quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Sistema BRT de Uberaba está com 60% das obras concluídas, diz relatório

20/11/2013 - Jornal de Uberaba

Foi divulgado o relatório das obras dos terminais de transporte coletivo para implantar o novo sistema BRT (Bus Rapid Transit). De acordo com o secretário de Planejamento, Cláudio Costa Junqueira, o documento comprova que 60% das obras estão concluídas e a previsão é de que o terminal leste seja concluído até o final de março de 2014. "Já o terminal oeste está com 30% das obras prontas e a nossa previsão também é de finalizá-las em março. As 12 estações de tubo estão em andamento e a conclusão da instalação está programada para o final deste ano", explicou.

A respeito do projeto viário e da semaforização do corredor Leopoldino de Oliveira e entorno, o secretário garantiu que está em andamento. "As obras do corredor sudoeste são de contratação junto ao Ministério das Cidades/CEF, dependendo da aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), com relação à capacidade de endividamento da PMU. Esse corredor terá extensão de 6,5 km, com percuso pela avenida Bento Ferreira, Saudade, Dona Maria de Santana Borges, João Dallaqua e Juca Pato. Esse projeto também prevê a construção de um terminal no Beija-Flor e 11 estações, interligando o sistema leste/oeste", contou.

Em relação ao corredor sudeste, o secretário explicou que a contratação segue o mesmo trâmite da anterior. No entanto, o corredor terá uma extensão de 3,7 km e percurso nas avenidas Guilherme Ferreira, Nelson Freire, Abílio Borges e Bandeiras, acrescentando que o projeto também prevê um terminal no bairro Abadia e nove estações para fazer a interligação, que contará também com o sistema de semaforização do corredor e entorno, bem como projeto viário e paisagístico. "A Sepai está na expectativa de concluir a liberação dos recursos para os corredores sudoeste e sudeste ainda este ano", acrescentou. (LR)

Informações: Jornal de Uberaba

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mercedes-Benz vende 50 ônibus para Metra e 500 para o BRT de Belo Horizonte

04/12/2013 - Automotive Business

A Mercedes-Benz do Brasil está ajudando a Metra, que opera o sistema de transporte na região metropolitana de São Paulo, a conquistar mais passageiros. A fabricante anunciou a venda de 50 chassis de ônibus para a operadora. São 30 superarticulados e 20 trólebus, que aumentam a capacidade de transporte da empresa em 30%. Os veículos já circulam há 3 meses nas cidades de Santo André, São Bernardo e Diadema e obtiveram 80% de aprovação de seus usuários, de acordo com pesquisa realizada pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo).


Segundo José Lindolfo, diretor de operações da Metra, a empresa investiu cerca de R$ 30 milhões só para a aquisição dos superarticulados. Estes ônibus, de 23 metros de comprimento e carroceria Caio, comportam até 180 passageiros, 70 deles sentados. São equipados com motor Euro 5, ar condicionado, poltronas com encosto para cabeça e tomadas internas para os passageiros carregarem celulares, notebooks e outros aparelhos. Contam ainda com vidros panorâmicos e iluminação de led.

Os 20 trólebus, de 18 metros, possuem os mesmos itens dos superarticulados, também são encarroçados pela Caio, transportam até 160 passageiros, e não emitem nenhum poluente. Como diferencial, têm baterias de armazenamento de energia, que possibilitam o deslocamento do veículo por aproximadamente 10 quilômetros após uma eventual interrupção de fornecimento de energia elétrica.

Por mês, a Metra atende a cerca de 7 milhões de passageiros e roda aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros com os seus 265 veículos (15 híbridos, 85 trólebus e 165 diesel). Hoje, 132 deles são da Mercedes-Benz.


Mercedes-Benz fornece 500 ônibus para novo BRT de Belo Horizonte
A Mercedes-Benz firmou negócio importante com o Estado de Minas Gerais. A fabricante fornecerá 500 chassis de ônibus ao novo sistema BRT (Bus Rapid Transit), de transporte coletivo urbano, que começa a operar no primeiro trimestre de 2014 em Belo Horizonte, capital mineira.

O anúncio foi feito por Curt Axthelm, gerente sênior de marketing de ônibus da Mercedes-Benz, em evento na sexta-feira, 29. Segundo o executivo, foram adquiridas 200 unidades do articulado 500 MA e mais 300 de outros modelos, como os chassis OF 1724 L, equipado com motor de 6 cilindros e 238 cavalos de potência, suspensão pneumática, coluna de direção ajustável e retarder incorporado.

O BRT de BH, conhecido como Move, terá mais de 23 quilômetros de extensão, em três vias de ligação. Serão cerca de 40 estações de transferência, com distância média de 400 metros entre uma e outra. A BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte) espera que 700 mil passageiros sejam atendidos diariamente pelo BRT, com previsão de redução média de 45% no tempo de viagem. Os 500 ônibus da Mercedes correspondem a 80% dos veículos do novo sistema e já estão sendo enviados às empresas operadoras da BRT.

Com informações: Automotive Business

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

BHTrans anuncia mais 135 quilômetros de pistas exclusivas para ônibus com radares

08/11/2013 - Estado de Minas

BHTrans anuncia mais 135 quilômetros de pistas exclusivas para ônibus com radare
Para dar mais fluidez ao tráfego em corredores, a BHTrans vai implantar 135 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus na capital, que conta hoje com apenas 15 quilômetros de pistas exclusivas e a meta é chegar a 150. A princípio, serão implantados 100 quilômetros de faixas exclusivas. A empresa não revelou quais vias serão incluídas no projeto, mas explicou que o sistema será criado em avenidas e ruas com intenso tráfego de coletivos. O anúncio foi feito ontem no lançamento, pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), de campanha para ampliar velocidade de coletivos.

Além da Avenida Nossa Senhora do Carmo, a capital dispõe de dois corredores com pista exclusivas: as avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado. Juntas, elas somam 13,4 quilômetros e até o início do BRT o número vai aumentar (veja quadro). Em nota, a BHTrans informou que está em fase final edital para criar mais 100 quilômetros de faixas. A previsão é de que 30 corredores estejam no pacote, como a Avenida Assis Chateaubriand e a Nossa Senhora do Carmo, além das ruas Niquelina e Padre Eustáquio.

No mês passado foi publicado edital para contratação de novos radares em BH, sendo que 72 pontos serão fiscalizados em rodízio para detectar avanço de faixa exclusiva. Eles serão distribuídos nas ruas Oiapoque, Curitiba, Rio de Janeiro e Espírito Santo e nas avenidas Pedro II, Augusto de Lima, Alfredo Balena e do Contorno, o que significa que essas vias terão faixas para ônibus. A BHTrans não informou se os locais dos radares estão no grupo dos 100 quilômetros de pistas ou se referem a outro pacote.

GARGALOS

O incentivo à implantação de 4 mil quilômetros de faixas exclusivas para ônibus em um ano em todo o país foi tema de campanha lançada ontem, em Brasília, pela NTU para aumentar a velocidade dos coletivos e minimizar o gargalo criado pela expansão da frota de automóveis. A entidade informou que perdeu mais de 30% dos passageiros nos últimos 18 anos, passando de 60 milhões para 40 milhões o número de pessoas transportadas por dia no país.

Batizada de Campanha de Qualificação das Redes Convencionais de Transporte Público Urbano, a iniciativa da NTU, que tem como parceiro o Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT), traz um manual com experiências de sucesso em Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o documento, os dois principais pilares da priorização são o aumento da velocidade dos ônibus e o menor tempo dos usuários no veículo. As orientações mostram que o sistema pode ser feito em curto prazo (em até seis meses), custa pouco (entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por quilômetro) e não demanda desapropriações.

PISTA LIVRE

Para o presidente da NTU, Otávio Cunha, o sistema é considerado emergencial e deve funcionar apoiando modelos mais complexos, como o transporte rápido por ônibus (BRT). "Todo o itinerário do transporte coletivo deve ser priorizado para que o desempenho do sistema seja satisfatório. E netas faixas podemos estabelecer horários, deixando pista livre para os ônibus apenas no horário de pico", diz Cunha.

Segundo o coordenador do MDT, Nazareno Afonso, dados de 2011 mostram que só 0,12% do sistema brasileiro contava com pistas para ônibus, totalizando 412 quilômetros. Disse que as intervenções devem contemplar a estrutura de abrigos e sistema de informação ao usuário. "O estacionamento na via pública tem de ser proibido onde transitam ônibus. Os carros precisam perder privilégios. Não temos onde colocar a frota de veículos", pondera.

NOVOS CORREDORES

Faixas exclusivas em BH

Avenida Nossa Senhora do Carmo: 900 metros

Avenida Antônio Carlos: Ampliação de 7,5 para 14,7 quilômetros com a conclusão do BRT (de Venda Nova ao Complexo da Lagoinha)

Avenida Cristiano Machado: Ampliação de 5,9 para 7,1 quilômetros com a conclusão do BRT (do São Gabriel ao Túnel da Lagoinha)

Previsão de mais 100 quilômetros, a custo de R$ 100 milhões, em 30 corredores, como ruas Niquelina e Padre Eustáquio e avenidas Nossa Senhora do Carmo e Assis Chateaubriand.

Radares em rodízio

72 novos pontos de fiscalização eletrônica em sistema de rodízio em vias como ruas Oiapoque, Curitiba, Rio de Janeiro e Espírito Santo e avenidas Pedro II, Augusto de Lima, Alfredo Balena e do Contorno. Previsão de implantação em fevereiro.

Pistas exclusivas dividem opiniões na capital

Anúncio de que a BHTrans pretende criar faixas exclusivas para ônibus em corredores como a Avenida Pedro II acirra disputa entre os motoristas particulares e de coletivos

Com a distribuição de 150 quilômetros de pistas para ônibus por toda a cidade, a BHTrans pretende adotar a fiscalização como arma para evitar que os carros desrespeitem as regras e garantir a livre circulação do transporte coletivo. A avenida que terá mais pontos vigiados é a Pedro II, com 48 pontos, em sistema de rodízio, o que indica que a pista própria de ônibus será extensa. Nos arredores dos cruzamentos com as ruas Peçanha, Mariana e Jaguarão, entre os bairros Bonfim e Carlos Prates (Região Noroeste), onde os olhos eletrônicos serão instalados, o conflito entre carros e coletivos ocorre diariamente. Veículos de passeio transitam pelo lado direito da pista, onde a sinalização que indica a preferência para ônibus está apagada na maioria dos trechos. Os coletivos, por sua vez, constantemente ocupam a faixa da esquerda. O resultado é um congestionamento que começa na entrada do Viaduto A do Complexo da Lagoinha e se estende ao longo de toda a avenida.

Ao descobrir que a Pedro II vai ter espaço exclusivo para ônibus, com fiscalização eletrônica, o vendedor Ricardo Soares, de 55 anos, se espanta: "Não acredito que eles vão fazer isso na Pedro II. Não tem jeito, não tem espaço. Onde vamos circular?", questiona. Já os motoristas de ônibus Roney de Oliveira, de 43, e Luan Carlos, de 23, não têm dúvidas de que vai melhorar. "Os ônibus não podem ficar parados como ficamos normalmente", afirma Roney. "Vai melhorar demais, temos dificuldade de andar por aqui diariamente", acrescenta Luan.

Inicialmente, o corredor formado pelas avenidas Pedro II e Carlos Luz era uma das promessas da Prefeitura de BH para receber o transporte rápido por ônibus (BRT, da sigla em inglês), mas o projeto foi abandonado sob justificativa de dificuldades encontradas nas desapropriações. "Antes a avenida seria alargada e teria mais espaço, tanto para carros quanto para ônibus. Agora nós vamos perder uma faixa. Será que vai criar um gargalo?", questiona, sem esconder a ironia, o engenheiro químico Josimar Felippe Antunes, de 36.

ESTRANGULAMENTO

Entre os corredores que vão receber faixas exclusivas como as que estão previstas para a Pedro II está a Rua Niquelina, importante corredor do Bairro Santa Efigênia (Região Leste), que faz ligação com a Avenida do Contorno. "Você tem que ver esta rua entre as 6h30 e as 8h. Se não fizerem isso, não andamos", diz o motorista de ônibus Dimas Rodrigues, de 61, referindo-se ao congestionamento que atinge a Niquelina entre as avenidas do Contorno e Mem de Sá no horário de pico. "De fato os ônibus precisam. Mas aqui não tem espaço. Vai estrangular totalmente para os carros", diz o taxista Maurício Machezini, de 53.

Também contemplada no projeto para receber faixa exclusiva, a Avenida Assis Chateaubriand, no Bairro Floresta, Leste da capital, tem grande demanda de estacionamento entre as avenidas Fracisco Sales e do Contorno. Apesar de a BHTrans não confirmar se vagas serão extintas para ceder espaço aos ônibus, fica difícil imaginar como o transporte coletivo poderá ter exclusividade se isso não ocorrer. A professora Sandra Maria Soares, de 54, estava com o carro parado no trecho ontem, mas não se importa se a área sumir. "Tudo o que favorecer o ônibus é válido, porque a mobilidade em Belo Horizonte está muito prejudicada", diz ela.

Na Avenida Nossa Senhora do Carmo, onde as faixas exclusivas já funcionam para os coletivos em 900 metros, entre as avenidas do Contorno e Uruguai, a ampliação do percurso também está prevista no pacote anunciado pela BHTrans, mas atualmente há dificuldades no trecho. Uma delas está na saída da trincheira, pois os coletivos precisam vencer o engarrafamento nos horários de pico para chegar ao espaço reservado a eles. Quando passam da Avenida Uruguai, ficam reféns do engarrafamento, que muitas vezes ses se arrasta até o BH Shopping.

Para o coordenador do Núcleo de Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, a implantação das faixas exclusivas seria viável se a cidade pudesse oferecer à população uma alternativa de transporte de alta capacidade, como o metrô. "Sem essa possibilidade, os projetos forçam um modelo que tem limite de capacidade e por isso a transferência de pessoas vai ser muito pequena", prevê o professor. Ele também chama a atenção para o fato de que o sistema tem desempenho melhorado onde há pistas exclusivas, mas os ônibus continuarão enfrentando trânsito nos demais lugares

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Três cidades de Minas Gerais têm tarifa zero nos ônibus

03/07/2013 - Estado de Minas / Globo TV MG

"Mas não é uma experiência que possa servir de exemplo a cidades de médio e grande porte, já que a maior população atendida entre as três cidades, menos de 50 mil pessoas, caberia dentro do Mineirão, na capital. E sobraria bastante espaço"









Clique para assistir matéria da TV Globo – Minas:




Vinte mil habitantes de Muzambinho, no Sul, têm transporte coletivo de graça

Um benefício restrito no transporte coletivo de Belo Horizonte e grande parte do Brasil, embarcar num ônibus urbano sem pagar passagem é realidade para os cidadãos de pelo menos três municípios mineiros. Monte Carmelo, no Triângulo Mineiro, Abaeté, na Região Centro-Oeste, e Muzambinho, no Sul de Minas, oferecem aos moradores serviço de ônibus gratuito em quase todo o perímetro urbano, sem que haja necessidade de empresas privadas. A experiência é parecida com a adotada em Agudos e Potirendaba, no interior de São Paulo, Porto Real (RJ), e Ivaporã (PR).


O custo de operação nas cidades mineiras que dão gratuidade geral no serviço é bancado pelas prefeituras. Mas não é uma experiência que possa servir de exemplo a cidades de médio e grande porte, já que a maior população atendida entre as três cidades, menos de 50 mil pessoas, caberia dentro do Mineirão, na capital. E sobraria bastante espaço.

Quatro linhas percorrem Monte Carmelo, o maior entre as três cidades, com aproximadamente 45 mil habitantes. O fato de não haver cobrança não é garantia de satisfação dos usuários. Tanto que o maior problema, explica Divino Batista Ramos, secretário de Obras e Transportes do município, é a depredação da frota de ônibus Ciferal Mercedes-Benz ano 1996, adquirida usada no Rio de Janeiro.

"Nossos ônibus são antigos, mas muito bem cuidados. O grande entrave é que muitas pessoas depredam os veículos, o que acaba encarecendo bastante a operação", diz o secretário, acrescentando que, devido à lotação nos horários de pico, a prefeitura planeja um espécie de plebiscito com a população para decidir se aumentará a oferta. "Trabalhamos em faixas de horário das 11h às 14h, das 17h às 19h30 e das 22h à 00h30." Para rodar de hora em hora, segundo o secretário seriam gastos 3% do orçamento do município. "Seria difícil, uma vez que 5% é gasto, em média, em investimentos na cidade."

Demanda cresce

Em Abaeté, com cerca de 22 mil habitantes, o fato de muitas pessoas usarem o único ônibus que percorre a linha entre os bairros São João e São Pedro sem real necessidade incomoda quem realmente depende do serviço, afirma o diretor de Transportes da cidade, Daniel Dayrrell. Na avaliação do responsável pela manutenção dos dois coletivos de Abaeté – um ônibus Agrale ano 2007 e outro Mercedes-Benz, 1997, usado como reserva –, a demanda cresceu muito nos últimos anos. A única linha é operada de segunda a sábado, das 5h45 à 19h. "Mas é certo que muito em breve será necessário colocar um terceiro ônibus para rodar", admite.

Com pouco mais de 20 mil habitantes, Muzambinho conta com o benefício desde outubro de 2011. As linhas funcionam de segunda a sexta-feira, nos horários de pico. O prefeito Ivan de Freitas alega que, para manter o serviço, sacrifica o orçamento de outras áreas. Prometendo continuidade, ele não descarta, contudo, uma cobrança no futuro. "Vamos assegurar o transporte gratuito enquanto pudermos."

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Novo sistema de transporte de Belo Horizonte terá ônibus com modelos ultrapassados

10/07/2013 - O Tempo

Nem mesmo o início da operação do BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) afasta os ônibus de motor dianteiro da frota de Belo Horizonte, conhecidos por proporcionarem menor conforto aos passageiros, produzirem mais ruído, porém, serem mais econômicos paraos empresários que operam o sistema. Isso porque, atendendo uma demanda específica do mercado brasileiro, as fabricantes criaram ônibus com motor dianteiro com suspensão a ar. Dessa forma, os veículos classificados como ultrapassados por especialista poderão acessar os corredores do BRT e se adaptar às plataformas de embarque.

Além dos ônibus articulados que vão fazer as linhas expressas do BRT, os empresários de Belo Horizonte estão adquirindo veículos chamados de Padrons, que vão servir como alimentadores do sistema. Esses ônibus serão responsáveis por trazer os usuários dos bairros até as estações do BRT. Até agora, todos os 350 já encomendados são de motor dianteiro, adaptados para o desembarque em nível na plataforma. "Isso é uma aberração. Quando deveriam aproveitar a implantação do BRT para melhorar a frota e trazer mais conforto, fazem gambiarras para manter uma tecnologia antiga circulando na cidade", avalia o engenheiro e presidente do Instituto Mobilidade Sustentável, João Luiz da Silva Dias.

Mais Notícias de Minas Gerais
Siga o Blog Meu Transporte pelo Facebook

A utilização dos ônibus de motor dianteiro em transportes coletivos urbanos é proibida em países desenvolvidos. No Brasil, a cidade de São Paulo aboliu esse tipo de veículo do transporte público em 2006. Com o motor na frente, o barulho é maior, e os arranques mais agressivos que os veículos com motor central ou na traseira. Além disso, o motorista sofre com o calor.

Porém, esses veículos ainda predominam no mercado brasileiro porque consomem menos óleo diesel, a manutenção é mais barata e contam com maior valorização na hora da revenda. Esses critérios fazem com que os empresários resistam em abrir mão do motor dianteiro. Em Belo Horizonte, mais de 70% da frota é formada por ônibus desse modelo.

Durante a Transpúblico – feira que reuniu os principais fabricantes de ônibus do país em São Paulo, na semana passada –, várias empresas apresentaram modelos com motor dianteiro e suspensão a ar. Até a sueca Volvo, que nunca havia fabricado esse tipo de ônibus, lançou um modelo para atender aos brasileiros.

Para João Dias, os ônibus que serão usados no transporte público não podem ser definidos por uma ótica de mercado. "O usuário não pode ficar à mercê da negociação entre empresário e fabricantes. Quem tem que determinar o tipo de ônibus que será usado é o poder público", avalia.

Nas especificações técnicas da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), não há impedimento para ônibus com motores dianteiros.

Informações: O Tempo

Em Uberaba, obra do BRT também vira dor de cabeça

04/08/2013 - Hoje em Dia - BH

UBERABA – Assim como acontece em Belo Horizonte, o trânsito de Uberaba, no Triângulo Mineiro, oitavo maior município de Minas, está cada vez mais complicado. Os congestionamentos são frequentes, principalmente nos dias de semana, em horários de pico e na região central da cidade. Para tentar minimizar os transtornos, o poder público adotou como solução o transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla de inglês).

O problema, denunciam moradores, é que o prazo para a entrega das obras já foi adiado três vezes: inicialmente, a inauguração do projeto estava prevista para dezembro de 2012 e, depois, para fevereiro deste ano. A última data anunciada foi o início do mês passado. No entanto, a promessa de colocar o BRT de Uberaba em atividade foi descumprida mais uma vez.

As reclamações não se restringem ao atraso das obras. Moradores denunciam que a avenida Leopoldina de Oliveira, principal via de Uberaba e onde foram instaladas as estações, não comporta esse tipo de modalidade de transporte.

"Trata-se de uma avenida simples, com apenas duas pistas de rolamento nos dois sentidos. O movimento de carros é intenso, e a parada de ônibus no canteiro central significaria mais congestionamentos na região. A pista do BRT deveria ser exclusiva", disse um comerciante, que pediu para não ser identificado.

Descaso

A reportagem do Hoje em Dia esteve na cidade e comprovou que as obras do BRT não foram concluídas. As estações ao longo da avenida Leopoldina de Oliveira estão abandonadas. Algumas, inclusive, foram depredadas.

Para agravar a denuncia dos moradores sobre o descaso da prefeitura com o dinheiro público, o Hoje em Dia descobriu que, mesmo com o atraso das obras, foram adquiridos ônibus específicos para esse modal. Porém, os veículos não estão sendo utilizados e estariam se deteriorando.

domingo, 13 de outubro de 2013

Prefeito de Belo Horizonte marca 15 de fevereiro como data para BRT entrar em operação

13/10/2013 - Estado de Minas

O sistema de transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) tem data para começar a funcionar em Belo Horizonte: 15 de fevereiro de 2014. Quem garante é o prefeito Marcio Lacerda (PSB), que promete a estreia do novo modelo na Avenida Cristiano Machado. O trecho da Avenida Antonio Carlos está programado para entrar em funcionamento no fim de março. Se for cumprido o novo prazo, a inauguração do BRT encerrará uma verdadeira novela com atrasos e erros no projeto, inicialmente previsto para atender a população na Copa das Confederações, há mais de quatro meses. Essa foi uma das três promessas apontadas por Lacerda como prioridade para 2013. As outras duas terão prazos maiores para ser entregues à população. Enquanto as novas unidades de pronto atendimento (UPA) estão previstas para receber pacientes no ano que vem, a ampliação do metrô deve ocorrer no fim de 2016.

O BRT é a principal aposta da prefeitura para melhorar o transporte público na capital – já que as novas linhas do metrô vão demorar mais tempo – e passou por vários problemas nos últimos dois anos, com licitações de obras contestadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e atrasos nos cronogramas prometidos. Segundo o prefeito, a liberação dos trechos ocorrerá a partir de fevereiro, de forma gradual, uma vez que algumas etapas da obra continuam com problemas.

"Vamos terminar as obras civis até dezembro, mas não em todo o trecho do BRT. Para a Avenida Cristiano Machado já marcamos os primeiros testes com circulação dos ônibus para 15 de fevereiro. Depois vamos aumentando aos poucos o número de veículos", explica Lacerda. Já para o BRT das avenidas Antonio Carlos e Pedro I, a promessa será cumprida apenas parcialmente. Segundo o prefeito, alguns trechos ainda estão em fase de desapropriação, de forma que a liberação para circulação ficará restrita inicialmente até a Avenida Portugal, na Pampulha. O restante pode ficar para depois da Copa do Mundo. "Poderemos operar até a Portugal e depois entrar na Pedro I. Mesmo com alguns atrasos, vamos ter o BRT em funcionamento durante a Copa", garante Lacerda.

PACIÊNCIA

A obra de ampliação do metrô, talvez a mais aguardada pelos belo-horizontinos como forma de melhorar a oferta de transporte público na cidade, vai exigir mais paciência da população. Segundo o prefeito, os projetos executivos para a obra serão entregues até 31 de dezembro e os editais para as obras serão lançados no primeiro trimestre de 2014. "Os projetos estão avançados e são acompanhados pela prefeitura e pelo governo estadual. Já discutimos detalhes sobre onde serão as novas estações e as formas de acesso. A expectativa é de que em julho do ano que vem comecem as obras", diz.

A obra de extensão da linha 1 (Vilarinho/Novo Eldorado) e a construção de duas linhas entre Savassi e Lagoinha e Barreiro e Calafate está sendo feita por meio de uma parceria entre a prefeitura, iniciativa privada e os governos federal e estadual. Até agora, já foram liberados R$ 60 milhões para a elaboração dos projetos, e a Prefeitura de BH negocia a liberação de mais R$ 400 milhões por meio de financiamento com a Caixa Econômica ou o BNDES. "Também vamos lançar o edital para a parceria público-privada que administrará o novo metrô. A linha 3, trecho subterrâneo entre a região da Savassi e a Estação Lagoinha, será a última a ser entregue, com previsão para dezembro de 2016, mas, antes disso, vamos liberar alguns outros trechos, como as melhorias da linha 1", promete Lacerda.

SAÚDE CRITICADA

Para a área da saúde, setor no qual a administração de Lacerda recebeu duras críticas ao longo do primeiro mandato, com reclamações principalmente em relação ao tempo de espera para marcação de consultas especializadas e falta de opções para atendimento emergencial, Lacerda prometeu entregar três novas unidades de pronto atendimento (UPA) até 2014. Mas, segundo ele, quatro obras estão contratadas, com previsão de entrega no ano que vem.

O prefeito admite, no entanto, que as desapropriações de terrenos continuam sendo um obstáculo para a prefeitura, uma vez que algumas disputas sobre indenizações dependem de uma definição da Justiça. "A liberação do terreno é de custo integral da prefeitura, sendo que os governos estadual e federal participam em outras etapas. Esperamos entregar as novas UPAs até o fim do ano que vem. A não ser que ocorram problemas imprevistos, até o fim de 2014 elas poderão receber pacientes", afirma Lacerda. Estão previstas novas unidades nos bairros Aarão Reis, São Cristovão, Ipiranga e Vera Cruz.

Só em 2015

Uma das obras apontadas como prioridade para a área da saúde sairá do papel com atraso significativo. O Hospital do Barreiro, prometido desde 2008 e que teve as obras completamente paralisadas nos últimos meses, deverá entrar em funcionamento somente em 2015, sete anos depois. Moradores vizinhos reclamam do cenário de abandono deixado pela prefeitura, com restos de material amontoados e sem qualquer controle sobre quem entra e sai do local. Segundo o prefeito Marcio Lacerda, a primeira etapa das obras foi concluída no primeiro trimestre, mas a segunda etapa atrasou por problemas com uma empresa que abandonou a obra. "Infelizmente, tivemos muitos problemas com essa obra, com defeitos graves que precisaram ser corrigidos. Apesar do atraso, as obras voltarão no começo de novembro. A boa notícia é que vamos conseguir aumentar o número de leitos previstos inicialmente", explica o prefeito.

Belo Horizonte - Prefeito: Marcio Lacerda (PSB)

AMPLIAÇÃO E ODERNIZAÇÃO DO METRÔ

Prazo: dezembro de 2016

Valor: R$ 3,1 bilhões (R$ 1 bi do governo federal;

R$ 750 mi de financiamento; R$ 1,5 bi do governo estadual, prefeitura e parceria público-privada)

Situação: entrega dos projetos executivos

marcada para dezembro de 2013; início das obras está marcado para julho de 2014.

ENTREGA DO BRT NAS AVENIDAS CRISTIANO MACHADO E ANTÔNIO CARLOS

Prazo: dezembro de 2013

Valor: R$ 694 milhões

Situação: O início do funcionamento do trecho na Av. Cristiano Machado está marcado para 15 de fevereiro de 2014. O trecho da Av. Antonio Carlos está previsto para o fim de março.

NOVAS UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO (UPA)

Prazo: a partir de 2014

Valor: R$ 12 milhões (sem os cálculos dos terrenos)

Situação: Quatro unidades já têm obras contratadas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Obras do BRT provocam mais transtorno na Pampulha

01/10/2013 - Estado de Minas

Motoristas que transitam pela Avenida Dom Pedro I em direção a bairros das regiões da Pampulha e Venda Nova, em Belo Horizonte, devem ficar atentos a mudanças na via na volta para casa, logo mais à noite. As pistas no sentido Centro-bairro serão fechadas a partir das 9h, entre a Avenida Portugal e Rua Sãozinha Baggio Coutinho, no Bairro Itapoã. Um desvio foi montado, pela Rua Irlanda, que teve seu sentido de direção alterado, passando em frente à entrada principal do Hipermercado Via Brasil.

Segundo a BHTrans, empresa que gerencia o trânsito na capital, a área estará bem sinalizada, com faixas de tecido, para orientação aos condutores. Agentes da unidade integrada de trânsito – BHTrans, Batalhão de Trânsito (BPTran) e Guarda Municipal – vão operar o tráfego na região. A alteração faz parte das intervenções para implantação do transporte rápido por ônibus (BRT) de Belo Horizonte, batizado de Move pela prefeitura.

Os motoristas devem redobrar a atenção, respeitando a sinalização e as orientações dos agentes de trânsito durante a operação. Quem trafega sentido Centro-bairro, ao sair da Avenida Antônio Carlos, deve pegar a alça à direita debaixo do Viaduto Oscar Niemeyer até a Avenida Portugal e seguir até o fim da Rua Irlanda, passando pela Rua Sãozinha Baggio Coutinho, e retomar a Dom Pedro I. Quem vier da direção do sentido Museu de Arte da Pampulha, assim que sair do Viaduto Oscar Niemeyer, deve se manter à direita e pegar a alça debaixo do elevado.

Usuários do transporte coletivo devem ficar atentos às mudanças no itinerário. Os ônibus das linhas 1207A, 1207C e 2211B, depois de entrar na Avenida Dom Pedro I, seguirão pelas ruas Monte Castelo e Engenheiro Vicente Assunção, para então pegar a Avenida Montese. Já os da linha 2402A seguem pela Avenida Dom Pedro I, ruas Monte Castelo, Professor Hermínio Guerra e São Miguel. Os coletivos da linha S51, depois de sair da avenida Antônio Carlos, vão seguir pelo desvio em direção à Rua Irlanda, para em seguida passar pelas ruas São Miguel e Maria Moreira Reis, até alcançar a Avenida Portugal. As demais linhas de transporte coletivo não sofreram alterações.

INTERDIÇÕES. As intervenções para implantação do BRT também alteraram a circulação de veículos na área central de Belo Horizonte e ao longo da Avenida Cristiano Machado, principal acesso às regiões Norte e Nordeste da capital. Na Avenida Paraná, o trânsito continua aberto somente a linhas de ônibus, que circulam pelas pistas do sentido oposto.

Nas ruas dos Caetés e Curitiba, nas imediações da Praça da Rodoviária, há estreitamento de pistas. A Avenida Santos Dumont continua interditada. O acesso à rodoviária também sofreu alterações. Na Avenida Cristiano Machado, a pista exclusiva de ônibus foi fechada, com liberação para veículos pequenos nos horários de pico entre os bairros Sagrada Família e União. A previsão é de que o Move transporte inicialmente 700 mil pessoas diariamente, reduzindo em até 50% o tempo de viagem.

ENQUANTO ISSO... ...MAIS 70 ÔNIBUS ARTICULADOS PARA O MOVE

Principal fabricante de carrocerias para ônibus do país, a gaúcha Marcopolo anunciou o fornecimento de 70 ônibus articulados modelo Viale BRT (foto) para o Move, nome dado pela BHTrans ao transporte rápido por ônibus na capital. O pacote é o primeiro confirmado entre fábricas de carrocerias para ônibus – na feira Transpúblico, em julho, a Mercedes-Benz já havia revelado ao EM a encomenda de 500 chassis (350 de motor dianteiro e 150 articulados) para o sistema. Motivada pelo curto prazo de entrega dos articulados, que demanda tempo médio de seis meses para a produção, BH terá uma das frotas de BRT mais variadas do mundo: além da Marcopolo e Mercedes-Benz, estão previstos coletivos da Caio, Comil, Neobus e Mascarello em chassis Volvo e Scania. As obras estão programadas para o fim do ano e o cronograma do Move prevê ainda um mês de testes e pelo menos mais três de substituição gradual das linhas, segundo a BHTrans. (Bruno Freitas)

sábado, 28 de setembro de 2013

Sistema de transporte coletivo será reestruturado em Juiz de Fora

25/09/2013 - G1

'Sistema precisa ser integrado, barato e rápido', diz secretário.
Pedestres e motoristas reclamam de congestionamentos e sinalização.

Nathalie Guimarães

Do G1 Zona da Mata

Motoristas reclamam de congestionamentos
(Foto: Nathalie Guimarães/G1)
A Prefeitura de Juiz de Fora anunciou na tarde desta terça-feira (24), o projeto "JF+Mobilidade", que prevê ações e estratégias para a reestruturação do transporte coletivo no município, como a implantação de faixas exclusivas para coletivos, instalação de GPS nos ônibus, sistema de integração temporal no Bairro Distrito Industrial e a afixação de mapas mais completos com informações sobre as linhas nos pontos de ônibus.
Segundo o prefeito Bruno Siqueira, nos últimos dez anos, a frota de carros em Juiz de Fora mais que duplicou e, diante disso, a mobilidade urbana deve ser baseada na reestruturação do transporte coletivo. Ele frisou que a prioridade é o transporte coletivo urbano e que outras obras irão beneficiar os demais usuários de veículos particulares, como mergulhão e pontes. O prefeito ainda reforçou o compromisso de criar o bilhete único no próximo ano.
Em outubro, a integração temporal de linhas e ônibus no Bairro Distrito Industrial começará a funcionar em caráter experimental. Para isso, serão criadas as linhas Circular BR-040 e Circular Distrito Industrial e os usuários poderão utilizar os cartões normalmente para entrar no coletivo. Ao passar pela catraca será registrado o horário em que o cartão foi utilizado pela primeira vez e o passageiro terá uma hora e 30 minutos para utilizar outro ônibus nas 29 linhas permitidas na Zona Norte sem debitar uma nova passagem. Para o próximo ano, está previsto o cartão "Passe Fácil".
Também foi anunciada a implantação de equipamentos de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS), que, entre outros, prevê a instalação de GPS em todos os ônibus do município no primeiro semestre de 2014. O objetivo é ampliar o controle e a fiscalização do transporte coletivo. Posteriormente, o sistema irá garantir ao usuário acesso às informações em tempo real.
saiba mais
Moradores, especialista e Prefeitura avaliam trânsito em Juiz de Fora
Morador flagra carros estacionados de forma irregular em Juiz de Fora
Chuva e velocidade podem ter contribuído com morte na BR-040
Já em novembro, a Secretaria de Transportes e Trânsito (Settra) implantará faixas exclusivas para ônibus em duas vias: na Avenida Brasil, no sentido Centro/Bairro, entre a Rua Américo Lobo, no Bairro Manoel Honório, e o Viaduto Ramirez González, no Bairro Cerâmica; e em trechos do Bairro Mariano Procópio, como a Rua Coronel Vidal, passando pela Rua Henrique Burnier, Avenida Brasil até a Rua Ewbank da Câmara. O intuito é aumentar a velocidade operacional e priorizar o transporte coletivo.
Na ocasião, também foi assinado um contrato com a empresa vencedora da licitação que desenvolverá estudos sobre o transporte coletivo urbano a curto e a longo prazo. Entre as metodologias do trabalho, serão realizadas entrevistas com os usuários, identificando os locais de origem e de destino, além da contagem de passageiros que sobem ou descem em cada ponto de ônibus. A longo prazo, o trabalho irá apontar as tendências do transporte público no município. "A partir deste trabalho, vamos traçar o perfil do usuário do transporte em Juiz de Fora, desenhando uma nova rede", explicou o prefeito.
Reclamações e sugestões
O G1 ouviu a população para saber quais são os maiores problemas do trânsito em Juiz de Fora. Motoristas e pedestres reclamaram da falta de sincronismo dos semáforos, de fiscalização e sinalização, da imperícia de motoristas e pedestres, dos congestionamentos, principalmente nos horários de pico, da passagem de trens no Centro da cidade, do curto tempo reservado para a travessia de pedestres, da ausência de vias alternativas e de obras viárias que solucionem o problema.
Todos os dias no fim da tarde, a analista de sistemas Aline Perantoni sai cerca de 15 minutos mais cedo do trabalho na Avenida Barão do Rio Branco, na altura da Avenida Itamar Franco, para conseguir chegar a tempo para pegar a filha dela na escola, no Bairro Morro da Glória. Quando ela sai às 17h, gasta cerca de 30 minutos da Avenida Itamar Franco até o colégio. Em horários que o trânsito apresenta fluxo normal, o trajeto poderia ser feito em oito minutos. Para Aline, considerando o aumento da frota de veículos, o trânsito da cidade está caminhando para um colapso. "Depois das 17h, com o horário de pico, a Avenida Itamar Franco e a Rua Santo Antônio ficam cheias. Quando chove, então, parece que as pessoas trocam a sombrinha pelo carro", destacou.

No horário de pico, formam-se longas filas de
automóveis (Foto: Nathalie Guimarães/G1)
A falta de sincronia entre os semáforos, escolas sem local apropriado para embarque e desembarque de alunos em ruas movimentadas e a imperícia dos motoristas de carros e motos que param em locais que impactam o trânsito foram apontados pela pedagoga Lilyan Gatto como elementos que dificultam o trânsito. Ela sugeriu a realização de campanhas de educação no trânsito, adequação da sincronia entre os semáforos e criação de mais estacionamentos para minimizar os problemas.
O geógrafo João Paulo Araújo acredita que o problema da mobilidade urbana é, em parte, resultado do desenvolvimento desordenado da cidade. "Isso deve ser tratado juntamente com a comunidade acadêmica, social e política para que os resultados do planejamento estratégico urbano atendam aos anseios da sociedade", enfatizou.
Para ele, o fato de o trem atravessar o Centro da cidade é um incômodo, já que cria retenções em algumas ruas. No entanto, ele sugeriu que os trilhos, assim como as bicicletas, também podem ser uma solução para gerar mais fluidez no trânsito. "Muitas cidades menores, no mundo todo, foram bem sucedidas ao optarem pelo uso do trem urbano e do bonde. Outra solução privilegia o uso de bicicletas, mas ainda é preciso criar ciclovias seguras", explicou.
O aumento da frota de carros e motocicletas na cidade é o motivo do grande transtorno no trânsito de Juiz de Fora, na opinião do aposentado Sebastião Felix. "Deveriam criar mais vias alternativas. Muitas obras foram prometidas e não saíram do papel", cobrou. Já o aposentado Waldemir Azevedo reclamou do curto tempo para atravessar o semáforo em alguns pontos da cidade. "Quem é jovem aguenta correr, mas quem é mais velho não", lamentou.
Revisão do tempo no semáforo
O especialista em Mobilidade Urbana, José Luiz Brito Bastos, informou que, em alguns pontos, o tempo de travessia estipulado pelos semáforos é suficiente. Em outras vias, porém, como na Avenida Getúlio Vargas, ele afirma que o tempo de 12 segundos não é apropriado. "Para beneficiar o trânsito de automóveis, o tempo do pedestre é reduzido para não causar congestionamentos", esclareceu.
Ele indicou a revisão dos tempos semafóricos, principalmente quando a travessia é feita em mais de um estágio, ou seja, quando o pedestre atravessa uma via e depois tem que cruzar outra em seguida. "Quando ele chega no meio da segunda faixa, o sinal fecha. Às vezes é preciso esperar um ciclo inteiro para atravessar", afirmou. Para José Luiz, quando o tempo de espera chega ao limite, as pessoas cansam e se arriscam.
Com relação à fiscalização, o especialista definiu como um sério problema em Juiz de Fora. Segundo ele, os semáforos e a boa vontade das pessoas são que conduzem o trânsito nas vias, o que provoca as infrações de trânsito na cidade. "Antes havia uma companhia de Polícia Militar de Trânsito, que era bastante atuante. Atualmente o número de agentes de trânsito é insuficiente em virtude do número de veículos e da população", lembrou.
Como uma solução para os congestionamentos, o especialista reforçou a necessidade de renovar o sistema de transporte coletivo para atender o usuário com segurança e qualidade, visando a reduzir o número de automóveis nas vias. Também defende a implantação de GPS nos ônibus para ampliar o controle da Secretaria de Transportes e Trânsito (Settra).
Pontes serão concluídas
Com relação às obras viárias no município, o secretário de Transportes e Trânsito informou que estão em andamento a construção da ponte do Tupynambás e da ponte dos Poderes, que ligará a Avenida Brasil à Avenida Garibaldi Campinhos, no Bairro Vitorino Braga. Os trabalhos devem ser finalizadas no fim deste ano. A obra do mergulhão da Avenida Francisco Bernardino deve ter início ainda neste ano, com término previsto para 2014. "Conseguimos a liberação de mais uma parcela da verba junto ao Dnit para o empreendimento", disse.

Faixa de pedestres na Avenida Itamar Franco com a
Avenida Rio Branco está apagada
(Foto: Nathalie Guimarães/G1)
Como proposta de criação e reaproveitamento de vias como rotas alternativas, ele sugere que a Avenida Brasil possa ser mais bem aproveitada e que existem projetos nesse sentido. Ele disse também que recentemente a Settra realizou a reprogramação dos tempos dos semáforos na Avenida Getúlio Vargas, no Centro.
O secretário afirmou ainda que a sinalização horizontal está sendo reposta em cruzamentos da área central. "Vamos tentar deslocar alguns eixos de transporte e tentar aumentar a fluidez com medidas de reprogramação do semáforo", afirmou. Ele acrescentou como medidas a serem tomadas, principalmente entre a Rua Halfeld e a Praça Antônio Carlos. A velocidade média, que anteriormente era de 8,8 km/h, aumentou para 10,8 km/h nos horários de pico.
Contorno Ferroviário
A MRS Logística informou que a empresa desenvolveu um projeto técnico de criação de um contorno ferroviário na cidade de Juiz de Fora, que propõe a retirada da linha férrea do Centro da cidade. Segundo informações da MRS, o projeto foi doado à Prefeitura de Juiz de Fora, juntamente com um aporte de R$ 2,4 milhões, para auxiliar na captação de recursos para a efetivação do empreendimento. Segundo o secretário de Transportes, a Prefeitura está se empenhando na busca de recursos para a implantação do projeto.

Pedestres não obedecem a sinalização nas
passagens de nível (Foto: Nathalie Guimarães/G1)
A empresa informou ainda que o trem demora 4 minutos e 30 segundos em cada passagem de nível e, que, em caso de parada, é necessário realizar uma inspeção geral antes de prosseguir, principalmente para averiguar se há pedestres passando por entre os vagões. De acordo com a MRS, o principal motivo das paradas é a imprudência de pedestres e motoristas que não respeitam a sinalização nas passagens de nível. No total, há sete passagens deste tipo na região central de Juiz de Fora. A MRS também disse que realiza campanhas educativas frequentemente, como blitzen educativas nas passagens de nível.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Sistema de semáforos é instalado para implantação do BRT em Uberaba

26/09/2013 - G1

O projeto da implantação do sistema Bus Rapid(BRT) em Uberaba, que tem o objetivo de agilizar as viagens e dar mais conforto, só deve ser concluído em abril de 2013. Neste período, algumas ações estão em andamento, como o projeto de instalação dos semáforos inteligentes na região central nos próximos 45 dias. O sistema pretende melhorar o tráfego dos ônibus do transporte coletivo.

Para o corredor de ônibus funcionar, é preciso que o sistema semafórico trabalhe de forma integrada. Quando o ônibus passar por um semáforo, o sistema precisa calcular quanto tempo o veículo vai gastar até o próximo, para que ele também esteja aberto.

O novo sistema vai garantir que o usuário espere no máximo três minutos em cada estação. Porém, a novidade, segundo secretário de Planejamento, Cláudio Junqueira, deve causar mais mudanças no trânsito. "Diminuição de conversão à esquerda o que vai evitar a quantidade de paradas dos ônibus em semáforos. Equipamentos serão colocados nos cruzamentos para verificar a necessidade ou não da retirada dessas conversões", explicou.

Obras

No terminal Leste, no Bairro de Lourdes, as obras avançaram nas últimas semanas. A estrutura do telhado foi colocada e o solo também é preparado para receber o asfalto. Já no terminal Oeste, na entrada da Univerdecidade, o cenário é de uma obra abandonada. Máquinas estão paradas e não há funcionários. O secretário garantiu que o trabalho continua, mas está atrasado. "Tivemos que fazer readequação de projeto e o Centro de Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau) teve que fazer as redes de água pluvial", alegou.

Projeto

Os novos ônibus foram apresentados à população em dezembro do ano passado. As doze estações que fazem parte do corredor também foram instaladas, mas na maioria delas falta as catracas e assentos, sem falar nos estragos. Ainda de acordo o secretário, tudo deve estar pronto no começo do ano que vem.
"É bem razoável, de acordo com o que os fornecedores têm nos dito. As secretarias envolvidas no processo disseram que em abril o projeto estará entregue", acrescentou.

Informações: G1 Triângulo Mineiro

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Transporte Rápido por Ônibus, o BRT, de Belo Horizonte vai se chamar Move

11/08/2013 - Hoje em Dia - BH

Leia: BHTrans confirma nova marca do BRT; transporte começa a operar até maio de 2014

Fez muito bem a BHTrans ao buscar identidade visual e um nome novo para o Transporte Rápido por Ônibus, com uma antecedência razoável de sua entrada em operação, prevista para março do ano que vem. Com os problemas verificados nas obras e os atrasos no cronograma, a sigla BRT estava ficando desgastada.

Tal desgaste é negativo para o esforço de mudança de hábito da população que usa o automóvel para se mover de um ponto a outro da cidade, congestionando ruas, poluindo o ar e consumindo gasolina. Move – o novo nome do BRT – parece uma boa escolha. É simples, de fácil memorização, e tem conotação de movimento em português, inglês e espanhol, como lembrou o presidente da BHTrans, Ramon Victor César. O Move deve contribuir fortemente para que o trânsito na cidade fique menos congestionado do que agora.

Para isso, é preciso que o Move funcione bem, com regularidade e conforto para os passageiros e represente economia para o bolso do consumidor. Pois só assim haverá a necessária mudança de hábito dos usuários dos automóveis. O sistema BRT, inventado há quase 40 anos pelo arquiteto paranaense Jaime Lerner, já provou sua utilidade em Curitiba, onde ele foi prefeito por três mandatos. Por isso, foi adotado por dezenas de grandes cidades em pelo menos 30 países.

O projeto de Lerner foi adaptado para Belo Horizonte, onde haverá múltiplas linhas – e não uma só, como em Curitiba – num mesmo corredor do Move. A decisão foi tomada pelo prefeito Marcio Lacerda em 2010. Em abril deste ano, esperava que até dezembro as três primeiras obras estivessem concluídas. O projeto compreende um complexo de corredores somando 160 quilômetros e custo estimado em R$ 5,5 bilhões.

Para março, o que se espera agora é que os primeiros ônibus do Move já possam circular ao longo de 25 quilômetros. Os recursos para essa primeira fase estão calculados em R$ 850 milhões. E ela será inaugurada ainda incompleta, pois só em 2015 deverão estar construídos dois viadutos exclusivos no trajeto dos ônibus.

Se não houver interrupção das obras, por falta de recursos, em 2020 o projeto estará integralmente concluído. Na visita a Varginha, na última quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff prometeu verbas de R$ 7,3 bilhões para obras de mobilidade urbana em Belo Horizonte. Apesar do histórico de muitas promessas não cumpridas, feitas pelo governo federal para a capital mineira, não se pode desesperar – nem deixar a cidade parar.

Projeto de sinalização do BRT de Uberaba vai custar cerca de R$ 150 mil

11/08/2013 - Jornal da Manhã – Uberaba

Leia também: Dinheiro da venda da folha deve ser investido no sistema de transporte de Uberaba

Prefeitura abre licitação para contratar empresa responsável por elaboração de projeto de sinalização eletrônica no trecho onde será implantado o novo sistema de transporte coletivo. O serviço está orçado em aproximadamente R$150 mil. O prazo para entrega do relatório é de três meses, o que poderá adiar a previsão de colocar o BRT em funcionamento em setembro.

A vencedora da concorrência realizará o levantamento, avaliação e planejamento de intervenções em cruzamentos semaforizados para implantação do sistema BRT. Os sinaleiros precisam funcionar de forma sincronizada para assegurar a fluidez do trânsito quando o novo modelo de transporte coletivo estiver em operação, pois a previsão é ter um novo ônibus a cada três minutos passando na avenida Leopoldino de Oliveira.

A expectativa do prefeito Paulo Piau (PMDB) ainda é lançar os novos terminais e o sistema BRT até o fim de setembro. No entanto, a licitação acontecerá no dia 26 de agosto e a empresa vencedora terá três meses de prazo para execução do projeto de semaforização, a partir da assinatura da ordem de serviço. Com isso, já existe a possibilidade de adiar a inauguração do novo modelo de transporte coletivo. Segundo o prefeito, a data para finalizar a implantação do BRT poderá ser alterada em caso de imprevistos ou atrasos no processo licitatório. No entanto, ele afirma que a meta estabelecida em setembro é justamente para a equipe "apressar o passo".

Piau lembra que ações judiciais por discordância no valor pago para desapropriação da área onde está sendo construído o terminal da Univerdecidade levou à interrupção das obras no começo do ano, mas a situação já foi resolvida e o ritmo do trabalho está normalizado. "Vamos cimentar o terminal oeste antes das chuvas para não ter nenhum tipo de atraso", salienta. Ao todo, A PMU estima que R$7 milhões devem ser desembolsados para terminar a implantação do sistema BRT.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Continua o ‘faz e refaz’ no BRT de Belo Horizonte

23/07/2013 - Hoje em Dia - BH

O quebra-quebra sem fim em que se transformaram as obras do BRT (transporte rápido por ônibus) de Belo Horizonte teve mais um capítulo nessa segunda-feira (22). Na avenida Santos Dumont, no Centro, degraus da escada de acesso a uma plataforma de passageiros foram rebaixados em pelo menos 10 centímetros.

Desde maio, uma sequência de falhas tem obrigado as empreiteiras a refazer partes da obra, que, em setembro, completará dois anos de atraso. A expectativa é a de que o sistema entre em operação apenas no primeiro bimestre de 2014.

Justificativa

O motivo dos trabalhos de ontem, segundo um fiscal da prefeitura que estava no local, foi a construção da escada fora das diretrizes do projeto. A base de concreto não levou em consideração a espessura do acabamento que revestirá a estrutura. Assim, a escada ficaria desnivelada com a plataforma.

"Essas coisas acontecem. Para escolher qualquer tipo de material na casa da gente, já é difícil. Imagina aqui, onde todo mundo dá palpite", afirmou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

Pelo menos três operários trabalharam na destruição do concreto. A demolição deve ser reiniciada hoje de manhã.

Revoltante

Recorrente, a quebradeira irrita comerciantes. "Já nem sei mais o que pensar. Essa obra não tem fim. Não ficou pronta ainda e, pra mim, nem vai ficar. É todo dia uma desculpa nova e mais uma parte que é destruída", afirmou o gerente de uma loja de utilidades domésticas.

Até as 19 horas desta segunda-feira (22), a Prefeitura não havia se posicionado sobre o assunto.

domingo, 9 de junho de 2013

Em BH, Avenida Amazonas terá BRT e ônibus seguirá até Contagem

09/06/2013 - O Tempo

Ainda correndo contra o tempo para concluir as obras atrasadas do BRT (sigla para transporte rápido por ônibus) até o fim deste ano, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou, ontem, que estuda a implantação de duas novas linhas do transporte na cidade. A primeira será construída pela extensão da avenida Amazonas até a divisa com Contagem, na região metropolitana. A outra, chamada de BRT Metropolitano, deverá fazer a ligação da rodoviária da capital a Betim, na mesma região.

Os estudos, anunciados ontem durante o 3º Congresso da Associação Latino Americana de Sistemas Integrados e BRT, começaram em abril. Não há data ainda para o início das obras, mas a previsão é de que os estudos de viabilidade sejam finalizados em até 18 meses, segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). 

Linhas.
Na avenida Amazonas, o BRT será construído ao longo dos 9 km de extensão da via, a partir da ligação com o BRT da avenida Paraná, no centro da capital, até o bairro Vila São José, no liminte com Contagem, pouco antes da via se transformar na BR–381.

Com 60 mil veículos circulando por dia na avenida, a BHTrans acredita que o fluxo pode ser reduzido em 40% no local, a mesma estimativa para as outras linhas do BRT na capital. “Na Amazonas, faltam só confirmações técnicas”, frisou o diretor de planejamento da BHTrans, Célio Freitas. A estimativa de custos é de R$ 300 milhões. Serão 121 ônibus de 33 linhas da capital e 88 metropolitanas. Devem ser 20 estações e 340 mil usuários.

Em Contagem, a previsão da Autarquia de Trânsito e Transporte de Contagem (Transcon) é de que o BRT desafogue em 50% o tráfego em toda a cidade.

O BRT Metropolitano ainda não é consenso entre as prefeituras envolvidas e está em estágio mais inicial. Enquanto a BHTrans planeja uma rota para ligar a rodoviária da capital até Betim, passando pela Via Expressa e pela avenida Tereza Cristina, por onde circulam cem mil veículos diariamente, a Prefeitura de Betim estuda implementar o monotrilho para melhorar a mobilidade.

“Nós também estamos estudando o projeto de 24 km de monotrilho para ligar Contagem ao centro de Betim, e parece viável. Mas vamos esperar as análises do BRT”, disse o presidente da Transcon, Agostinho Silveira.

O engenheiro Juan Carlos Horta Gutiérrez, da UFMG, afirma que o BRT não deve ser suficiente para solucionar o problema do trânsito na capital. “Ele é um transporte que alivia o trânsito. Mas, a longo prazo, as vias movimentadas em que ele é implementado podem sofrer de novo com congestionamentos”.

Por Lucas Simões
Informações: O Tempo

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ônibus do BRT chega a Belo Horizonte para teste

07/06/2013 - ANTP

O transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) começa a aparecer pela cidade


Belo Horizonte investe em BRTs
créditos: Divulgação

Em meio às readequações nas obras das avenidas Antônio Carlose Cristiano Machado e o fechamento de vias na Região Central, o transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) começa a aparecer pela cidade. Meses antes de o sistema entrar em funcionamento, previsto para o primeiro trimestre de 2014, os usuários do transporte coletivo já poderão ter uma breve amostra do que serão os novos ônibus nos próximos dias. A encomenda da nova frota de 192 ônibus articulados e 200 padrons só deve ocorrer em julho, quando os consórcios operadores pretendem fechar a aquisição dos coletivos. Depois que os empresários do setor adiaram, no início do ano, o primeiro pacotão de BRTs previstos para transportar boa parte dos 750 mil usuários/dia, um fabricante de chassis disponibilizou o primeiro ônibus articulado apto a realizar testes em linhas com passageiros na Grande BH.

O veículo imponente de cor branca, modelo Comil Doppio BRT, já recebeu o validador necessário para o pagamento da tarifa por meio de cartão, foi entregue pela Scania à empresa Turilessa e aguarda somente trâmites burocráticos, como a assinatura de um comodato entre as partes e vistoria no Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), para começar a rodar na linha 5610, interligando o Bairro Morro Alto, no município de Vespasiano, ao Centro da capital mineira. Na quinta-feira, motoristas e instrutores da Turilessa fizeram um percurso da linha 5610 – via Antônio Carlos, Rua dos Guaranis e Carijós – com o veículo vazio para ver como seria o desempenho do BRT.

Seguindo parte das especificações impostas pela BHTrans para os ônibus articulados do sistema, como a existência de ar-condicionado, câmbio automático e portas de embarque em nível no lado esquerdo da carroceria, o coletivo de 18,60 metros de comprimento e capacidade para 160 passageiros promete ser uma das principais atrações do III Congresso As Melhores Práticas SIBRT na América Latina, simpósio organizado pela Associação Latino-Americana de Sistemas Integrados e BRT (SIBRT) que discutirá, de hoje a sexta-feira, soluções para melhorar a qualidade dos sistemas de transporte público urbanos. Durante o evento, o articulado ficará exposto numa das pistas do futuro corredor da Avenida Cristiano Machado, ainda fechada para obras.

"O principal objetivo do teste é colocar o articulado para rodar numa operação normal, avaliando quesitos como dirigibilidade, consumo de combustível, performance do motor e manobra. Além da Saritur, temos outras empresas interessadas em fazer o teste nas linhas municipais de Belo Horizonte. Foi uma feliz coincidência trazê-lo, uma vez que os consórcios da capital mineira estão partindo para as decisões de compra", exlica Eduardo Monteiro, responsável de vendas de ônibus urbanos da Scania. O executivo afirma que o mesmo BRT já foi testado em linhas de Brasília e Recife. A expectativa agora é de que o coletivo – orçado em R$ 400 mil – circule por um período mínimo de 60 dias em BH.

Resistência
Por outro lado, antes mesmo que a compra dos BRTs seja definida, operadores do sistema têm demonstrado resistência quanto aos articulados. Segundo duas fontes ligadas aos consórcios ouvidas pelo Estado de Minas, a exigência de carteira de habilitação categoria E ainda não foi totalmente aceita pelos motoristas de ônibus. "Há uma expectativa muito grande entre eles se receberão um aumento de salário para operar os BRTs. A responsabilidade será maior e, com o trânsito cada vez mais complicado, muitos motoristas estão fugindo das linhas da região Central, por onde passará o sistema", disse uma das fontes, que preferiu não se identificar.

Procurada pela reportagem, a BHTrans não se pronunciou. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), responsável pelo DER, disse ainda não ter sido informada pelo fabricante e a empresa sobre o início do teste. Somente um dos sete terminais BRT previstos na Grande BH – justamente o do Bairro Morro Alto, em Vespasiano – teve o início de obra autorizado pela secretaria. Com investimentos de R$ 21,5 milhões, deverá receber em média cerca de 50 mil passageiros/dia. A previsão é de que o terminal seja concluído no segundo semestre de 2014.

TIPOS DE VEÍCULOS DO SISTEMA
Básico
» Equivalente aos ônibus atuais de motor dianteiro, com comprimento máximo de 12,7 metros, peso bruto total igual ou maior que 16 toneladas, e três portas de serviço com degraus à direita. Serão mantidos em linhas bairro a bairro e alimentadoras.

Padron
» Modelo intermediário que será usado dentro e fora dos corredores. Terá ar-condicionado, câmbio automático, suspensão a ar, comprimento que varia de 13,2 a 15 metros e bicicletário. Com piso alto, tem duas configurações: portas com embarque à esquerda (3 portas) e portas de serviço em ambos os lados da carroceria (5 portas), neste caso para operação fora do BRT.

Articulado
» As estrelas do novo sistema mantêm os acessórios de conforto dos ônibus padron, se diferenciando pelo número de portas de embarque (de 6 a 7) e o porte maior: comprimento máximo de 19 metros e peso bruto total igual ou maior que 26 toneladas.

Enquanto isso... atraso para chegar a Confins
O gargalo causado pelas obras no BRT na Avenida Cristiano Machado acabou comprometendo o embarque de passageiros do serviço Conexão Aeroporto ontem pela manhã. Devido ao trânsito congestionado, alguns ônibus atrasaram. Tentando solucionar o problema, o Expresso Unir, empresa operadora da linha até Confins, realocou passageiros que haviam adquirido passagens com antecedência em táxis pagos pela própria empresa de ônibus.

BRT deve atender 700 mil passageiros por dia em BH

07/06/2013 - Estado de Minas

Belo Horizonte espera ter até o ano que vem 700 mil passageiros por dia apenas no sistema de transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês). Do total, superior à população de todas as outras cidades mineiras, 420 mil pessoas se deslocarão usando linhas municipais e 280 mil, linhas metropolitanas que vão passar pelos corredores do BRT na cidade. O número de 700 mil usuários representa quase metade das atuais 1,58 milhão de pessoas transportadas no sistema convencional e um incremento diário de 40 mil passageiros no sistema de transporte público municipal, que chegará a 1,62 milhão de usuários/dia. Os números levam em conta o início da operação do novo sistema em três corredores: avenidas Antônio Carlos/Pedro I; Paraná/Santos Dumont e Cristiano Machado. Mas, para alcançar o desempenho previsto, a Prefeitura de BH precisa contornar problemas que vem enfrentando no curso das obras, como atrasos e erros de projeto. Recentemente, a administração precisou multar em mais de R$ 1 milhão uma empresa de consultoria responsável pela fiscalização de uma das intervenções, como informou o prefeito Marcio Lacerda, ontem, durante o 3º Congresso As Melhores Práticas SIBRT na América Latina, que reuniu na capital mineira especialistas em transporte e urbanismo.

No mês passado, a administração municipal assistiu à necessidade de destruição de trechos de concreto da Avenida Antônio Carlos. Mesmo destino teve uma estação inteira do BRT na Cristiano Machado. Corrigir erros durante a operação são premissas básicas que, segundo o arquiteto e urbanista Jaime Lerner – precursor da implantação do BRT no Brasil e palestrante do congresso – são prioritárias para se chegar à qualidade do transporte.

De acordo com o prefeito Marcio Lacerda, a multa recentemente aplicada a uma das contratadas do município refere-se ao descumprimento das obrigações de fiscalização e gerenciamento da obra na Avenida Antônio Carlos. "Isso gerou problemas, atrasos e a empresa foi multada por descumprimento de contrato”, disse o prefeito, afirmando tratar-se de procedimento normal na relação entre o poder público e as empresas de engenharia. Ele afirmou ainda que muitos dos problemas enfrentados nas obras são fruto de erros de projeto. "O Brasil ficou parado por 20 anos. Por isso, temos uma carência no ramo de empresas de construção e muitas vezes os projetos executivos ainda apresentam erros”, disse. "O importante é que não é a prefeitura que está pagando por isso”, disse.

Grande BH

Além dos três corredores em construção na capital, o sistema BRT chegará à região metropolitana. Com a ampliação, a ideia é chegar a 100 quilômetros de malha, ou seja, 78 quilômetros de vias além dos atuais 22 que estão sendo implantados nos corredores Cristiano Machado, Antônio Carlos/Pedro I e Paraná/Santos Dumont. As três obras já em andamento custarão cerca de R$ 1 bilhão e têm previsão para terminar até o fim do ano. Os testes nas pistas estão marcados para janeiro e fevereiro, meses antes da Copa do Mundo 2014. No Corredor Cristiano Machado, a pista central no sentido Centro/bairro será aberta ao tráfego no próximo dia 15.

Ibirité, Sarzedo, Contagem e Betim são os primeiros municípios da região metropolitana cotados para serem ligados à capital pelo sistema BRT. A BHTrans e o governo do estado já iniciaram um estudo para implantar a nova modalidade, passando pela Avenida Amazonas e pela Via Expressa, em Belo Horizonte. O objetivo é que sistema opere em pista exclusiva, com pagamento antecipado de passagens e embarque no mesmo nível em ônibus articulados. A expectativa para esse trecho, bem como para os outros ramais em construção na cidade, é de operação com intervalo de um minuto entre uma viagem e outra. "Temos condições de operar com esse tempo nos horários de pico. Nos momentos em que a demanda for menor, podemos trabalhar com intervalos de três e quatro minutos”, afirmou ontem o diretor de Planejamento da BHTrans, Célio Freitas, durante o congresso.

Palestrante convidado, o arquiteto e urbanista Jaime Lerner – precursor da implantação do modelo quando era prefeito de Curitiba, em 1974 – falou sobre a importância do sistema frente à demora para construção do metrô. "Defendo os sistemas de superfície, porque operam onde estão a vida e o trabalho das pessoas na cidade. Por outro lado, o sistema de BRT é mais viável economicamente quando não se têm recursos para implantar o metrô”, afirmou. Atualmente já são 156 as cidades no mundo que operam o sistema BRT.

Especialista faz elogio ao sistema da capital

A integração de vários tipos de transporte é a peça-chave para garantir fluidez ao trânsito de qualquer cidade. Além disso, é preciso transferir os usuários do transporte individual cada vez mais para o serviço público de alta capacidade. Essas foram as principais premissas defendidas pelo arquiteto e urbanista Jaime Lerner durante o 3º Congresso As Melhores Práticas SIBRT na América Latina. Pioneiro na implantação do BRT em Curitiba, há três décadas, ele defende que o sistema é uma das melhores saídas para a mobilidade urbana.

Sobre Belo Horizonte, o arquiteto elogiou a implantação do BRT, que classificou como uma "senhora rede”. Segundo ele, a escolha da modalidade de transporte foi a melhor para a capital, levando em consideração as demandas por expansão da capacidade de transporte e a insuficiência de recursos para construção do metrô. No entanto, o especialista destacou a necessidade de que o sistema tenha conexão com outras formas de transporte público, para que o atendimento seja de qualidade.

Sustentabilidade, economia e rapidez na realização de obras também foram defendidos por Lerner para o futuro das cidades. Segundo ele, tão importante quanto reduzir o uso do automóvel particular é separar e reciclar o lixo e ser rápido na implantação das ações que vão dar forma aos grandes centros no futuro. "A velocidade é importante. Temos que ser rápidos para evitar nossa própria burocracia. Quando temos boas ideias, é só começar”, afirma. Como exemplo, Lerner citou a realização de obras em Curitiba, feitas em tempo recorde. Uma delas foi o Jardim Botânico, erguido em três meses, e outra, a de um teatro que ficou pronto em apenas 60 dias.

ENQUANTO ISSO... ...METRÔ AVANÇA EM MARCHA LENTA

Para quem aguarda a ampliação do metrô da capital, os prazos serão mais demorados. De acordo com o prefeito Marcio Lacerda, os projetos executivos para as obras nas linhas 1, 2 e 3 devem ficar prontos até o fim do ano e o edital de licitação da parceria público-privada (PPP) deve ser lançado no início do próximo ano. Com as obras, os atuais 20 quilômetros de malha metroviária serão ampliados para 45 quilômetros. Para o Vetor Sul da capital estão sendo feitos estudos de viabilidade para uma linha ligando a Savassi ao Bairro Belvedere, ainda sem prazo para sair do papel.

terça-feira, 4 de junho de 2013

04/06/2013 - Estado de Minas

Ônibus gratuito vai circular por pontos turísticos de BH durante a Copa das Confederações
Veículo foi adaptado para dar conforto aos turistas que vão visitar a capital mineira. Serviço começa a circular na próxima sexta-feira

João Henrique do Vale
  Mirante do Mangabeiras será um dos pontos turísticos visitados

Os turistas que vão visitar Belo Horizonte para assistir aos jogos da Copa das Confederações terão outro atrativo durante o evento. Um ônibus especial, apelidado de uaibus, vai circular pelos principais pontos turísticos da capital mineira. O itinerário inclui visitação em parques, feiras, museus, praças e até festas (Veja na tabela abaixo). As viagens serão gratuitas. 

A iniciativa partiu de pai e filho que são sócios da empresa Ferolla Comunicação. A intenção inicial era fazer os passeios pelas baladas de BH. Porém, com a proximidade do evento esportivo, os empresários resolveram promover a capital. “Percebemos que a cidade está carente do turismo. Vamos fazer o plano piloto na Copa das Confederações com a intenção de mostrar 100% os pontos turísticos. Se tudo der certo, vamos continuar na Copa do Mundo”, afirma Túlio Ferolla, um dos idealizadores do projeto. 

Saiba mais...
 Torcedores terão transporte gratuito para o Mineirão na Copa das Confederações
 Veja os locais de embarque do transporte gratuito para a Copa das Confederações
O ônibus foi todo projetado para dar conforto e atrair o turista. Segundo os empresários, o veículo foi alugado de uma empresa que se inspirou nos automóveis usados em Vancouver, no Canadá. “O dono da empresa foi para lá (Vancouver) e trouxe a ideia. O ônibus será aberto em cima e na traseira”, explica Ferolla. 

Os passeios serão oferecidos durante dez dias - a partir da próxima sexta-feira até 16 de junho. No ônibus, os passageiros receberão água e pão de queijo. Além disso, vídeos sobre a cidade serão exibidos em televisores instalados no coletivo. “Um guia turístico capacitado vai acompanhar cada grupo para dar mais informações sobre o ponto de parada”, diz o empresário. 

Entre os locais que serão visitados estão as Praças do Papa, da Bandeira, e da Estação, Parque das Mangabeiras, Mercado Central, Casa do Baile, museus de Artes e Ofícios e de Arte, Igrejinha da Pampulha.  O ponto de partida do veículo será no entorno da Praça da Liberdade. O coletivo também vai passar por alguns hotéis. 

As inscrições para fazer o passeio já estão abertas. Basta acessar o site do evento, preencher os dados pessoais e escolher o dia que deseja visitar os pontos turísticos. Um voucher será enviado por e-mail. 

Ônibus de graça para os jogos

Os torcedores que irão assistir aos jogos no Mineirão e trabalhadores voluntários terão transporte gratuito durante a Copa das Confederações. Linhas especiais do serviço serão estabelecidas para levar os espectadores até o estádio nos dias de jogos. Já os voluntários poderão utilizar qualquer linha de ônibus da capital entre 17 de maio e 4 de julho por meio de um cartão BHBUS especial.

Para utilizar o serviço, o torcedor deverá apresentar apenas o ingresso do respectivo jogo da Copa das Confederações, que acontece entre 15 e 30 de junho. A BHTrans irá definir os itinerários, horários e locais de embarque e desembarque dos passageiros. Os ônibus destinados ao Serviço Especial contarão apenas com motorista, ou seja, não haverá cobrador nos coletivos. 

Ônibus do BRT chega a Belo Horizonte para teste

04/06/2013 - Estado de Minas


Motoristas fizeram primeiro percurso da linha 5610, do Centro de BH a Vespasiano, na semana passada

Em meio às readequações nas obras das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado e o fechamento de vias na Região Central, o transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) começa a aparecer pela cidade. Meses antes de o sistema entrar em funcionamento, previsto para o primeiro trimestre de 2014, os usuários do transporte coletivo já poderão ter uma breve amostra do que serão os novos ônibus nos próximos dias. A encomenda da nova frota de 192 ônibus articulados e 200 padrons (veja quadro) só deve ocorrer em julho, quando os consórcios operadores pretendem fechar a aquisição dos coletivos. Depois que os empresários do setor adiaram, no início do ano, o primeiro pacotão de BRTs previstos para transportar boa parte dos 750 mil usuários/dia, um fabricante de chassis disponibilizou o primeiro ônibus articulado apto a realizar testes em linhas com passageiros na Grande BH.

O veículo imponente de cor branca, modelo Comil Doppio BRT, já recebeu o validador necessário para o pagamento da tarifa por meio de cartão, foi entregue pela Scania à empresa Turilessa e aguarda somente trâmites burocráticos, como a assinatura de um comodato entre as partes e vistoria no Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), para começar a rodar na linha 5610, interligando o Bairro Morro Alto, no município de Vespasiano, ao Centro da capital mineira. Na quinta-feira, motoristas e instrutores da Turilessa fizeram um percurso da linha 5610 – via Antônio Carlos, Rua dos Guaranis e Carijós – com o veículo vazio para ver como seria o desempenho do BRT.

Seguindo parte das especificações impostas pela BHTrans para os ônibus articulados do sistema, como a existência de ar-condicionado, câmbio automático e portas de embarque em nível no lado esquerdo da carroceria, o coletivo de 18,60 metros de comprimento e capacidade para 160 passageiros promete ser uma das principais atrações do III Congresso As Melhores Práticas SIBRT na América Latina, simpósio organizado pela Associação Latino-Americana de Sistemas Integrados e BRT (SIBRT) que discutirá, de hoje a sexta-feira, soluções para melhorar a qualidade dos sistemas de transporte público urbanos. Durante o evento, o articulado ficará exposto numa das pistas do futuro corredor da Avenida Cristiano Machado, ainda fechada para obras.

"O principal objetivo do teste é colocar o articulado para rodar numa operação normal, avaliando quesitos como dirigibilidade, consumo de combustível, performance do motor e manobra. Além da Saritur, temos outras empresas interessadas em fazer o teste nas linhas municipais de Belo Horizonte. Foi uma feliz coincidência trazê-lo, uma vez que os consórcios da capital mineira estão partindo para as decisões de compra", exlica Eduardo Monteiro, responsável de vendas de ônibus urbanos da Scania. O executivo afirma que o mesmo BRT já foi testado em linhas de Brasília e Recife. A expectativa agora é de que o coletivo – orçado em R$ 400 mil – circule por um período mínimo de 60 dias em BH.

Resistência

Por outro lado, antes mesmo que a compra dos BRTs seja definida, operadores do sistema têm demonstrado resistência quanto aos articulados. Segundo duas fontes ligadas aos consórcios ouvidas pelo Estado de Minas, a exigência de carteira de habilitação categoria E ainda não foi totalmente aceita pelos motoristas de ônibus. "Há uma expectativa muito grande entre eles se receberão um aumento de salário para operar os BRTs. A responsabilidade será maior e, com o trânsito cada vez mais complicado, muitos motoristas estão fugindo das linhas da região Central, por onde passará o sistema", disse uma das fontes, que preferiu não se identificar.

Procurada pela reportagem, a BHTrans não se pronunciou. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), responsável pelo DER, disse ainda não ter sido informada pelo fabricante e a empresa sobre o início do teste. Somente um dos sete terminais BRT previstos na Grande BH – justamente o do Bairro Morro Alto, em Vespasiano – teve o início de obra autorizado pela secretaria. Com investimentos de R$ 21,5 milhões, deverá receber em média cerca de 50 mil passageiros/dia. A previsão é de que o terminal seja concluído no segundo semestre de 2014.

TIPOS DE VEÍCULOS DO SISTEMA

Básico

» Equivalente aos ônibus atuais de motor dianteiro, com comprimento máximo de 12,7 metros, peso bruto total igual ou maior que 16 toneladas, e três portas de serviço com degraus à direita. Serão mantidos em linhas bairro a bairro e alimentadoras.

Padron

» Modelo intermediário que será usado dentro e fora dos corredores. Terá ar-condicionado, câmbio automático, suspensão a ar, comprimento que varia de 13,2 a 15 metros e bicicletário. Com piso alto, tem duas configurações: portas com embarque à esquerda (3 portas) e portas de serviço em ambos os lados da carroceria (5 portas), neste caso para operação fora do BRT.

Articulado

» As estrelas do novo sistema mantêm os acessórios de conforto dos ônibus padron, se diferenciando pelo número de portas de embarque (de 6 a 7) e o porte maior: comprimento máximo de 19 metros e peso bruto total igual ou maior que 26 toneladas.

Enquanto isso...

…atraso para chegar a Confins

O gargalo causado pelas obras no BRT na Avenida Cristiano Machado acabou comprometendo o embarque de passageiros do serviço Conexão Aeroporto ontem pela manhã. Devido ao trânsito congestionado, alguns ônibus atrasaram. Tentando solucionar o problema, o Expresso Unir, empresa operadora da linha até Confins, realocou passageiros que haviam adquirido passagens com antecedência em táxis pagos pela própria empresa de ônibus.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

BH: obras do BRT entram em nova fase na área central

08/01/2013 - The City Fix Brasil

Mesmo com as obras na Avenida Santos Dumont ainda em andamento, prefeitura garante prazos. (Foto: Estado de Minas)

Embora ainda não esteja totalmente concluída, a liberação do tráfego para as linhas municipais e metropolitanas no começo de dezembro passado começa a trazer à Avenida Santos Dumont, Área Central de Belo Horizonte, o cotidiano interrompido nos últimos oito meses por conta das obras de implantação do BRT – Bus Rapid Transit. Um alívio para usuários e lojistas que amargaram duras perdas no período.

Agora o clima de expectativa e incertezas avança, a partir desta terça-feira, 8 de janeiro, sobre a Avenida Paraná, outro importante corredor do comércio popular. Segundo comunicado da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), a nova fase se dará em duas etapas e interditará apenas um sentido da via por vez. A previsão de término total dos trabalhos é para o fim de 2013.


Tratamento diferenciado, estações da Área Central terão um desenho mais aerodinâmico. (Foto: Divulgação PBH/B&L Arquiterura)

Durante todo o período de intervenções serão distribuídos informativos nos coletivos, estabelecimentos comerciais e também entre as pessoas que transitam pela região com o mapa das mudanças no trânsito e alterações nas linhas de ônibus. Ao todo, 39 linhas municipais e 45 linhas metropolitanas serão alteradas. Saiba mais:

Prefeitura de BH prevê expansão do BRT na capital

18/01/2013 - Estado de Minas

A maior aposta de Belo Horizonte no transporte coletivo sobre rodas ainda não passou pelo teste de fogo do dia a dia, mas, antes mesmo do fim das obras nas avenidas Antônio Carlos/Pedro I, Cristiano Machado e área central, já há projetos para estender o BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) a pelo menos mais três grandes percursos. O primeiro deles já está em estudo, com a finalidade de levar o sistema à Avenida Amazonas, beneficiando principalmente moradores da região metropolitana. A obra, com custo estimado em R$ 300 milhões, deve começar só em 2015. A prefeitura pretende também aplicar o conceito, em uma próxima fase, ao Anel Rodoviário e a um circuito ligando a Avenida dos Andradas ao Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul.

O BRT Amazonas, segundo o diretor de Planejamento da BHTrans, Célio de Freitas, é tão importante quanto os que já estão sendo executados, mas ficou para depois em função das limitações de orçamento. Pelo corredor devem ser transportados 340 mil passageiros por dia, mediante parceria entre o município e o governo do estado, que deverá construir uma estação em Contagem, na Grande BH, provavelmente próximo à Praça da Cemig. A estimativa é de que 121 linhas passem pela faixa exclusiva para coletivos – 33 delas da capital e 88 da região metropolitana. Nos nove quilômetros da Amazonas estão previstas cerca de 20 estações no canteiro central, em locais de grande movimento, como em frente ao Expominas e ao Centro de Educação Tecnológica (Cefet-MG).

O diretor da BHTrans afirma que o projeto é fundamental para o planejamento do trânsito e transporte em BH. "Os outros corredores ganharam prioridade por causa da janela de oportunidade, em função do orçamento que se tinha para a Copa do Mundo, mas o BRT Amazonas também é fundamental, porque o sistema vai disciplinar a via. As estações no canteiro central evitarão que os ônibus façam conversões para embarque e desembarque de passageiros, justamente o que causa redução da velocidade. Vai melhorar até para os carros", afirma.

Célio de Freitas acrescenta que os moradores da região metropolitana terão benefício maior na redução de tempo de viagem. "A expectativa é atender principalmente os usuários de Contagem, Betim, Ibirité, Sarzedo, e por isso haverá pelo menos uma estação em Contagem. Já no Bairro Salgado Filho (Região Oeste de BH), a ideia é fazer um terminal similar aos do Barreiro e de Venda Nova, com comércio farto e prestação de serviços", afirma, lembrando que os ônibus do novo BRT terão ar-condicionado e, dependendo da linha, serão articulados.

Especialista em trânsito, o consultor Silvestre Andrade Puty avalia que a Amazonas também merece tratamento especial, mas lembra que a via é uma das mais antigas do país a ter faixa exclusiva para transporte coletivo. "Funcionava muito bem para a época, 30 anos atrás. A Amazonas é tão importante quanto as outras. A questão é inverter a lógica da mobilidade da cidade e parar de olhar para os veículos, pensando no movimento das pessoas, em dar fluidez a quem precisa", diz Silvestre.

Estudos vão indicar a localização das estações e definir as mudanças no trânsito na Amazonas. "Não dá para alargar a via, porque a desapropriação inviabilizaria o projeto. Haverá uma faixa exclusiva, mas não segregada, com tachão no asfalto e dispositivos eletrônicos para impedir a entrada de veículos particulares e multá-los, se for o caso. Também teremos que ligar de alguma forma a Avenida Tereza Cristina com a Amazonas", avalia Célio de Freitas. Segundo ele, como nos demais corredores, a passagem será paga antecipadamente e o embarque será no mesmo nível do piso do ônibus.

Anel Rodoviário

Já o projeto do BRT para o Anel vai depender da revitalização da via, prevista para 2017. A ideia é destinar faixa exclusiva aos coletivos, assim como será feito para veículos de carga, além da instalação de pontos de conexão com os corredores de BRT já existentes. De acordo com o diretor da BHTrans, uma sugestão é colocar elevadores ou escadas rolantes para que o usuário desça do Anel até a Amazonas ou a Antônio Carlos, por exemplo. "Quem vai hoje da Universidade Federal de Minas Gerais até a Amazonas precisa ir ao Centro e trocar de ônibus. Com o BRT do Anel, esse usuário vai ganhar tempo e ter um gasto menor, usando a conexão."

Outro projeto é o corredor que liga a Avenida dos Andradas ao Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul. O trajeto passaria pela nova Via 710 (ligando Andradas e Avenida Cristiano Machado), avenidas Bernardo Vasconcelos, Américo Vespúcio, Tereza Cristina e Barão Homem de Melo. "Temos percebido o interesse de bancos de fomento no financiamento do sistema BRT. Nossa prioridade no transporte público é investir em uma rede estruturante de 220 quilômetros entre BRTs e metrô. Com conforto, confiabilidade e velocidade nesses corredores, queremos convidar os motoristas a deixarem seus carros em casa", afirma o diretor da BHTrans.

Para o consultor Silvestre Andrade, essa última proposta cria articulações para ligar bairros sem passar pelo Centro. "Seria um anel intermediário, de contorno da cidade. Mas é uma obra complexa, porque depende da construção de dois viadutos, além de um túnel sob o Bairro Padre Eustáquio (Região Noroeste de BH). É uma obra cara, por causa das desapropriações, mas seria um eixo alternativo", explica. "O Anel Rodoviário hoje tem muito movimento por ser a única grande via, além da Avenida do Contorno, que circula a cidade sem passar pelo Centro."

Expectativa nos pontos de ônibus

Enquanto a Prefeitura de BH projeta a ampliação do BRT, motoristas e pedestres que transitam pela capital estão ansiosos para saber quando as obras já em andamento se transformarão em um sistema mais ágil de transporte. A previsão mais recente dá conta de que as operações começariam em dezembro, nos corredores Antônio Carlos/Pedro I e Cristiano Machado. No entanto, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) só deve terminar as obras na região Central em janeiro do ano que vem. Isso pode atrasar o início da operação dos outros corredores.

Depois de sete meses de obras na Avenida Santos Dumont, no Centro de BH, a via foi reaberta para equilibrar a interdição na Avenida Paraná. De acordo com a Sudecap, o quebra-quebra na avenida segue pelo menos até o fim do ano. A prefeitura já admite atrasos porque em dezembro, como de costume, os trabalhos ficarão suspensos. Em janeiro de 2014, a Santos Dumont voltará a ser interditada para obras, entre as ruas Curitiba e São Paulo, sem prazo para conclusão. O canteiro central da via, inclusive, ainda passará por intervenções para conclusão das estações de transferência.

Informações: Estado de Minas