terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Em BH, Abertura de viadutos desata nó e abre caminho para BRT

19/122/2011 - O Tempo

Local de constantes congestionamentos em horário de pico, o entroncamento das avenidas Antônio Carlos com Abraão Caram, na Pampulha, ganhou um presente ontem, dia do aniversário de Belo Horizonte. Foi entregue pela prefeitura o complexo José Alencar, que consiste em uma trincheira e dois viadutos de 123 m de extensão. O nome homenageia o ex-vice-presidente, morto em março deste ano.

A intervenção faz parte do PAC da Mobilidade Urbana, voltado para a Copa de 2014, e custou, ao todo, R$ 52,5 milhões, incluindo desapropriações. Do total de famílias removidas, 61 foram indenizadas e 27 foram reassentadas em apartamentos do programa Vila Viva.

FOTO: SAMUEL AGUIAR
A intenção da prefeitura é melhorar o trânsito na região e evitar que o acesso ao Mineirão dependesse de pequenas vias nos arredores. "A obra vai facilitar o acesso ao estádio, ao aeroporto e à universidade, além de favorecer todo o tráfego da região", disse o prefeito Marcio Lacerda durante a cerimônia de inauguração, que contou também com a presença do ministro Aldo Rebelo (PC do B) e da viúva de José Alencar, Mariza Gomes.

Iniciada em junho de 2010, a construção do complexo possibilitou a eliminação do cruzamento com semáforos entre as duas avenidas. Agora, também é possível fazer ligação direta entre as avenidas Abraão Caram e Professor Magalhães Penido. Somente na avenida Antônio Carlos, passam 80 mil veículos por dia.

A obra também favorecerá a implantação do BRT (Transporte Rápido por Ônibus) nas avenidas Antônio Carlos e Pedro I. As intervenções encontram-se em andamento e irão beneficiar os trechos Centro-Pampulha e Pampulha-Vilarinho. Juntas, as obras deverão beneficiar cerca de 650 mil pessoas das regiões Pampulha, Venda Nova e Norte, além de cidades da região metropolitana como Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Vespasiano.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Belo Horizonte tem cinco obras de mobilidade em andamento

06/12/2011 - Portal 2014

Capital mineira segue o cronograma e deve ter mais três intervenções iniciadas em 2012



Projeto do BRT na avenida Antônio Carlos: cidade terá mais sete obras (crédito: Gustavo Penna Arq. Assoc.)

Leandro Cabido - Belo Horizonte

Belo Horizonte será um dos principais palcos da Copa de 2014. Mesmo tendo perdido a abertura para São Paulo, a cidade receberá seis jogos da competição, entre eles uma das semifinais e uma provável participação do Brasil na disputa das oitavas.

Com os holofotes voltados para sua capital, os mineiros transformaram a cidade em um canteiro de obras para não fazer feio frente aos milhares de turistas que virão para o evento.

Nota-se intervenções em todas as regiões, desde a região da Pampulha, onde está localizado o Mineirão, estádio da Copa, até a região centro-sul, área que abrigará o novo setor hoteleiro da cidade.

São oito obras de mobilidade urbana planejadas para desafogar as vias da cidade, com um investimento total de R$ 1,38 bilhões. Deste montante, R$ 1 bilhão será financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). As obras estão incluídas na Matriz de Responsabilidades, documento assinado entre a União e os estados e municípios que receberão a Copa.

Cinco dos projetos começaram e seguem à risca o cronograma. Os demais estão em fase de publicação de edital e licitação, mas também no prazo.

As principais intervenções correspondem à implantação de corredores exclusivos de ônibus, os BRTs (Bus Rapid Transit), em duas das principais avenidas da cidade, a Antônio Carlos (em obras) e a Cristiano Machado (com início marcado para março de 2012).

No entanto, o projeto de introdução dos ônibus de alta capacidade já sofreu redução por conta de problemas com a remoção de moradores. A prefeitura também pretendia implantar um BRT nas avenidas Carlos Luz e D. Pedro II, acessos importantes ao Mineirão. Mas a obra foi cancelada pelo custo alto das desapropriações, que ultrapassariam os R$ 153 milhões –valor maior que o do corredor.

Agora, a prefeitura pretende construir corredores convencionais nas avenidas em parceria com a BHTrans, empresa privada responsável pelo trânsito da cidade. O início das obras está previsto para março do próximo ano.

O presidente da BHTrans, Ramon Cesar, afirmou que a demanda desses dois pontos é menor que a dos outros corredores.“A quantidade de veículos que trafegam na Pedro II não se compara a de outras vias, como a Antônio Carlos e a Cristiano Machado. Por isso, a opção de melhorar e modernizar a avenida, com a criação de pistas exclusivas para os coletivos”, explicou Cesar.

BRTs
A intervenção de maior envergadura é o BRT Antônio Carlos, que custará R$ 633 milhões. O projeto se divide em diversas etapas, desde a duplicação da avenida D. Pedro I até a interseção da avenida Abraão Caram. A obra começou em março de 2011, com a readequação de uma trincheira.

A previsão de entrega é maio de 2013, ainda a tempo da Copa das Confederações, que acontece no mês seguinte e terá o Mineirão como palco de uma das semifinais.

A prefeitura estima que após a conclusão dos sistemas da Antônio Carlos e da Cristiano Machado mais de 750 mil passageiros sejam beneficiados. Estima-se que o tempo de viagem diminua 57%, e a quantidade de ônibus na cidade caia quase 40%.

Para o arquiteto e urbanista José Abílio, assessor da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais (Crea-MG), os impactos do BRT serão positivos para Belo Horizonte.

“O BRT é muito melhor que as opções que temos hoje. As estações, além de terem um projeto muito bonito, são fechadas e protegerão os passageiros das chuvas. Além disso, dão um bom conforto aos passageiros, já que a pista estará no mesmo nível do ônibus”, diz.

No entanto, para o chefe do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Nilson Nunes, mesmo com uma obra da envergadura do BRT da Antônio Carlos, a solução para o trânsito em Belo Horizonte está longe de uma solução.  

“Deveriam ter pensado em um transporte de massa mais eficiente, como o metrô. Mesmo o BRT sendo um transporte moderno, para Belo Horizonte, que tem mais de um milhão de passageiros diariamente, o sistema pode não dar conta”, afirma Nunes.

Sobre trilhos
No dia 16 de setembro, a presidente Dilma Rousseff, em visita à capital mineira, anunciou um aporte de R$ 3,16 bilhões para a ampliação do metrô belo-horizontino. A verba virá do Orçamento Geral da União (R$ 1 bilhão), dos governos estadual e municipal, da iniciativa privada (R$ 1, 47 bilhão) e de financiamentos (R$ 1,13 bilhão).

A linha 1 (Eldorado, em Contagem – Venda Nova) terá mais duas estações, tendo, ao término da obra, 30 km e com 20 estações. Já a linha 2 será construída entre a região do Barreiro (parte sul) e o bairro Calafate (zona oeste), tendo 10 km e cinco estações. A Linha 3, entre a Savassi e a Lagoinha, ambas na região centro-sul, também está no projeto, com 4,5 km e cinco estações.

O arquiteto José Abílio esperava uma ampliação mais ambiciosa do metrô. Para ele, a obra poderia contemplar outras cidades mineiras, como Betim e Ribeirão das Neves. Apesar disso, a obra atende a reivindicações antigas da população. O metrô chegará à segunda maior zona comercial de BH Barreiro e Savassi.

“Apesar do projeto executivo ainda não ter sido apresentado, a ampliação do metrô será ótima para ajudar a dinamizar Belo Horizonte”, afirma o arquiteto José Abílio.

A licitação para as obras deverá ser aberta em meados de 2012, com previsão de entrega entre quatro e cinco anos. De acordo com a prefeitura, o metrô não é uma obra para a Copa do Mundo, mas trará benefícios para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, já que algumas partidas de futebol do acontecerão em Belo Horizonte.



Projeto de estação de transferência do BRT (crédito: Gustavo Penna Arq. Assoc.)
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BRT Antônio Carlos
Status: iniciada
O que é: corredor rápido de ônibus ligará o aeroporto de Confins à região hoteleira e ao centro, com estação próxima do Mineirão.
Estágio: Em obras desde março de 2011, com introdução de viadutos, alargamento de pistas, duplicação da avenida D. Pedro I e construção de estações do BRT.
Valor: R$ 633 milhões (R$ 428 milhões financiados pela CEF).
Prazo: conclusão em maio de 2013.


Corredor Pedro II – Carlos Luz (Antigo BRT)
O que é: implantação do BRT.
Estágio: em licitação. Obras marcadas para março de 2012.
Valor: R$ 27,9 milhões (R$ 21,8 milhões financiados pela CEF).
Prazo: início previsto para março de 2012 e conclusão para março de 2013.



BRT Cristiano Machado
Status: iniciada
O que é: recapeamento da pista com concreto e construção de estações de BRT.
Estágio: obras iniciadas em setembro de 2011.
Valor: R$ 135,3 milhões (R$ 128,5 financiados pela CEF).
Prazo: conclusão prevista para maio de 2013.

 

BRT Área Central
O que é: interligação dos sistemas Cristiano Machado e Antônio Carlos, além do corredor viário da Pedro II.
Estágio: em licitação. Obras previstas para março de 2012.
Valor: R$ 57,9 milhões (R$ 55 milhões financiados pela CEF).
Prazo: início marcado para março de 2012 e conclusão para março de 2013

 

Expansão do Controle de Tráfego
Status: iniciada
O que é: monitoramento do trânsito de Belo Horizonte, com modernização dos sistemas atuais.
Estágio: Obras começaram em setembro de 2010.
Valor: R$ 31,6 milhões (R$ 30 milhões financiados pela CEF).
Prazo: conclusão prevista para março de 2013.

 

Boulevard Arrudas/Tereza Cristina
Status: iniciada
O que é: primeira etapa (R$ 66 milhões) consistiu na readequação da avenida dos Andradas, canalizando o ribeirão Arrudas em seu trecho central. Segunda fase prevê a implantação do Boulevard até a avenida Tereza Cristina.
Estágio: primeira etapa concluída.
Valor: R$ 221,1 milhões (R$ 210 milhões financiados pela CEF).
Prazo: obra começou no início de 2010 e teve primeira etapa concluída em setembro de 2011. Restante do projeto deve ser entregue em janeiro de 2013.

 

Via 710 (Andradas e Cristiano Machado)
O que é: Implantação de um corredor transversal de 4 km, que fará a ligação da região nordeste de Belo Horizonte ao BRT Cristiano Machado.
Estágio: em licitação. Obras previstas para março de 2012.
Valor: R$ 174,9 milhões (R$ 78 milhões financiados pela CEF).
Prazo: obras previstas para março de 2012, com entrega em novembro de 2013.

 

Via 210 (Via do Minério)
Status: iniciada
O que é: implantação de via de 1,6 km com corredor de ônibus, ligando a região do Barreiro ao centro de Belo Horizonte e ao sistema de metrô.
Estágio: obras começaram em agosto de 2011.
Valor: R$ 106,2 milhões (R$ 72 milhões financiados pela CEF).
Prazo: entrega prevista para novembro de 2012.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

BH vai usar sensor para frear superlotação nos ônibus

10/10/2011 - Hoje em Dia, Celso Martins

Linhas da capital transportam 1,5 milhão de passageiros diariamente, e tecnologia fiscalizará o número de usuários

Passageiros denunciam que ônibus do transporte coletivo da cidade levam usuários além do permitido

Belo Horizonte terá ainda neste ano 150 ônibus com sensores para fiscalizar a superlotação nas linhas do transporte coletivo. Os equipamentos serão compostos por um sistema com infravermelho instalado nas portas que contarão o número de pessoas que embarcam e desembarcam durante a viagem. As informações serão transmitidas simultaneamente para uma central de monitoramento sediada na Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).O contrato entre as empresas de ônibus e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) permite, no horário de pico, até cinco passageiros em pé por metro quadrado. Nos horários de menor demanda, esse limite é de três pessoas. Com uma média diária de 1,5 milhão de passageiros, os veículos do sistema de transporte público da capital levam em média 58 passageiros por viagem.A multa inicial para a empresa que descumprir o limite máximo de passageiros é de R$ 174. O valor dobra em caso de reincidência. A presidente da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Belo Horizonte e Região Metropolitana, Gislene Gonçalves dos Reis, denuncia que as empresas do transporte coletivo da capital e das linhas intermunicipais circulam com os passageiros amontoados, muito acima dos limites divulgados pelos órgãos que gerenciam o serviço.A entidade entrou com representação no Ministério Público (MP) denunciando que o contrato que prevê o monitoramento eletrônico do serviço, que deveria ter sido implantado em abril deste ano, não foi concluído. “O contrato garante a instalação de câmeras de vídeo e de sensores em toda a frota, mas até agora nada foi feito”, afirma.Segundo o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marques Couto, o transporte coletivo da cidade tem hoje 2.990 ônibus com idade média de 3,2 anos. O diretor explica que, mesmo sem os sensores, atualmente o sistema de bilhetagem eletrônica permite o controle de passageiros e dos horários de partida e chegada nos pontos finais.“A intenção é instalar os sensores em toda a frota até o ano que vem. Nesta fase, vamos testar a tecnologia para saber se ela é a ideal”, frisa. Algumas empresas já estão instalando os equipamentos que serão ligados na próxima semana. Daniel Marques informa que o limite máximo por veículo do transporte coletivo da cidade é de 72 passageiros com 38 sentados e, no máximo, 34 em pé.O vendedor Frederico Marques Souza, de 40 anos, morador do Bairro Boa Vista, Região Leste de Belo Horizonte, reclama que a linha 4802, que atende a região onde mora, circula sempre entre 6 horas e 8h30 com passageiros amontoados nas portas, impedindo a entrada e o desembarque das pessoas. Em função da superlotação, o passageiro quebrou a mão esquerda que ficou presa quando tentava passar pela catraca.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Em dezembro, Belo Horizonte terá duas linhas especiais com veículos refrigerados, acesso à internet e TV

29/09/2011 - Hoje em Dia

Ar condicionado, cadeiras confortáveis, acesso livre à internet sem fio e o mais importante, viajar sentado. O sonho de praticamente todo passageiro do transporte coletivo municipal em Belo Horizonte será realidade em pelo menos dois itinerários. No dia 12 de dezembro, aniversário da cidade, começam a rodar duas linhas de ônibus de luxo para atender a uma demanda exigente.

Segundo o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cezar, as primeiras duas linhas dos ônibus executivos farão o trecho Buritis/Luxemburgo/Savassi/Praça da Liberdade e Savassi/Cidade Administrativa. Até agosto do próximo ano, outras três linhas serão criadas: Bairro Belvedere/Área Hospitalar, Sion/Área Hospitalar e Estação Calafate/Área Hospitalar (passando pelo Barro Preto e Assembleia). A expansão do sistema para outras áreas vai depender do retorno da população.


"Ainda estudamos as novas rotas para 2012. No entanto, já fizemos um levantamento nestas regiões, onde identificamos a demanda pelo serviço”, declara Ramon Victor. Quem quiser percorrer essas áreas sem o desconforto característico do transporte coletivo, principalmente no horário de pico, terá que desembolsar R$ 4, valor diferenciado dos R$ 2,45 pagos pelo transporte comum.
O supervisor de Estudos Tarifários e Regulação da BHTrans, Adilson Daros, afirma que a previsão é que o ônibus opere sem cobradores. Haverá somente o motorista, que receberá um treinamento especial para trabalhar nestes veículos.

Os coletivos de luxo terão capacidade para 40 pessoas e, no horário de pico, pode operar com intervalos de 15 minutos entre as viagens. Não foi informado o número de ônibus que serão utilizados inicialmente.

Fonte: Hoje em Dia

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Confins renova sua frota de ônibus
TER, 06 DE SETEMBRO DE 2011 11:31 ESCRITO POR REDAÇÃO WEBTRANSPO / FOTO: DIVULGAÇÃO 0 COMENTÁRIOS

Novas unidades chegaram entre julho e agosto

Novos ônibus oferecem comodidades como wi-fi.
O Governo de Minas Gerais está substituindo a frota de ônibus executivos e convencionais que prestam serviços no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nos últimos dois meses aconteceram a troca de 16 veículos, sendo que até o fim do ano todos veículos deverão ser renovados.

Nas linhas executivas, dez veículos foram trocados e 36 novas viagens foram acrescentadas, fazendo com que o intervalo entre as viagens ficasse entre 15 e 20 minutos. Este serviço faz a conexão entre Confins e o Terminal Conexão Aeroporto, na avenida Álvares Cabral, 5240 (via Antônio Carlos) e 5260 (via Cristiano Machad). Por mês, os ônibus executivos transportam 63 mil pessoas, oferecendo 4.700 lugares aos sábados, 5.400 aos domingos e 6.256 em dias úteis. A tarifa cobrada é de R$ 18,00.

A frota de ônibus convencionais recebeu seis novos veículos, além de uma previsão do aumento do número de viagens nos dias úteis para 80, assim alcançando 3.680 lugares ofertados diariamente. Com a passagem custando R$ 8,15, a linha atende 75 mil pessoas por mês no trajeto Aeroporto de Confins – Rodoviária, 5250 (via Antônio Carlos) e 5270 (via Cristiano Machado).

Carlos Melles, secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, ressaltou que as novas aquisições darão mais comodidade ao usuário. “Com os novos veículos, de última geração, adaptados para operar com serviço gratuito de internet sem fio (wireless), os passageiros com destino ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, poderão desfrutar de um transporte mais eficiente e confortável”, explicou.

Além dos serviços de ônibus, os passageiros do terminal mineiro também contam com 230 táxis metropolitanos, que operam entre Confins e Belo Horizonte, com tarifas fixas diferenciadas por região ou taxímetro. Os veículos são credenciados pela Setop (Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas) e podem operar entre os munícipios da região metropolitana da capital mineira.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ônibus de luxo é novo paliativo para o Buritis

21/08/2011 - Guilherme Paranaiba 

Foto:
Carlos Alberto / Secom MG

Para tentar achar saídas para o trânsito caótico no Buritis, a BHTrans aposta em um transporte público diferenciado, embora a iniciativa não vá atender nem a metade da demanda. A empresa promete colocar em funcionamento, até o fim do ano, uma linha de ônibus com veículos executivos fazendo a ligação com a Savassi, pela Avenida Raja Gabaglia, com ponto final na Avenida Professor Mário Werneck. “Nosso objetivo é avaliar o serviço para implantá-lo também em outros locais de Belo Horizonte. O Buritis é um ponto de partida, porque verificamos uma demanda de 6,7 mil pessoas por dia nesse itinerário”, afirma a gerente de Coordenação de Projetos de Transporte da BHTrans, Raquel Salum.

Apesar do projeto pioneiro, os cinco veículos executivos da nova linha só serão capazes de absorver 1,7 mil pessoas por dia, com passagens que devem custar entre R$ 4 e R$ 5. A expectativa da BHTrans é de que seis linhas do tipo sejam criadas na cidade até 2013, sendo que a segunda faria o trajeto Cidade Administrativa/Savassi. Os outros quatro percursos ainda não foram definidos. Os ônibus terão capacidade para 39 pessoas sentadas e não serão permitidos passageiros em pé. Os bancos devem ser estofados e todos os veículos terão rede de internet sem fio.

Para o chefe do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Nilson Tadeu Ramos Nunes, só o investimento em outra opção de transporte público poderia fazer o tráfego fluir em áreas como o superpopuloso bairro da Região Oeste. “As pessoas precisam largar o carro e migrar para o transporte de massa. Porém, para isso, só uma estação de metrô subterrânea poderia ajudar. Os ônibus já estão saturados e, por isso, as pessoas preferem andar sozinhas em seus carros”, afirma.

O professor acredita que não é possível fazer obra no bairro, porque a região já está consolidada. “A área destinada à circulação no Buritis é a mesma da época que o bairro era uma fazenda. Portanto, não há como melhorar a circulação através de obras. O único jeito é fazer as pessoas deixarem seus carros em casa. Para isso, o metrô seria a melhor opção”, conclui o professor.

A BHTrans informa que não há projeto exclusivo para o Bairro Buritis, mas sim várias alterações na circulação do bairro, visando dar fluidez ao tráfego. A empresa diz também que o maior problema da região foi a ocupação desordenada, sem um planejamento específico. Sobre isso, a Prefeitura de Belo Horizonte e a Regional Oeste não se manifestaram.

http://www.em.com.br/

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PBH desiste de projeto de ônibus rápido em duas avenidas

03/08/2011 - O Globo

BRT não será implantado na Pedro II e na Carlos Luz.
Faixas exclusivas de ônibus tradicional são alternativas.

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nesta quinta-feira (4) que não vai mais implantar o sistema de ônibus rápido (BRT) nas avenidas Pedro II e Carlos Luz, inicialmente previstas no projeto. De acordo com a PBH, nessas duas vias serão implantadas faixas exclusivas para ônibus.

Serão construídos também abrigos e estações. Com a medida, a prefeitura disse que não serão feitas desapropriações ao longo das avenidas.

Segundo a PBH, a verba que seria usada nas obras dos BRTs das avenidas Pedro II e Carlos Luz será realocada. A implantação do BRT está mantida nas Avenidas Cristiano Machado e Antônio Carlos.

http://g1.globo.com/minas-gerais/not...-avenidas.html

PBH desiste de implantar BRT na Avenida Pedro II

04/08/2011 - EM.com, João Henrique do Vale, Glória Tupinambás

Alto custo de obras faz Prefeitura de BH cancelar projeto e investir em corredor exclusivo de ônibus.

A Prefeitura de Belo Horizonte não vai mais construir a pista de bus rapid transit (BRT) na Avenida Pedro II, devido ao alto custos das desapropriações. As obras custariam R$ 146 milhões, que seriam disponibilizados pelo PAC da Copa do Mundo.

Como o dinheiro já foi repassado, a PBH vai usar R$ 21,8 milhões para implantar um corredor exclusivo de ônibus nos moldes da Avenida Nossa Senhora do Carmo. Além disso, serão feitas melhorias no viaduto B da Lagoinha e construída a estação de integração São José, onde fica a Vila São José. O restante da verba será usado na melhorias dos BRTs da Cristiano Machado e da Antônio Carlos / Pedro I.

O BRT de Belo Horizonte terá um custo de R$ 1,2 bilhão, recurso liberado para a prefeitura pela Caixa Econômica Federal (CEF). A linha de crédito tem como finalidade bancar obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa. O sistema estará em pleno funcionamento em 2013.

Sem o BRT na Pedro II, apenas duas pistas serão construídas. A linha Avenida Antônio Carlos / Pedro I terá extensão de 16 quilômetros e capacidade para transportar 25 mil passageiros por hora em cada sentido. As obras estão orçadas em R$ 588 milhões. Com custo de R$ 52,6 milhões, o corredor do BRT na Cristiano Machado terá seis quilômetros de extensão e carregará até 17 mil passageiros por hora em cada sentido.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Corredor de ônibus vai custar R$ 40 milhões

27/05/2011 - Jornal da Manhã

Projeto de mobilidade urbana elaborado pelo arquiteto e urbanista Jaime Lerner vai custar R$40 milhões aos cofres públicos. O anúncio foi feito pelo prefeito Anderson Adauto (PMDB), garantindo que o financiamento poderá ser liberado - de forma integral ou parcial - pelo Governo Federal.

A proposta envolve a reestruturação do sistema de transporte coletivo com a construção de dois terminais de ônibus na avenida Leopoldino de Oliveira; subestações para passageiros, e até construção de viadutos, retirando grande número de ônibus do centro da cidade para facilitar o escoamento do trânsito. O prefeito destaca que só não anunciou o que realmente será executado dentro do projeto por não ter ainda o valor a ser aprovado no financiamento. “Se conseguirmos a aprovação completa, de quarenta milhões, estaremos aptos a fazer tudo isso”, diz. AA destaca que pode ser que a proposta seja aprovada de forma parcial, pois, de acordo com ele, em todas as negociações feitas tanto na Casa Civil quanto no Ministério das Cidades, foi colocado que o interesse do município não é apenas pela aprovação completa do projeto. “Vamos aceitar a aprovação parcial, até porque os recursos serão liberados para muitas cidades. Ainda não sabemos quanto será efetivamente garantido para o município”, diz.

O prefeito destaca que a chamada pública para o financiamento acontece no dia 15 de junho, lembrando que a garantia foi dada esta semana pelo secretário nacional de Transportes e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luís Carlos Bueno. Ele também revela que a Caixa Econômica já aprovou o projeto básico da "mobilidade urbana". E não haverá problemas caso seja aprovado o financiamento. Segundo o prefeito, a instituição financeira também aprovou “com louvor” a capacidade de endividamento do município. “O balanço financeiro de 2010 está infinitamente melhor que dos dois anos anteriores. Nós conseguimos mostrar o conjunto de melhorias no quesito financeiro dos últimos cinco anos”, finaliza.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Licitação de ônibus em Juiz de Fora (MG) recebe sinal verde do Ministério Público

12/04/2011 - Transporte e Ideias

A concorrência pública nº 02/2009, que prevê a contratação de empresa especializada para elaboração do estudo técnico de reestruturação do sistema de transporte coletivo urbano de Juiz de Fora, em Minas Gerais, ganhou sinal verde do Ministério Público e deve ser liberada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O procedimento é apenas a primeira etapa para realizar a licitação do transporte público coletivo do município. A concorrência estava suspensa desde agosto de 2009 por conta de denúncias de irregularidades. As informações são do jornal “Tribuna de Minas”.

Em seu parecer, o procurador-geral Glaydson Santo Soprani Massaria alegou não “vislumbrar ilegalidades materiais” na concorrência pública e observou que a concorrência deve prosseguir normalmente. Ele também ressaltou que, caso o procedimento fosse anulado, os prejuízos para a população de baixa renda, principal usuária, seriam maiores “do que as eventuais perdas das empresas prejudicadas”.

Ainda não há no TCE previsão para apreciação da matéria pelo plenário da Casa, mesmo com parecer do Ministério Público apresentado no dia 30 de março. No entanto, segundo a publicação, é provável que o trâmite não demore muito, já que a determinação para realização de licitação do transporte público coletivo de Juiz de Fora partiu justamente do conselho relator.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Capital mineira terá ônibus turístico para a Copa

11/01/2011 - DeFato Online

Roteiro de 21 quilômetros na Região Centro-Sul começará na Praça da Estação; Pampulha também será atendida

Anunciada em 2006, mas engavetada por falta de recursos, a implantação de um serviço de ônibus turístico em Belo Horizonte está mais perto de sair do papel. Em dezembro, a prefeitura dará início a um projeto piloto na Região Centro-Sul, em um percurso de 21 quilômetros entre a Praça da Estação e o Parque das Mangabeiras. A Belotur anuncia o empreendimento como uma das atrações para a Copa do Mundo de 2014.

Haverá também uma linha na orla da Lagoa da Pampulha, que possibilitará ao visitante apreciar o conjunto arquitetônico de Oscar Niemeyer a bordo de veículos panorâmicos, equipados com teto envidraçado, ar-condicionado e televisores. Não haverá projeto piloto no roteiro da Pampulha devido às obras de infraestrutura na região.

Segundo o diretor de Marketing e presidente interino da Belotur, Arthur Vianna, o itinerário da Centro-Sul já foi aprovado pela BHTrans. O ônibus partirá do Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação, e percorrerá 22 pontos turísticos, que incluem o Palácio das Artes, o Circuito Cultural Praça da Liberdade e o Mercado Central. Em todos esses locais haverá pontos de embarque e desembarque.

Em 2006, quando o projeto foi lançado sob a chancela de BHTours, o Ministério do Turismo prometeu o envio de recursos, o que não aconteceu. Um ano depois, o projeto foi incluído na licitação do serviço de ônibus convencional da cidade. O consórcio vencedor ficará responsável por gerenciar o ônibus turístico – o nome do sistema possivelmente será alterado. De acordo com Vianna, o valor das passagens ficará entre R$ 10 e R$ 15.

Em um estudo de viabilidade econômica, decidiu-se que o ônibus deveria atender não apenas aos turistas, mas também aos passageiros da capital dispostos a pagar mais pelo conforto. “É um ônibus do tipo ‘fresquinho’, que também poderá ser usado pela população”, disse Arthur Vianna.

O modelo de ônibus em estudo pela prefeitura tem um andar e capacidade para 48 passageiros – 36 em área aberta e 12 em espaço climatizado. Os veículos, que circularão de hora em hora, de terça-feira a domingo, serão equipados com um guia eletrônico, orientado por GPS, que informará os passageiros a localização dos pontos turísticos, em mensagens em português, inglês e espanhol. Há ainda a possibilidade de agências de turismo venderem pacotes com a passagem incluída.


Serviço é inspirado em modelo de outras cidades

A prefeitura baseou-se em modelos de outras cidades e países para elaborar o ônibus turístico. “Essa questão de aproveitar tanto o passageiro local quanto o turista nós pegamos de Berlim (Alemanha)”, disse Vianna.

A Belotur informou que o sistema implantado na capital paranaense em 1994 também serviu de inspiração. Porém, segundo Ismael Bagatin, da Urbanização de Curitiba (Urbs), a Linha Turismo, com tarifa de R$ 20, tem o propósito de atender apenas a turistas. “A função dele não é o transporte urbano convencional”.

Em Curitiba, 75 mil pessoas utilizam o serviço em meses de alta temporada. A linha opera com intervalos de 15 minutos e passa por 23 pontos turísticos, em ônibus panorâmicos de dois andares. O próprio sistema se transformou em uma atração turística. “Muitos moradores da cidade aproveitam para passear nos ônibus nos fins de semana”, afirma Bagatin. Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) são outras capitais que também oferecem o serviço.

Hoje em Dia

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