domingo, 28 de dezembro de 2014

Passageiros reclamam do aumento de passagens de ônibus em BH

28/12/2014 - Estado de Minas

Reajuste nas tarifas do transporte público entra em vigor amanhã. Aumento médio é de 8,5%. Táxi-lotação também subiu. Usuários reclamam do valor e da qualidade do serviço

Márcia Maria Cruz /Estado de Minas

Jair Amaral/EM/D.A Press
Jair Amaral/EM/D.A Press
Maria dos Santos se preocupa com quem ganha salário mínimo e tem de pagar o transporte

Usuários do transporte coletivo em Belo Horizonte vão pagar mais caro pelo serviço a partir de amanhã. As tarifas de ônibus terão reajuste médio de 8,5%. O preço da passagem das linhas troncais do sistema, incluindo as do Move, perimetrais, diametrais e semi-expressas passa de R$ 2,85 para R$ 3,10. Também foram reajustadas as linhas circulares que passarão de R$ 2,05 para R$ 2,20. Cerca de 80% das linhas se enquadram na tarifa de R$ 3,10 e 18% nas de R$ 2,20 e R$ 0,70. O gerente Lucas Cota, de 24 anos, pega a linha 66 do Move e passará a pagar R$ 0,25 a mais por cada deslocamento de ida e volta. “O aumento onera muito. O reajuste foi maior que o do salário. Como isso, estão diminuindo o poder de compra da população”, reclama o jovem que mora no Bairro Heliópolis, na Região Norte, e trabalha no Centro.

Quem utiliza os táxis-lotação que circulam pelas avenidas Afonso Pena e Contorno também vai pagar mais caro pelo serviço. A passagem, que atualmente custa R$ 3,15 passará para R$ 3,40. Segundo a portaria da BHTrans, a atualização do preço acompanha as alterações de valores dos ônibus, para “manter o equilíbrio operacional entre os dois serviços”.

Na nota oficial em que informa o reajuste das tarifas, a BHTrans disse também que o aumento decorre da necessidade de cobrir custos operacionais e de insumos, como o óleo diesel e o salário dos funcionários das empresas de transporte coletivo da capital. A empresa que gerencia o transporte público na capital também disse que, no período de 2009 a 2014, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 39,17%, enquanto o reajuste acumulado da tarifa de ônibus em BH foi de 34,78%, “portanto, 11,2% menor do que a inflação geral (já considerando o reajuste tarifário em vigor a partir de 29 de dezembro.”

RECLAMAÇÕES O reajuste desagradou aos usuários. “É um aumento abusivo. Particularmente, pagarei esse valor para andar pouco mais de 1,5 quilômetro. Pego o ônibus na estação do BRT, na Avenida Santos Dumont, e desço próximo ao Hospital Belo Horizonte. O valor não equivale ao trecho e à qualidade do transporte, que é horrível”, afirma o comerciário Marcos Pereira Lage, de 52. Como mora no Bairro Bom Jesus e trabalha na Cidade Nova, ele precisa pegar, diariamente, duas conduções para ir e duas para voltar.

A costureira Maria dos Santos Filho, de 72, pode contar com a gratuidade do transporte na sua faixa etária. Nso entanto, diz que o reajuste irá sobrecarregar financeiramente os filhos. “O trabalhador não ganha suficiente para isso. Meus filhos são trabalhadores de baixa renda. Como fica a situação de quem tem um salário de R$ 720 por mês? Como gasta boa parte com transporte, não sobra nem para o lanche. O máximo que poderiam aumentar é R$ 0,05”, diz.

O assistente de exportação João Paulo Lima Costa, de 23, também já calcula os custos com o reajuste. Como mora em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, e trabalha na Savassi, na Região Centro-sul, precisa pegar um ônibus integração metropolitano e uma linha do Move. “Pensei que o reajuste dos serviços públicos viria depois do aumento do salário mínimo”, diz. Para ele, o aumento da tarifa não é acompanhado da melhoria do serviço. “O transporte melhorou quase nada com o Move. É confortável, mas sempre é cheio. A linha que pego, às vezes fica 15 minutos parada no quarteirão da Avenida Santos Dumont.”

Os créditos válidos do Cartão BHBus Vale-transporte (cartão amarelo), adquiridos até 28 de dezembro, terão seu valor de compra mantido até o fim de sua validade. Caso queira, o usuário poderá trocar seus créditos antigos pelos valores das tarifas reajustadas em até 30 dias após a data do atual reajuste, sem complementação de valor.

Memória

Protestos em 2013

Em junho do ano passado, as manifestações contra o reajuste das tarifas do transporte coletivo tomaram conta do país, com protestos em quase todas as capitais e em cidades do interior. Em Belo Horizonte, o reajuste de 8% no valor da tarifa, em vigor desde janeiro, motivou os manifestantes. Pressionado, o prefeito Marcio Lacerda reduziu o valor da tarifa em R$ 0,15, com a passagem das linhas diametrais caindo de R$ 2,80 para R$ 2,65, preço vigente em dezembro de 2012. Em abril desse ano, a PBH descongelou o preço das tarifas, que passou de R$ 2,65 para R$ 2,85

NOVAS TARIFAS

» Linhas troncais Move e demais troncais do sistema, perimetrais, diametrais e semiexpressas de R$ 2,85 para R$ 3,10

» Linhas circulares e alimentadoras (ônibus na cor amarelo): de R$ 2,05 para R$ 2,20

» Linhas de vilas e favelas de R$ 0,65 ara R$ 0,70

» Linha executiva SE01 (Savassi/Cidade Administrativa) - de R$ 5,40 para R$ 5,80

» Linha Executiva SE02 (Buritis/Savassi) de R$ 4,35 para R$ 4,65

sábado, 27 de dezembro de 2014

Tarifas de ônibus em Belo Horizonte aumentam a partir desta segunda-feira

27/12/2014 - Estado de Minas

Reajuste também atinge os táxis-lotação. No caso dos ônibus, a média do reajuste é de 8,5%. Passagem mais cara aumentou R$0,25 e passa a custar R$3,10. Na Grande BH, tarifas também sobem na próxima semana

Clarisse Souza

Euler Junior/EM/D.A.Press
Euler Junior/EM/D.A.Press
Mudança passa a vigorar a partir desta segunda-feira, 29

Usuários do transporte coletivo em Belo Horizonte devem se preparar para pagar mais caro pelo serviço ainda neste fim de ano. O preço das tarifas de ônibus sofrerão reajuste médio de 8,5% a partir da zero hora desta segunda-feira, 29. Segundo portaria publicada pela BHTrans no Diário Oficial do Município (DOM), com a mudança, a passagem mais cara – que custava R$ 2,85 – passará para R$ 3,10, um acréscimo de R$0,25. 

A justificativa para o aumento das tarifas, segundo a BHTrans, é a necessidade de cobrir custos operacionais e de insumos, como o óleo diesel e o salário dos funcionários das empresas de transporte coletivo da capital. 

Quem utiliza os táxis-lotação que circulam pelas avenidas Afonso Pena e Contorno também sentirão no bolso o peso do reajuste. A passagem, que atualmente custa R$3,15 passará para R$3,40 a partir de segunda-feira. Segundo a portaria da BHTrans, a atualização do preço acompanha as alterações de valores dos ônibus, para "manter o equilíbrio operacional entre os dois serviços".

Confira as novas tarifas dos ônibus em BH

• Linhas troncais MOVE e demais troncais do sistema, perimetrais, diametrais e semi-expressas: a tarifa passará de R$ 2,85 para R$ 3,10;
• Tarifa de integração com o metrô: de R$ 2,85 para R$ 3,10;
• Linhas circulares e alimentadoras (ônibus na cor amarela): de R$ 2,05 para R$ 2,20;
• Linhas de vilas e favelas (microônibus na cor amarela): de R$ 0,65 para RS 0,70;
• Linha Executiva SE01(Savassi/Cid. Administrativa): de R$ 5,40 para R$ 5,80;
• Linha Executiva SE02(Buritis/Savassi): de R$ 4,35 para R$ 4,65.


Ônibus da Grande BH também têm reajuste

As tarifas dos ônibus que atendem 34 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte terão reajuste de 12,78% a partir desta segunda-feira (29). Segundo a Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), serão afetados os preços das passagens de 745 linhas, que transportam uma média diária de 823 mil passageiros em toda a Grande BH. De acordo com o órgão, também haverá reajuste nas tarifas de táxis metropolitanos, que ficarão 8,21% mais caras.

Segundo comunicado divulgado pela Setop, a atualização dos preços das passagens dos coletivos metropolitanos leva em conta o aumento dos custos no período de novembro de 2013 a outubro de 2014. Entre os fatores que pesaram no reajuste, estão gastos com combustível, custo com pessoal e com a manutenção da frota de veículos.

Do total do reajuste, a secretaria informa que 1,92% corresponde à modernização da frota, que passou a contar com 116 novos ônibus articulados e outros 145 do tipo padron. Outros 2,21% foram acrescidos em função da operação dos Terminais Metropolitanos de Morro Alto, Vilarinho, São Gabriel, Sarzedo e Ibirité; das estações de São Benedito e Justinópolis, das 28 estações de transferência na Av. Antônio Carlos, Av. Cristiano Machado e Av. Pedro I, de duas estações na Av. Paraná e na Av. Santos Dumont, das 7 estações na MG10, 4 na Av. Brasília e 2 na Av. Civilização, uma na Av. Pedro I (Risoleta Neves) e uma na Praça Aarão Reis.

Os ônibus vão circular com cartazes para informar aos passageiros os novos valores das tarifas. Para informações e reclamações os usuários podem utilizar o telefone 155 opção 6 ou o email do DER/MG: atendimento@der.mg.gov.br.

Táxis especiais

Os usuários dos táxis metropolitanos também devem se preparar para pagar mais caro pelas viagens em toda a Grande BH. O custo quilométrico I, passa de R$2,63 para R$2,85 e a bandeirada passa de R$4,78 para R$5,17.

A cobrança do custo quilométrico rodado II será de R$3,42 e será permitida somente em corridas aferidas pelo taxímetro, no horário noturno, no período compreendido de 22 às 6 horas, de segunda a sexta feira. Aos domingos e feriados e aos sábados o início do período é antecipado para às 14 horas. Não poderá haver cobrança de taxa de retorno, de volumes transportados e de transporte por carrinho de supermercado.

Confira o preço de alguns serviços

Preço Mínimo: R$2,60 (16 linhas com esta tarifa)
Preço Médio: R$3,95. (tarifa preponderante do sistema, 30 % das linhas em operação).
No total, o sistema metropolitano possui 57 grupos tarifários.

Algumas linhas metropolitanas:

Igarapé - Nossa Senhora da Paz, Capim Branco - Matozinhos, Ribeirão das Neves - Estação Vilarinho - R$2,60;
Linhas troncais do MOVE Metropolitano (Terminal São Gabriel e Vilarinho e Estações de Justinópolis e São Benedito) – R$ 3,95;
Integração Metrô Ônibus – são oito valores que variam de R$ 3,70 a R$ 5,10;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / BH – Centro – R$ 23,70;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / Betim – R$ 36,05;
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) / Contagem – R$ 35,00.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Operários correm para cumprir cronograma do BRT/Move da Avenida Cristiano Machado

06/03/2014 - Estado de Minas

Início de operação comercial está previsto para sábado, mas ainda há muito a ser feito no corredor


Leandro Coury/EM/D.A PRESS
Leandro Coury/EM/D.A PRESS
A Estação São Gabriel, uma das estruturas mais importantes para o funcionamento do novo sistema, ainda tem muitas etapas à espera de conclusão, inclusive a cobertura
 
Em tempos de contagem regressiva para a prometida inauguração do BRT/Move da Avenida Cristiano Machado, a realidade desafia o calendário: embora a Prefeitura de Belo Horizonte reafirme que o primeiro corredor do novo sistema de transporte coletivo da capital entrará em operação com três linhas no sábado, quem passa pela Cristiano Machado ainda vê obras longe do fim. Faltam rampas, passarelas para travessia de pedestres, monitores dentro de estações, sinalização e, principalmente, informação. Sobram dúvidas entre os passageiros que, diante do primeiro adiamento na inauguração do sistema, prevista inicialmente para 15 de fevereiro, têm dúvidas se o BRT/Move parte mesmo depois de amanhã.

Muito lixo ainda está acumulado em estações de transferência – módulos montados ao longo de oito pontos da avenida que substituem os antigos pontos de ônibus. Há algumas mais adiantadas, quase prontas, mas a maior parte ainda não está equipada com os monitores que permitirão acompanhar os horários dos coletivos e não tem sinalização nos vidros ou dentro da estação. Fios aparentes mostram ainda que é preciso incrementar a iluminação.

Do lado de fora, duas passarelas, na altura dos bairros União e Sagrada Família, nas regiões Nordeste e Leste, respectivamente, sequer começaram a ser montadas. De acordo com um funcionário da obra, trata-se de trabalho para pelo menos duas semanas. Em outros pontos, as estruturas estão sem guarda-corpo. Faixas de pedestres ainda não foram pintadas, tampouco foram instaladas as placas de indicação do novo sistema, sem falar nos tapetes de grama por plantar, empilhadas em canteiros centrais.

Na Estação de Integração São Gabriel, que ainda está sem cobertura, há um verdadeiro canteiro de obras armado, que será mantido até abril. Até lá, apenas a parte do mezanino da estação funcionará. Nas estações das avenidas Santos Dumont e Paraná, no Centro, televisores e sinalização estão em processo de implantação e guindastes indicam que há serviço a ser feito. Mesmo assim, a Prefeitura de BH reafirma a meta e confirma o início da operação do sistema no sábado. De acordo com a BHTrans, empresa que gerencia o trânsito da capital, três linhas começarão a rodar e, neste primeiro momento, não haverá extinção de nenhum itinerário.

Trajetos

A linha 83P (Estação São Gabriel/Centro) terá embarque e desembarque nas oito estações de transferência ao longo da Avenida Cristiano Machado, parando apenas no Centro, nas estações São Paulo, na Avenida Santos Dumont, e Tamoios, na Avenida Paraná. O mesmo percurso será feito pela linha 83D, que, por ser direta, não fará paradas ao longo da Cristiano Machado. A expectativa é de que o tempo gasto no trajeto diminua de 35 minutos para 20, no caso da linha paradora, e para 15, no caso da linha direta. A terceira linha do BRT/Move fará o mesmo percurso, mas terá como destino a Avenida dos Andradas, até a área hospitalar da capital.

Às vésperas da inauguração, as dúvidas superam a expectativa de benefícios, na avaliação de passageiros. "Sou de Santa Luzia e não sei quantos ônibus vou ter que pegar a partir de agora, nem de quanto em quanto tempo vão passar", afirma a eletrotécnica Isabela Amorim Silva, de 21 anos. O encarregado de obras Evaldo de Oliveira, de 42, mora no Bairro Jaqueline, na Região Norte, e trabalha no Buritis, na Região Oeste. Atualmente, pega dois ônibus no trajeto e agora está perdido na matemática da mobilidade. "Vou pegar três ônibus, mas não sei se vai ser realmente mais rápido", diz.

O professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Leandro Cardoso afirma que, neste momento, maior divulgação sobre o novo sistema seria imprescindível. "Há uma grande falta de informações, tanto dos usuários quanto dos operadores do sistema. É preciso maior divulgação sobre as linhas que desaparecerão, sobre todas as mudanças, com uma campanha massiva", ressalta. O professor aponta ainda a necessidade de o BRT/Move começar a operar com segurança. "Todas as passarelas e a sinalização, inclusive das pistas de tráfego misto, deveriam estar prontas", destacou.

Área central

Cones e obstáculos móveis continuam espalhados pelas áreas central e hospitalar da capital, que passaram por diversas mudanças de circulação para receber o BRT/Move. Motoristas ainda se mostram confusos diante delas. "Não entendi ainda as alterações", disse um condutor na Avenida Afonso Pena, enquanto tentava decifrar placas e direções. De acordo com a BHTrans, todas as adaptações necessárias ficam prontas até amanhã.



BRT terá 10 terminais na Grande BH

05/03/2014 - Estado de Minas

Previsto para abril, Move metropolitano terá terminais e estações em várias cidades, mas ainda tem desafio de fazer adequações, como recapeamento e alargamento, em 48 vias

Armando Villela
Armando Villela
Ônibus do tipo padron (para 100 passageiros) já começaram a ser entregues. Primeiras cidades contempladas são Neves, Vespasiano e Santa Luzia

Parte do programa que prevê a construção de 10 novos terminais de ônibus na Grande BH e a reforma de três já existentes, o Move metropolitano, em operação a partir de abril nos terminais Vilarinho e São Gabriel, será reforçado por novas estações fechadas com embarque em nível ao longo do trajeto. Mas, para engrenar, o projeto exigirá adequações em quase 50 vias, além dos corredores Cristiano Machado e Antônio Carlos/Pedro I, na Região Norte de Belo Horizonte.

Com três dos seis terminais previstos em obras (Vilarinho, São Gabriel e Morro Alto), além de duas estações provisórias sendo erguidas nos bairros São Benedito (Santa Luzia) e Justinópolis (Ribeirão das Neves), o projeto promete reduzir em 90% o número de linhas no hipercentro de Belo Horizonte – o que representa cerca de 500 ônibus vermelhos a menos no sistema que vai complementar o transporte rápido por ônibus (BRT) da BHTrans. Para isso, contará com 13 novas estações de transferência instaladas na MG-010 e em avenidas de ligação com os destinos das 19 novas linhas troncais de Vespasiano, Santa Luzia e Ribeirão das Neves.

O projeto das estações de transferência, cujo edital está em fase de elaboração, inclui a readequação do trajeto dos coletivos em pelo menos 14 quilômetros de 48 ruas e avenidas . As melhorias nas vias, cujo início das obras aguarda a abertura de licitação, são necessárias para possibilitar o tráfego dos 115 novos ônibus articulados (para até 114 passageiros e com mais de 18 metros). As adequações nas pistas incluem recapeamento, alargamento e abertura de passagens para os veículos.

Planejamento da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) ao qual o Estado de Minas teve acesso mostra que as novas estações de transferência metropolitanas tiveram como fonte de inspiração as estações-tubo usadas desde 1991 nos corredores de Curitiba. O modelo, que substituirá os atuais pontos nas cidades que terão o BRT, é composto por uma estrutura de vidro com cobertura de metal. 

 A exemplo do Move gerenciado pela BHTrans, o acesso à estação ocorrerá por meio de rampas, com pagamento antecipado da tarifa e embarque no mesmo nível dos coletivos. "A ideia é oferecer o mesmo nível de conforto das plataformas dos terminais do BRT", afirma o secretário-adjunto da Setop, Fabrício Sampaio.

Com os primeiros do total de 289 ônibus do Move metropolitano entregues aos consórcios Linha Verde e Estrada Real, a Setop já planeja para os próximos dias o início dos testes com a frota, que só poderá ser avaliada na Cristiano Machado até 8 de março, quando começa a operação definitiva do Move municipal. "Depois, iniciaremos os testes na Antônio Carlos", acrescenta.

Estações reaproveitáveis Três dos seis terminais previstos para o BRT da Grande BH – São Benedito, Justinópolis e Bernardo Monteiro – entrarão em funcionamento adaptados. Com entrega prevista para maio, as estruturas funcionarão como estações provisórias (móveis e desmontáveis) devido a problemas de localização e processos de desapropriação. A entrega dos terminais definitivos só ocorrerá em maio de 2015. 



Desenhos das estações provisórias, cujo projeto técnico foi cedido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), revelam que os pontos serão compostos basicamente por catracas de acesso, grades e cobertura, com embarque em nível. 

A principal vantagem, aponta a Setop, está no fato de as estruturas (orçadas em R$ 980 mil cada) poderem ser reaproveitadas em outros pontos da região metropolitana assim que os terminais definitivos forem entregues.

Juiz de Fora (1945 circa) Linha Parque Redentor

Ônibus linha Juiz de Fora Parque Redentor, sem data (arquivo de Marcelo José Lemos).Extraído do site Maria do Resguardo



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Concessionárias estão prontas para iniciar operação do BRT de Uberaba

25/12/2014 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG

Empresas de transporte coletivo trabalham para entrada em funcionamento do sistema BRT a partir de janeiro, conforme cronograma anunciado pela Prefeitura. As adequações no sistema de trânsito da região central devem ser retomadas a partir da próxima semana para viabilizar a entrada em operação do primeiro trecho do novo sistema de ônibus.

Segundo o presidente da Transube (Associação das Empresas de Transporte Coletivo), Rodrigo Oliveira, não há qualquer impedimento por parte das concessionárias em cumprir o prazo e os preparativos finais estão em ritmo acelerado para o início do BRT em janeiro. Não podemos mais ficar com os ônibus do BRT parados. Já são quase três anos, explica.

Apesar de os veículos não estarem em circulação, Oliveira salienta que os carros exigem despesas e cuidados de manutenção preventiva para funcionar corretamente. Ao todo, 14 ônibus adaptados foram adquiridos pelas empresas Líder e Viação Piracicabana para atender o corredor leste-oeste do novo sistema de transporte coletivo. O restante da frota, 157 veículos, serão distribuídos nos bairros para alimentar os terminais de integração.

O prefeito Paulo Piau (PMDB) já assegurou que o primeiro trecho do BRT será inaugurado em janeiro de 2015. Ele salienta que a previsão inicial seria o funcionamento a partir deste mês, mas o cronograma foi adiado a pedido dos comerciantes do centro da cidade. Aciu e CDL solicitaram que a Prefeitura não fizesse mudanças às vésperas das festas de fim de ano, pois a situação poderia atrapalhar o movimento no comércio local. 

A Prefeitura quer entregar [o BRT] para funcionar bem. O atraso que ocorreu foi para ter um bom serviço prestado quando começarem as operações, argumenta o presidente da Transube.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Montes Claros planeja criar PPPs

24/12/2014 - Diário do Comércio - MG

A Prefeitura de Montes Claros, no Norte de Minas, pretende lançar no início de 2015 uma série de editais para implantação de parcerias público-privadas (PPPs) no município. Ao todo serão sete projetos divididos em diversas áreas, entre elas infraestrutura, energia e saneamento básico. Os investimentos poderão alcançar R$ 2 bilhões nos próximos anos.

Um dos mais importantes, segundo o prefeito Ruy Muniz, é o que prevê a implantação de um sistema de Bus Rapid Transit (BRT), nos mesmos moldes do existente em Belo Horizonte, com investimentos da ordem de R$ 300 milhões. Em janeiro deste ano, a prefeitura chegou a manifestar intenção de lançar uma PPP para implantação de um sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), mas a ideia acabou não saindo do papel.

"Uma obra de grande porte que demanda alto valor em investimento. Ainda não batemos o martelo, mas pelos estudos que fizemos o BRT é mais viável. A intenção é lançar o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para a PPP do transporte coletivo em breve", explica Muniz.

Outro projeto que deve ser desengavetado, segundo o prefeito de Montes Claros, é a PPP para a construção da Cidade Administrativa. O projeto deverá receber aportes de aproximadamente R$ 100 milhões.

Conforme o chefe do Executivo, a administração disponibilizará uma área de 500 mil metros quadrados no Ibituruna, região nobre do município. O parceiro deverá construir instalações para a prefeitura em um total de 120 mil metros quadrados. "O empreendedor poderá comercializar 250 mil metros quadrados de área", ressalta. Cerca de 30 mil metros quadrados serão destinados para a criação de uma área de preservação ambiental.

Além de doar o terreno, a prefeitura irá realizar inversões de R$ 22 milhões na área em que a Cidade Administrativa será erguida. Os investimentos serão necessários para a construção de duas avenidas, além da retirada e reconstrução de linhas de transmissão.

De acordo com Muniz, a previsão é que parte das concorrências para a PPPs seja lançada já no primeiro semestre de 2015. Uma das primeiras deve ser a da Cidade Administrativa. Caso tudo corra dentro do cronograma, as obras devem sere iniciadas no segundo semestre e concluídas em dois anos.

A prefeitura pretende lançar também as PPPs de resíduos sólidos, saneamento, para a construção de uma arena esportiva e de um parque com área verde. O local seria uma espécie de cidade jardim, abrigando construções ecologicamente corretas. Além disso, um parceria será feita para a troca do atual sistema de iluminação pública, que passará a utilizar lâmpadas LED.

Orçamento - Montes Claros é uma das cidades mineiras que mais têm recebido aportes nos últimos anos. E, em 2014, o município vai bater recorde de atração de investimentos. Ao todo, 12 indústrias confirmaram a construção ou ampliação de suas unidades, com previsão de R$ 1,5 bilhão em investimentos e geração de 2 mil empregos diretos.

Com isso, o orçamento anual do município praticamente dobrou. Em 2013, a receita prevista para o ano era de pouco mais de R$ 600 milhões. Agora, para 2015, foi aprovado um orçamento municipal de R$ 1,132 bilhão.

A última empresa a confirmar aportes na cidade foi a Nestlé do Brasil. Na semana passada, foi lançada a pedra fundamental da nova unidade do grupo destinada a fabricação de cápsulas de Nescafé Dolce Gusto, com investimentos da ordem de R$ 200 bilhões. 

BHTrans quer contratar vigilância armada para estações do Move

24/12/2014 - Veja BH

Quando foi anunciada a inauguração do Move, em março deste ano, o estudante de sistemas de informação Guilherme Lacerda se animou com a notícia. Ele, que mora próximo à Avenida Cristiano Machado, planejava utilizar o novo meio de transporte para chegar mais rápido ao trabalho, em Contagem. Usei-o desde a primeira semana, lembra. Em termos de velocidade e conforto, suas expectativas foram atendidas, mas uma questão ainda deixa muito a desejar. Falta segurança, sobretudo à noite, explica ele. Não há vigilantes nas estações do Move, apenas fiscais da operação que são orientados a chamar a Polícia Militar quando necessário. Temos problemas quase todos os dias, afirma um funcionário que trabalha em um dos postos na Avenida Santos Dumont e pede para não ser identificado, referindo-se aos assaltos e atos de vandalismo. Responsável pela administração dos transportes e do trânsito na capital, a BHTrans não divulga estatísticas sobre essas ocorrências. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), entretanto, já foram registrados pelo menos dezoito casos de assalto e vandalismo nos locais de integração e transferência do BRT desde que o sistema entrou em operação.

Na madrugada da terça (16), um grupo depredou a Estação Candelária, na Avenida Vilarinho, em Venda Nova. O vidro da bilheteria foi quebrado e um dos monitores, furtado. Os policiais conseguiram recuperar o equipamento, que estava completamente danificado, mas não prenderam nenhum dos criminosos. Em uma das ocorrências de maior proporção, durante a Copa do Mundo, a Estação Aparecida, na Avenida Antônio Carlos, foi totalmente destruída. A unidade precisou ficar fechada por quatro meses para a reforma e só em outubro voltou a funcionar. Para impedir que episódios como esses se repitam nas estações, a BHTrans pretende agora manter seguranças armados no período da noite. A previsão é que o processo de licitação para a contratação do serviço esteja concluído até o fim de fevereiro. O plano é ter noventa vigilantes trabalhando em 45 endereços, entre 19 e 7 horas. O investimento estimado, para um contrato de vinte meses, é de 13 milhões de reais. Durante o dia, o trabalho será feito pela Guarda Municipal. Tomara que a medida se mostre suficiente. Passageiros como o estudante Guilherme Lacerda esperam que, além de rápido e confortável, o Move seja seguro.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Montes Claros ganha pontos de ônibus inteligentes

09/12/2014 - O Norte

A tecnologia dos smartphones, cada dia mais presentes na vida de todos nós, será utilizada para tornar o transporte público em Montes Claros mais moderno e eficiente, trazendo mais conforto e informação aos usuários, tanto os moradores quanto os visitantes. Isto vai acontecer através dos Pontos de Ônibus Inteligentes, que vão funcionar em diversas regiões da cidade. 

O primeiro Ponto de Ônibus Inteligente do município passou a funcionar nesta sexta-feira, 5 de dezembro. O abrigo, que fica na avenida Sanitária, em frente à Facit, foi adesivado com um QR Code, que é um código de barras bidimensional que pode ser lido por qualquer smartphone. Se este smartphone estiver conectado à internet, ao passar sua câmera em frente ao QR Code o usuário terá, automaticamente, acesso a diversas informações sobre aquele ponto, como a identificação das linhas de ônibus que o utilizam, incluindo horários e itinerários, valor de tarifa, endereço e localização do ponto no Google Maps, além de um Fale Conosco, através do qual o usuário pode enviar reclamações e fazer sugestões diretamente para a ATCMC (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Montes Claros). Para o acesso a estes dados não é necessário baixar nenhum aplicativo, apenas o Leitor de QR Code, que é gratuito e já está na maioria dos smartphones. 

O instrumento, além de ajudar a fiscalizar o transporte coletivo em Montes Claros, já que os usuários poderão saber se algum veículo está atrasado e denunciar estes casos em tempo real, também será de grande importância para os visitantes que passam pelo nosso município, pois eles receberão todas as informações necessárias para não ficarem perdidos. 

Ao todo, 30 abrigos de ônibus de Montes Claros vão se tornar Pontos de Ônibus Inteligentes.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Faltam perspectivas para o transporte de massa na capital

09/12/2014 - Hoje em Dia

A frota de Belo Horizonte deve ultrapassar os 2,1 milhões de veículos em 2020, seguindo uma projeção de crescimento que leva em conta o aumento registrado nos últimos anos. Serão 500 mil veículos a mais que os atuais 1,6 milhão que circulam na capital mineira. Para evitar um cenário de colapso na mobilidade urbana, apenas grandes obras de ampliação do transporte público são vistas como solução para os próximos anos. Um prognóstico otimista diante do atual andamento dos projetos considerados primordiais para mudar a realidade de BH.
 
Entre as obras que devem impactar no trânsito local e regional, a mais importante delas é a ampliação do metrô. Esperada há décadas, a intervenção ainda não tem prazo certo para, efetivamente, sair do papel. Os projetos básicos das linhas 1 (Vilarinho / Novo Eldorado), Linha 2 (Barreiro / Nova Suíça) e Linha 3 (Lagoinha / Savassi) já estão prontos. Entretanto, as licitações das obras ainda estão emperradas.
 
No que se refere às linhas 1 e 2, isso depende da realização do convênio para transferência da administração e dos bens patrimoniais do Metrô de Belo Horizonte da CBTU para a Metrominas. O pedido foi encaminhado pelo governo de Minas em 2013, mas não há retorno até o momento, segundo informações da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop). 
 
Com relação à linha 3, a Caixa Econômica Federal prossegue realizando análise quantitativa e qualitativa do projeto apresentado. Isso depois de ele ter sido devolvido duas vezes por falta de detalhes referentes a cronograma e orçamento. Após a Caixa encerrar o processo, é preciso que a União assine um convênio de liberação dos recursos prometidos.
 
Por causa desses e de outros imbróglios, especialistas na área são muito pessimistas com relação à mobilidade urbana em BH nos próximos anos. "Infelizmente, na minha visão, o trânsito só vai se agravar em cinco anos. Os investimentos são muito pífios, há muita promessa e pouco investimento. A frota só vai aumentar e o sistema de transporte público não deve ter melhoras substanciais", avalia o engenheiro e coordenador das disciplinas de transporte da Fumec, Márcio Aguiar.
 
Ao contrário do metrô, mas de proporção bem menor, a implantação do sistema BRT/Move na avenida Amazonas deve ficar pronta nos próximos anos. Ainda em fase de concepção, o projeto, que abrange 9 km da via (entre a avenida Paraná e o Anel Rodoviário), deve ser licitado em 2015. 
 
A previsão da BHTrans é a de que as obras comecem ainda no fim do ano que vem ou no início de 2016. "Na verdade, será um aperfeiçoamento do que já existe: uma faixa exclusiva para ônibus. Isso não vai diminuir o número de carros nas ruas. É um paliativo, não uma solução", afirma Aguiar.
 
Prometido para este ano, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), capaz de agilizar e otimizar o monitoramento do tráfego em BH, também ficou para o ano que vem. A estrutura que vai funcionar na Gameleira, região Oeste de BH, deveria ter sido inaugurada para a Copa do Mundo, mas agora passa por nova licitação. E ainda não há prazo para reinício das obras abandonadas pela metade.
 
Pensado para facilitar o trabalho de diversos órgãos e corporações, o local, que demandou investimento de R$ 2 milhões e de onde é possível monitorar 1.300 câmeras da capital e região metropolitana, não trabalha de forma contínua. 
 
"A saída para melhorar o trânsito de BH é simples: executar os projetos que já existem. Fazer isso acontecer é o grande desafio", observa o especialista. 
 
Trem Metropolitano também está emperrado
 
Pensado para facilitar o transporte entre as cidades da região metropolitana e, assim, desafogar o fluxo convergente na capital, o Trem Metropolitano ainda está longe de fazer parte do dia a dia dos passageiros. Inicialmente previsto para chegar a cidades mais distantes, como Ouro Preto e Divinópolis, o projeto teve que ser reduzido por questões orçamentárias. E, mesmo depois dos cortes, o único trecho que está sendo licitado tem apenas 12 km de um total de quase 180 km.
 
Não existe sequer um cronograma prevendo outras licitações ou obras já que o projeto está passando novamente por ajustes, de acordo com a assessoria de imprensa da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. "Tudo depende de recursos e da continuidade de implementação do projeto. É difícil dizer isso hoje porque há uma mudança governamental em curso e não sei quais serão as prioridades do próximo governo", afirma o diretor-geral da Agência, Saulo Carvalho.
 
O que se pode afirmar com certeza é que, independentemente das mudanças, não será possível embarcar em nenhum trecho do trem em menos de três anos. "Hoje no Brasil só para comprar o trilho e os trens você demora dois anos. Entre fazer projeto e começar a obra, estamos falando de, no mínimo, três anos", explica Carvalho.
 
Apesar de tantas idas e vindas, o plano de construção de um trem que corte tantas cidades na RMBH é considerado muito atrativo sob o ponto de vista de uma Parceria Público-Privada (PPP). Orçado em cerca de R$ 6 bilhões, o projeto prevê uma concessão de 25 anos.