevista ao Jornal da Manhã e disse que o problema acontece por conta de infiltrações e as obras para reparo começarão em breve.

Antes da entrada em operação do sistema Vetor foi feito recapeamento de toda a avenida Leopoldino de Oliveira, entretanto, em menos de um mês vários trechos já estão danificados. O projeto foi feito e agora estão aparecendo os defeitos, não se previu que era preciso fazer uma base especial, pois em alguns pontos existem infiltrações, umidade não combina com asfalto e, por isso, teremos de fazer correções, explica o prefeito.

Segundo Piau, o problema é menor e de mais fácil solução no trecho da avenida entre a rua Álfen Paixão e avenida Osvaldo Cruz. Deste local em diante, até o Parque do Mirante, onde há muita infiltração, o asfalto está pior. Por isto, começa em breve um trabalho de drenagem, para tirar a água do canteiro central, refazer o asfalto, para que seja mais duradouro. Existe o problema e temos de enfrentar. Essa atividade começa imediatamente, vamos fazer com o nosso próprio recurso, pessoal e equipamento. Se fosse depender de licitação, com certeza iria demorar, explica Piau. Vale destacar que, segundo o secretário de Infraestrutura, Roberto Indaiá, esse serviço já teve início em alguns pontos da avenida.

Piau comentou também sobre a sinalização na avenida, que deve ser sincronizada. Na próxima quarta-feira (4) o consultor Alexandre Zoom, que elaborou o projeto de sinalização, virá a Uberaba para reparos. Ele fará uma avaliação detalhada dos semáforos e rotatórias, para que os equipamentos estejam sincronizados, afirma.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Obra do Move inacabada no Bairro Santa Efigênia vira estacionamento irregular

25/02/2015 - Estado de Minas

Terra sem dono passou a ser o nome dado por comerciantes, empresários e pedestres à Avenida Bernardo Monteiro, no trecho entre as avenidas Francisco Sales e Andradas, na Região Centro-Sul de BH. Os dois quarteirões no Bairro Santa Efigênia – que abrigam funerárias, estacionamentos, restaurantes, empresas, clínicas médicas e dão acesso a importantes unidades de saúde da Área Hospitalar – foram transformados em um canteiro de obras para construção do Terminal Move Metropolitano Bernardo Monteiro. As intervenções começaram em abril do ano passado, mas, no segundo semestre, as máquinas e operários paralisaram os trabalhos, o que deu início a uma série de problemas.

A via teve o asfalto e o canteiro central arrancados, árvores cortadas e hoje está com chão de terra batida, gerando poeira e lama. Repleta de buracos e sem nenhuma regra de trânsito, o trecho da avenida ainda tem as placas indicativas de estacionamento rotativo, mas tornou-se ponto para parada de ônibus de sistemas de saúde de cidades do interior e de veículos particulares, que estacionam à revelia de qualquer norma ou de fiscalização. Com a desordem no trânsito, o movimento de carros e pedestres caiu e comerciantes acumulam perdas de até 80% nas vendas. A situação abriu espaço também para a violência. Lojistas se queixam de roubos e dizem que bandidos passaram a rondar o local. Alguns já procuraram advogados e prometem acionar a Justiça para reparação de danos.

Gerente da Funerária Santa Casa, Jeferson Florêncio diz que a empresa nunca passou por um momento econômico tão difícil. "Desde julho, tivemos que demitir 38 dos nossos 185 funcionários. As vendas caíram 40%", disse. Ainda segundo ele, a loja, que funciona 24 horas, já foi alvo de dois assaltos. "À noite, a avenida vira um deserto, uma terra sem dono que se torna um prato cheio para criminosos", afirma o gerente, que cobra a presença policial no local. A poucos metros dali, a direção do Restaurante Simplesmente viu as 200 refeições vendidas diariamente reduzirem em mais de 70%. "Já estamos pensando em fechar", afirmou o gerente, Marcos Ferreira Costa. A queda nas vendas também fez os donos da Funerária Carvalho reverem os negócios.

SEGURANÇA

A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), responsável pelas intervenções, não informou o motivo da suspensão das obras do terminal e nem quando serão retomadas. Por meio de sua assessoria de imprensa, se limitou a afirmar que a obra, orçada em R$ 10,4 milhões, foi paralisada antes do fim do ano passado e que, atualmente, o governo de Minas realiza amplo levantamento da situação administrativa e financeira do estado, o que inclui ações relativas às áreas de transportes e obras públicas. Ainda segundo a pasta, o levantamento será feito por 90 dias, contados a partir do início da nova administração. Em relação à segurança, a Polícia Militar prometeu reforço. De acordo com o major Renato Félix Federici, comandante da 3ª Companhia da PM, responsável pelo patrulhamento na região, ele irá ao local hoje para averiguar a situação junto aos comerciantes. "Vamos tomar conhecimento das condições no local e aumentar a presença policial", garantiu.

Passageiros reclamam de escadas rolantes estragadas na Estação do Move Pampulha

Leitores do em.com.br dizem que as escadas não funcionam há várias semanas. BHTrans informou que o problema já está sendo resolvido

Quem passa diariamente pela Estação do Move na Pampulha enfrenta constantes problemas ao acessar as escadas rolantes para sair do terminal a pé ou mesmo embarcar em outro ônibus para prosseguir viagem. De acordo com passageiros, nos últimos dias as escadas não estão funcionando corretamente, e o que seria um serviço para facilitar o acesso das pessoas, se tornou um problema para o fluxo.

O leitor Leonardo de Souza Soares, enviou um vídeo ao em.com.br nesta terça-feira, que mostra as pessoas descendo as escadas estragadas, enquanto a que dá acesso ao andar de cima funciona normalmente. Ainda conforme Leonardo, isso acontece com frequência na Estação do Move na Pampulha e em horários de pico causa confusão no local.

Segundo a BHTrans, que administra as estações do transporte coletivo em Belo Horizonte, das quatro escadas rolantes da Estação Pampulha, três estão funcionando. Uma delas parou ontem (segunda-feira), mas no mesmo dia foi acionada a empresa responsável pela sua manutenção e, em breve, o problema será solucionado.

Estação São Gabriel

No início da tarde de segunda-feira, cinco adultos e uma criança ficaram presas na Estação São Gabriel do Move, na Regional Nordeste de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a assistência técnica do terminal foi acionada para resolver o problema e ninguém ficou ferido. Aproximadamente 20 minutos depois, os passageiros foram retirados do elevador.

Em nota, a BHTrans informou que a empresa contratada para manutenção preventiva e corretiva do elevador da Estação São Gabriel já foi notificada e está ciente das últimas ocorrências no equipamento. Já foi identificada a falha e, em função da dimensão do equipamento necessário e da disponibilidade dos componentes por parte dos fornecedores, a manutenção definitiva já foi programada.