domingo, 24 de outubro de 2010

Faixa exclusiva para ônibus na Avenida Nossa Senhora do Carmo

28/07/2009 - BH, Urbanistas - Frank Martins 

Motoristas que trafegam pela Avenida Senhora do Carmo, na região centro-sul da capital, encontrarão uma grande modifica a partir desta terça-feira. Começou a funcionar hoje uma faixa exclusiva para ônibus de 1,3 km na pista central, entre a avenida do Contorno e a Rua Uruguai.

Portal OTempo:

Segundo a BHTrans os coletivos não poderão mais trafegar pela pista lateral. Para evitar tumultos no primeiro dia da mudança, agentes da BHTrans e guardas municipais vão monitorar o local. O motorista de automóvel que trafegar pela faixa exclusiva de coletivos poderá ser multado em R$53 e perder três pontos na carteira.

Quem já passou por lá na manhã de hoje pode ver que a separação entre as faixas de veículos e de ônibus está sendo realizada por placas e sinalização horizontal. Então motoristas, fiquem atentos e lembrem-se que agora os carros só poderão trafegar nas pistas laterais.

Ainda de acordo com a empresa, a mudança deve dobrar a velocidade média dos coletivos, que atualmente é de nove quilômetros por hora. O toque para os motoristas que seguirem da região central para o Belvedere, é que estão disponibilizadas três faixas de trânsito na pista lateral. Já para quem segue para os bairros Sion e Anchieta, a nova via é utilizar as duas faixas da esquerda da pista central e virarem na rua Rio Verde.

Quem quiser acompanhar o trânsito na Avenida Senhora do Carmo ou em outro ponto da cidade, acesse o site dasCâmeras BHTrans e confira como está a sua rota.

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Foto: Ângelo Petinatti.

Estado assume conclusão da obra de alargamento da avenida Antônio Carlos

06/01/2009 - Agência Minas

 Beto Novaes/EM/D.A Press - 27/10/2008
 Obras de duplicação da avenida Antônio Carlos na altura do bairro Parque Riachuelo

O governador Aécio Neves anunciou, nesta terça-feira (06/01), que o Governo do Estado assumirá a terceira e última fase da obra de alargamento da avenida Antônio Carlos, no trecho entre a rua Operários, no bairro Cachoeirinha, até o Complexo da Lagoinha, no Centro da cidade. Segundo Aécio Neves, o custo para a conclusão da obra poderá chegar a R$ 190 milhões, recursos já assegurados no Orçamento do Estado deste ano, com previsão de término para o início de 2010. O anúncio foi feito após reunião com o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, na prefeitura da capital.

“Essa é a primeira boa notícia que dou aos belo-horizontinos, fruto dessa boa parceria e da confiança recíproca entre prefeitura e Governo do Estado, que o Governo do Estado vai assumir integralmente a conclusão do alargamento da avenida Antônio Carlos, desde a rua Operários até o Complexo da Lagoinha”, disse o governador, em entrevista. E completou: “Esses recursos já estão assegurados no Orçamento do Estado e pretendemos, a partir de um entendimento técnico com a prefeitura, iniciar o mais rapidamente possível essas obras, desde que as chuvas nos deem uma trégua”, afirmou o governador, em entrevista.

A avenida Antônio Carlos é a principal via de trânsito que liga o centro de Belo Horizonte à região da Pampulha. A avenida terá suas pistas ampliadas no trecho de 3,9 quilômetros que vai do bairro São Francisco (Anel Rodoviário) até o Complexo da Lagoinha, na região central. Toda a obra, iniciada em 2004, está orçada em cerca de R$ 360 milhões. Segundo Aécio Neves, o Governo de Minas fará todos os esforços para iniciar as obras após o período chuvoso para que seja concluída no início de 2010.

“Essas obras já estão licitadas. Então, queremos que elas sejam iniciadas após o período chuvoso e em março devemos ter as obras iniciadas e acreditamos que seja necessário um ano para a sua conclusão”, disse o governador.

Indenizações 

Nas duas primeiras etapas, concluídas em novembro, o Governo do Estado investiu R$ 16 milhões, recursos transferidos para a prefeitura de Belo Horizonte pela Codemig, mediante convênios, para serem aplicados na desapropriação e na indenização dos proprietários dos imóveis. O investimento do Estado impulsionou o ritmo das obras, pois permitiu maior agilidade na remoção das famílias que residiam às margens da avenida.

Com a conclusão das duas primeiras fases, a avenida ganhou pistas mais largas com quatro faixas em cada sentido, pista exclusiva para ônibus, o que garantiu mais fluidez ao tráfego na região. O alargamento beneficiará os usuários de transporte coletivo com a diminuição no tempo das viagens para as regiões Norte, Pampulha e Venda Nova. Na avenida circulam cerca de 85 mil veículos por dia. 

O alargamento da Antônio Carlos vai criar um corredor de ligação entre os aeroportos da Região Metropolitana (Pampulha e Confins) ao Expominas (Centro de Feiras e Exposições de Minas Gerais). Uma via de acesso rápido que, juntamente com a Linha Verde, vai alavancar o desenvolvimento do turismo de negócios da capital. 

Nova iluminação 

A obra da avenida Antônio Carlos também contou com investimentos da Cemig, que modificou a rede de distribuição na área de duplicação e no Complexo da Lagoinha, além da trincheira da avenida Bernardo de Vasconcelos. A empresa investiu R$ 2,5 milhões em intervenções com tecnologia de ponta, criando uma rede exclusiva subterrânea para iluminação pública. 

O projeto da Cemig foi elaborado com o objetivo de obter ganhos de eficientização energética , diminuindo interrupções de fornecimento de energia e otimizando manutenção e operação da rede. Na área de abrangência da obra de alargamento da Antônio Carlos, a Cemig atende a mais de 10 mil consumidores.

http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/01/06/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=94419/em_noticia_interna.shtml




Duplicação da avenida Antônio Carlos entra em nova fase

30/06/2009 - Governo do Estado de Minas Gerais

Uma nova frente de obras será aberta a partir desta quarta-feira (1º) na avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte, para a construção de dois viadutos na confluência com a rua Operários. Será iniciada a montagem e a execução do escoramento dos vãos dos viadutos, a construção do muro de arrimo de contenção de uma das alças que dará acesso à rua, além da execução da drenagem de parte da Antônio Carlos. Os viadutos da rua Operários têm previsão para término em outubro deste ano.

Nesta quarta-feira, os veículos particulares e do transporte coletivo que hoje trafegam pela pista lateral, no sentido bairro/centro, entre a avenida Paranaíba e a rua Jequitaí, serão desviados para a pista exclusiva de ônibus e táxi. No sentido inverso, centro/bairro, o tráfego que estava desviado para a pista exclusiva no contra-fluxo (bairro/centro), retoma seu sentido original na pista exclusiva.

Na quinta-feira (2), será colocada em operação uma rota alternativa de trânsito para o centro, cujo itinerário deverá ser feito pelas seguintes vias: avenida Antônio Carlos, rua Bernardo Cisneiros, rua Cantagalo (à esquerda), avenida Paranaíba (à esquerda), rua Belmiro de Almeida (à direita), seguindo pelas ruas Popular e José Bonifácio, retornando à avenida Antônio Carlos.

Para o estabelecimento dessa rota, a BHTrans vai implantar mão única direcional nas seguintes vias: Bernardo Cisneiros, Cantagalo, Paranaíba, Belmiro de Almeida, Popular e Araribá. O trecho será sinalizado com faixas de tecido, placas, cavaletes e cones. Agentes da BHTrans e da Guarda Municipal vão monitorar o trânsito e orientar os motoristas.

Transporte coletivo

A linha de ônibus 4106 (São Cristóvão/Santo Antônio) terá seu itinerário modificado nos dois sentidos de circulação. No sentido centro/bairro, vai circular pelas seguintes vias: itinerário normal até a rua José Bonifácio, seguindo pelas ruas Marcazita, Araçá, Cantagalo, do Rosário, Miracema, São Clemente, Natal, Ipanema e Jequitaí e avenida Paranaíba.

No sentido bairro/centro, o itinerário da linha será feito por: avenida Paranaíba, ruas Belmiro de Almeida, Popular e Araribá, prosseguindo a partir daí pelo itinerário normal.

Para que seja implantado o desvio da linha 4106, ruas Marcazita, entre as ruas Araribá e Serra Negra, e Araçá, entre as ruas Escravo Isidoro e Cantagalo, que operam em mão dupla, passam a funcionar em mão única direcional, nesses sentidos.

Esse mesmo itinerário deverá ser utilizado ao bairro Bom Jesus.

Obras

Atualmente, a avenida Antônio Carlos possui, no trecho em obras, apenas uma pista por sentido com três faixas de rolamento cada uma. Com a ampliação, passará a ter quatro faixas por pista, além de uma terceira pista, com duas faixas exclusivas para ônibus. Ao longo do trecho em obras, serão construídos sete novos viadutos para facilitar especialmente o acesso aos bairros adjacentes. Esses viadutos terão, no mínimo, duas faixas por sentido, contribuindo para evitar congestionamentos.

Na altura da rua Rio Novo, o viaduto a ser construído vai complementar o Complexo da Lagoinha, atendendo as interligações do viaduto Leste e da rua Célio de Castro com a avenida Pedro II, além das ruas Bonfim, Itapecerica e Além Paraíba. Estas ligações ficam disponíveis também para o viaduto Oeste e para a avenida Cristiano Machado.

Na rua Formiga, próximo ao conjunto IAPI, os dois viadutos e soluções viárias em desnível irão promover a interligação da região do bairro São Cristóvão como a dos bairros Lagoinha e Bom Jesus.

A interseção da rua Araribá em mão dupla substituirá a transposição da avenida Antônio Carlos, que hoje é feita pela rua Jequitaí, por meio da ligação da rua Serra Negra e imediações, e possibilitará o reposicionamento dos veículos dos bairros Bom Jesus e São Cristóvão, com forte impacto na região do Hospital Belo Horizonte.

O viaduto, em mão dupla direcional, interligando a rua dos Operários com a avenida Paranaíba, promove a ligação da região dos bairros Cachoeirinha e Bom Jesus com São Cristóvão e Renascença.

O início da segunda fase das obras de duplicação da avenida Antônio Carlos, entre a rua Operários e o Complexo da Lagoinha, começou com a assinatura do convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Belo Horizonte, no dia 28 de janeiro de 2009. A previsão é de investimentos da ordem de R$ 250 milhões, sendo R$ 190 milhões do Governo do Estado e R$ 60 milhões da PBH para alargamento das pistas, construção de sete viadutos e desapropriações. A previsão é que as obras sejam concluídas em 2010.

Números da Antônio Carlos:

Extensão: 2,2 km

Valor de Investimento Total: R$ 250 milhões, sendo:

- Governo de Minas R$ 190 milhões (76%) - Prefeitura de Belo Horizonte R$ 60 milhões (24%)

Valor Investido em Infra-estrutura: R$ 139 milhões (55,6%)

Valor Investido em Desapropriações: R$ 111 milhões (44,4%)

Viadutos a serem edificados: 7

Imóveis desapropriados: cerca de 270

Número de empregos diretos e indiretos: 4.700

Previsão de conclusão das obras: Março de 2010

Largura atual das pistas: 25 metros

Largura prevista: 52 metros

Número de árvores a serem plantadas: 1500

Número de faixas de tráfego em cada sentido (após a duplicação): 4

Número de faixas em cada sentido na busway (após a duplicação) 2

Número de veículos/dia: 85 mil

Título Duplicação da avenida Antônio Carlos entra em nova fase
Autor Secretaria de Estado de GovernoData 30/06/2009
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Fonte: Divulgação/Setop MG

Faixas Exclusivas pra Ônibus em Belo Horizonte em 2009

Avenida Alfredo Balena

Avenida Paraná


Avenida Santos Dumont


Fonte:  Google Maps, em 23/10/2010

BH terá faixa exclusiva para ônibus do Centro até o Sion

13/01/2009 - Estado de Minas - Ingrid Furtado

Rota Sul

Uma faixa exclusiva de ônibus na Região Centro-Sul de Belo Horizonte vai transformar o trânsito dos 41.234 veículos que passam diariamente pela área. A intervenção do Projeto Rota Sul já começou e vai ocorrer em 5,4 quilômetros das avenidas Nossa Senhora do Carmo, Uruguai, Cristóvão Colombo, João Pinheiro, além de ruas adjacentes. Na Nossa Senhora do Carmo, entre Avenida do Contorno e Rua Panamá, no Sion, passeios estão sendo estreitados com reassentamento do meio fio e capa asfáltica. No local, as bocas-de-lobo e também os pontos de embarque e desembarque dos coletivos serão remanejados.

As obras, coordenadas pela BHTrans e Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) tiveram início no ano passado e vão consumir investimento de R$ 1,6 milhão. O fim da iniciativa está previsto para março. A idéia é privilegiar o transporte coletivo na região com as faixas exclusivas, assim como já ocorre nas avenidas Alfredo Balena, Paraná e Santos Dumont.

De acordo com a BHTrans, a faixa exclusiva para os ônibus vai funcionar na Nossa Senhora do Carmo, entre as avenidas do Contorno e Uruguai, nos dois sentidos, usando a pista central da via. Na esquina onde funcionava a Casa do Whisky, haverá alargamento da avenida. O objetivo é desobstruir o fluxo dos veículos que seguem em direção aos bairros. 

A bióloga Lorena Torres Oporto, de 26 anos, mora no Bairro Cruzeiro e pega ônibus diariamente para trabalhar. Ela não é a favor das intervenções e acredita que as obras são apenas paliativas. “Acho que a iniciativa vai atrapalhar o trânsito na região e as mudanças podem descaracterizar a Savassi.”

O consultor ambiental Vinícius Seabra Guimarães aprova as mudanças. “Moro em Sete Lagoas e venho à Savassi toda semana, sempre de ônibus. Acho que essas intervenções são muito necessárias, principalmente para os passageiros de coletivo.”

BHTrans prepara edital para criar corredor rápido na região Centro-Sul

07/04/2010 - Estado de Minas - Junia Oliveira 

As faixas exclusivas de coletivos não foram suficientes para aliviar o tráfego intenso de veículos no complexo em direção ao Bairro Belvedere - (Sidney Lopes/EM/D.A Press)
As faixas exclusivas de coletivos não foram suficientes para aliviar o tráfego intenso de veículos no complexo em direção ao Bairro Belvedere

Alternativas de transporte público para atender um dos corredores mais movimentados de Belo Horizonte, a Avenida Nossa Senhora do Carmo, na Região Centro-Sul da capital, estão perto de serem conhecidas. A BHTrans confirmou terça-feira que está em curso estudo para verificar as melhores opções para a via. A empresa está preparando um edital de licitação para projeto executivo com o objetivo de apontar a melhor solução: corredores rápidos de ônibus (BRT-Bus Rapid Transit); implantação de veículos leves sobre trilhos (VLT), nome moderno para um formato de bonde mais complexo; ou o monotrilho (meio ferroviário sobre trilhos suspensos por pilares).

De acordo com o diretor de Planejamento da BHTrans, Célio Freitas, a expectativa é de que o edital seja publicado até maio. O vencedor da licitação será contratado em julho e deverá começar os trabalhos em agosto. O prazo para a conclusão da avaliação é de um ano. No estudo, será verificado também o início e o fim do ramal – se o novo meio de transporte ligaria o Centro de BH até o Belvedere, também na Região Centro-Sul, ou se teria início a partir da Savassi. A escolha será feita segundo a viabilidade técnica e econômica.

“A Região Sul tem a maior taxa de motorização, o que significa mais usuários de automóveis. Temos de dar uma alternativa de transporte coletivo à área, senão as ruas ficarão todas saturadas. É preciso uma alternativa de qualidade para essa região. Não podemos deixá-la do jeito que está”, ressalta Célio Freitas.

Conforto

O coordenador do Núcleo de Transportes (Nucletrans) da Escola de Engenharia Universidade Federal de Minas Gerais, Ronaldo Guimarães Gouvêa, vê com ressalvas a implantação de um modelo alternativo na Avenida Nossa Senhora do Carmo. Para o especialista em transporte e trânsito, medidas mais estruturantes com a finalidade de criar um sistema com maior capacidade deve ser centralizada nos principais corredores de BH, como as avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Pedro II e Amazonas. “Na Nossa Senhora do Carmo, algumas medidas são bem-vindas, mas não há demanda de um investimento mais radical, comparativamente a outros corredores”, diz.

Ele defende projetos operacionais com a prioridade para a circulação de transporte público a exemplo do que foi feito no início da Nossa Senhora do Carmo, como a criação de faixas exclusivas e melhoria dos abrigos para passageiros. “Fazer intervenções em área construída é complicado, mas valeria o esforço da BHTrans para dar um tratamento com conforto a quem enfrenta o trânsito na Savassi. Isso não é desculpa para deixar o metrô em segundo plano. Outras soluções são bem-vindas, mas são paliativas. As pessoas não estão pensando no custo que a cidade está pagando por não ter o metrô. Política pública não pode pensar em viabilidade econômica. Transporte tem de ser pensado como política estratégica”, destaca.

Copa do Mundo

A prefeitura da capital estuda implantar o BRT em sete vias da capital. A medida é um dos pontos de melhoria na mobilidade urbana para atender as exigências da Fifa para a Copa do Mundo de 2014. Além da Nossa Senhora do Carmo, a adaptação do transporte coletivo nos moldes do chamado “trem sobre rodas” é estudada para ser implantada nas avenidas Pedro I e Antônio Carlos (que constituiriam um ramal), Cristiano Machado, Carlos Luz e Pedro II (linha conjunta) e Amazonas.

Mas, tanto a Nossa Senhora do Carmo quanto a Amazonas terão de esperar. Até agora, somente os outros corredores têm dinheiro assegurado. Por meio de uma linha de crédito do governo federal para obras de mobilidade nas 12 cidades-sede da Copa, a Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 1 bilhão para a implantação do BRT na Antônio Carlos, Pedro I, Cristiano Machado e Pedro II-Carlos Luz e adaptação de vias no Centro. O diretor de Planejamento da BHTrans, Célio Freitas, informou que a PBH vai buscar recursos na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou outra forma de financiamento.

Em fevereiro, começaram os estudos para o ramal Antônio Carlos e Pedro I. Concluídos os projetos, será contratada empreiteira para execução das obras. Em março, a BHTrans abriu concorrência para contratar empresa de engenharia para prestar os serviços de consultoria especializada para implantação do BRT na Cristiano Machado. As propostas foram abertas semana passada. Depois da seleção, o estudo deverá ser entregue em nove meses. A expectativa da prefeitura é de que o contrato seja assinado em maio. Já os envelopes dos interessados no projeto da Pedro II-Carlos Luz serão abertos terça-feira que vem.

BHTrans inaugura faixa exclusiva para ônibus em avenida da capital mineira

28/07/2009 - Interbuss

Quem circula de ônibus pela avenida Nossa Senhora do Carmo, região Centro-Sul de Belo Horizonte, deverá fazer viagens mais rápidas desta terça-feira em diante. Durante a manhã, foi inaugurada a faixa de circulação exclusiva para ônibus, com o objetivo de proporcionar mais fluidez no trecho entre as avenidas Uruguai e Contorno. “Nossa expectativa é de dobrar a velocidade dos ônibus entre a avenida Uruguai e Contorno. O projeto ainda precisa de pequenos ajustes, mas está funcionando muito bem”, afirmou a diretora de projeto da Empresa de Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Jussara Bellavinha.

De acordo com ela, entre os ajustes que ainda precisam ser feitos, está a sinalização para pedestres, que ainda não se situaram muito bem com as mudanças e a implantação de alguns gradis para orientar a passagem deles. “É natural que a gente não tenha um domínio absoluto sobre o comportamento dos pedestres e motoristas inicialmente”, comentou a diretora.

Na nova faixa circulam 38 linhas de ônibus, sendo 29 de responsabilidade da BHTrans e as restantes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Agentes da BHTrans estão na avenida desde às 4h para monitorar o trânsito neste primeiro dia e evitar tumulto.

Para os motoristas de automóveis que seguirem na avenida Nossa Senhora do Carmo em direção ao Belvedere, foram disponibilizadas três faixas de trânsito na pista lateral. Quem segue para os bairros Sion e Anchieta pode utilizar as duas faixas da esquerda da pista central e virar na rua Rio Verde.

Fonte: Karina Alves/O Tempo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dada a largada para o primeiro trecho de BRT na capital mineira

21/10/2010 - Estado de Minas

A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) solicitou ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) a concessão da licença prévia para iniciar as obras dos corredores rápidos de ônibus (BRT, de bus rapid transit, em inglês). Maior aposta da prefeitura para desafogar o caótico trânsito de Belo Horizonte, preparando a cidade para sediar a Copa do Mundo de 2014, os tão sonhados corredores começam a se tornar realidade e tudo indica que o primeiro ramal a sair do papel será o de 12 quilômetros, que passará pelas avenidas Pedro II e Carlos Luz (Catalão), ligando o Centro às regiões Noroeste e Pampulha. Comerciantes e proprietários de imóveis, no entanto, não sabem se serão desapropriados ou poderão permanecer onde estão.

O primeiro passo da Sudecap foi encaminhar à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, à qual o Comam é subordinado, o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), um resumo das intervenções previstas para construção do ramal Pedro II/Catalão. Embora o projeto executivo ainda não esteja pronto, o que deve ocorrer em março de 2011, o relatório aponta a necessidade de adequações do Viaduto Sarah Kubitschek, que liga a Pedro II à Avenida Olegário Maciel, no Centro, e a construção de outro, na saída da trincheira do elevado Castelo Branco, no Bairro Barro Preto, até a Pedro II.

Os 12 quilômetros do ramal terão pavimento de concreto e, ao longo desse techo, serão construídas 17 estações do BRT (oito na Pedro II, seis na Catalão, uma na Avenida Coronel Oscar Paschoal e duas na Antônio Carlos). Além disso, haverá duas estações de integração das linhas de ônibus gerenciadas pela BHTrans e as metropolitanas, do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), que serão construídas na Pedro II com o Anel Rodoviário e próximo ao prédio da Usiminas e câmpus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Catalão.

O diferencial do BRT é que, além das pistas exclusivas para ônibus articulados, que transportam até 160 pessoas, as passagens são pagas nas estações, antes do embarque do passageiro, como no metrô. “As obras do BRT têm como principal objetivo a criação de um corredor que otimize a circulação, velocidade e funcionamento dos ônibus, visando melhorar a qualidade e eficiência do sistema de transporte”, destacam técnicos da Sudecap no Rima. No ramal Pedro II/Catalão, haverá uma faixa exclusiva para o transporte coletivo rodoviário em cada sentido, e duas para os demais veículos.

Temor de comerciantes - A largura total das avenidas será de 27 metros onde não houver estações e 37 metros nos pontos onde elas serão construídas. Calçadas serão alargadas, faixas de pedestres ampliadas, os corredores ganharão novo mobiliário urbano e iluminação. Para isso, imóveis terão que ser derrubados, o que está causando temor entre os proprietários e comerciantes com pontos alugados. Dono de uma loja de revestimentos, que funciona na Pedro II desde 1993, Luiz Noronha diz que todas as informações ventiladas sobre o ramal não passam de especulações. “Falam que vão desapropriar só um lado da avenida, depois que serão dos dois lados. O certo é que muitos comerciantes já saíram daqui e outros procuram novos pontos.”

De acordo com o Rima, as desapropriações e remoções de edificações serão feitas apenas nos trechos das duas avenidas onde houver estações. A Sudecap informou que, somente depois da conclusão do projeto executivo, será possível apontar quantas pessoas serão afetadas. Antes que as intervenções físicas comecem, além da licença prévia, o Comam terá que conceder a licença de implantação, prevista para março de 2011 no cronograma da Sudecap. As obras estão marcadas para ser iniciadas em julho, e a expectativa é de que o ramal seja inaugurado em julho de 2013, antes da Copa das Confederações.

Além do ramal Pedro II/Catalão, orçado em R$ 231 milhões, a prefeitura quer construir mais quatro trechos de BRT em BH antes da Copa: Antônio Carlos/Pedro I; Amazonas; e Cristiano Machado e Nossa Senhora do Carmo. O Comam ainda não recebeu pedido de licença prévia para esses ramais.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Transporte de passageiros: referência nacional

11/06/2010 - Correio de Uberlandia

Com mais de 60 milhões de usuários por ano e 395 ônibus em circulação, o sistema de transporte público de passageiros de Uberlândia tornou-se referência para outras cidades brasileiras. Os terminais e as estações que se integram, as faixas e os corredores exclusivos para ônibus e a acessibilidade chamam a atenção de publicações especializadas nacionais e internacionais e de gestores municipais interessados em melhorar o serviço em suas cidades.

Pelo novo conceito de transporte urbano, o sistema recebeu em 2009 o troféu do Mérito Municipalista, da Associação Brasileira de Municípios (ABM), que destaca o fortalecimento da qualidade de vida nas cidades.

Desde então, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran) recebe frequentes visitas de gestores, profissionais e estudantes que querem ver o que foi feito na cidade mineira de 634 mil habitantes.

Na sexta-feira (28), alunos do curso de Turismo do Instituto de Educação Superior de Brasília participaram de uma apresentação feita por servidores da Settran e conheceram o Corredor Estrutural da avenida João Naves de Ávila.

No dia 20 de maio, o presidente da Companhia de Engenharia de Transportes e Trânsito da prefeitura de Cascavel (PR), Jorge Luiz Lange, também conheceu o sistema. “Há alguns meses, participei de uma apresentação sobre o trabalho desenvolvido em Uberlândia e fiquei impressionado”, disse Lange, à época.

O modelo de serviço chamou a atenção também do secretário Municipal de Trânsito e Transportes de Maringá (PR), Walter Guerlles, que reforçou a lista de visitantes. Ele esteve na cidade, no início do mês passado, com o objetivo de obter subsídio para a elaboração de um novo Plano Diretor de Transportes para a cidade paranaense. “Estamos andando por diversas cidades e avaliando os resultados das melhores. O sistema de Uberlândia certamente está entre os melhores, juntamente com Goiânia, Curitiba e Bogotá, na Colômbia, e vai nos ajudar a criar melhores critérios para o nosso. É uma boa forma de atender à população”, afirmou Guerlles.

O planejamento do Sistema Integrado de Transportes (SIT) de Uberlândia começou a ser feito em 1991, durante a elaboração do Plano Diretor da cidade, aprovado em 1994. A implantação do sistema ocorreu em julho de 1997, após a construção dos terminais de integração.

SIT abriu fase de mudanças

A implantação do Sistema Integrado de Transporte (SIT) foi o primeiro grande passo para a melhoria da qualidade do serviço em Uberlândia. Mas foi a partir de setembro 2006, que o sistema da cidade passou a chamar a atenção, com a abertura do corredor estrutural da avenida João Naves de Ávila, que servirá de modelo para mais quatro corredores, com previsão de implantação até o fim de 2012. O projeto está avaliado em R$ 110 milhões, segundo o secretário de Trânsito e Transportes, Paulo Sérgio Ferreira.

“Foi uma decisão política investir fortemente em transporte público e um choque de modernidade para Uberlândia. Pelo crescimento da frota [de veículos de passeio] da cidade, que hoje está em cerca de 10% ao ano, sabíamos que logo a população ia sofrer com o trânsito. A decisão da prefeitura foi investir em qualidade, para manter o usuário no sistema público e atrair quem usa carro ou moto”, disse o secretário.

Licitação permitiu avanços

De acordo com o secretário Paulo Sérgio Ferreira, foi por meio da licitação para a troca das empresas que operavam no transporte de passageiros na cidade que a prefeitura pôde reestruturar o sistema. “Tínhamos gravíssimos problemas, como a idade média da frota, duas empresas operando com altos índices de reclamações, omissões de viagens, problemas de operação e até na estrutura de fiscalização. No edital, procuramos resolver todos eles.”

O edital da licitação levou cinco anos para ser concluído, em 2009, depois de sucessivas renovações de contratos com as antigas concessionárias e entraves na Justiça. O prazo da concessão do transporte público é de 10 anos e pode ser renovado pelo mesmo período.

Foi estabelecido que as empresas, para operarem em Uberlândia, deveriam ter boa capacidade financeira, histórico de serviço, além de oferecer frota mais nova, com motores menos poluentes e 100% adaptada a usuários com deficiência física. Enquanto estiverem no sistema, elas estão obrigadas a renovar a frota, cuja idade média máxima não pode ultrapassar 5 anos.

A estimativa do diretor de uma das empresas que operam na cidade, Leandro Gullin, é de que a viação já investiu R$ 30 milhões no sistema e que, nos próximos cinco anos, sejam investidos mais R$ 30 milhões, se a frota não aumentar. “Uberlândia é a segunda maior cidade do interior do Brasil e acreditamos no seu potencial de crescimento”, disse Gullin.

Área menor, serviço melhor

A cidade foi divida em três setores para a operação das empresas, cada uma com frota de até 132 veículos. Segundo Paulo Sérgio Ferreira, a setorização foi adotada como estratégia para que as empresas prestassem um serviço mais eficiente, com uma estrutura menor e atuando em uma área também menor.

“Também foi pensada a questão da concorrência, já que cada uma se esforça para superar a qualidade das outras. Com isso, conseguimos reduzir o tempo de viagem e as reclamações dos usuários. Ainda temos reclamações, mas a população tem sentido a cada dia a melhoria”, afirmou.

Todas as linhas são acompanhadas por GPS – sistema de monitoramento por satélite -, o que garante, por exemplo, que o motorista cumpra o trajeto sem ultrapassar a velocidade permitida e parando em todos os pontos previstos. “Temos o controle total dos veículos em circulação”, disse o secretário.

Reportagem constata falhas

Mesmo com todos os avanços, ainda há gargalos e deficiências a serem corrigidas no transporte de passageiros da cidade. A reportagem do CORREIO de Uberlândia percorreu os cinco terminais de ônibus da cidade em uma tarde, saindo às 14h20 do Distrito Industrial. Seis linhas foram usadas e, em quatro delas, a viagem foi feita em pé, com ônibus cheios.

A pior delas, em conforto, foi entre o Terminal Central e o Terminal Planalto, por volta das 17h15, com o ônibus superlotado e curvas feitas em alta velocidade. A experiência terminou por volta das 19h.

O secretário Paulo Sérgio Ferreira reconhece que nem tudo está perfeito no sistema, principalmente em horários de pico, que concentram veículos superlotados nas linhas de maior movimento. Por isso, a Settran, juntamente com as empresas de ônibus, estão realizando uma pesquisa sobre a origem e o destino dos passageiros, para que toda a malha e linhas possam ser refeitas. “Nos próximos seis meses, depois que a pesquisa estiver concluída, vamos fazer uma readequação em horários e até no número de veículos, se for necessário”, afirmou Paulo Sérgio.

Sobre a superlotação nos ônibus, o secretário disse que os 100 fiscais da Settran trabalham em três turnos para evitar que a capacidade máxima dos veículos, informada no interior dos mesmos, seja extrapolada.

Em três ônibus usados pela reportagem, devido à grande quantidade de pessoas que estavam dentro dos veículos, não foi possível fazer a contagem. Ainda assim, o secretário reafirmou que, por se tratar de uma questão de segurança do passageiro, a fiscalização feita nos terminais é suficiente.

Atendimento ainda gera reclamações

Uma das principais queixas dos usuários de ônibus entrevistados pelo CORREIO é o tratamento que recebem de cobradores e motoristas, especialmente quando o passageiro é idoso ou deficiente físico. “Por causa do edital [de licitação], tivemos de absorver funcionários que já estavam no sistema em outras empresas. Eles não recebiam treinamentos e esta foi uma das nossas maiores dificuldades”, disse o diretor da Sorriso de Minas, Leandro Gullin.

Para conscientizar os funcionários da necessidade de prestarem um bom atendimento, a empresa promove a troca de papéis. "Fazemos treinamentos que levam o cobrador e o motorista para ser usuário do sistema, às vezes passando pelas dificuldades de idosos e deficientes. Já pusemos motoristas em cadeira de rodas ou com venda nos olhos, para entenderem a realidade do usuário", afirmou o diretor.

Sindicato

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Público de Uberlândia, Célio Moreira, as condições de trabalho a que estão expostos cobradores e motoristas os levam ao estresse, o que pode refletir no trabalho.

“Lidamos com muitos problemas e pressão contínua. Muitos ficam com os ‘nervos à flor da pele’, porque não podem descansar direito entre uma volta e outra. Mas em qualquer profissão existe quem atende bem e quem atende mal”, disse o sindicalista.

Sobre as greves realizadas quase todos os anos antes da data-base da categoria, Célio Moreira afirmou que a pressão sofrida pelos trabalhadores é um dos principais motivos. “Queremos melhores condições de trabalho. Neste ano, especificamente, foi em função de descumprimento de acordos anteriores. Nem sempre a questão é salarial, mas sim ligada a outros direitos”, afirmou.

Demora em trajetos longos é compensado no bolso

Moradora da região oeste, no conjunto habitacional conhecido como Embra, a auxiliar de saúde bucal Anaí Ferreira Santana, 40 anos, usa oito ônibus todos os dias para trafegar entre sua casa e o trabalho. No primeiro, por volta das 6h, ela vai até o Terminal Planalto. No segundo, até o Terminal Central, de onde pega o terceiro veículo para o Terminal Santa Luzia.

Finalmente, a trabalhadora pega o quarto ônibus para o bairro Aurora, onde trabalha. Se sair de casa bem cedo, a viagem demora no máximo uma hora e meia, mas, no fim de tarde, o trajeto de volta raramente é feito em menos de duas horas.
Anaí Santana tem carro, mas prefere para usá-lo nos fins de semana, com a família, para percorrer distâncias menores. “Ficaria muito caro ir para o trabalho de carro. A vantagem de usar o ônibus é que eu pago uma passagem só. Muita gente reclama do preço da passagem, mas eu não acho cara”, afirmou.

Apesar de considerar o serviço eficiente, a usuária faz ressalvas quanto à limpeza dos veículos e diz que motoristas e cobradores são “displicentes”. “Eles veem, por exemplo, que o ônibus está lotado, que não cabe mais ninguém, mas mesmo assim deixam outras pessoas entrar. Além de ser desconfortável, é perigoso.”

Frota é 100% acessível a deficientes
Paulo Augusto

Janilda Ferreira está satisfeita com a acessibilidade nos ônibus

O sistema público de transporte de Uberlândia é reconhecido também por oferecer acessibilidade a deficientes físicos em 100% da frota. A operadora de serviço de segurança Janilda Cândida Ferreira, cadeirante que anda de ônibus todos os dias, se diz satisfeita, mas lembra que tudo foi conquistado com muita briga.

“Eu ia quase toda semana ao Ministério Público. Reclamava nas empresas, na prefeitura, foi muito difícil. Só tinha um ônibus adaptado na linha que eu usava. Eu ficava horas esperando por ele. Hoje, isso não acontece mais. Em matéria de transporte, Uberlândia ganha de qualquer cidade grande”, afirmou.

Por outro lado, Janilda Ferreira diz que é preciso maior atenção para a acessibilidade, nas ruas e prédios. “Não adianta andar de ônibus se, quando descemos, não conseguimos nos deslocar.”

Cidade deve ganhar mais quatro corredores
Paulo Augusto

Passageiro espera ônibus na avenida Segismundo Pereira, que deve ganhar corredor

De acordo com o secretário de Trânsito e Transportes Paulo Sérgio Ferreira, a prefeitura espera a liberação de recursos para a construção de mais quatro corredores de ônibus. As verbas virão da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e do Ministério das Cidades.

Os novos corredores seguirão o modelo da avenida João Naves de Ávila e serão implantados nas avenidas Fernando Vilela e Vasconcelos Costa, ligando o Centro ao bairro Dona Zulmira; na avenida Getúlio Vargas, que sairá do Centro até a região do Canaã e na Segismundo Pereira, saindo da João Naves de Ávila rumo ao bairro Morumbi. O quarto corredor será implantado na avenida João Pessoa e vai atender aos bairros Roosevelt, Santa Rosa, Liberdade e Jardim das Américas, na região norte.

Além dos corredores, outros projetos estão sendo preparados pela Settran. Entre eles, há a criação de um cartão de uso exclusivo para idosos, para que a secretaria saiba o fluxo de uso deste público. “Eles vão usar o cartão se quiserem. Senão, vão continuar andando como andam hoje”, afirmou o secretário.

Outro plano é implantar, nas renovações de frota, um sistema completo de ônibus com pisos baixos. “Assim, os cadeirantes não precisarão nem de elevador. Eles poderão entrar e sair diretamente na calçada no mesmo nível”, disse Ferreira. 

Passageiros opinam sobre o transporte:

“Acho que os ônibus estão melhorando. Não têm mais atrasos como antes. Os que eu pego são pontuais. Não vejo muitos problemas. Para mim, funciona bem.”
Aparecida Fátima Souza Silva, auxiliar de cozinha 

“Falta respeito com as pessoas. Motoristas, cobradores e passageiros precisam ser mais esclarecidos e educados. Também podia melhorar o sistema nos terminais. As pessoas deveriam entrar já com os ônibus vazios. Isso evitaria tumulto, como acontece.”
Milton Gonçalves, vendedor

“Parece que quanto mais caro pagamos, pior o atendimento fica. Além disso, é muita gente que usa, então deveria ter mais ônibus nas ruas. Durante a semana, estão sempre lotados. No fim de semana, não passa ônibus.”
Maria do Carmo Ferreira, vendedora

“Para mim, o transporte público tem sido eficiente, apesar de os ônibus estarem sempre lotados. Não tenho o que reclamar do serviço nem do atendimento, funciona direito.”
Jordan Henrique Silva, estudante

Saiba mais

SIT

Frota
AutoTrans: 131
São Miguel: 132
Sorriso de Minas: 132
Total: 395
(360 operantes e 35 reservas)

Linhas*

AutoTrans: 38
São Miguel: 39
Sorriso de Minas: 33
Total 110

*Maio/2010

Usuários em 2009*

Total - 60.396.637 
Média mensal - 5.033.053 
(*Exceto idosos)

Maiores linhas (em extensão*)

A-434 T. Planalto/Nova Tangará: 108,7 km
D-282 T. Umuarama/Tapuirama: 92,8 km
D-280 T. Umuarama/Cruzeiro-Martinésia: 66,8 km
S-710 Santa Luzia/Floresta do Lobo: 60 km

*Ida e volta

Maiores demandas*

T-131 T. Central/T. Santa Luzia: 358.323
T-121 T. Umuarama/Luizote-Mansour: 219.483
T-120 T. Umuarama/Luizote-Mansour: 217.939
T-132 T. Central/T. Santa Luzia: 183.449

*Março/2009

Horários de pico

Das 6h às 8h
Das 11h às 13h
Das 16h às 19h

Histórico do SIT

Plano Diretor - elaborado em 1991 e aprovado em 1994
Implantação – julho de 1997
Implantação do Corredor Estrutural (da avenida João Naves) – setembro de 2006

Prêmio conquistado em função do SIT
Mérito Municipalista - Associação Brasileira de Municípios – outubro de 2009

Publicações que destacam o sistema
TechniBus – janeiro/fevereiro de 2010
Revista Transporte Atual (CNT) – dezembro/2009
Cartilha Priorização do Transporte Público Coletivo - Frente Parlamentar do Transporte Público – abril de 2009
1000x Architeture of the Américas – 2009 (anual)
Summa + 103 - 2009 (anual)

Visitas técnicas

Representantes de: 
Belo Horizonte 
Brasília (DF) 
Franca (SP) 
Goiânia (GO) 
Maceió (AL) 
Marília (SP) 
Maringá (PR)
Cascavel (PR) 
Palmas (TO)
Ribeirão Preto (SP) 
São José do Rio Preto (SP)

Estudantes do curso de Turismo do Instituto de Educação Superior de Brasília 
Participantes do 48º Fórum Mineiro de Gerenciadores de Transportes e Trânsito - representantes de 15 municípios mineiros

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Transporte público da cidade deve entrar em licitação

13/10/2010 - Barbacena Online - Bruna Macedo

Atualmente, o preço da passagem de ônibus na área urbana é de R$ 1.80.

A cidade de Barbacena deve abrir, em breve, processo licitatório para o transporte coletivo na cidade. Os vereadores aprovaram em regime de ultimato, na reunião de quinta-feira (7), o projeto 93/10 que adéqua a Lei Municipal à Legislação Federal. A licitação será aberta para empresários de todo o Brasil. Aquele que apresentar a melhor proposta assume o serviço na cidade.

Transporte público da cidade deve entrar em licitação
Atualmente, o preço da passagem de ônibus na área urbana é de R$ 1.80.

Colaborou Ivan Eustáquio

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Estações do Corredor da avenida João Naves




Piso Baixo de Uberlândia




Carros na Linha 131 Parador (Terminal Central - Terminal Santa Luzia)

Corredor da avenida João Naves

Faixa exclusiva junto ao canteiro central

Terminal Santa Luzia

Sistema "tronco-entupidor". Embarque na Linha Expressa 131

Sistema Integrado de Transporte de Uberlândia

Linha Troncal Paradora 


Linha Troncal Expressa. Não efetuam paradas entre os terminais.


Linha Interbairros. Interligam os terminais, sem passar pelo Centro.


Linha Alimentadora

domingo, 10 de outubro de 2010

Settran investirá R$ 101 mi em 4 anos

09/01/2009 - Correio de Uberlândia

Serão 4 corredores de ônibus, mais 3 terminais e 5 viadutos na João Naves

O maior investimento da Prefeitura para este mandato será executado pela Secretaria de Trânsito e Transportes (Settran) em obras de infraestrutura na malha viária uberlandense. A expectativa é que o prefeito Odelmo Leão (PP) assine no primeiro semestre o contrato de financiamento de R$ 101 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O recurso será utilizado para viabilizar a implantação de mais quatro corredores de ônibus do Sistema Integrado de Transporte (SIT), três terminais de embarque e desembarque, além da construção de cinco viadutos sobre a avenida Rondon Pacheco. Segundo o secretário de Trânsito e Transportes, Paulo Sérgio Ferreira, o cronograma prevê o início das obras, que serão realizadas em concomitância, em meados do segundo semestre. A intenção é concluir todas as intervenções em três anos. 

Sobre o aumento da tarifa do transporte público, o secretário disse que o reajuste será concedido, mas não quis adiantar quando haverá a majoração nem quanto será o valor da passagem. “Estamos fazendo um levantamento muito criterioso e técnico. Estamos há três anos e sete meses com a tarifa sem reajuste. Mas não vamos fazer nada afoitamente e sem estudos profundos”, disse Ferreira. 

Quais os principais projetos da Secretaria no Sistema Integrado de Transporte (SIT) e na malha viária de Uberlândia?

O principal projeto da secretaria será a construção de quatro novos corredores de transporte, conforme compromisso com a população de Uberlândia durante a campanha de reeleição do prefeito Odelmo Leão. É uma mudança radical, profunda e estrutural. É uma política pública de transporte que visa a priorizar o transporte coletivo em detrimento ao transporte individual. A implantação do corredor da avenida João Naves na primeira gestão foi um sucesso e teve uma avaliação muito positiva dos usuários do transporte. Inclusive, tivemos visitas de diversos técnicos do Brasil todo para conhecer o corredor implantado em Uberlândia. Foi a grande evolução depois da implantação do SIT em 1996. A construção dos quatro novos corredores será o grande desafio da Secretaria de Trânsito e Transportes. Os corredores serão implantados nos próximos quatro anos e atenderão a todas a regiões de Uberlândia. 

Onde serão os corredores?

Nós vamos ter um corredor a ser implantado do Terminal Central passando pelas avenidas Fernando Vilela e Vasconcelos Costa e também pelo Centro da cidade até os bairros Dona Zulmira e Luizote de Freitas. Entre as obras de infraestrutura para implantar esse corredor, uma nós já fizemos, que foi a ponte inaugurada na avenida Fernando Vilela e que dá acesso do bairro Daniel Fonseca ao bairro Jaraguá. Vamos atender a uma região muito importante da cidade. 

O segundo vai atender à região dos bairros Jardim das Palmeiras e Canaã. Essa é uma região que está crescendo muito. Houve um adensamento populacional muito forte nos últimos anos e é um vetor de crescimento populacional. Esse corredor sairá do Centro da cidade, passar pela avenida Getúlio Vargas e vai até o bairro Canaã. Está prevista também a construção de um terminal ali na região da Getúlio Vargas com o trevo da MGT-497. O terceiro corredor vai ser implantado na avenida Segismundo Pereira saindo da avenida João Naves de Ávila no sentido do bairro Morumbi. 

Ele vai atender à região do Alvorada, Joana D’Arc, Dom Almir, Prosperidade, São Francisco e Jardim Sucupira. Está prevista também a construção de um terminal no Alvorada. O quarto corredor vai ser implantado para atender à região dos bairros Roosevelt, Santa Rosa, Liberdade, Jardim das Américas. A via principal é a avenida João Pessoa. Estamos prevendo também a construção de um terminal de embarque e desembarque na praça Tubal Vilela, na avenida Afonso Pena, e um terminal na praça Clarimundo Carneiro. Os dois nos moldes dos que têm na João Naves. 

Além dos corredores, haverá mais intervenções?

Sim, vamos ter várias obras. Serão cinco viadutos na avenida Rondon Pacheco. O primeiro será na rua Paraná, o segundo no cruzamento com a avenida João Naves de Ávila, o terceiro na rua Olegário Maciel, o quarto no cruzamento da avenida Nicomedes Alves dos Santos e o quinto na rua General Osório. Além das obras de drenagem nas vias que faremos os corredores, a sinalização e a implantação de novos semáforos interligados à nossa central. Será a modernização das vias públicas, que dará uma nova estruturação do sistema viário de transporte uberlandense. 

A administração municipal já entrou em contato com os proprietários de imóveis que poderão ser afetados com a construção dos cinco viadutos na Rondon? 

Vamos ainda. Estamos na fase de projetos. Vamos contratar os projetos tanto do corredor como também dos viadutos. 

Qual será o investimento na implantação dos quatro novos corredores, três terminais, estações de embarque e desembarque e cinco viadutos?

O valor global do investimento é de R$ 101 milhões. Já existe a tramitação do pedido do recurso perante o BNDES. Estamos aguardando o enquadramento da operação para a assinatura do contrato. O prefeito está negociando o prazo de pagamento e os juros. Nós deveremos aproveitar os investimentos já feitos no corredor da João Naves e em outras obras de infraestrutura, como a ponte Comendador Geraldo Migliorini, que deverão entrar como contrapartida.

Quando os contratos serão assinados?

A expectativa é que o prefeito Odelmo Leão consiga assinar os contratos ainda no primeiro semestre. A previsão do começo das obras é no início do segundo semestre de 2009. 

Quais serão os cuidados para que os viadutos, principalmente o da João Naves, não desvalorizem a região, como ocorreu nos entornos do “minhocão”, em São Paulo, e no elevado da perimetral, no Rio de Janeiro?

Logicamente, tomaremos todo o cuidado. No caso da João Naves, já temos um projeto pronto e estamos reavaliando este projeto. Todo cuidado será dado para que tenhamos obras que não causem impacto ambiental e desvalorização das vizinhanças. O viaduto da João Naves vai passar sobre a Rondon Pacheco e ainda estamos estudando como vai ser a parte debaixo, se será uma rotatória. Estamos ainda fazendo um estudo viário. Vai ser um marco da cidade, além de um viaduto, será uma obra marcante. Ainda não definimos o projeto, mas deverá ser um viaduto estaiado. Temos alguns esboços. 

Haverá, em breve, o reajuste da tarifa do transporte público uberlandense? Qual será o percentual de aumento e quando isso deverá ocorrer?

A questão da tarifa, no nosso entendimento, é responsabilidade da Prefeitura e da Settran para fiscalizar e determinar a tarifa. Estamos fazendo um levantamento muito criterioso e técnico. Estamos há três anos e sete meses com a tarifa sem reajuste. Mas não vamos fazer nada afoitamente e sem estudos profundos. Já temos alguns estudos e estamos aprofundando os existentes para tomarmos uma decisão.

Há um prazo para essa definição? 

É um sistema e tem que haver um equilíbrio. Temos que manter uma tarifa com equilíbrio para que a empresa possa fazer a renovação da frota e suportar os custos de combustíveis e os aumentos salariais dos trabalhadores do transporte. O último reajuste da tarifa foi em maio de 2005. Nesses três anos e sete meses tivemos três reajustes de salários. Entendemos que os reajustes dos salários dos trabalhadores têm que ser mantidos, porque é uma questão legal. Tivemos também reajuste de combustível e de manutenção dos ônibus. Mas qualquer aumento tem que ser muito bem estudado, muito criteriosamente analisado e tecnicamente decidido. Não adianta ficar com demagogia. 

Qual seria a variação da tarifa? O prefeito Odelmo Leão, em 31 de dezembro, falou sobre o reajuste e garantiu que o bilhete não passaria a custar R$ 2,30. Hoje é R$ 1,90. Então estaria nesta faixa?

Ainda não temos nada definido. Não tem número. Ainda vamos analisar. 

Quais foram as razões para o senhor ter pedido licença da secretaria em abril de 2008 e o que o levou a retornar ao cargo? 
Qual a sua expectativa em relação à tramitação do processo de improbidade administrativa na esfera judicial? (Paulo Sérgio Ferreira responde a um processo em que é acusado de ter retirado multas de autoridades. Houve decisão desfavorável ao secretário em primeira instância. Os advogados do secretário recorreram e ainda não houve decisão do mérito no TJ-MG). 

Primeiro, eu tenho a convicção de que todos os meus atos praticados como secretário de Trânsito e Transporte foram legais e estritamente dentro das regras e normas legais. Tenho a consciência tranquila. A partir do momento em que o Ministério Público sugeriu que nós não deveríamos analisar defesas prévias de autoridades, nós mudamos os nossos procedimentos e alteramos a forma de julgar as defesas prévias para atender ao Ministério Público. Eu decidi me afastar naquele momento por uma questão politiqueira. Adversários políticos poderiam querer aproveitar essa situação para tirar proveito político. Para evitar isso, pedi o meu afastamento. Achei também que deveria dedicar à minha defesa.

Com o meu afastamento, também pude ajudar o prefeito Odelmo na sua campanha. Estamos com a nossa defesa pronta e vamos aguardar e usar todos os meios jurídicos legais cabíveis para comprovar que nossos atos foram legais. Tenho absoluta tranquilidade em relação a todos os atos que nós praticamos. Temos ainda a segunda instância e o Supremo. Agradeço a confiança do prefeito, por ter confiado no meu trabalho. Sinto-me capacitado para enfrentar esse desafio e colocar em prática todas as propostas que o prefeito fez para a população de Uberlândia. Podem ter a certeza que o prefeito Odelmo vai entregar nos próximos quatro anos a cidade mais moderna do Brasil em nível de sistema de transporte. 

Qual o cronograma das obras dos corredores e viadutos?

Nos próximos seis meses, vamos nos dedicar às contratações dos projetos. Tanto dos de transporte quanto dos corredores e dos complementares. Também vamos cuidar da viabilização dos recursos dos agentes financeiros. No segundo semestre, colocar as obras em licitação e iniciar as obras. Em três anos entregaremos os quatro corredores e as outras obras. Vamos atacá-las simultaneamente, mas, logicamente, com todos os cuidados necessários para que não tenhamos tumulto nem problemas no trânsito. 

Paralelamente à execução dos corredores e viadutos, quais serão os outros projetos da Settran em 2009?

Também vamos nos dedicar, nestes primeiros seis meses, a uma grande pesquisa sobre o sistema de transporte de Uberlândia, com a origem e destino dos passageiros. Para saber onde eles sobem e descem para que possamos redesenhar todas as linhas de transporte da cidade de Uberlândia. Também vamos dar continuidade ao processo de renovação da frota de ônibus. Queremos aumentar o número de veículos com elevador. Uberlândia hoje é a cidade que, proporcionalmente, tem o maior número de ônibus acessíveis do Brasil. Temos 51% da frota adaptada ao elevador. 

Assumimos em 2004 com uma idade média da frota de oito anos. Entregamos em 2008 com 3,6 anos a idade da frota. Renovamos 66% da frota nos últimos quatro anos. Esperamos que nos próximos quatro anos haja a renovação total da frota de ônibus. O segundo projeto a que vou dar ênfase na secretaria será uma campanha maciça de educação para o trânsito. Vamos investir muito em campanhas educativas. Vamos aproveitar um convênio importante com a Polícia Militar, que criou pelotões de trânsito, para utilizar cada vez mais os agentes nas campanhas educativas. Em 2007 recebemos cerca de 14 mil crianças na Transitolândia. Em 2008 tivemos 20 mil crianças. Queremos crescer para 2009 em 20% o atendimento. Estamos pensando também em uma Transitolândia móvel para levá-la a bairros e escolas. 

O prefeito Odelmo Leão disse que janeiro é um mês decisivo para que a licitação no transporte seja deflagrada. Ele afirmou estar aguardando as decisões do Tribunal de Contas do Estado. Caso isso não ocorra, ele disse que não descarta fazer uma intervenção no sistema de transporte. Qual a avaliação do senhor sobre esta situação?

Em relação à licitação do transporte, todos os estudos necessários, jurídicos e técnicos, para publicar o edital da licitação já estão prontos e feitos na Secretaria de Trânsito e Transporte. Mas só podemos publicar o edital após a liberação do processo pelo Tribunal de Contas do Estado. Essa proposta da licitação já está há alguns meses no Tribunal. Aguardamos para os próximos dias ou no próximo mês a liberação para colocar imediatamente em licitação e escolher as três empresas que vão operar por 10 anos o sistema de transporte de Uberlândia. 

Quais são os detalhes exigidos pelo Tribunal de Contas que ainda pesam para que a licitação não seja publicada? 

Tudo que o Tribunal solicitou em relação a problemas jurídicos foi contemplado na nossa proposta. Mas é preciso o veredicto final para que possamos licitar. Temos um contrato com as empresas até abril deste ano. Fizemos um aditivo no contrato anterior, que venceu em dezembro. Esperamos que até o fim de abril já tenhamos as três empresas escolhidas.








sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Campanha quer incentivar uso do transporte coletivo aos domingos

Informativo BHTrans - 01/10/2010

Usuários do Cartão BHBUS podem pegar dois ônibus em um intervalo de uma hora e meia pagando, no máximo, R$ 2,30

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da BHTRANS, dá início nesta sexta-feira, no dia 1º de outubro, à campanha "Agora você não tem mais desculpa para passar o domingão em casa". Serão realizadas ações de publicidade com cartazes dentro dos ônibus, divulgação no Jornal do Ônibus e anúncios nas traseiras dos coletivos e nos pontos de embarque e desembarque com o objetivo de instruir e incentivar os usuários do transporte coletivo quanto ao uso do benefício da Tarifa de Domingo.

Aos domingos e feriados, os usuários do Cartão BHBUS podem pegar dois ônibus em um intervalo de uma hora e meia pagando, no máximo, R$ 2,30. O benefício da Tarifa de Domingo, em vigor desde novembro de 2008, amplia as opções de deslocamento com tarifas reduzidas possibilitando que os usuários aproveitem as opções de lazer em Belo Horizonte.

Como usar

O usuário do transporte coletivo pega o primeiro ônibus, utilizando o Cartão BHBUS, e paga, por exemplo, a tarifa de R$ 2,30. Na segunda viagem, ao passar o cartão no validador da bilhetagem eletrônica, não será cobrado nada. Vale lembrar que para utilizar o benefício cada pessoa deve ter o seu cartão.

A tarifa é de no máximo R$ 2,30, obdecendo o intervalo de até uma hora e meia entre uma viagem e outra, sendo válida para viagens realizadas em duas linhas distintas,sem retorno ao ponto de partida. 

É importante frisar que o benefício dessa redução de tarifa atende os usuários que utilizam o Cartão BHBUS. Atualmente, estão em operação mais de 1.250.000 de cartões, sendo utilizados por 56% da demanda diária no Sistema de Transporte Coletivo de Belo Horizonte. Com a Tarifa de Domingo os usuários têm diversas opções de deslocamento pagando menos por isso. 

Assessoria de Comunicação e Marketing da BHTRANS, 30/9/2010