segunda-feira, 27 de maio de 2013

BH: obras do BRT entram em nova fase na área central

08/01/2013 - The City Fix Brasil

Mesmo com as obras na Avenida Santos Dumont ainda em andamento, prefeitura garante prazos. (Foto: Estado de Minas)

Embora ainda não esteja totalmente concluída, a liberação do tráfego para as linhas municipais e metropolitanas no começo de dezembro passado começa a trazer à Avenida Santos Dumont, Área Central de Belo Horizonte, o cotidiano interrompido nos últimos oito meses por conta das obras de implantação do BRT – Bus Rapid Transit. Um alívio para usuários e lojistas que amargaram duras perdas no período.

Agora o clima de expectativa e incertezas avança, a partir desta terça-feira, 8 de janeiro, sobre a Avenida Paraná, outro importante corredor do comércio popular. Segundo comunicado da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), a nova fase se dará em duas etapas e interditará apenas um sentido da via por vez. A previsão de término total dos trabalhos é para o fim de 2013.


Tratamento diferenciado, estações da Área Central terão um desenho mais aerodinâmico. (Foto: Divulgação PBH/B&L Arquiterura)

Durante todo o período de intervenções serão distribuídos informativos nos coletivos, estabelecimentos comerciais e também entre as pessoas que transitam pela região com o mapa das mudanças no trânsito e alterações nas linhas de ônibus. Ao todo, 39 linhas municipais e 45 linhas metropolitanas serão alteradas. Saiba mais:

Prefeitura de BH prevê expansão do BRT na capital

18/01/2013 - Estado de Minas

A maior aposta de Belo Horizonte no transporte coletivo sobre rodas ainda não passou pelo teste de fogo do dia a dia, mas, antes mesmo do fim das obras nas avenidas Antônio Carlos/Pedro I, Cristiano Machado e área central, já há projetos para estender o BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) a pelo menos mais três grandes percursos. O primeiro deles já está em estudo, com a finalidade de levar o sistema à Avenida Amazonas, beneficiando principalmente moradores da região metropolitana. A obra, com custo estimado em R$ 300 milhões, deve começar só em 2015. A prefeitura pretende também aplicar o conceito, em uma próxima fase, ao Anel Rodoviário e a um circuito ligando a Avenida dos Andradas ao Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul.

O BRT Amazonas, segundo o diretor de Planejamento da BHTrans, Célio de Freitas, é tão importante quanto os que já estão sendo executados, mas ficou para depois em função das limitações de orçamento. Pelo corredor devem ser transportados 340 mil passageiros por dia, mediante parceria entre o município e o governo do estado, que deverá construir uma estação em Contagem, na Grande BH, provavelmente próximo à Praça da Cemig. A estimativa é de que 121 linhas passem pela faixa exclusiva para coletivos – 33 delas da capital e 88 da região metropolitana. Nos nove quilômetros da Amazonas estão previstas cerca de 20 estações no canteiro central, em locais de grande movimento, como em frente ao Expominas e ao Centro de Educação Tecnológica (Cefet-MG).

O diretor da BHTrans afirma que o projeto é fundamental para o planejamento do trânsito e transporte em BH. "Os outros corredores ganharam prioridade por causa da janela de oportunidade, em função do orçamento que se tinha para a Copa do Mundo, mas o BRT Amazonas também é fundamental, porque o sistema vai disciplinar a via. As estações no canteiro central evitarão que os ônibus façam conversões para embarque e desembarque de passageiros, justamente o que causa redução da velocidade. Vai melhorar até para os carros", afirma.

Célio de Freitas acrescenta que os moradores da região metropolitana terão benefício maior na redução de tempo de viagem. "A expectativa é atender principalmente os usuários de Contagem, Betim, Ibirité, Sarzedo, e por isso haverá pelo menos uma estação em Contagem. Já no Bairro Salgado Filho (Região Oeste de BH), a ideia é fazer um terminal similar aos do Barreiro e de Venda Nova, com comércio farto e prestação de serviços", afirma, lembrando que os ônibus do novo BRT terão ar-condicionado e, dependendo da linha, serão articulados.

Especialista em trânsito, o consultor Silvestre Andrade Puty avalia que a Amazonas também merece tratamento especial, mas lembra que a via é uma das mais antigas do país a ter faixa exclusiva para transporte coletivo. "Funcionava muito bem para a época, 30 anos atrás. A Amazonas é tão importante quanto as outras. A questão é inverter a lógica da mobilidade da cidade e parar de olhar para os veículos, pensando no movimento das pessoas, em dar fluidez a quem precisa", diz Silvestre.

Estudos vão indicar a localização das estações e definir as mudanças no trânsito na Amazonas. "Não dá para alargar a via, porque a desapropriação inviabilizaria o projeto. Haverá uma faixa exclusiva, mas não segregada, com tachão no asfalto e dispositivos eletrônicos para impedir a entrada de veículos particulares e multá-los, se for o caso. Também teremos que ligar de alguma forma a Avenida Tereza Cristina com a Amazonas", avalia Célio de Freitas. Segundo ele, como nos demais corredores, a passagem será paga antecipadamente e o embarque será no mesmo nível do piso do ônibus.

Anel Rodoviário

Já o projeto do BRT para o Anel vai depender da revitalização da via, prevista para 2017. A ideia é destinar faixa exclusiva aos coletivos, assim como será feito para veículos de carga, além da instalação de pontos de conexão com os corredores de BRT já existentes. De acordo com o diretor da BHTrans, uma sugestão é colocar elevadores ou escadas rolantes para que o usuário desça do Anel até a Amazonas ou a Antônio Carlos, por exemplo. "Quem vai hoje da Universidade Federal de Minas Gerais até a Amazonas precisa ir ao Centro e trocar de ônibus. Com o BRT do Anel, esse usuário vai ganhar tempo e ter um gasto menor, usando a conexão."

Outro projeto é o corredor que liga a Avenida dos Andradas ao Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul. O trajeto passaria pela nova Via 710 (ligando Andradas e Avenida Cristiano Machado), avenidas Bernardo Vasconcelos, Américo Vespúcio, Tereza Cristina e Barão Homem de Melo. "Temos percebido o interesse de bancos de fomento no financiamento do sistema BRT. Nossa prioridade no transporte público é investir em uma rede estruturante de 220 quilômetros entre BRTs e metrô. Com conforto, confiabilidade e velocidade nesses corredores, queremos convidar os motoristas a deixarem seus carros em casa", afirma o diretor da BHTrans.

Para o consultor Silvestre Andrade, essa última proposta cria articulações para ligar bairros sem passar pelo Centro. "Seria um anel intermediário, de contorno da cidade. Mas é uma obra complexa, porque depende da construção de dois viadutos, além de um túnel sob o Bairro Padre Eustáquio (Região Noroeste de BH). É uma obra cara, por causa das desapropriações, mas seria um eixo alternativo", explica. "O Anel Rodoviário hoje tem muito movimento por ser a única grande via, além da Avenida do Contorno, que circula a cidade sem passar pelo Centro."

Expectativa nos pontos de ônibus

Enquanto a Prefeitura de BH projeta a ampliação do BRT, motoristas e pedestres que transitam pela capital estão ansiosos para saber quando as obras já em andamento se transformarão em um sistema mais ágil de transporte. A previsão mais recente dá conta de que as operações começariam em dezembro, nos corredores Antônio Carlos/Pedro I e Cristiano Machado. No entanto, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) só deve terminar as obras na região Central em janeiro do ano que vem. Isso pode atrasar o início da operação dos outros corredores.

Depois de sete meses de obras na Avenida Santos Dumont, no Centro de BH, a via foi reaberta para equilibrar a interdição na Avenida Paraná. De acordo com a Sudecap, o quebra-quebra na avenida segue pelo menos até o fim do ano. A prefeitura já admite atrasos porque em dezembro, como de costume, os trabalhos ficarão suspensos. Em janeiro de 2014, a Santos Dumont voltará a ser interditada para obras, entre as ruas Curitiba e São Paulo, sem prazo para conclusão. O canteiro central da via, inclusive, ainda passará por intervenções para conclusão das estações de transferência.

Informações: Estado de Minas

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mais uma rua será fechada no Centro de BH para obras do BRT

24/05/2013 - Estado de Minas

A Rua dos Tupis será interditada entre a Avenida Paraná e Rua Santa Catarina neste sábado

João Henrique do Vale
 
A Avenida Santos Dumont também está parcialmente fechada para as obras

Mais uma via será fechada no Centro de Belo Horizonte para obras do BRT da Área Central. A partir deste sábado, a Rua dos Tupis, entre Avenida Paraná e Rua Santa Catarina, será interditada. Serão realizadas obras de esgoto da Copasa, drenagem pluvial e infraestrutura viária. Vale lembrar aos motoristas que as avenidas Santos Dumont e Paraná, também estão fechadas para obras.

As linhas de ônibus que passam pelo trecho da Rua dos Tupis que será interditado, entre Avenida Amazonas e Avenida Paraná, serão transferidas para a Avenida Amazonas. Já os pontos localizados entre a Avenida Paraná e Rua dos Guaranis, passarão para um trecho da via entre a Rua dos Guaranis e Avenida Olegário Maciel. Todas as alterações no trânsito serão sinalizadas com faixas de pano e nos locais onde funcionam os atuais pontos de parada dos coletivos serão colados cartazes indicando o novo ponto. 

Um desvio será feito pela avenida Amazonas, Rua Santa Catarina até voltar para a Rua dos Tupis, em um trecho que não vai está fechado. Os motoristas que seguem em direção ao Elevado Castelo Branco, vindos da Avenida Amazonas, podem passar pela Rua Goitacazes como rota alternativa. 

Segundo a BHTrans, o BRT Área Central, formado pelas avenidas Paraná e Santos Dumont, terá 1,3 quilômetros de extensão e seis estações, sendo três em cada avenida. Com o corredor exclusivo, haverá aumento de 73% na quantidade de passageiros transportados. Dos 8.400 passageiros que passam pelo local atualmente, no pico da manhã, com o novo sistema de transporte serão 14,5 mil.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Governo de MG autoriza início de obras do Terminal Metropolitano Morro Alto, em Vespasiano


14/05/2013 - Transporta Brasil

Empreendimento que custará cerca de R$ 21,5 milhões faz parte do Sistema Metropolitano de Transportes da região metropolitana de Belo Horizonte e tem previsão de conclusão para o segundo semestre de 2014

Victor José, repórter do Portal Transporta Brasil

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas e do Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais, autorizou nesta segunda-feira (13/5) o início das obras do Terminal Metropolitano Morro Alto, que ficará localizado em Vespasiano, a 27 quilômetros do centro de Belo Horizonte. Serão investidos R$ 21,5 milhões na unidade.

O projeto faz parte do Sistema Metropolitano de Transportes da RMBH (Região Metropolitana de Belo Horizonte) e tem previsão de conclusão para o segundo semestre de 2014. Este é o terceiro terminal a ter obras iniciadas. Os terminais de Sarzedo e Ibirité estão com as obras em andamento desde o início de março. Nas três unidades, as intervenções consistem na construção de plataforma de embarque e desembarque, um prédio de apoio com salas para operadores, manutenção, administração, tesouraria, postos médico e policial, bilheteria, sanitários públicos e um bicicletário anexo.

“Os locais foram definidos tendo em vista reduções de percursos, tempo de viagem e número de veículos em circulação no centro da capital e a minimização dos custos de obra e do impacto em áreas residenciais”, explica o secretário-adjunto de Transportes e Obras Públicas, Fabrício Sampaio.

O Terminal Metropolitano Morro Alto deverá receber, em média, cerca de 50 mil passageiros, por dia.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Começam a operar radares que fiscalizam invasão de faixas exclusivas de ônibus



15/06/2013 - Estado de Minas

Cinco aparelhos começam a funcionar em dois corredores de coletivos da capital e autuação por invasão de pista é de R$ 53

Pedro Rocha Franco
 
Desde essa terça-feira, faixas de pano orientam motoristas sobre instalação dos aparelhos, que são capazes de identificar e fotografar veículos circulando em corredores exclusivos de coletivos (Jair Amaral/EM/D.A Press)
Desde essa terça-feira, faixas de pano orientam motoristas sobre instalação dos aparelhos, que são capazes de identificar e fotografar veículos circulando em corredores exclusivos de coletivos

Com mais de um ano de atraso, começam a operar nesta quarta-feira em Belo Horizonte radares que fiscalizam invasores de faixas exclusivas de ônibus. Inicialmente, vão funcionar cinco dos 12 aparelhos previstos para a capital, devendo o restante ser instalado nos corredores do BRT (Bus Rapid Transit, sigla em inglês). Quatro deles estão instalados na Avenida Nossa Senhora do Carmo e o outro na Avenida Antônio Carlos. Nestes locais, a BHTrans distribui folhetos e fixa faixas de pano para orientar motoristas sobre o funcionamento dos equipamentos.

Instalados no mês passado, os cinco radares foram aferidos pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-MG). A homologação dos aparelhos e os locais de funcionamento foram publicados  nessa terça-feira no Diário Oficial do Município (DOM). De acordo com a BHTrans, a operação começa nesta quarta-feira, restando apenas a definição de detalhes relacionados à publicidade dos aparelhos, pois, como nunca funcionaram na cidade, é preciso que os motoristas tenham familiaridade com o equipamento.

 (Jair Amaral/EM/D.A Press)
A operação dos radares é uma forma de os motoristas respeitarem a faixa criada especialmente para o transporte público. Os aparelhos são capazes de identificar, por meio do tamanho e do peso do veículo, se se trata de um carro, ônibus ou caminhão e, se ficar constatado um tipo de veículo proibido na faixa destinada aos coletivos, é feita uma fotografia instantaneamente. Como há carros que podem usar da faixa, como viaturas e ambulâncias, um software descarta a imagem no momento de processar a infração.

A falta de fiscalização nestes corredores exclusivos era o principal entrave para o funcionamento das vias rápidas dos ônibus em BH. No Rio de Janeiro, a criação de faixas exclusivas nas duas principais avenidas de Copacabana (Nossa Senhora de Copacabana e Barata Ribeiro) – sistema denominado BRS (Bus Rapid Service, sigla em inglês), numa analogia ao BRT –, apoiada na fiscalização ostensiva, possibilitou maior fluxo no tráfego de táxis e ônibus, tornando-se exemplo para outras cidades brasileiras. 

Em BH, apesar de as faixas exclusivas terem sido criadas na década de 1990, a falta de fiscalização resulta em desrespeito e o sistema torna-se improdutivo. Na Avenida Nossa Senhora do Carmo, o corredor exclusivo, criado em julho de 2009, não é delimitado por barreiras, como nas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado, e somente os agentes de trânsito fazem a fiscalização. A multa por circulação em pista exclusiva de ônibus é de R$ 53, além de o motorista perder três pontos na carteira de habilitação.