sábado, 30 de março de 2013

Obra de viaduto do BRT na Pedro I está parada há seis meses

26/03/2013 - Hoje em Dia

Samuel Costa

A construção de um viaduto na avenida Pedro I, na região Norte de Belo Horizonte, dentro do projeto de implantação de um dos corredores do BRT (transporte rápido por ônibus), está parada há seis meses.

O problema pode atrasar ainda mais o cronograma do empreendimento, que é uma das apostas para minimizar o caos no trânsito na cidade até a Copa do Mundo, em 2014. O motivo da paralisação é obscuro: a PBH não explicou, até o fechamento desta edição, por que homens e máquinas estão ociosos.

Expostas ao tempo, ferragens da estrutura enferrujam. A falta de proteção das vigas, concreto e ferros pode comprometer a "validade" da ponte. As normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT–NBR) determinam que uma construção desse porte deve durar pelo menos cinco décadas sem manutenção.

Porém, esse tempo pode ser reduzido para menos de 20 anos se as obras forem retomadas sem a preparação necessária do concreto e do aço desprotegido, conforme o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), Clemenceau Chiabi Saliba Júnior.

"A obra não foi pensada de forma a parar no meio do cronograma. Não há proteções adequadas de elementos de construção em nenhuma parte. Isso comprometerá a vida útil do viaduto se não forem tomadas as providências para devolver a esses materiais uma condição segura. As intempéries e a agressividade do meio ambiente afetam a estrutura", diz Clemenceau, ressaltando que a retomada das obras vai demandar mais dinheiro.

Silêncio

Moradores vizinhos ao viaduto chegaram a falar que uma falha de projeto de engenharia teria motivado a paralisação da obra. A reportagem do Hoje em Dia cobrou, na quinta-feira, por e-mail e telefone, um posicionamento da prefeitura sobre a obra e as denúncias.

Na última segunda-feira (25), o chefe de gabinete e responsável pelo setor de comunicação da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Marcílio Batista Rodrigues Silva, alegou que a resposta da prefeitura não poderia ser divulgada sem o consentimento do diretor da Sudecap, José Lauro Nogueira.

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