segunda-feira, 25 de maio de 2015

Prefeitura de BH dá a partida para expansão do Move para a Avenida Amazonas

23/05/2015 - Estado de Minas / O Tempo

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nessa sexta-feira o primeiro passo para expansão do Move para a Avenida Amazonas. Segundo o prefeito Marcio Lacerda (PSB), nos próximos dias será licitado o edital para a elaboração do projeto do primeiro corredor do Expresso Amazonas, com nove quilômetros de extensão, entre a Avenida Paraná, no Centro, e o Anel Rodoviário, no Bairro Madre Gertrudes, Região Oeste.

A promessa é de viagens mais rápidas e ônibus maiores para a população das regiões Oeste e Barreiro. O modelo será semelhante ao sistema já implantado nas avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Pedro I e no Centro, que, juntos, já transportam 500 mil passageiros por dia, segundo o prefeito. O Move Metropolitano transporta 200 mil/dia. O anúncio ocorreu durante o 2º Fórum de Mobilidade Urbana, que reuniu especialistas, empresários e autoridades no auditório da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL).

Há previsão também de um segundo corredor saindo do cruzamento das avenidas Amazonas e Tereza Cristina, no Bairro Gameleira, Região Oeste, até a Estação Barreiro, que passaria por adaptações para receber o Move. O terceiro ramal terá como destino a Estação Diamante, também no Barreiro.

Em Outubro do ano passado, o Ministério das Cidades aprovou pedido de recursos da PBH para INVESTIMENTOS no conjunto de obras do Expresso Amazonas. Serão 41 quilômetros em 10 corredores. Ao todo, serão investidos R$ 149 milhões, sendo R$ 141,55 milhões de FINANCIAMENTO do governo federal e R$ 7,4 milhões de contrapartida do município.

Lacerda também anunciou para os próximos dias o lançamento de edital para fechar o Ribeirão Arrudas, entre as ruas Rio da Janeiro e Carijós. O projeto já está pronto e há FINANCIAMENTO.

PLANO DIRETOR

O prefeito informou que na próxima semana enviará o projeto do novo Plano Diretor da cidade à Câmara Municipal. Ele acredita que a prefeitura pode sofrer forte oposição do mercado imobiliário, pois o texto vai limitar o que pode ser construído na cidade. "Não somos contrários à verticalização, mas ela precisa ser planejada. É preciso aproximar as pessoas dos meios de transporte de massa de qualidade. Esse é o eixo do planejamento no que se refere à mobilidade. Além disso, criar outras centralidades nos sentido de serviços, comércio e trabalho, para que as pessoas não tenham que se deslocar tanto no dia a dia", disse o prefeito. As controvérsias entre PBH e setor imobiliário começaram em abril do ano passado, durante a 4ª Conferência Municipal de Política Urbana. No fórum em que técnicos, empresários e a população em geral definiam as mudanças no planejamento da cidade, houve uma debandada do setor imobiliário, que alegou "falta de transparência e de condições mínimas do exercício da cidadania".

VIADUTO

Ao comentar a queda do Viaduto Batalha dos Guarapares, que desabou na Avenida Pedro I e matou duas pessoas, em 3 de julho do ano passado, Lacerda disse acreditar na inocência dos funcionários da Sudecap. "Eu confio na boa fé, na inocência dos funcionários da Sudecap, mas é preciso aguardar. Nós não tivemos acesso até agora ao inquérito todo. São mais de mil páginas", disse o prefeito. O inquérito da Polícia Civil já foi concluído e indiciou 19 pessoas, entre eles o ex-secretário municipal de obras, José Lauro Gomes Terror. Os indiciados respondem por dois homicídios com dolo eventual, 23 tentativas de homicídio com dolo eventual e pelo crime de desabamento.

O Tempo - BH

Falta de dinheiro trava obras 

BHTrans aguarda que União libere verba prometida para fazer estação e instalar Move na Amazonas

Dois importantes projetos de mobilidade urbana da capital estão paralisados em razão da falta de repasse de verbas do governo federal. As negociações entre o município e a União, que possibilitarão a construção da Estação São José do Move, no bairro Jardim Montanhês, na região Nordeste, e a implantação do Move da avenida Amazonas seguem atravancadas e poderão ser ainda mais prejudicadas pelo corte de quase R$ 70 bilhões no Orçamento do governo federal, anunciado nesta sexta. Durante o 2º Fórum Nacional de Mobilidade Urbana, na capital, o presidente da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar, admitiu que o cenário é preocupante.

De acordo com Cesar, a autarquia se prepara para selecionar a empresa que fará o projeto para as obras na avenida Amazonas, entretanto ainda não há prazo para que isso ocorra. A previsão inicial era que o sistema de transporte no corredor começasse a funcionar ainda neste ano.

"A esperança nunca morre, mas nos causa preocupação. Certamente a negociação tem que ficar cada vez mais inteligente porque o governo federal vai ter que fazer escolhas", disse o presidente da BHTrans, referindo-se ao ajuste fiscal feito pela União.

Conforme a assessoria da empresa de trânsito, o repasse do dinheiro para o projeto já foi aprovado pelo governo federal no fim do ano passado, mas o repasse ainda não foi feito. O valor de R$ 141,5 milhões abrange intervenções no corredor Barreiro-Oeste, que, além da avenida Amazonas, envolve outras avenidas, como a Teresa Cristina.

Estação. A Estação São José do Move deveria ter suas obras iniciadas também em 2015, porém o recurso de cerca de R$ 70 milhões ainda não foi sequer aprovado pelo Ministério das Cidades. Em nota, a assessoria da BHTrans informou que a estação de integração será o próximo projeto priorizado pela autarquia. Procurado, o Ministério das Cidades não se posicionou.

Na região, cerca 35 mil passageiros são atendidos diariamente pelo sistema de transporte coletivo da capital e não contam com uma estação de integração do Move próximo a suas casas. Conforme o projeto, o terminal vai atender 14 bairros e será construído no início da avenida Tancredo Neves.

"Estamos trabalhando para viabilizar a estação (São José), que será do padrão da São Gabriel, talvez até maior. Será muito importante para o Vetor Noroeste", afirmou Cesar, ressaltando que o projeto executivo da estação está pronto e aguarda recursos. "Temos compromisso do governo federal de uma parcela expressiva".

Rodoviária

Construção. As obras da nova rodoviária da capital devem começar em agosto, conforme a BHTrans. Esperado desde 2012, o terminal será construído no bairro São Gabriel, região Nordeste.

Plano Diretor

Nas próximas semanas, o projeto do novo Plano Diretor será encaminhado ao Legislativo. Com relação à mobilidade, o prefeito Marcio Lacerda disse que o projeto cria condições de trabalho e serviços fora do centro. O objetivo é evitar deslocamentos longos. O texto já foi discutido com a sociedade e, para valer, precisa de aprovação dos vereadores.

Viaduto

O prefeito Marcio Lacerda afirmou que "confia na boa fé e inocência dos funcionários da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura" no caso da queda do viaduto Batalha dos Guararapes – oito servidores foram indiciados. Lacerda informou que vai dar detalhes do caso quando tiver acesso às mais de mil páginas do inquérito.

Segurança

Presidente da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar informou que os novos 90 seguranças contratados para trabalhar nas estações do Move vão iniciar a vigilância em junho. Apesar de não usarem armas, os vigias estarão munidos de cassetetes, spray de pimenta e algemas.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Taxistas querem usar pista exclusiva do Move

19/05/2015 - O Tempo - BH

Discutida ontem em audiência na Câmara da capital, a circulação de táxis com passageiros em pistas exclusivas do Move de Belo Horizonte ainda não é consenso. A medida foi defendida pela categoria, com base em estudo encomendado pelo Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir-MG). "Funcionava bem assim antes. Após a conclusão das obras do Move, o táxi foi retirado", disse Ricardo Faedda, presidente do Sincavir. Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário da Casa, que fez o debate, o vereador Preto (DEM) avalia a medida como insegura. "O ônibus do Move pesa 30 mil kg, não para".

A ideia é compartilhar a pista da direita, em um primeiro momento, na avenida Antônio Carlos, que tem duas faixas de pista do Move em cada sentido em toda a extensão. A proposta objetiva principalmente viabilizar viagens de táxi para a Cidade Administrativa e o aeroporto internacional de Confins pelas faixas do Move. "O tempo de viagem para Confins passaria de uma hora e 30 minutos para 40 minutos, o que baratearia a corrida em até 20%", disse Faedda.

O uso das faixas seria ampliado gradativamente a outras avenidas. Autor do estudo de viabilidade, o engenheiro de trânsito Nelson Prata disse que a questão é de direito. "O táxi é um serviço público como o ônibus".

Debate. O vereador Preto demonstrou preocupação com a segurança. "Ja barramos vários projetos. Precisamos de estudos técnicos que garantam a segurança", disse.

O Sincavir rebate. "Por que nas pistas compartilhadas não há risco e na Antônio Carlos há?", questiona Faedda. "O ônibus Conexão Aeroporto não foi construído para fazer uso da via e faz, privilégio que precisa ser questionado", reforça o vereador Professor Wendel (PSB), que convocou a audiência. Ele disse que vai levar o projeto ao prefeito e à Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). A iniciativa, no entanto, precisa partir do Executivo – a Câmara não tem poder para propor a alteração.

Convidada para a reunião, a autarquia de trânsito não enviou representante nem respondeu por que veta o compartilhamento da pista, e informou que não vai se posicionar sobre a proposta.

Perfil

Conexão. Com cerca de 8 km de extensão, a avenida Antônio Carlos liga a Lagoinha à lagoa da Pampulha, cruzando vias como Anel Rodoviário e avenidas Abrahão Caram e Bernardo Vasconcelos.

O que recomenda o estudo

Acesso. Estabelecimento de sete pontos de entrada e saída de táxis na avenida Antônio Carlos, devidamente sinalizados vertical e horizontalmente.

Simulação. Treinamento dos taxistas e teste do acesso por esses pontos para verificar funcionamento da medida.

Sem parar. Proibição de parada dos táxis para embarque e desembarque de passageiros dentro dos corredores.

Ocupação. Táxis poderão trafegar apenas com passageiros, e serão controlados pela Central de Operações da BHTrans – possivelmente por GPS.

Divisão. Táxis andarão na pista da direita, evitando ultrapassagem e dando preferência aos ônibus do Move.

Emergência. Montar plano de atendimento de emergência aos táxis, incluindo o uso de reboque em caso de defeitos em veículos.

Restrito. Acesso limitado a taxistas sindicalizados, e criação de canal interativo com a BHTrans para permitir aplicação de penalidades a taxistas que desrespeitarem os termos de permissão.