segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ônibus de luxo é novo paliativo para o Buritis

21/08/2011 - Guilherme Paranaiba 

Foto:
Carlos Alberto / Secom MG

Para tentar achar saídas para o trânsito caótico no Buritis, a BHTrans aposta em um transporte público diferenciado, embora a iniciativa não vá atender nem a metade da demanda. A empresa promete colocar em funcionamento, até o fim do ano, uma linha de ônibus com veículos executivos fazendo a ligação com a Savassi, pela Avenida Raja Gabaglia, com ponto final na Avenida Professor Mário Werneck. “Nosso objetivo é avaliar o serviço para implantá-lo também em outros locais de Belo Horizonte. O Buritis é um ponto de partida, porque verificamos uma demanda de 6,7 mil pessoas por dia nesse itinerário”, afirma a gerente de Coordenação de Projetos de Transporte da BHTrans, Raquel Salum.

Apesar do projeto pioneiro, os cinco veículos executivos da nova linha só serão capazes de absorver 1,7 mil pessoas por dia, com passagens que devem custar entre R$ 4 e R$ 5. A expectativa da BHTrans é de que seis linhas do tipo sejam criadas na cidade até 2013, sendo que a segunda faria o trajeto Cidade Administrativa/Savassi. Os outros quatro percursos ainda não foram definidos. Os ônibus terão capacidade para 39 pessoas sentadas e não serão permitidos passageiros em pé. Os bancos devem ser estofados e todos os veículos terão rede de internet sem fio.

Para o chefe do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Nilson Tadeu Ramos Nunes, só o investimento em outra opção de transporte público poderia fazer o tráfego fluir em áreas como o superpopuloso bairro da Região Oeste. “As pessoas precisam largar o carro e migrar para o transporte de massa. Porém, para isso, só uma estação de metrô subterrânea poderia ajudar. Os ônibus já estão saturados e, por isso, as pessoas preferem andar sozinhas em seus carros”, afirma.

O professor acredita que não é possível fazer obra no bairro, porque a região já está consolidada. “A área destinada à circulação no Buritis é a mesma da época que o bairro era uma fazenda. Portanto, não há como melhorar a circulação através de obras. O único jeito é fazer as pessoas deixarem seus carros em casa. Para isso, o metrô seria a melhor opção”, conclui o professor.

A BHTrans informa que não há projeto exclusivo para o Bairro Buritis, mas sim várias alterações na circulação do bairro, visando dar fluidez ao tráfego. A empresa diz também que o maior problema da região foi a ocupação desordenada, sem um planejamento específico. Sobre isso, a Prefeitura de Belo Horizonte e a Regional Oeste não se manifestaram.

http://www.em.com.br/

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PBH desiste de projeto de ônibus rápido em duas avenidas

03/08/2011 - O Globo

BRT não será implantado na Pedro II e na Carlos Luz.
Faixas exclusivas de ônibus tradicional são alternativas.

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nesta quinta-feira (4) que não vai mais implantar o sistema de ônibus rápido (BRT) nas avenidas Pedro II e Carlos Luz, inicialmente previstas no projeto. De acordo com a PBH, nessas duas vias serão implantadas faixas exclusivas para ônibus.

Serão construídos também abrigos e estações. Com a medida, a prefeitura disse que não serão feitas desapropriações ao longo das avenidas.

Segundo a PBH, a verba que seria usada nas obras dos BRTs das avenidas Pedro II e Carlos Luz será realocada. A implantação do BRT está mantida nas Avenidas Cristiano Machado e Antônio Carlos.

http://g1.globo.com/minas-gerais/not...-avenidas.html

PBH desiste de implantar BRT na Avenida Pedro II

04/08/2011 - EM.com, João Henrique do Vale, Glória Tupinambás

Alto custo de obras faz Prefeitura de BH cancelar projeto e investir em corredor exclusivo de ônibus.

A Prefeitura de Belo Horizonte não vai mais construir a pista de bus rapid transit (BRT) na Avenida Pedro II, devido ao alto custos das desapropriações. As obras custariam R$ 146 milhões, que seriam disponibilizados pelo PAC da Copa do Mundo.

Como o dinheiro já foi repassado, a PBH vai usar R$ 21,8 milhões para implantar um corredor exclusivo de ônibus nos moldes da Avenida Nossa Senhora do Carmo. Além disso, serão feitas melhorias no viaduto B da Lagoinha e construída a estação de integração São José, onde fica a Vila São José. O restante da verba será usado na melhorias dos BRTs da Cristiano Machado e da Antônio Carlos / Pedro I.

O BRT de Belo Horizonte terá um custo de R$ 1,2 bilhão, recurso liberado para a prefeitura pela Caixa Econômica Federal (CEF). A linha de crédito tem como finalidade bancar obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa. O sistema estará em pleno funcionamento em 2013.

Sem o BRT na Pedro II, apenas duas pistas serão construídas. A linha Avenida Antônio Carlos / Pedro I terá extensão de 16 quilômetros e capacidade para transportar 25 mil passageiros por hora em cada sentido. As obras estão orçadas em R$ 588 milhões. Com custo de R$ 52,6 milhões, o corredor do BRT na Cristiano Machado terá seis quilômetros de extensão e carregará até 17 mil passageiros por hora em cada sentido.