quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Novo modelo de ônibus para o BRT começa a operar em 2012

16/12/2010 - Estado de Minas

O EM flagrou uma das unidades que serão apresentadas hoje pela BHTrans para o transporte público (Cristina Horta/EM/D.A Press. Brasil)
O EM flagrou uma das unidades que serão apresentadas hoje pela BHTrans para o transporte público

Modelos dos veículos em teste para operar o BRT (sigla em inglês de Bus Rapid Transit), cujo sistema é similar ao dos ônibus convencionais, mas com eficiência quase semelhante à do metrô, serão apresentados hoje pela BHTrans. O novo meio de transporte começa a ser implantado em 2012 e coleciona várias vantagens em relação aos ônibus: o embarque e o desembarque ocorrem em plataformas de nível, o que reduz o tempo de entrada e saída dos passageiros; a tarifa é paga previamente e a circulação ocorre em pista exclusiva. O BRT, considerado a maior aposta da prefeitura para desafogar o trânsito nos corredores movimentados, começará a operar em três ramais: Carlos Luz/Pedro II (12 quilômetros), Antônio Carlos/Pedro I (16 quilômetros) e Cristiano Machado (cinco quilômetros).

O sistema funciona com sucesso em várias capitais, como em Bogotá (Colômbia) e Pequim (China), e é classificado por BH como um dos empreendimentos vitais para a Copa do Mundo de 2014. O financiamento, majoritariamente, será pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os três empreendimentos terão contrapartida do município. O custo é de cerca de R$ 1 bilhão. O dinheiro virá da Caixa Econômica Federal (CEF).

Belo Horizonte foi a primeira das 12 cidades brasileiras que vão sediar o megaevento a enviar para a União os projetos viários que serão custeados, em parte, pelo governo federal. Nos bastidores, porém, as autoridades reconhecem que o mais importante para os moradores seria a expansão do metrô. Há anos, as promessas das linhas 2 (Barreiro/Região Hospitalar) e 3 (Pampulha/Savassi) estão engavetadas na sede da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Porém, segundo a BHTrans, o custo de implantação do BRT é 10% menor do que o do metrô.

A prefeitura está otimista quanto ao sucesso do sistema. Se tudo correr bem, é grande a possibilidade de o BRT ser expandido para outras vias, como Amazonas e Raja Gabaglia. A primeira avenida liga a capital a importantes cidades da região metropolitana, como Contagem e Betim. Já a segunda é um dos caminhos preferidos dos moradores da Centro-Sul que trabalham ou estudam na área Central.

Há uma expectativa, ainda em discussão na prefeitura, de que o BRT possa ser levado até o Anel Rodoviário. O ramal seria implantado nas vias marginais, mas, para isso, é preciso ocorrer, antes, a revitalização do corredor.

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